The Desolation of Thranduil
16 Assombrados
Notas iniciais
Vim conversar com você. – Thranduil ainda estava de costas para seu visitante, era o último ser quer desejava ver, lentamente o Elfo virou-se para encará-la. E lá estava ela, de pé ainda perto da entrada de sua tenda, olhando-o como se nada tivesse acontecido, como se ela não tivesse fugido dele, como se não tivesse desobedecido suas ordens, mais vezes do que ele poderia contar nos dedos, como se ela não o tivesse quebrado, mais vezes do que o rei gostaria de admitir e mesmo assim lá estava ela, com os longos cabelos de fogo soltos caindo em volta de seu corpo, lisos e com teimosos cachos que formavam-se nas pontas, usava uma capa negra e muito bem fechada que cobria todo seu corpo até os pés, sua bochechas estavam mais coradas do que o normal, a Elfa parecia estar nervosa.
– Não temos nada para conversar, vá embora daqui antes que eu alerte os guardas. – Thranduil fingiu não estar interessado no porque da Elfa estar ali agora, não queria que ela soubesse como o afetara suas recentes atitudes. – Não estou com paciência para você Tauriel, tenho assuntos mais importantes para tratar. – Ela pareceu considerar por um momento as palavras dele, já que ambos ficaram em silêncio, o Elfo estava decidido a ignorá-la, depois que tirou as braçadeiras e colocou-as na mesa, foi até a outra extremidade da tenda passando do lado da ruiva que ainda permanecia calada, apenas o observando, ele sentiu-se um pouco incomodo com os olhares dela sobre si, encarou-a esperando que esta desviasse olhar, ela não o fez. “Então ela quer jogar esse jogo? Vamos ver o quanto você aguenta.” Thranduil ainda olhando para ela começou a desamarrar as cordas de sua túnica, assim que ele a tirou revelando seu peitoral níveo a Elfa instantaneamente desviou o olhar, e começou a parecer bem interessada na espada negra do rei que estava na direção aposta a ele, o loiro deu um meio sorriso de satisfação, ele ainda a intimidava, isso era bom.
–Como sabia que era eu? –Ela perguntou ainda de costas para ele, enquanto ia em direção à espada negra, que estava encostada no restande da armadura do Elfo, Thranduil a seguiu em passos silenciosos. – De onde ela veio? Nunca a tinha visto no castelo ou com você antes. – Perguntou a ruiva que agora que desembainhava a espada de lamina negra, estava curiosa, como sempre.
– Você parece esquecer-se facilmente dos presentes que eu te dou. – Thranduil disse sussurrando perto demais do ouvido da Elfa ao mesmo tempo em que segurava o pulso esquerdo de Tauriel que empunhava a arma, ela sobressaltou-se com a aproximação repentina de dele. – Isso não é da sua conta. – Ele falou seriamente tirando a espada com a sua mão livre da posse de Tauriel, e a deixando de lado. – E foi assim que eu soube. – O Elfo indicou olhando para baixo, a Elfa acompanhou seu olhar, ele abriu a mão que ainda segurava o pulso dela, revelando sua pulseira que luzia num preto acentuado. A expressão de Thranduil emanava interesse, por um momento ele queria poder ler os pensamentos da ruiva. Assim que notara a curiosidade do rei a Elfa puxou seu braço para si rapidamente, protegendo-se.
– Parece que estou com ela faz tanto tempo, que já me acostumei. – Ela falou timidamente, escondendo a cor da pulseira com manga longa da capa. Thranduil deu de ombros e virou-se dando as costas para ela. Pela primeira vez Tauriel pode perceber grandes cicatrizes que iam de cima até embaixo das costas do loiro.
– Você já pode ir embora, a não ser que queira me ver tirar o resto da roupa. – Sua voz voltou a ser dura como antes, Tauriel poderia estar ali para qualquer assunto que fosse querer tratar com ele mas isso ainda não mudara nada a raiva que estava sentindo por ela.
– Eu sei que está magoado pelo que eu fiz e você tem...
– Magoado? – Ele virou-se para encará-la no mesmo momento. – Está equivocada minha cara, não tenho razões para sentir qualquer coisa em relação a você. – Thranduil falou asperamente, aproximando-se novamente da ruiva. – Achou mesmo que eu poderia gostar de você? Estar apaixonado? – Ele perguntou seriamente, mas logo o silêncio e a expressão de surpresa de Tauriel apenas confirmaram suas próprias perguntas, um sorriso malvado se formou nos lábios do Elfo. – Sinto muito se quebrei suas expectativas.
– Você sente algo por mim! – Ela falou com raiva, ficando a centímetros dele. – Mesmo que negue, tanto mim quanto para si mesmo.
– De você eu só queria uma única coisa, se é que me entende. – Não era verdade ele sabia disso, disse aquilo por pura maldade, apenas para afetá-la, magoa-la e conseguiu. Os olhos verdes de Tauriel outrora brilhantes agora começavam a lacrimejar, suas bochechas pareciam ter perdido a cor vermelha que ele tanto gostava, seus lábios entreabertos denunciavam seu espanto com as palavras proferidas por ele. Ela se afastara, quebrando o contato visual com ele quando olhou para o chão. Thranduil sabia que talvez tivesse ido longe demais com ela, mas não estava realmente arrependido, ela merecia, por tudo que já o tinha feito passar e de qualquer forma a história dos dois já tinha acabado, não havia mais nada o que perder. – Será que você pode ir agora? Estou sendo muito caridoso com você em não te matar aqui e agora, já que se bem sei você é aliada do inimigo. – No mesmo momento que Thranduil mencionou os anões Tauriel pareceu ter acordado do seu transe. – Não tem mais nada o que fazer aqui.
– Na verdade é exatamente sobre isso que eu vim falar. – Sua voz era firme, ela parecia ter se recompondo, não havia mais traços de tristeza em seu rosto como em momentos atrás.
– É claro que veio. – Ele sorriu cinicamente para ela. – Mas eu não quero ouvir qualquer coisa que você tenha a dizer. – Andou até a mesa para servir-se de vinho, não estava com vontade na realidade, queria apenas alguma coisa para ocupar-se naquela tenda que não fosse relacionado a Tauriel.
– Mas eu irei falar mesmo assim. – Ela falou aproximando-se, pelo canto do olho ele percebeu que ela estava perto da cama, com o intuito de ignorá-la fingiu ler um pergaminho que estava em cima da mesa. – Eu tenho uma proposta. – Sua voz era cheia de esperança.
– Se soubesse quantas propostas eu recebi em apenas um dia, iria pensar duas vezes antes de me dizer qualquer coisa. – Thranduil virou sua cabeça, encarando-a, esperando que isso as desencorajasse de continuar aquela conversa, o que ela não o fez.
– Por favor, Thranduil, me escute. – Ela pediu a ele. – Não entre em uma guerra com os anões, não há necessidade disso, se é apenas o colar que você deseja eu posso consegui-lo para você, de maneira pacifica.
– Como você faria isso? – Ele ainda continuava encarando-a, mas dessa vez sorrindo cinicamente. – Me desculpe, havia me esquecido de seu relacionamento intimo com os anões, realmente perdoe a minha falta de consideração. – Disse ele com sarcasmo.
– Não precisamos tratar um ao outro dessa maneira, você sabe, apenas me deixe falar. – Pediu a Elfa sinceramente, Thranduil nada disse, apenas virou-se para a mesa e continuou o que estava fingindo fazer. – Você sabe que é uma batalha que eles não poderão vencer, serão massacrados e teremos uma rixa ainda maior com os anões, outros virão vinga-los.
– E que com certeza também serão mortos. – O rei a interrompeu sem realmente olhá-la.
– Sim, mas também não seria bom para nós Elfos ficarmos sendo atacados constantemente por anões, cada vez que eles passarem por nossas terras. – Ela esperou que o rei falasse algo, mas ele continuo em silêncio, parecia estar escutando-a, a ruiva sorriu levemente. – O que eu proponho é que esqueça o ataque de amanhã e deixe-me recuperar o colar para você, será o melhor para todos, acredite em mim. – Por um momento Thranduil pensou em considerar a proposta da Elfa, sim um de seus motivos para seguir com aquela batalha era realmente o colar, se ele estivesse certo ainda haveria um poder nele muito antigo, que o rei Élfico desejava para si, entretanto ter o colar novamente não era a única motivação dele.
– E o que eu ganharei com isso? – Não pensou em realmente aceitar, mas gostaria de saber o que haveria por trás disso.
– O que você sempre quis. – Tauriel disse séria e silenciosamente, parecia falar mais para si mesma na verdade, porém alto suficiente para o rei ouvir e instantemente rir, um riso zombeteiro.
– E por que você acha que sabe o que eu quero? – Ao mesmo tempo que falou ouviu algo cair no chão, ele, que ainda estava que costas, virou-se para olhá-la.
– Estou aqui, não? – a voz de Thranduil parecia ter sumido naquele momento, por alguns segundos ele apenas a encarou, surpreso demais para fazer qualquer coisa. Quando pareceu recuperar-se colou o a taça sobre a mesa e foi caminhando lentamente até Tauriel, seu coração pulsava rapidamente, tendo que fazê-lo controlar a respiração. A ruiva em sua frente tinha a capa negra que antes a cobria, jogada no chão e agora seu corpo nu revelado, clareado pela má iluminação que havia dentro da tenda. Enquanto ele andava até ela era apenas cinza e verde encarando-se, sem interrupções e profundamente. Ficaram frente a frente, Thranduil admirou todo o corpo da Elfa em sua frente, sua pele era alva, porém não mais do que a dele próprio, ela tinha algumas sardas que iam dos ombros até a metade dos braços e que iam sutilmente até as clavículas que por sua vez eram bem marcadas o que davam ênfase no seu corpo magro, seus seios eram médios, provavelmente caberiam nas mãos dele, seus mamilos eram rosados e estavam intumescidos devido ao frio do inverno que invadia a tenda, Os olhos lascivos do rei desciam passando por seu abdome liso, porém parando no ventre dela quando foi interrompido por Tauriel que desviou o olhar, virando sua cabeça para o lado, a julgar pela coloração de suas bochechas ela deveria estar envergonhada por estar exposta daquele jeito para ele. No mesmo momento ele a forçou com uma das mãos em seu queixo a encará-lo nos olhos.
– Então é por isso que veio até aqui? – A voz dele saiu rouca de sua garganta. Ela assentiu timidamente olhando para baixo. – Então olhe para mim, eu quero que veja tudo. – Tauriel desejou naquele instante não ter seguido o que ela acabara de falar, os olhos que ela estava vendo não eram os mesmo que um dia já vira, não, ela não conhecia aqueles olhos famintos e sombrios que a fitavam. Sem avisar Thranduil entrelaçou-a com o braço direito, encostando-a junto a seu corpo, fazendo com que ela sentisse sua clara excitação e capturou seus lábios de maneira voraz e agressiva, sem nenhum traço de carinho ou zelo, explorou cada canto da boca dela, a ruiva apenas o aceitava sem hesitação, ele desceu os beijos para o queixo e pescoço da Elfa mas não antes de morder com força o lábio inferior dela, Tauriel pode sentir o gosto de ferro na boca. Ao mesmo tempo em que uma de suas mãos segurava um dos lados do pescoço dela para o outro ficar mais acessível para seus beijos e mordidas, a outra mão percorria seu corpo, começando pelas costas e descendo até bunda e apertando-a, mas foi apenas quando ele roçou os dedos em um dos seios dela que ele pode a sentir estremecer com seu toque, o Elfo sorriu satisfeito por trás do pescoço dela, onde ele ainda dava a devida atenção, queria sentir cada gosto da ruiva, até porque não sabia quando poderia ter outra oportunidade. Beijou-a novamente, uma das mãos da curva de sua cintura e a outra descendo lentamente, passando pelos seios, abdome, ventre, até chegar na intimidade dela, ele não hesitou em tocá-la o que só fez com que Tauriel deixasse escapar um gemido contido entre os beijos de ambos, ao mesmo tempo ele apertou com força sua cintura, outro gemido, mas dessa vez de dor vindo dela.
Aquilo fez com que os instintos do rei se aflorassem, sentia seu próprio membro latejar a cada investida, toque ou beijo que ela retribuía, ele descobriu que até mesmo o cheiro dela o excitava, sentia-se necessitado dela naquele momento, sem pensar duas vezes a empurrou violentamente para a cama, fazendo a ficar de frente para ele que ficou no pé da cama, o Elfo desfez-se da própria calça, sem quebrar o contado visual, ela parecia estar receosa enquanto esperava por ele. Na verdade Thranduil pensou que ela seria sensata em estar, não pensou em deixar as coisas fáceis para ela, na realidade ele não se importaria se ela iria ou não gostar ou sentir prazer, isso não estava nas prioridades dele, ele apenas a queria possuir por satisfação própria, já que ela viera a ele com tanta determinação, ao menos valeria a pena e se ela sentisse prazer com isso, seria apenas consequência e nada mais. Já despido subiu por cima do corpo dela, olhou-a mais uma vez, sombrio da mesma forma que fez anteriormente, fez mais por consideração a ela, esperava que ela entendesse o que a esperava. Traçou beijos molhados até seu pescoço, mordendo dessa vez com mais força o que a fez num reflexo tentar para-lo com uma das mãos, porem que ele parou do meio do ar e forçou para baixo, prensando-a na cama, dirigiu-se então os seios dela, provando o gosto de cada um, hora beijando-os, ora mordendo-os ou os chupando. Se ele estava sendo um canalha com ela? Sim, era muito provável, e era de proposito, ele não queria ser romântico com ela ou respeitador como estava tentando ser outrora, ele queria que ela sentisse dor como ela causara a ele, queria que ela sentisse na pele a sua raiva. De imediato e com agressividade ele a vira, deixando-a de costas para ele, por um minuto Thranduil aprecia aquela vista, ele passa sua mão direita arranhando levemente as costas da ruiva desde a nuca até o cóccix, deixando três marcas vermelhando por onde passava, sem mais perder tempo o Elfo posicionou-se e afundou-se com força dentro dela. Num primeiro momento Tauriel enrijeceu todo seu corpo, apertava com força os lençóis da cama, um gemido de desconforto saiu de seus lábios e Thranduil pareceu não ter ouvido ou ao fingiu não ter. Seu ritmo era intenso, sentia seu corpo ferver, puxou o cabelo ruivo dela com a mão direita enquanto apertava sua cintura com violência, a visão dela submissa perante si talvez fosse o que o deixava mais excitado em relação a ela naquele momento, deitou-se sobre ela, a mão que estava no cabelo passou para a gargantaa apertando-a, e a que estava na cintura passou por baixo dela, indo até os seios. Ele não soube dizer quantos minutos se passaram até não conseguir mais se segurar, seus movimentos passaram a ser mais agressivos a cada estocada, ela contorcia-se sob ele, até que ele chegou ao seu máximo, por alguns segundos cravou suas mãos no corpo da ruiva enquanto ainda estava dentro de Tauriel e então instantes depois relaxou e caiu para o lado outro lado da cama, deitou-se de barriga para cima, apoiando-se nos dois braços, ficou ali apenas deleitando-se com o prazer que acabara de ter. Prazer este não só físico como também emocional, ou até mesmo pessoal, finalmente tinha tido o seu desejo cumprido e consumado, teve Tauriel apenas para ele, mesmo que tenha sido apenas por metade de uma hora, ele ainda sim poderia guardar na memória que ela um dia tinha sido dele e apenas dele. E por algum tempo sua felicidade e satisfação fora tão grande que ele até esquecera de que a Elfa ainda estava ali deitado do seu lado. A ruiva agora estava deitada de lado e de costas para Thranduil. Ele esperou que ela fosse falar primeiro ou somente ir embora dali, mas ela não o fez, apenas ficou ali deitada e em silêncio, aparentemente viva já que estava respirando, passaram-se minutos, ou até mesmo horas e o silêncio ainda estava ali, incomodando o Elfo como jamais incomodara antes, parecia uma eternidade, queria conversar com ela, porém não tinha ideia de por onde começar, ele começou a olhá-la mais de perto, realmente ele não medira a sua força com ela, a desejava-a como nunca antes desejou outro alguém, entretanto a raiva que estava dela também o influenciou em suas ações, não estava de fato arrependido mas talvez deveria ter sido um tanto quanto mais cuidadoso, vendo-a assim, com marcas de unhas nas costas e pequenos roxos que começaram a formar-se nas curvas da cintura, ela pareceu-lhe o ser mais frágil do mundo. Porém foi quando ele ouviu o choro fraco e silencioso que foi quando Thranduil realmente percebeu o que havia feito, ele havia a machucado, a magoado num momento que era para ter sido lembrado como memorável, no mínimo e agora não tinha mais volta, não tinha como desfazer ou retratar-se com ela. Queria tocá-la e perguntar se ela estava bem, mas ele teve receio de que ela o rejeitasse e também seu orgulho não o deixava fazer qual coisa. Percebeu que o corpo da ruiva começara a tremer, mas ela não teve a iniciativa de puxar as grossas cobertas de pelos que estavam sobre seus pés, sendo assim quem o fez foi Thranduil, ao mesmo tempo que a cobria ele também encostou seu corpo ao dela, colando seu peito nas costas dela, desse modo agora os dois estavam embaixo da coberta, abraçou-a por trás antes que ela pensasse em fugir, saindo correndo dali. Sentiu que ela segurou a respiração por um tempo, mas logo relaxou em seus braços. Isso o reconfortou também, um pouco.
– Você não precisa fingir que não gostou. – Thranduil tentou abordar o assunto de uma maneira que ele não parecesse estar assim tão preocupado com ela.
– Eu não preciso gostar ou desgostar, desde que você cumpra com sua parte.- Isso atingiu Thranduil, sentiu-se um pouco infeliz por ela e por tudo que acabara de fazer, então eram só negócios realmente. Mesmo tendo ficado um pouco ressentido com ela, ele ainda sim não desfez o abraço, na verdade ele até a apertou ainda mais, porém, sem machuca-la dessa vez.
– Você me ama? – A pergunta veio da Elfa de maneira inesperada para ele, depois de um tempo considerável de silêncio entre eles.
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Tauriel sentia-se totalmente suja e imoral naquele momento, nunca pensou que um dia iria descer tão baixo e pisar em tantos conceitos que ela prezava e que vivera a vida toda defendendo, ao menos ela o tinha feito por uma boa causa, esperava assim salvar a todos de algo realmente desnecessário, mesmo que seu ato daquela noite a fosse perturbar para o resto de sua existência, na realidade ela já tinha imaginado algumas vezes como seria esse momento tão especial com Thranduil, desde que eles haviam beijado-se pela vez, mas em nenhuma de suas fantasias ela os tinha imaginado daquele jeito ou melhor, tinha imaginado Thranduil daquele jeito, ele não fora carinhoso ou cuidadoso, não fora romântico ou sedutor, tudo que ele fizera fora puro e meramente físico e nada mais, tampouco quando teve a ideia de fazer algo assim ela realmente pensou que ele seria do tipo príncipe encantado, sabia que ele estaria com raiva, mas ainda sim pensou que ele teria um pouco mais de consideração, errou, e a dor que sentia em todo seu corpo apenas comprovava isso. É claro que não tinha sido a pior coisa do mundo, a ruiva não poderia ser hipócrita em dizer que fora horrível, Thranduil não era nenhum monstro, fisicamente falando é claro, e ele não estava sendo tão ruim assim no começo, no começo ela pensou que talvez também pudesse aproveitar um pouco aquele momento, mesmo que não tenha sido como ela sonhou, errada mais uma vez.
Ela não conseguira sentir prazer no ato em si, na verdade era como se ela não estivesse ali realmente, como se apenas o corpo estivesse naquela situação e não sua alma e agora que voltara sentira realmente o estrago que ele fizera em si, queria chorar, chorar alto, mas sua garganta parecia estar fechada, trancada, tudo que saia eram pequenos soluços que Tauriel tentava controlar, pois sabia que ele ainda estava acordado e o que menos desejava era que ele visse o que causou nela e o pior era que ela nem ao menos poderia culpa-lo, fora ela quem veio até ele, ela que se ofereceu a ele, feito uma meretriz em troca de algo. Ela apenas acordou de seus devaneios quando o sentiu aproximar-se de si, a cobrindo, deveria estar tremendo e nem ao menos percebera, seu peitoral quente encostou em suas costas e seus braços fortes a envolveram, sua respiração parou, não por tensão, naquele instante ela odiou-se um pouco mais por sentir-se aconchegada nos braços dele.
– Você não precisa fingir que não gostou. – Ele falou perto do ouvido dela, arrogantemente como sempre.
– Eu não preciso gostar ou desgostar, desde que você cumpra com sua parte. – Ela disse seriamente. Quem ele pensava que era? Será que não tinha o mínimo de noção sobre o que acabara de fazer? Parecia que não.
Ficaram em silêncio depois disso, por que ele estaria agora tentando ser gentil com ela? Ele teve o que queria, na mente de Tauriel agora ele estaria apenas a mandando embora, ou planejando como ela iria entrar em Erebor e recuperar o maldito colar. Mas não, ele ainda estava ali, ambos ainda estavam deitados, abraçados, como um casal normal que acabara de ter uma noite de amor, o que com certeza não era o caso. Ela então pensou na noite que tiveram juntos há dois dias atrás, o clima entre eles era totalmente diferente do que estava sendo agora, todos os olhares e sensações que os dois já haviam trocado desde que ambos começaram a verem-se com outros olhos, todas as lembras que ela tinha dele, tudo tinha significar algo, tudo precisava significar algo.
– Você me ama? – Tauriel pensou ter perguntando aquilo apenas mentalmente para ela mesma, mas a presumir pela tensão do corpo dele, ela tinha dito em alto e bom tom,
– Eu não preciso amá-la para te foder. – Touché. Ele respondeu no mesmo tom que ela fez anteriormente. Bem, talvez realmente tudo aquilo não tivesse significado nenhum e ela estaria apenas engando a si mesma.
Passando-se alguns minutos naquele silencio incomodo ela o ouviu suspirar pesadamente e então ele a virou delicadamente, fazendo-a ficar deitada de barriga para cima, parte do tronco dele ainda estava por cima dela, ele apoiava um dos braços do lado da cabeça dela, afagando seus cabelos de fogo e a outra mão limpava os resquícios de lágrimas que ainda deixavam suas bochechas molhadas. Olhou-o, ela acabara perdendo-se nas profundezas daqueles olhos, por mais que tentasse não conseguia lê-los, seu rei era uma incógnita para ela, num momento a trata com uma qualquer e no outro a olha como se ela fosse a única, sim, seus olhos não demostravam qualquer resquícios de ódio como antes, agora ela estava vendo os mesmos olhos que vira quando saira do quarto dele na manhã da noite que dormiram juntos.
– O que você falou antes, tem razão, não precisamos nos tratar dessa maneira. – Ele abaixou-se roçando seu nariz no dela, beijando sua bochecha e canto dos lábios, apenas roçando os seus aos dela, esperando que ela mesma aprovasse o contato, e ela o fez, iniciando o beijo dessa vez. Calmo no começo, mas que logo ficou agitado como ambos estavam acostumados, uma das mãos dele segurava seu rosto, e deslizou até a coxa, acariciando-a, Tauriel tinha as duas mãos na nuca dele, que desceram até suas costas, passando por suas cicatrizes, que ele pareceu não importar-se. Apesar do membro rígido dele estar encostando contra o ventre dele, Thranduil não atreveu-se em passar daquela linha, ela encorajou-o, puxando-o para mais perto de si, fazendo com que seus peitos se colassem, o loiro entendeu o sinal. Penetrou-a lentamente, para que ela pudesse o sentir por completo, foi diferente de como a primeira vez, ainda sentiu um pouco de incomodo, mas que logo se foi quando ele parou dentro dela e continuou apenas com os beijos e caricias no pescoço de Tauriel, aos poucos começou a aumentar o ritmo, a cada suspiro ou gemido que a Elfa dava ela sentia que ele amplificava tanto a força como a velocidade de seu corpo. Com a intenção de provoca-lo Tauriel o empurrou, dando a volta para ficar por cima e no colo dele, Thranduil a olhou com a sobrancelha levantada, intrigado, ela abaixou-se até ele, beijando os cantos de seus lábios, mas nunca os lábios em si, desceu até o pescoço dando suaves beijos, o que provocou um gemido rouco vindo dele. A ruiva voltou para cima, com as pontas dos dedos fingia desenhar vários traços pelo abdome dele, chegando até bem próxima da rigidez do loiro e parando, provocando-o.
– Você não deveria fazer isso. – Ele disse seriamente para ela.
– Isso o que? – Ela perguntou fingindo-se de inocente, fazendo deseja-la ainda mais, mas foi apenas quando ela finalizou seu jogo mordendo o lábio inferior e sorrindo para o rei que ele levantou-se em súbito, levantou-a um pouco para encaixá-la nele, seus movimentos combinavam com as batidas de seus corações, nenhum sabia do efeito que causavam um no outro, pela primeira vez na vida Tauriel sentia-se completa com alguém, suas emoções iam a mil, até esquecera o real motivo de estar ali, nem parecia que tinha sofrido a uma hora e tanto atrás, não parecia mais um acordo onde cada um deveria cumprir sua parte, ela estava com ele agora porque queria, porque desejava e acima de tudo porque ela o queria. Os beijos e chupões de Thranduil concentraram-se nos seios dela, fazendo-a gemer, da maneira que ele gostava, ambos continuaram entre beijos, caricias mais intimas, sussurros e provocações por um longo período de tempo, na verdade eles mal perceberam quando o dia começara a amanhecer e a realidade voltava a tona.
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Thranduil e Tauriel encontravam-se deitados na cama, ela em seu peito mais precisamente, estavam num silêncio confortável pela primeira vez, os dois com cobertas até a altura da cintura, ele afagando os cabelos dela. Ambos sentiam-se cansados, mas não estavam com sono apesar de dormirem apenas em alguns curtos intervalos de tempo naquela noite.
– De onde são todas essas cicatrizes? – A ruiva perguntou quebrando o silêncio.
– De uma guerra. – Ele falou simplesmente, ainda estava aproveitando o momento com ela, antes que acabasse. Tauriel levantou-se e lançou o olhar de reprovação para ele, óbvio que ela sabia que era de uma guerra, mas queria saber de qual mais precisamente. – Contra dragões.
– Dragões? – Ela perguntou com curiosidade de criança.
– Sim ou acha que eu tenho a minha fama por ter matado apenas um. — O Elfo piscou sedutoramente para ela, que sorriu em resposta. – Um dia te contarei todas as minhas histórias.
– Espero que sim, eu adoraria saber. Mas por que eu consigo vê-las e senti-las? – Ela parecia meio incerta agora. – Não são iguais a daqui. – A Elfa fez referencia apontando para o próprio rosto.
– Porque ninguém as vê mesmo, afinal eu não fico desfilando sem camisa por ai. Apesar de saber que muitos apreciariam a visão. – Tauriel revirou os olhos com o último comentário pretensioso dele.
– Eu vejo.
– Então quer que eu as esconda de você? – Ele sorriu marotamente para ela.
– Não, eu até que gostei delas, te deixam mais atraente, sabe? Guerreiro sobrevivente? Eu gosto. – Tauriel devolveu o mesmo sorriso. Foi a vez dele revirar os olhos para ela.
– Tá, agora vem aqui. – Ele disse a puxando para si e depositando alguns beijos nos lábios dela.
Ficaram abraçados e deitados por mais um tempo, até que movimentação começou a ser ouvida de fora da tenda, era o exército de Elfos que já começara a se prepararem. Dando um último beijo na ruiva Thranduil levantou-se, e começou a vestir-se e estava sendo observado por Tauriel que continuava sentada na cama, cobrindo-se com o cobertor, com um sorriso no rosto.
– Eu sei que sou lindo, mas estou ficando constrangido. – Ele comentou quando percebeu o olhar de Tauriel sobre si.
– Não seja assim tão convencido, não lhe cai bem. – Ela disse, inalterada.
– Na verdade me cai sim, como acha que te conquistei? – Ele perguntou sedutoramente para ela.
– Quem disse que me conquistou? – Provocou-o sorrindo.
– Atrevida.
Ele terminou de arrumar-se, vestindo a mesma roupa que estava no dia anterior, apenas acrescentou também dessa fez o peitoral de prata que já estava na sua tenda, provavelmente um dos guardas havia trazido suas coisas enquanto ele não estava. Estava pronto quando Tauriel levantou-se da cama enrolada pelas cobertas e foi até ele.
– Por que esta vestindo a armadura? – Ela perguntou seriamente, desconfiada.
– Você sabe porquê. – O clima bom que estava até alguns minutos atrás havia se perdido completamente.
– Eu quero que diga. – A ruiva começara a ficar alterada e aumentar o volume da voz.
– Eu irei à guerra. Contra os anões. – Ele disse com simplicidade.
– Mas você não pode fazer isso. – Tauriel parecia não acreditar realmente no que ele estava fazendo. – Temos um acordo.
– Na verdade vai descobrir que não temos, eu não disse que aceitei nada ontem. – Impassível.
– Mas você...nós, você sabe o que fez...- Sua voz morria aos poucos em cada palavra, seu rosto estava pálido.
– E que no fim você acabou gostando muito, então não diga que foi um grande sacrifício. – Ele pensou que ela realmente não poderia exigir que ele mudasse de ideia de um dia para o outro ou que ele pudesse ser comprado por ela.
– Então ontem não significou nada? – Lágrimas começaram a cair por suas bochechas, ele tentou aproximar-se dela, mas ela ao mesmo tempo afastou-se.
– Não foi o que eu disse. Apenas entenda que eu não vou parar com essa guerra, seja por qualquer coisa que você faça, eu não irei parar até ter o que eu quero. – Thranduil falava com confiança.
– Você quer o seu maldito colar? Eu já disse que irei consegui-lo para você! – Ela esbravejou contra ele.
– O colar é o de menos.
– Então o que quer? Quer a mim? Eu também estou aqui! Será que você não percebeu ainda? – Ela falava entre lágrimas.
– Está aqui, mas ainda continua pensando nele e o protegendo de mim. – Sua voz saiu cortante, fazendo as lágrimas dela cessarem-se.
– Mata-lo não irá mudar nada. – A ruiva disse com firmeza.
– Talvez, mas ao menos tirei minha vingança. – Ele disse sorrindo sadicamente.
Ela não disse mais nada, apenas largou a coberta em cima da cama e pegou a sua capa que estava no chão, a vestindo-a com rapidez, tentou sair da tenda, mas Thranduil foi mais rápido segurando-a pelo braço.
– Não me toque! – Ela instantaneamente o empurrou para trás. – Você tem ideia do que fez comigo? Do que anda fazendo desde que começamos com tudo isso? – Sua voz estava embargada devido ao choro. – Você está acabando comigo, com tudo, você tirou tudo de mim. – Ela tentava segurara as lágrimas. – Eu odeio você. – Sua voz era fria.
– Do que você está falando? – Ele perguntou em confusão e atordoado pelas palavras ditas por ela. Em resposta Tauriel apenas riu tristemente e olhou para cama, em um ponto especifico, Thranduil seguiu seu olhar. Então ela saiu da tenda sem falar mais nada ou olhar para traz, deixando o rei Élfico perturbado e sozinho olhando a pequena mancha de sangue entre os lençóis brancos.
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Quando Thanduil saiu da tenda já vira Lexi montada em seu cavalo branco, assim como Bard também montado no próprio cavalo o esperando, ele ainda não estava pensando direito, tudo passava em sua mente ao mesmo tempo, sentia-a enjoado e com raiva de si mesmo. Num minuto estava em pé em frente a eles e agora já montado em seu alce, com Lexi lhe dizendo alguma coisa que ele realmente não escutava, ele não estava ali, seus pensamentos estavam em Tauriel, queria saber onde ela estava, queria pedir perdão a ela, queria protege-la em seus braços novamente, queria apenas estar com ela. Foi apenas quando Lexi bateu com a bainha da espada em sua barriga foi que ele pareceu perceber onde estava.
– Thranduil, o que aconteceu? Estou tentando falar com você no mínimo há cinco minutos. – Tanto ela quanto Bard olhavam para ele com curiosidade.
– Nada, estou bem. – Recompôs-se. — O que quer?
– Anglachel, por que está com ela? – A meia Elfa perguntou temerosa. –Acha que vai acontecer hoje? – Bard prestava atenção na conversa dos dois, confuso.
– Não, mas é sempre bom estar preparado, nunca se sabe o que pode acontecer. – Ela assentiu para ele. Thranduil estava armado com as duas espadas, tanto Anglachel como a sua de costume, uma em cada lado do cinturão. Ambos marcharam até Erebor, no caminho Lexi aproximou-se mais de Thranduil com o intuído de cochichar algo para ele.
– Eu vi Tauriel sair da sua tenda hoje manhã. Não se preocupe, não havia muitos guardas ao redor, ninguém mais a viu. – Ela adiantou vendo a expressão de surpresa dele. – Ela não vira para a batalha não é?
– Não. Tauriel já tem suas próprias batalhas a serem travadas. – Lexi não entendeu realmente o que ele quis dizer e não teve tempo suficiente para perguntar, pois o rei já estava indo a frete dela, acabando o assunto por ali.
Thranduil precisava-se concentrar no campo de batalha, ou seria um alvo fácil, pois ele não era ingênuo o suficiente para acreditar que não haveria alguma resistência dos anões ou que eles não buscassem reforços, ainda mais depois de Tauriel os ter alertado, e lá estava ela novamente em seus pensamentos, não conseguia parar de pensar na ruiva, tudo que lhe vinha à mente eram os machucados em seu corpo, a forma bruta como ele a possuirá da primeira vez, como ele havia deixado sua raiva afetá-la, o único que deveria sentir essa raiva dele era aquele anão, e não sua Tauriel. Sentiu nojo de si mesmo e um total desgosto de sua existência, talvez ela fosse mais feliz se ele deixasse ser vencido no campo de batalha, então ela mesmo teria sua própria vingança. Afinal com certeza tudo que ela deveria querer agora ela vê-lo morto, ela o odiava e isso fazia com que ele odiasse a si mesmo, ele havia sido um monstro para ela, e mesmo assim a Elfa ainda o tinha perdoado, confiado seu corpo e alma a ele novamente, agora ele tinha certeza, ele não era merecedor de uma criatura como Tauriel.
Chegando ao campo de batalha, todo seu exército já estava reunido em frente aos portões de Erebor. Os três abriam caminho entre os soldados até chegarem à linha de frente do exército. Uma flecha vinda de Thorin atingiu o chão, muito próxima às patas do alce do rei Élfico.
– A próxima será no meio da sua testa. – Gritou Thorin de cima da sua fortaleza. Fazendo os outros anões rirem a suas custas. Thranduil ficou com raiva, mas não perdeu sua postura imponente, com um pequeno aceno de cabaça fez todos os seus arqueiros apontarem o arco para Thorin e sua companhia, estes no mesmo instante ficaram abaixados, escondidos como covardes que o Elfo sabia que eram. Bard e Lexi entreolharam-se, preocupados. Com outro aceno com a mão dessa vez, os exércitos abaixaram os arcos.
– Viemos avisar que o pagamento de sua divida foi oferecido. – Thranduil fez uma pausa para sorrir para Thorin, de maneira não muito convidativa. – E foi aceito.
– Qual pagamento? – A voz de Thorin ecoou pelo campo. – Não ofereci nada, você não tem nada. – Thranduil olhou para o rei anão com completo descaso e voltou-se para Bard ao seu lado, que por sua vez tirou a pedra Arken das vestes e mostrou-a para os anões.
– Nós temos isso. – Era Bard quem falara, nesse momento a expressão de Thorin empaleceu-se, assim como os outros anões.
– Ladrões! – Gritou um anão moreno, muito jovem por sinal. Thranduil sabia que era “ele” e conteve-se para não pegar o arco de qualquer guarda dali e lançar uma flecha no meio do coração daquele anão. – Essa joia pertence ao rei!
– O rei pode ficar com ela. De boa fé. –Bard respondeu com simplicidade e guardou-a das vestes novamente. – Mas primeiro, ele deve honrar a sua palavra. Os anões cochichavam algo que nenhum dos três embaixo foram capazes de ouvir.
– A pedra Arken está nessa montanha, é uma armação. –Grito. Thorin.
– Não há armação nenhuma, a pedra é real. Eu dei a eles. –Fora o pequeno Hobbit que falava agora, Thranduil não estava realmente inclinado a prestar atenção, mas escutou alguma coisa ou outra sobre lealdade, traição e é claro com Thorin perdendo a cabeça, apenas nesse momento que o Elfo decidiu prestar o mínimo de atenção, pois na verdade seus olhos estavam voltados apenas para uma coisa, ou melhor, para alguém. O anão mais jovem, Kili, Thranduil não queria perde-lo de vista, quando a guerra começasse, ele seria o primeiro que o Elfo mataria. Thorin estava ridicularmente ao ver de Thranduil, tentando jogar o Hobbit de cima da fortaleza, até que Gandalf surgiu em meio à multidão.
– Se você não quer o meu ladrão, por favor, não o mate. Devolva-o para mim. — O Cinzento falava com Thorin. – Você não está se saindo bem, rei sob a montanha, não é mesmo? Throtin, filho de Thrain.
– Nunca mais farei alianças com magos ou ratos do Condado. – O anão respondeu com raiva.
– Estamos resolvidos? Trocaremos a pedra Arken pelo que nos foi prometido. – Bard perguntou impaciente, Thorin apenas olhava o horizonte, a espera de alguma salvação. – Responda a nossa pergunta. Você prefere paz ou guerra? – Nesse mesmo instante um corvo negro pousou ao lado de Thorin, Thranduil sorriu sadicamente, já desembainhando uma de suas espadas, conhecia o significado. Thorin olhou para o corvo e então para o horizonte.
– Eu prefiro guerra.
Nesse mesmo instante a terra começou a tremer, ao leste junto ao sol nascendo um exército de anões marchavam até eles.
– Pé-De-Ferro. – Gandalf surrou perto dos três que estavam em baixo. Thranduil revirou os olhos quando ouviu o alvoroço dos anões que estavam dentro de Erebor. Sem, perder tempo correu com o alce ao redor de seu exército, dando-lhes as ordens.
– Ribo i thangail! [Em posição]- Nesse mesmo momento todo o exercito virou-se de frente para aos tropas de Daín, senhor das Colinas de Ferro e não muito simpatizante de Thranduil, de qualquer forma o sentimento era mutuo.
– Bom dia, como estão todos? Tenho uma proposta, se me cederem um pouco de seu tempo. Vocês poderiam... – Perguntou o anão ruivo de maneira calma e civilizada, montado em cima de um grande javali. – Dar o fora daqui?! Todos vocês! – Ele esbravejou, assustando o exército de homens.
– Firmes! –Gritou Lexi encorajando-os.
– Acalme-se, Senhor Dáin.
– Gandalf, o Cinzento. – O mago o reverenciou em cumprimento.
– Diga essa gentalha para sair daqui, ou regarei a terra com o sangue deles. – Disse o anão ruivo confiante.
– Não há necessidade de uma guerra entre anões, homens e elfos. Os orcs estão chegando, vindo das montanhas. – Gandalf tentou argumentar inutilmente. – Pare seu exército.
– Não irei parar por causa de Elfo algum. Especialmente quando se trata dessa fadinha da floresta. – Thranduil estava atento a suas palavras agora, não ficara com raiva de verdade, na realidade o humor dos anões o divertia. – Ele não deseja nada além da desgraça do meu povo. – Nisso ele tem razão, pensou Thranduil. – Se ele quiser ficar entre mim e minha família, partirei a cabeça dele ao meio! – Gritou alto suficiente para todos do campo de batalha ouvirem. Thranduil sorriu maleficamente para Daín, gostaria realmente de ver aquele ser de menos de um metro e meio tentar alcançar a sua cabeça. – Verei se ele ainda vai sorrir.
– Gostaria de vê-lo tentar. – Respondeu o rei em zombaria.
– Ouviram?! Vamos dar uma surra nesses desgraçados. – Daín deu a ordem ao seu exército.
Ao mesmo tempo em que os Elfos ficavam em posição de ataque em estrondo foi ouvido do outro lado do campo, no Sul, da terra sairá gigantescos vermes giratórios, fazendo buracos enormes por entre as montanhas, e de lá saindo a pior espécie que Thranduil conhecia, pior até mesmo do que a corja dos anões, orcs. O rei Élfico não esperava por aquilo, e por alguns segundos ficou sem saber o que fazer, não queria ajudar os anões e tão pouco deixar os orcs invadirem terras tão próximas as dele, viu quando Dáin comandara seu exército para atacar os orcs, ouviu Gandalf gritar seu nome, mas não prestou atenção realmente no que ele dissera, então era isso a sombra da guerra finalmente pousara sobre ele.
Não muito longe dali em cima das ruinas da cidade de Valle, era possível ver cabelos de fogo esvoaçando-se ao vento, observando a batalha que estava prestes a começar, com a espada em punhos ela estava pronta, não fugiria mais do seu destino, não mais.
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