The Devil Has A Name.
8 Touched by an “angel”.
Notas iniciais
P.S.: N/C
P.S.:² Nick's POV.
Senti a tensão. Charlotte não sabia o que me responder. Passou os olhos rapidamente por todo o restaurante e deu um meio sorriso trêmulo ao voltar-se para mim.
— Trabalho numa loja de departamento no shopping. Você não deve conhecer.
— Tudo bem — estalei a língua, e nossa champanhe chegou. Enxi sua taça, e logo depois a minha. Ela bebeu de um gole, olhando para os lados. Enxi a taça novamente.
— Quer me deixar bêbada? — ela riu.
— Você tomou de um gole, então interpretei como se quisesse mais — sorri.
— Sim, mas você precisa de muito mais do que duas taças para me embebedar. — ela não estava confortável, isso era visível. Depois de minha pergunta, ela ficou muito mais cautelosa com suas perguntas e respostas ás minhas. Queria descobrir o que ela estava pensando. Eu estava usando um microfone em minha camisa, pois Pierre veio comigo para me ajudar. Mas eu não o estava vendo em lugar nenhum. Finalmente, nossos pratos com as lagostas chegaram, e comemos em silêncio.
— Eu preciso ir no banheiro — sussurrei, levantando-me rapidamente e indo até o banheiro. — Pierre? — chamei, com o microfone na mão. Um barulho na cabine me fez virar. — Pierre? — chamei novamente.
— Hum? — respondeu, da cabine. Ele estava pegando alguma mulher. Abri a porta da cabine e vi a garota, loira, bonita, seios fartos á mostra. Ela era a garçonete do bar.
— Pierre, o que faz aqui? — perguntei, e a garota sorriu pra mim, enquanto Pierre parava de chupar seu pescoço e voltasse toda sua atenção para mim.
— Desculpa cara — disse ele. — Mas aquele jantar estava realmente muito monótono, e eu resolvi agitar um pouco as coisas — sorriu.
— Percebi. — revirei os olhos. — Hum, e uma pergunta... como vou ir embora com ela?
— Ah, boa sorte com isso, espero que não morra — me deu um aperto de mão solidário — Agora deixe-me fazer o meu trabalho aqui. — e voltou sua atenção para a garota, fechando a porta do pequeno cubículo. Suspirei.
— Vai dar tudo certo. — suspirei. Voltei para o restaurante e paguei a conta. — Vamos? — sorri, apreensivo, e sai com ela de mãos dadas do restaurante para a noite fresca de Primavera em New York. Ela me guiou por ruas com pouca iluminação ou pessoas. Tremi.
— Está com frio? — virou-se para mim, dando várias piscadelas, como um anjo. Um anjo mortal…
— Um pouco — dei um meio sorriso.
— Bem, já vamos ficar mais quentes, ali — apontou para uma rua sem saída. Tinha certeza que ela ia fazer isso então, discretamente, peguei meu celular e liguei para Pierre, colocando-o dentro de meu paletó. Respirei fundo. O que tem que acontecer vai acontecer. Ela me encostou na parede, me dando um selinho e abrindo o zíper da minha calça. O QUE?! — Achei que seria legal brincarmos um pouco, o que acha?! — sorriu maliciosamente para mim.
— Hum... — hesitei — tudo bem. — disse num fio de voz. Ela virou-se de costas para mim e me instruiu para abrir o zíper de seu vestido. Ela estava sem roupa por baixo.
— Olha, agora você precisa fazer do meu jeito — sussurrou em meu ouvido. — Ok? — falava comigo como se eu fosse uma criancinha. Assenti com a cabeça, totalmente perdido e surpreso com o rumo daquela noite, daquele “encontro”. Eu não sabia como agir, ou o que fazer, eu não queria transar com aquela mulher, para logo depois ser friamente assassinado por ela. Mas o que eu poderia fazer? Já tinha entrado nessa. Que armas eu tinha contra aquela Charlotte?! Eu poderia levantar minha calça e correr o mais rápido possível para longe daquela louca, mas tudo se complicaria ainda mais.
— Ok então — foi a única coisa que respondi.
— Nada de beijos, nada de sentimentos. Entendeu?
— Entendi — fiz que sim com a cabeça. Ela segurou meu pênis entre suas duas mãos e introduziu gentilmente em sua vagina. Os movimentos de vai-e-vem começaram calmos, com cada um olhando para um ponto qualquer, menos um para o outro. Logo depois ela começou a me arranhar com suas unhas enormes, e isso me deu vontade para ir adiante. Os movimentos ficaram intensos, e ela não conseguia conter os gemidos de prazer, enquanto eu fechava os olhos bem apertados e mordia meus lábios. Eu não queria que aquilo tivesse acontecido. Não, droga! Mas era bom. Era prazeroso de uma forma que nunca foi com minha noiva. Não demorou muito, alguns minutos depois, tive meu orgasmo depois do dela. Não sabia o que era. Talvez a adrenalina por saber que aquela seria minha ultima transa.
— Oh meu Deus, isso foi... gostoso — mordeu os lábios, e eu tirei meu pênis de sua vagina. — Isso foi bom.
— Obrigado... eu acho — sussurrei, sem saber o que dizer. Ela colocou seu vestido por cima e pegou sua bolsa. Eu sabia que essa era a hora. Eu devia ter trazido uma arma. Virou-se para mim, uma luva transparente cobrindo sua mão.
— É uma pena, realmente — estalou a língua. — Nunca foi tão prazeroso. Nem ao menos com Guilherme — disse, com ressentimento na voz. — Talvez eu deva criá-lo como um cachorrinho, sabe, para me satisfazer — deu uma risada maldosa, e então veio para cima de mim. Ela estava tentando me asfixiar. Por um segundo, fiquei totalmente surpreso e sem reação. Que tipo de policial eu sou? Onde estão meus reflexos rápidos, pelo amor de Deus! Então peguei seu braço e a girei. — Ai! — gritou. — Está me machucando, me solta!
— Eu luto, sabia?! — sussurrei em seu ouvido, rindo em seguida.
— E eu estava somente brincando... — ela deu uma risada nervosa. — Você sabe disso.
— Claro que sei. — respondi, em tom insolente. Virei Charlotte para novamente ficarmos frente a frente e a beijei. E eu senti algo.
Notas finais
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