The Destiny Sucks! or not...
6 Talvez?!
Aquilo foi realmente uma surpresa. E digo que não foi ruim, talvez tenha sido uma das melhores surpresas de toda a minha vida.
— Kate? Terra chamado Kate Messner. — Emaline começou a estalar os dedos na frente dos meus olhos.
— Hã? O que foi? — não estava prestando atenção em nada depois do que tinha acontecido.
— Você estava na lua? Ou só foi abduzida por seus conterrâneos? — ela riu disso, e eu também, ela era engraçada às vezes.
— Não, eu acho que só estava pensando. — não me pergunte no quê. Não me pergunte. Não me pergunte, por favor.
— Pensando no quê? — droga, ela perguntou, mas ela já sabia.
— Eu tava pensando que... que acho que vamos nos atrasar pra aula e hoje tem química.
Emaline riu, porque ela sabia que eu estava mentindo. Ela sabia que meus pensamentos eram sobre o que havia acontecido entre nós.
— Então temos que ir. Porque acho que estou gostando de química. — então ela piscou pra mim e levantou da cama, foi em direção a porta e abriu.
— Emaline Addario gostando de química assim tão rápido? — fiz uma cara de desconfiança.
— Milagres acontecem com Emaline Addario às vezes. E eu te disse que talvez eu começasse a gostar de química por sua causa. — ela sorriu.
— Se você diz, então ta bom. — sorri pra ela também.
— Se arrume e vamos. Ou você quer se atrasar?
— Na verdade, nem queria ir.
— Isso é sério? Uma nerd querendo faltar aula? — ela estava debochando da minha cara, com certeza.
— Super sério. Eu só não queria ver a cara de alguém hoje, não estou muito animada pra ir pra escola.
— Ta bom. Então apenas se arrume e pegue sua mochila, estarei esperando na sala.
— O que vamos fazer? — eu estava curiosa.
— Surpresa, Kate. — então ela saiu e fechou a porta.
Levantei da cama e comecei a pegar algumas roupas, eu não fazia ideia de onde íamos e muito menos qual roupa vestir.
— Outra surpresa? O que será dessa vez? — perguntei pro meu reflexo no espelho.
Me vesti e desci as escadas, quando estava chegando perto da sala ouvi conversas. Meu pai e Emaline estavam conversando?
— Então senhor Messner, aposto que a sua filha deve ser uma das melhores alunas da sua escola?
— É, bem, não por ser a minha filha, mas ela é sim. Ela é inteligente e dedicada, ela é incrível.
— Pode ter certeza que sim.
Emaline me acha incrível. Emaline Addario me acha incrível? Não é possível.
Entrei na sala devagar, não queria interromper a conversa mas tínhamos que sair, pra "escola".
— Bom dia querida, estávamos falando de você.
— Estavam? — me fiz de desentendida.
— Sim, mas não se preocupe, estávamos falando coisas boas sobre você. — Emaline disse.
— Obrigada, eu acho.
— Então, vamos? — Emaline perguntou.
— Já vão indo? Querem uma carona? Vou sair daqui a pouco.
— Não precisa pai, vamos caminhando mesmo.
— É senhor Messner, caminhar de manhã é bom. E obrigada pelo café, estava ótimo. — ela acenou pro meu pai e foi saindo.
— Tchau pai, até depois. — também acenei pra ele.
— Tchau meninas, tenham uma boa aula.
Saímos de casa e assim que chegamos na calçada, Emaline disse:
— Vem comigo.
— Onde?
— Na minha casa, quero te mostrar uma coisa. — ela pegou na minha mão e saiu andando pra casa dela.
— Espera ai. Seus pais não estão em casa?
— Eles... estão viajando por um tempo.
Entramos na casa dela, realmente não tinha ninguém lá. Era uma casa legal, o que me chamou a atenção foi a estante de livros que tinha logo na entrada. Eu não pude deixar de olhar aqueles livros, eram livros clássicos.
— Ei, Kate, você vai subir ou vai ficar namorando esses livros velhos?
Talvez eu quisesse namorar outra coisa. MEU DEUS KATE MESSNER. No que eu estou pensando? Eu estou ficando louca, e a culpa é toda da Emaline.
Fui atrás dela, e como previsto, fomos para o seu quarto. Era um quarto interessante e bonito, mais bonito visto de dentro do que da janela.
— Eis a minha caverna particular. Eu adoro ficar aqui. Posso fazer tudo que eu quiser, posso escutar música, desenhar alguma coisa doida, e tocar minha amada guitarra que alguém talvez não goste muito. — ela olhou pra mim e riu.
— Eu gosto da sua guitarra. Só não gosto de ouvir ela muito cedo.
— Pelo menos da guitarra você gosta... — ela sentou na cama e pegou a guitarra.
— Como assim? — perguntei confusa.
— Digamos que talvez você deveria gostar de outra coisa. — ela estava tocando algumas notas na sua guitarra. Era uma bonita guitarra, e ficava ainda mais bonita com ela segurando.
— Eu deveria gostar exatamente do quê? — eu ainda estava confusa.
— Quer ouvir uma música primeiro? Depois eu te digo.
— Eu adoraria ouvir você tocar. — sorri pra ela, encorajando-a, pois percebi que ela estava nervosa e talvez tímida.
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