The Devil Hunter: Raiser's Chronicles
5 Passeio
Logo de manhã, Chester estava na cozinha fumando um cigarro. Raiser Chegou, e sentou numa cadeira. Enquanto Chester fumava com uma cara pensativa, perguntou:
– Chester, você sabe a localização das dez bestas demoníacas?
A sua expressão de pensativa deu lugar a uma cara de espanto, seguido de uma pergunta:
– Como você sabe das dez bestas demoníacas?
– O cara do meu sonho mencionou–as. Disse que eu preciso matá–las para ter meu poder liberto totalmente.
A cara dele ficou séria:
– Então é esse o pacto que ele propôs?
– Sim.
– Os pactos, segundo as informações que eu tenho, sempre variam, mas é a primeira vez que essa prova é feita.
– Entendi. Mas ele também disse que se eu não matá–los em dez dias, ele arrancará meu braço.
– Ele o quê?! Esboçou uma cara de espanto, mas logo deu lugar a uma pensativa – Entendo... Então é uma corrida contra o tempo...
– Exato.
– Certo! Então vamos começar a preparar o nosso plano para matar as tais bestas. Termine de tomar café e me acompanhe para um passeio.
– Ok.
Raiser terminou de tomar seu café. Saíram daquele apartamento e foram para a rua. Estava uma manhã ensolarada com um clima agradável, bom para dar uma caminhada e sentir o ar livre. Enquanto caminhavam, Chester disse:
– Vou te levar ao meu escritório, lá poderemos planejar como mataremos as bestas... Mas antes, vamos aproveitar essa caminhada. Está uma manhã linda e desperdiçá–la não seria legal.
Continuaram a caminhar, e a observar o movimento da cidade. Passando por um parque, viram pessoas brincando com seus filhos e isso o fez Raiser lembrar–se do Padre... Sentiu um aperto no peito e uma leve vontade de chorar, mas se segurou, não queria se mostrar fraco perto de Chester.
Depois de uns quinze minutos de caminhada, chegaram ao “escritório” do Chester. Era uma casa que parecia estar abandonada, pois estava caindo aos pedaços. Entraram, e começaram a descer as escadas, e enquanto desciam a casa que antes parecia abandonada e caindo aos pedaços, foi se transformando em uma sala bastante moderna e informatizada.
Quando terminaram de descer as escadas, Raiser se deparou em uma sala enorme, com computadores e uma mesa, que achou que deveria ser aonde o Chester trabalha.
– Sente–se. Disse.
Sentou em uma cadeira qualquer, pronto para ouvir o que ele tinha em mente. Chester pegou um cigarro, acendeu–o, começou a tragar e depois de soltar a fumaça, começou a falar:
– O plano é o seguinte: as dez bestas estão espalhadas por essa cidade, pois estão querendo te caçar. Não disse antes para não te assustar. Essas dez bestas foram enviadas do Inferno para te matar, pois alguém de lá de baixo não te quer ver vivo. Sorte que todas não podem te atacar ao mesmo tempo, se não você já estaria morto. As bestas têm uma regra, que é ficarem distantes umas das outras em um raio de 5 km, se ficarem menos que isso, eles ficam sem forças e podem até morrer... Então se você ficar na área de uma, ela vai te atacar. Aqui onde estamos é a área do Tyga, uma das dez bestas, e é por ela que você vai começar a sua prova.
– Mas como eu vou encontrá–la?
– É só olhar ao seu redor, bestas podem se disfarçar, ficar com uma aparência humana, mas sua personalidade de besta ainda transparece, por isso ficam sentadas, quietas, para não serem notadas. Para você descobrir se uma pessoa suspeita é assoprando isso. – ele revira o bolso da calça e tira um apito de cachorro – Esse apito de cachorro vai chamar a atenção da besta e ela provavelmente irá te atacar, mas ainda na forma humana. Para fazê–la ficar na forma de besta, basta acertá–la em sua cabeça, que ela voltará à forma original.
– E como eu vou matá–la?
– Basta encravar a espada no peito da besta, mas para isso você antes precisa desmembrá–la, para facilitar o trabalho. Depois de fazer isso, você precisará queimar o cadáver com isso – ele dá a Raiser uma espécie de óleo – e ele desaparecerá para sempre, pois isso é um óleo santo.
– E quando eu começo a procurá–la?
– Você pode ir agora, se quiser...
– Você vai me acompanhar?
– Não... Ficarei aqui esperando pela sua vitória.
– Então tá. Estou indo!
– Boa sorte e se esforce, cabelo de fogo.
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