The Destiny Sucks! or not...
8 Intenções
Algumas semanas se passaram e Emaline e eu estávamos cada dia mais juntas. Luke vivia nos observando, provavelmente com ciúmes, mas hoje ele resolveu falar comigo.
— Ei, Kate. A gente pode conversar?
— Não sei, a nossa última conversa não foi uma das melhores e não quero um segundo round.
— Eu sei, me desculpa por aquele dia, mas eu só tenho uma pergunta.
— Sobre o quê? — eu já sabia, mas talvez eu tivesse enganada.
— Bom, é sobre a Emaline... — bingo!
— De novo, Luke? Eu sinceramente não quero brigar com você de novo.
— É só uma pergunta, você responde e eu nunca mais vou te encher o saco sobre isso.
Bom acho que eu deveria responder e me livrar de futuras conversas com ele.
— Ta bom, pergunta logo.
— Você e a Emaline... vocês estão juntas?
Eu não sabia muito bem o que responder, e se eu achasse que a gente estava juntas mas na verdade pra Emaline a gente não estava? Aliás, nada foi oficializado, e então quando eu abri a boca para responder, Emaline chegou.
— Oi bonitinha! — ela falou toda sorridente, mas parou de sorrir quando olhou pro Luke. — Oi Luke.
— Quanta coincidência! A gente tava falando de você.
— Estavam? — ela olhou pra mim pedindo com o olhar para que eu respondesse.
— É, estávamos, o Luke, ele... — eu estava prestes a inventar algo quando ele falou exatamente a verdade.
— Eu queria saber se vocês estão juntas.
— Lukezinho, pode tirar seu time do campo, porque eu já ganhei o campeonato, e claro, esse grande prêmio. Certo, Kate? — ela me abraçou de lado, esperando eu confirmar. E foi o que eu fiz.
— Isso mesmo. — eu sorri pra ela. Acho que agora foi oficializado.
— Wow. Ok... Então eu ja vou indo... Tchau meninas. — Luke saiu apressado, com certeza iria contar pro Tyler e o McQuaid.
— Ele vai contar pra aqueles dois amigos dele. — eu fiquei um pouco nervosa, até então era o nosso segredo.
— E daí? Um dia todos vai saber mesmo? — Emaline não estava nem um pouco preocupada.
— Meu pai pode descobrir ou eles podem contar, o que vamos fazer?
— Ei, calma, ta bom? Eu sei o que devemos fazer.
Quando eu estava preparada pra perguntar o quê a gente ia fazer, o sinal tocou, fim do intervalo.
— Kate, vai indo pra sala. Tenho que fazer uma coisa antes, mas é rápido.
Nem tive tempo de questionar, ela saiu correndo pelos corredores. Ela era maravilhosa até correndo.
Emaline conseguiu chegar antes que a professora de matemática entrasse na sala, não pude perguntar sobre o que ela foi fazer porque a professora logo chegou e ela era chata e de ouvisse qualquer conversa, era detenção na certa.
Aquela aula parecia que nunca iria terminar, mas enfim o sinal pra ir embora tocou. Emaline e eu saímos juntas da sala, como sempre.
No caminho pra casa resolvi perguntar o que ela tinha ido fazer no fim do intervalo.
— Emaline, não sei se devo, mas, queria perguntar o que você foi resolver no intervalo.
Emaline pegou na minha mão e disse:
— Fui começar a resolver isso. — ela olhou para as nossas mãos.
— Isso o quê? — talvez eu disse lerda até demais.
— Nós. Você e eu.
— Como assim resolver nós? Tipo, o que a gente tem?
— É, isso. Falei com o seu pai.
— O que?? Falou com o meu pai? Sobre nós? — eu não estava entendendo, ela não fez isso, só pode ser brincadeira.
— Não exatamente. Eu só perguntei se eu poderia jantar na sua casa hoje.
— Só isso? Tem certeza?
— Eu também disse que a gente tinha um assunto pra conversar. Então, se você aceitar, podemos falar com ele, sobre nós.
— Você tem razão, Emaline. Não podemos deixar isso assim por muito tempo, então vamos falar com ele. — eu disse sorrindo pra ela.
— Valeu, docinho. — ela me deu um beijo na bochecha.
ELA É TÃO FOFA! Eu ainda morro com ela sendo tão legal comigo.
Chegamos em frente a minha casa, nós despedimos com um abraço e cada uma de nós entrou na sua casa.
Passei o resto do dia pensando em que roupa colocar, qual seria a roupa ideia pra um jantar com meu pai e a minha... namorada? SIM! Emaline é a minha namorada. Eu sou a namorada da Emaline Addario. Única coisa que eu posso dizer é que o destino não é uma merda.
Enfim chegou a hora do jantar, e eu ainda estava me arrumando quando ouvi algumas batidas na porta do meu quarto.
— Kate? — Emaline já tinha chegado, sempre no horário combinado.
— Entra. — gritei do armário.
— Nossa... Você está linda! — ela me olhou da cabeça aos pés.
— Não to não. Mas você sim. — ela não estava toda arrumada querendo ficar bonita, ela estava vestida normalmente e estava bonita. Ela é Emaline Addario, ou seja, ela sempre será bonita.
— Vamos descer? — ela estava me olhando demais e eu estava começando a ficar nervosa.
Descemos as escadas e fomos direto para a mesa, pois o jantar estava pronto. E quando eu digo pronto, é tipo pronto pois meu pai comprou o jantar e só esquentou, tudo normal.
Começamos a comer, e estávamos em silêncio, até meu pai começar a conversar.
— Então, Emaline, faz pouco tempo que você se mudou pra cá, não é mesmo?
— Sim, eu cheguei alguns dias antes de começar as aulas.
— E os seus pais? Acho que não conheço eles?
Depois dessa pergunta o clima ficou tenso, Emaline ficou estranha mas respondeu mesmo assim.
— Minha mãe faleceu quando eu tinha 11 anos, e meu pai... ele não fica muito em casa.
— Como assim? Ele viaja? — agora foi a minha vez de perguntar.
— Não. Ele é só um bêbado de merda que fica indo de cidade em cidade dando golpe nos bares. E vem pra casa uma vez por semana. — Emaline não gostava do seu pai, e ela tinha toda a razão pra sentir isso.
— Querida, então como você consegue se alimentar bem e cuidar da casa? — meu pai estava preocupado.
— Minha avó materna me manda dinheiro, ela queria que eu morasse com ela...
— E por que você não foi? — meu pai estava querendo entender o porquê que ela ainda estava com o pai dela.
— Eu estava disposta a fazer isso, mas agora eu não posso. E não quero.
— Emaline, você não merece sofrer assim. — eu queria mostrar o meu apoio em qualquer decisão dela.
— Você não pode ir pra sua avó por quê? Por que você não quer mais?
— Porque eu acidentalmente me apaixonei por alguém... — e então ela me olhou e eu entendi tudo.
— Então quer dizer que você não vai embora e deixa o canalha do seu pai porque você está apaixonada por alguém daqui da cidade? — meu pai não conseguia entender, pra ele isso era burrice, pra mim, isso era amor.
— Exatamente. — ela me olhava a cada frase que ela dizia ao meu pai.
— Emaline, acho que fazer isso é loucura.
— Pai, Emaline é louca mesmo. Você não entenderia. — mas Emaline e eu entendemos.
— Senhor Messner, eu sou louca. Sou louca pela sua filha.
— O quê??
— E eu por ela, pai.
— Vocês tão brincando né? — meu pai estava em chique mas eu sabia que ele não estava bravo porque ele ainda acredita no amor.
— Senhor Messner, eu amo a Kate e foi por causa dela que eu não fui embora e não vou. Eu fiquei porque quero ter a oportunidade ser feliz e fazer a sua filha feliz também.
— E-eu... eu não sei o que dizer...
— Eu sei pai, o senhor não esperava, mas aconteceu. O amor é assim, não é?
— Então, vocês se gostam? É isso mesmo? Vocês tem certeza?
— Sim! — falamos juntas.
— Certo... não tenho nada contra o início de uma relação entre vocês, mas, tenho uma pergunta pra você, Emaline. — e lá vem o meu pai com as suas perguntas.
— Pode perguntar senhor Messner.
— Emaline, quais são as suas intenções com a minha filha?
— PAI! — meu deus, que vergonha, estamos nos anos 70?
— Kate, é normal. As minhas intenções são as melhores senhor, eu só quero que ela se sinta bem e seja feliz. — Emaline estava tirando de letra a conversa que eu achei que seria um caos.
— Certo, mas tenho uma coisa pra pedir pra vocês.
— O quê pai?
— Na verdade, é pra Emaline...
— Pode dizer, senhor Messner.
— Primeiro, pode começar a me chamar de você. E segundo, quero ter uma conversa com o seu pai.
— Eu não sei quando ele volta.
— Sem problemas, até ele voltar você dorme aqui. É perigoso uma moça bonita dormir sozinha em casa.
Então a conversa acabou e o jantar também. E foi bem lucrativo, nosso namoro foi permitido e a Emaline vai ficar um tempo morando na minha casa, ou seja, mais tempo pra gente se ver.
Eu já disse que o destino é maravilhoso?
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