The Devil Hunter: Raiser's Chronicles
13 Needle
Depois de tanto caminhar, Raiser chega num local despovoado da cidade, só terrenos vazios para vender.
– Cadê você?! Sua merda ambulante! Gritou, querendo provocar a Besta.
Então, de repente o chão explode e sai algo de dentro dele. É a Besta em forma de Escorpião, Needle. Um escorpião–amarelo Gigante com marcas se sangue em suas patas.
– Quem é merda ambulante?! Seu merdinha! Gritou Needle, com raiva.
– Então você é o Needle? Achei que você seria mais ameaçador do que um simples escorpião inútil!
– Maldito! E você é o Raiser, o humano idiota que anda matando as bestas nesses últimos dias?! Você vai pagar seu merdinha!
– Há! Todos dizem a mesma coisa e sempre acabam com a minha espada no peito! – Raiser estende a mão e a espada aparece. Ele a desembainha e a marca aparece e cobre quase todo o seu corpo, com exceção das pernas e abdômen – Então se acha que consegue, vamos lá!
Então, com raiva, Needle avançou. Tentava acertar Raiser com o ferrão que estava na ponta da sua cauda. Raiser conseguia defender o golpe de Needle, mas poucas vezes conseguia atacar.
– Vai ficar na defensiva até quando, seu merdinha?! Gritou Needle
– Até agora! Gritou Raiser e em seguida, esquiva de um ataque de Needle e corta uma de suas patas.
– Ah! Seu merdinha! Você vai pagar por isso! Argh! Esperneou Needle
– Venha! Quero ver se consegue! Exclamou Raiser.
E a disputa voltava. Raiser sempre na defensiva e Needle atacando. Até que uma hora, com um golpe mais forte, Needle consegue quebrar a defesa de Raiser.
– Merda! Pensou Raiser – Não vai dar tempo de eu voltar a posição de defesa!
Needle acerta a sua garra na barriga de Raiser, que voa alguns metros e acerta uma árvore.
– Argh! Isso dói! Grita Raiser – E começa a cuspir sangue, logo em seguida, a marca cobre o lugar aonde a Besta havia acertado.
– Ué, cadê aquele merdinha que disse me derrotaria? Ainda não achei! Falou Needle, seguido de uma alta gargalhada.
– Seu filho da mãe – Raiser começa a se levantar com dificuldade – Você vai apagar por isso!
Raiser pega impulso na árvore, e vai em direção a Needle, que tenta o atacar, só que o mesmo desvia e corta uma garra fora.
– Isso! Consegui! Pensou Raiser.
– Heh, isso foi bom, mas minha garra não é a minha arma!
A cauda de Needle se movimenta rapidamente e acerta Raiser, sem chances de defender ou desviar, pois o mesmo tinha acabado de cortar a garra da Besta.
Raiser voou longe, ficou caído no chão. Depois de recuperar a consciência, percebeu que não conseguia mexer seus braços e pernas.
– Mas que merda você fez?! Falou Raiser, meio fraco.
– Eu injetei veneno em você, idiota! Falou Needle – Ele paralisa todos os seus músculos voluntários, ou seja, aqueles que você mexe.
– M–Maldito! Você vai pagar por isso!
Needle soltou uma gargalhada alta e estridente – Eu? Pagar? Como você vai me fazer pagar se nem consegue se mexer? Você é a minha presa, e vai morrer agora!
E Needle pula em direção a Raiser com o ferrão estendido, mirando bem em sua cabeça.
– Merda! Merda! Merda! Eu vou morrer! Pensou Raiser.
– Vai morrer merdinha! Gritou Needle.
Quando Raiser achou que a sua morte era certa. Viu uma onda de choque acertar Needle e manda–lo longe. A poeira subiu com o impacto da besta. E quando foi abaixando, reparou que alguém estava em pé, na sua frente. E quando a poeira abaixou, ficou surpreendido, pois era Alice.
– Alice?! O que faz aqui?! É perigoso! Gritou Raiser.
– Você aquele dia, enquanto eu tremia de medo daquelas pessoas que me julgava, você lutou contra elas, e jurou me proteger. Hoje, vou retribuir esse favor... Dessa vez, sou eu quem vai te proteger!
Alice estava vestida com uma regata preta, e calça de couro também preta, e com um coturno que parecia ter lâminas dos lados, também vestia luvas nas mãos. Seus cabelos pretos estavam brilhantes e mexiam suavemente com a brisa.
– Prepare–se! Gritou Alice e avançou em direção a besta.
– Sua vadiazinha! Pensa que pode me derrubar de novo? Aquilo foi um golpe de sorte! Gritou Needle, se recompondo.
– Veremos! Impact Kick!
Alice acertou um chute certeiro na garra de Needle, que estraçalha devido ao impacto.
– Maldita! Minha garra! Gritou Needle, urrando de dor.
– Isso é só o começo! Alice Hyper Kick Combo!
Alice começa a desferir uma série de chutes em Needle, tão rápidos, que parecem flashes.
– Cara, não tô conseguindo acompanhar nada, tá muito rápido! Disse Raiser, ainda caído no chão.
– Ah! Sua maldita! Eu vou te paralisar que nem fiz com o merdinha do seu namorado!
– Ei! Ela não é minha namorada! Gritou Raiser, corado.
– Sim, ele não é meu namorado, mas é alguém que devo proteger. Disse Alice.
Então, ela desvia dos ataques com a cauda que Needle tentava acertar, e depois de se esquivar, ela levanta a sua perna direita.
– Scythe’s Kick! Alice Grita. Então, com um movimento rápido, sua perna parece uma foice e corta a ponta da cauda da besta, onde ficava o ferrão.
– Maldita! Maldita! Você cortou minha cauda! Ah! Isso dói! Esperneia Needle.
Alice se ajeita, e vai direção a Raiser:
– Você tem uma besta pra matar, lembra?
– Mas como eu vou fazer isso? O veneno dela ainda tá fazendo efeito! Retrucou Raiser.
– Isso não será um problema. – Alice levanta Raiser e o carrega para perto da besta. E pega a mão de Raiser que estava segurando a espada e crava no peito da besta e o ajuda a girar, fazendo–a morrer.
– Alice, queime o cadáver, o óleo está no meu bolso... Disse Raiser.
Alice pega o óleo e queima o cadáver como Raiser disse, e assim o efeito do veneno desaparece.
– Acho que o veneno não ia parar de fazer efeito até que ela fosse carbonizada. Falou Alice.
– É... Obrigado por me ajudar, Alice. Se não fosse por você, eu teria virado comida de escorpião.
– Que isso. Eu sabia que você matava essas bestas, por isso te segui até aqui, mas não achei que você ia acabar desse jeito, por isso intervi.
– Droga, eu só não queria mais uma cicatriz para coleção! Falou Raiser, emburrado.
– Olha... Eu não me importo de você ter cicatrizes, se tiver conseguido elas protegendo quem você ama. E então, Alice dá um beijo no rosto de Raiser.
Raiser fica vermelho, da cor do seu cabelo e completa, todo enrolado:
– É–É melhor a gente voltar... Tenho que te apresentar meu amigo Chester.
– Eu adoraria! Falou Alice, esboçando um sorriso.
– Seu sorriso é tão lindo...
– Falou alguma coisa?
– Não! Nada! Vamos embora.
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