Notas iniciais
Música do capítulo: Wonderwall - Oasis Link do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=bx1Bh8ZvH84

*Play agora mesmo c:*

Ela levantou da cama e colocou uma música tocar, e voltou pra cama de novo. Pegou um violão dessa vez, e começou a acompanhar a música perfeitamente.

Ela não estava cantando, apenas acompanhando silenciosamente, e como eu queria ouvir ela cantar de verdade.

Aquela música era sobre uma garota que foi contra a opinião das outras pessoas pra ficar junto com um cara, mas essas opinião agora estavam deixando ela confusa, e se ela deixar ele, as pessoas vão julga-la da mesma forma que fizeram com ele.

Pelo que entendi, a principal mensagem da música é explicar que a vida deles pode ser difícil, mas que pelo menos pro cara, ela é única razão dele seguir a vida. E por último, ele diz que ela é a protetora dele e que ele também a protegeria, até mesmo dos julgamentos dos outros.

E então Emaline largou o violão e deixou a música tocando sem o seu acompanhamento.

— É isso. O que achou da música? — ela perguntou e sentou novamente na cama.

— Eu gostei muito. E você toca muito bem, sério. Acho que talvez você deveria cantar...

— Não sei se levo jeito pra isso.

— Emaline, você é incrível! — eu disse e me sentei do lado dela.

— Kate, você deveria ser mais antenada. Eu não sou incrível.

— Você é sim! Você é Emaline Addario, a garota mais legal que eu já conheci.

— Kate?

— Sim?

— Sobre aquele assunto de antes...

— Diga, quero saber do que eu deveria gostar. — eu estava curiosa pra caramba.

— Eu acho que... q-que você deveria gostar... de uma certa pessoa. — ela parecia nervosa.

— Uma pessoa? Quem? — eu estava rezando internamente pra ela dizer uma pequena palavra.

— Eu... — ela disse o que queria ouvir.

— Mas eu gosto de você, Emaline.

— Não Kate, você não entendeu o propósito disso...

— Eu sou meio lerda mesmo, explica isso melhor. — eu sorri pra ela.

— Kate Messner, eu gostaria que você fosse a minha protetora...

Eu não sabia o que falar, eu estava paralisada.

— Eu gosto de você. Tudo bem? — Emaline disse e então eu entendi o propósito da música.

— Sim!

— Sério? — ela sorriu.

— Eu acho que gosto de você também, Emaline.

— Você acha?

— Quando eu estou com você tudo fica maravilhoso, você me faz rir de coisas sem graça, ouvir sua voz me deixa feliz e te ver sorrir me faz sorrir. Eu gosto de você, Emaline.

Emaline se aproximou de mim e eu sabia que dessa vez não seria uma surpresa. Eu queria aquilo mais do qualquer coisa que eu já quis na minha vida.

Nos beijamos novamente. Eu me senti no paraíso, e dessa vez foi melhor ainda porque eu sabia o que iria acontecer. Às vezes não ser surpresa tem mais vantagens.

— Emaline? Tenho que falar uma coisa...

— O que? — ela ficou preocupada com o que eu falei.

— Acho que estou atrasada pra voltar pra casa, meu pai deve chegar a qualquer momento pra me interrogar do porquê não fui pra escola.

— Tem razão. Você quer que eu vá junto pra ajudar na explicação?

— Não precisa, eu consigo lidar com o senhor Messner. — eu sorri pra ela.

— Se você diz... então vou te levar até a porta.

Descemos as escadas e ela abriu a porta para que eu fosse embora.

— Te vejo amanhã? — ela perguntou toda contente.

— Claro! Até amanhã, Emaline.

Nos abraçamos e eu fui embora. Mas antes de eu chegar no portão da casa dela, eu gritei:

— Emaline Addario, eu aceito ser a sua protetora!

Ela fez uma dança esquisita de comemoração, e eu não pude contem a risada.

— Obrigada, moça da grama! — ela gritou.

Cheguei em casa e meu pai já estava na sala me esperando. Droga!

— Kate. Temos que ter uma conversa, certo?

— É, acho que sim. — sentei no sofá que estava na frente do meu pai.

— Por que você não foi pra escola hoje? — ele não estava bravo, mas estava chateado.

— É que... eu tive que ajudar a Emaline. Ela não estava se sentindo bem, então levei ela pra casa dela e fiquei por lá, porque ela poderia precisar de alguma coisa. — sei lá, poderia precisar de uma água, um abraço, talvez um beijo. Eu estava pensando muito nisso.

— Dessa vez tudo bem, mas que seja a última. Se acontecer algo do tipo de novo, me avise.

— Tá bom, pai. Posso subir?

— Pode, querida.

Subi as escadas e fui direto pra janela do meu quarto. Mas ela não estava lá. Deitei na cama e fiquei pensando em tudo que tinha acontecido naquela manhã. A música, a nossa conversa, o beijo e a minha resposta sobre aquela pergunta. Pensei tanto que adormeci.