The Devil Hunter: Raiser's Chronicles
14 Caridade
Raiser e Alice chegam ao apartamento de Chester.
– Chegamos... – E então Raiser sente uma forte dor de cabeça. – Argh... Minha cabeça...
– Você tá bem, Raiser? Perguntou Alice.
– Só tô com uma dor de cabeça... Melhor eu me deitar. Respondeu Raiser
– Tá bem...
Raiser então foi ao seu quarto e deitou na sua cama, adormecendo logo em seguida. Acorda no mesmo quarto branco aonde tinha feito o pacto com aquele homem magro e fraco, dias atrás. Dá uma olhada ao redor e percebe o mesmo homem, só que ele estava mais saudável do que a última vez.
– Mas você é difícil de derrubar, hein? Falou o Homem.
– Por que você fez isso? Perguntou Raiser.
– Bem... Eu queria falar com você. Eu vi a sua última luta e caramba Raiser! Você apanhou feio! Eu lhe dou a chance de ser forte e você é salvo por uma garota? Que tipo de homem você é?
Raiser ficou mudo, não sabia o que falar para retrucar o homem.
– Bem... Além de a garota ter salvado a sua pele, ela ainda deixou a besta prontinha para o abate, isso não é incrível? – E num piscar de olhos, o homem estava ao pé do ouvido de Raiser. – Dessa vez eu tolero, mas da próxima não.
– Como assim?! Raiser perguntou, surpreso e se afastando do homem.
O Homem coloca a mão no rosto e dá uma gargalhada:
– Você é burro?! De que graça tem a garota deixar só o peito para você cravar a espada e girar?! Você tem que lutar! Você! Raiser Naito! E não aquela garota do cabelo estranho!
E num outro piscar de olhos, o Homem estava atrás de Raiser:
– Se ela fizer isso pra você de novo, não serei legal como agora, e não contarei a besta. Então, mesmo que tenha matado as dez bestas, se ela tiver feito o trabalho por você, em mais uma você perderá seu braço. Por quê? Porque não foi você que lutou contra a besta! Foi a garota!
– Desgraçado! Gritou Raiser
– Se sou desgraçado, sou um desgraçado justo! Exclamou o Homem. – Lembre-se, meu cabelo de fogo favorito, se você não lutar contra a besta, não contarei mais! Agora pode acordar!
Tudo ficou preto subitamente. Raiser abre os olhos e dá um berro. Alice corre para o quarto para ver o que houve:
– Raiser! Tá tudo bem?
– Ah... Tá sim... Que horas são?
– São 9 da manhã. Você tá dormindo desde ontem!
– Valeu. Vou tomar um banho.
– Você tá bem?
– Tô, só vou tomar um banho.
Raiser levantou-se da cama, pegou sua toalha e foi ao banheiro. Ligou o chuveiro e entrou de baixo dele. A água escorria pelo seu corpo. E lembrava-se das palavras do Homem “Porque não foi você que lutou contra a besta! Foi a garota!”
– A Alice lutou por mim? Pensou. – Não deixarei que isso aconteça novamente.
Raiser saiu do banho, foi ao seu quarto e colocou uma roupa. Depois foi até a cozinha, onde estavam Alice e Chester:
– Até que fim acordou, Raio de Sol! Falou Chester, em tom de brincadeira.
– Sim. Qual é a besta de hoje? Falou Raiser, direto e ríspido.
– Nossa, mas que braveza! Bem, não importa. Bem, a besta de hoje é uma cobra gigante, chamada Choke. Como você já eliminou quatro bestas, a área que as restantes ficam foram ampliadas. Então, segundo o monitoramento de demônios, Choke deve estar entre onde o Stinger e o Needle ficavam, ou seja, ou em área não habitada, ou no parque.
– Ok, estou indo. Disse Raiser.
– Eu vou com você. Disse Alice.
– Não, você fica. Retrucou Raiser.
– Ué, por quê?
– Porque você só vai atrapalhar.
– Idiota! Você quase morreu uma vez lutando, quem garante que isso não vai se repetir?
Raiser olhou seriamente para Alice e disse:
– Porque agora não tenho medo de me machucar.
Raiser deu as costas e saiu. Alice tentou segui–lo, mas Chester a impediu:
– Deixe... Alice. Ele é tá falando sério. Ele não quer te envolver nessa luta.
– Não me importo! Não quero que ele morra, eu jurei protege-lo!
Alice e Chester trocaram olhares, e vendo a determinação nos olhos da garota, Chester cedeu.
– Tá bem... Pode ir, mas fique escondida. Não quero ouvir o Raiser reclamar depois.
– Valeu Chester! Tô indo.
Alice saiu correndo do apartamento, e se apressou para alcançar Raiser.
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