Depois de tanto caminhar, Raiser chega num local despovoado da cidade, só terrenos vazios para vender.

– Cadê você?! Sua merda ambulante! Gritou, querendo provocar a Besta.

Então, de repente o chão explode e sai algo de dentro dele. É a Besta em forma de Escorpião, Needle. Um escorpião–amarelo Gigante com marcas se sangue em suas patas.

– Quem é merda ambulante?! Seu merdinha! Gritou Needle, com raiva.

– Então você é o Needle? Achei que você seria mais ameaçador do que um simples escorpião inútil!

– Maldito! E você é o Raiser, o humano idiota que anda matando as bestas nesses últimos dias?! Você vai pagar seu merdinha!

– Há! Todos dizem a mesma coisa e sempre acabam com a minha espada no peito! – Raiser estende a mão e a espada aparece. Ele a desembainha e a marca aparece e cobre quase todo o seu corpo, com exceção das pernas e abdômen – Então se acha que consegue, vamos lá!

Então, com raiva, Needle avançou. Tentava acertar Raiser com o ferrão que estava na ponta da sua cauda. Raiser conseguia defender o golpe de Needle, mas poucas vezes conseguia atacar.

– Vai ficar na defensiva até quando, seu merdinha?! Gritou Needle

– Até agora! Gritou Raiser e em seguida, esquiva de um ataque de Needle e corta uma de suas patas.

– Ah! Seu merdinha! Você vai pagar por isso! Argh! Esperneou Needle

– Venha! Quero ver se consegue! Exclamou Raiser.

E a disputa voltava. Raiser sempre na defensiva e Needle atacando. Até que uma hora, com um golpe mais forte, Needle consegue quebrar a defesa de Raiser.

– Merda! Pensou Raiser – Não vai dar tempo de eu voltar a posição de defesa!

Needle acerta a sua garra na barriga de Raiser, que voa alguns metros e acerta uma árvore.

– Argh! Isso dói! Grita Raiser – E começa a cuspir sangue, logo em seguida, a marca cobre o lugar aonde a Besta havia acertado.

– Ué, cadê aquele merdinha que disse me derrotaria? Ainda não achei! Falou Needle, seguido de uma alta gargalhada.

– Seu filho da mãe – Raiser começa a se levantar com dificuldade – Você vai apagar por isso!

Raiser pega impulso na árvore, e vai em direção a Needle, que tenta o atacar, só que o mesmo desvia e corta uma garra fora.

– Isso! Consegui! Pensou Raiser.

– Heh, isso foi bom, mas minha garra não é a minha arma!

A cauda de Needle se movimenta rapidamente e acerta Raiser, sem chances de defender ou desviar, pois o mesmo tinha acabado de cortar a garra da Besta.

Raiser voou longe, ficou caído no chão. Depois de recuperar a consciência, percebeu que não conseguia mexer seus braços e pernas.

– Mas que merda você fez?! Falou Raiser, meio fraco.

– Eu injetei veneno em você, idiota! Falou Needle – Ele paralisa todos os seus músculos voluntários, ou seja, aqueles que você mexe.

– M–Maldito! Você vai pagar por isso!

Needle soltou uma gargalhada alta e estridente – Eu? Pagar? Como você vai me fazer pagar se nem consegue se mexer? Você é a minha presa, e vai morrer agora!

E Needle pula em direção a Raiser com o ferrão estendido, mirando bem em sua cabeça.

– Merda! Merda! Merda! Eu vou morrer! Pensou Raiser.

– Vai morrer merdinha! Gritou Needle.

Quando Raiser achou que a sua morte era certa. Viu uma onda de choque acertar Needle e manda–lo longe. A poeira subiu com o impacto da besta. E quando foi abaixando, reparou que alguém estava em pé, na sua frente. E quando a poeira abaixou, ficou surpreendido, pois era Alice.

– Alice?! O que faz aqui?! É perigoso! Gritou Raiser.

– Você aquele dia, enquanto eu tremia de medo daquelas pessoas que me julgava, você lutou contra elas, e jurou me proteger. Hoje, vou retribuir esse favor... Dessa vez, sou eu quem vai te proteger!

Alice estava vestida com uma regata preta, e calça de couro também preta, e com um coturno que parecia ter lâminas dos lados, também vestia luvas nas mãos. Seus cabelos pretos estavam brilhantes e mexiam suavemente com a brisa.

– Prepare–se! Gritou Alice e avançou em direção a besta.

– Sua vadiazinha! Pensa que pode me derrubar de novo? Aquilo foi um golpe de sorte! Gritou Needle, se recompondo.

– Veremos! Impact Kick!

Alice acertou um chute certeiro na garra de Needle, que estraçalha devido ao impacto.

– Maldita! Minha garra! Gritou Needle, urrando de dor.

– Isso é só o começo! Alice Hyper Kick Combo!

Alice começa a desferir uma série de chutes em Needle, tão rápidos, que parecem flashes.

– Cara, não tô conseguindo acompanhar nada, tá muito rápido! Disse Raiser, ainda caído no chão.

– Ah! Sua maldita! Eu vou te paralisar que nem fiz com o merdinha do seu namorado!

– Ei! Ela não é minha namorada! Gritou Raiser, corado.

– Sim, ele não é meu namorado, mas é alguém que devo proteger. Disse Alice.

Então, ela desvia dos ataques com a cauda que Needle tentava acertar, e depois de se esquivar, ela levanta a sua perna direita.

– Scythe’s Kick! Alice Grita. Então, com um movimento rápido, sua perna parece uma foice e corta a ponta da cauda da besta, onde ficava o ferrão.

– Maldita! Maldita! Você cortou minha cauda! Ah! Isso dói! Esperneia Needle.

Alice se ajeita, e vai direção a Raiser:

– Você tem uma besta pra matar, lembra?

– Mas como eu vou fazer isso? O veneno dela ainda tá fazendo efeito! Retrucou Raiser.

– Isso não será um problema. – Alice levanta Raiser e o carrega para perto da besta. E pega a mão de Raiser que estava segurando a espada e crava no peito da besta e o ajuda a girar, fazendo–a morrer.

– Alice, queime o cadáver, o óleo está no meu bolso... Disse Raiser.

Alice pega o óleo e queima o cadáver como Raiser disse, e assim o efeito do veneno desaparece.

– Acho que o veneno não ia parar de fazer efeito até que ela fosse carbonizada. Falou Alice.

– É... Obrigado por me ajudar, Alice. Se não fosse por você, eu teria virado comida de escorpião.

– Que isso. Eu sabia que você matava essas bestas, por isso te segui até aqui, mas não achei que você ia acabar desse jeito, por isso intervi.

– Droga, eu só não queria mais uma cicatriz para coleção! Falou Raiser, emburrado.

– Olha... Eu não me importo de você ter cicatrizes, se tiver conseguido elas protegendo quem você ama. E então, Alice dá um beijo no rosto de Raiser.

Raiser fica vermelho, da cor do seu cabelo e completa, todo enrolado:

– É–É melhor a gente voltar... Tenho que te apresentar meu amigo Chester.

– Eu adoraria! Falou Alice, esboçando um sorriso.

– Seu sorriso é tão lindo...

– Falou alguma coisa?

– Não! Nada! Vamos embora.