Raiser chegou ao apartamento e foi direto para o banheiro, tomar um banho. Lembrou-se da maneira fria que havia matado a toupeira.

– Apenas morra... Falou, enquanto aquelas imagens passavam por sua cabeça – Como eu consegui matar ela de maneira tão fria?

Abriu o chuveiro, sentiu a água escorrer por todo o seu corpo. “Preciso ver a Alice” Pensou. Mas ele não tinha como encontra-la, não sabia onde ela morava e nem sabia seu telefone. Pensou em socar a parede, mas respirou fundo, pois sabia que não ia acabar bem.

Saiu do banho, vestiu uma roupa e deitou-se em sua cama. Ficou olhando para o teto, e pensou como seria agradável rever Alice. Pensou também em como aquele olhar penetrante o deixou abalado quando trocaram olhares. Pensou como seria ter vivido os últimos treze anos perto dela. Pensou tanto que acabou dormindo.

Acordou no outro dia e foi para cozinha tomar o seu café da manhã como de costume, e viu Chester tomando café e lendo jornal.

– Aqui diz que ninguém sabe como um campinho de futebol ficou inteiramente destruído... Falou Chester – Falaram que alguma coisa muito forte caiu lá para fazer esse estrago. Completou

– Então... Eu posso explicar. Falou Raiser tentando arranjar palavras pra explicar.

– Olha... Eu não me importo com o jeito que você mata essas bestas, mas tente chamar menos atenção ok? Precisamos ser discretos e você deve saber disso.

– Ok, ok. Desculpe–me. Qual é a próxima besta?

– Bem... Se estiver tão preocupado em saber, chama–se Needle e tem a forma de um escorpião. A sua área é ao redor de uma área não habitada da cidade. Mesmo que seja uma área não habitada, não faça muita confusão, ok? Precisamos ser discretos...

– Ok, ok. Estou saindo.

– Boa sorte, cabelo de fogo.

Raiser saiu do apartamento e foi ao local que Chester havia falado. Começou a andar pelas ruas da cidade, de maneira calma concentrado em matar essa nova besta. Mas, ao virar a esquina de uma rua, nota uma pessoa conhecida. E mesma se vira e revela ser Alice. Quando percebe, ela grita:

– Raiser! Raiser!

O coração de Raiser encheu–se de alegria. Quem diria que iria revê–la depois de ter pedido para isso. Talvez fosse uma bênção do céu. Chegou até perto de Alice:

– Oi Alice... Como você tá?

– Eu tô bem, e você?

– Eu tô legal... Você ficou bem depois daquele dia?

– Fiquei... Você me ajudou bastante, obrigado! – Logo em seguida, ela deu um abraço em Raiser.

– Espero que eu consiga te proteger sempre que der. Falou Raiser, olhando profundamente nos olhos de Alice.

Alice não respondeu nada, mas seu rosto ficou vermelho. E em seguida abraçou forte Raiser. “Também vou te proteger.” Pensou.

Depois de ficarem abraçados, Raiser lembrou–se do que tinha que fazer.

– Eita! Preciso ir, Alice! Mais tarde a gente conversa! – E saiu correndo.

– Até! Estarei esperando! – Falou acenando com a mão – Preciso segui–lo para ver o que ele faz... Falou baixinho

E Alice começou a seguir Raiser, mas de maneira discreta para que o mesmo percebesse.