The Destiny Sucks! or not...
7 I like you
Notas iniciais
*Play agora mesmo c:*
Ela levantou da cama e colocou uma música tocar, e voltou pra cama de novo. Pegou um violão dessa vez, e começou a acompanhar a música perfeitamente.
Ela não estava cantando, apenas acompanhando silenciosamente, e como eu queria ouvir ela cantar de verdade.
Aquela música era sobre uma garota que foi contra a opinião das outras pessoas pra ficar junto com um cara, mas essas opinião agora estavam deixando ela confusa, e se ela deixar ele, as pessoas vão julga-la da mesma forma que fizeram com ele.
Pelo que entendi, a principal mensagem da música é explicar que a vida deles pode ser difícil, mas que pelo menos pro cara, ela é única razão dele seguir a vida. E por último, ele diz que ela é a protetora dele e que ele também a protegeria, até mesmo dos julgamentos dos outros.
E então Emaline largou o violão e deixou a música tocando sem o seu acompanhamento.
— É isso. O que achou da música? — ela perguntou e sentou novamente na cama.
— Eu gostei muito. E você toca muito bem, sério. Acho que talvez você deveria cantar...
— Não sei se levo jeito pra isso.
— Emaline, você é incrível! — eu disse e me sentei do lado dela.
— Kate, você deveria ser mais antenada. Eu não sou incrível.
— Você é sim! Você é Emaline Addario, a garota mais legal que eu já conheci.
— Kate?
— Sim?
— Sobre aquele assunto de antes...
— Diga, quero saber do que eu deveria gostar. — eu estava curiosa pra caramba.
— Eu acho que... q-que você deveria gostar... de uma certa pessoa. — ela parecia nervosa.
— Uma pessoa? Quem? — eu estava rezando internamente pra ela dizer uma pequena palavra.
— Eu... — ela disse o que queria ouvir.
— Mas eu gosto de você, Emaline.
— Não Kate, você não entendeu o propósito disso...
— Eu sou meio lerda mesmo, explica isso melhor. — eu sorri pra ela.
— Kate Messner, eu gostaria que você fosse a minha protetora...
Eu não sabia o que falar, eu estava paralisada.
— Eu gosto de você. Tudo bem? — Emaline disse e então eu entendi o propósito da música.
— Sim!
— Sério? — ela sorriu.
— Eu acho que gosto de você também, Emaline.
— Você acha?
— Quando eu estou com você tudo fica maravilhoso, você me faz rir de coisas sem graça, ouvir sua voz me deixa feliz e te ver sorrir me faz sorrir. Eu gosto de você, Emaline.
Emaline se aproximou de mim e eu sabia que dessa vez não seria uma surpresa. Eu queria aquilo mais do qualquer coisa que eu já quis na minha vida.
Nos beijamos novamente. Eu me senti no paraíso, e dessa vez foi melhor ainda porque eu sabia o que iria acontecer. Às vezes não ser surpresa tem mais vantagens.
— Emaline? Tenho que falar uma coisa...
— O que? — ela ficou preocupada com o que eu falei.
— Acho que estou atrasada pra voltar pra casa, meu pai deve chegar a qualquer momento pra me interrogar do porquê não fui pra escola.
— Tem razão. Você quer que eu vá junto pra ajudar na explicação?
— Não precisa, eu consigo lidar com o senhor Messner. — eu sorri pra ela.
— Se você diz... então vou te levar até a porta.
Descemos as escadas e ela abriu a porta para que eu fosse embora.
— Te vejo amanhã? — ela perguntou toda contente.
— Claro! Até amanhã, Emaline.
Nos abraçamos e eu fui embora. Mas antes de eu chegar no portão da casa dela, eu gritei:
— Emaline Addario, eu aceito ser a sua protetora!
Ela fez uma dança esquisita de comemoração, e eu não pude contem a risada.
— Obrigada, moça da grama! — ela gritou.
Cheguei em casa e meu pai já estava na sala me esperando. Droga!
— Kate. Temos que ter uma conversa, certo?
— É, acho que sim. — sentei no sofá que estava na frente do meu pai.
— Por que você não foi pra escola hoje? — ele não estava bravo, mas estava chateado.
— É que... eu tive que ajudar a Emaline. Ela não estava se sentindo bem, então levei ela pra casa dela e fiquei por lá, porque ela poderia precisar de alguma coisa. — sei lá, poderia precisar de uma água, um abraço, talvez um beijo. Eu estava pensando muito nisso.
— Dessa vez tudo bem, mas que seja a última. Se acontecer algo do tipo de novo, me avise.
— Tá bom, pai. Posso subir?
— Pode, querida.
Subi as escadas e fui direto pra janela do meu quarto. Mas ela não estava lá. Deitei na cama e fiquei pensando em tudo que tinha acontecido naquela manhã. A música, a nossa conversa, o beijo e a minha resposta sobre aquela pergunta. Pensei tanto que adormeci.
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