Notas iniciais
Geeeente volteeei o/ sei que demorei uma vida pra postar, e peço um zilhão de desculpaaas, é que eu ando muuuito sem tempo. Okay, agora vamos aos agradecimentos. Quero agradecer à Chandelier, que escreveu uma recomendação enormeeee e super fofa (quem quiser dar uma passadinha lá e ler, recomendo. *entenderam? Recomendo lerem a recomendação* *aff, essa foi péssima*). Eu AMEI sua recomendação, cada palavra me fez sorrir e - quase - chorar, é muuuuuito boooooom *hoje to exagerando nas letras né?* saber que alguém realmente gosta da fic. E sobre o elenco, eu me esqueci totalmente que aqui no Nyah não tem! :o Mas, só para matar a curiosidade, o Tom seria o Logan Lerman (não sei se vocês o acham gostoso, mas eu amo ele ♥). Enfim, brigada vezes um milhão pela recomendação, e você, leitor/a que gosta da fic, não se reprimam e façam que nem sua coleguinha, escrevam uma recomendação ou apenas comentem, que já vai me deixar suuuper feliz. Okay, já falei demais. Vamos para o capítulo. Boa leitura, e espero que gostem! ;*

~ Floresta Encantada, Antes da Maldição.

Após ouvir a conversa entre Gancho e Cora, Clear já sabia o que iria fazer. Iria avisar os Dobbey e levá-los para essa tal ilha, assim teriam suas memórias intactas e continuariam em sua terra, na qual havia magia, e a garota estava quase como seu pai, viciada em magia.

Mas para isso, precisaria de dinheiro. E sabia exatamente onde encontrar.

A menina apareceu em sua fumaça mágica azul em um dos "cômodos" do navio. Ao adentrar o local, era possível ver logo de cara o brilho do ouro que se encontrava ali. Aquele era o lugar que o Capitão guardava todo o seu tesouro.

– Eu disse que iria fazê-lo pagar pelo que fez! — falou a garota para si mesma, abrindo um sorriso maléfico e com os olhos brilhando com sua vingança. Em um estalar de dedos todo o ouro sumiu, sobrando assim somente um cômodo escuro e vazio.

A garota sorriu mais ainda, e desapareceu mais uma vez em sua nuvem de fumaça azul, dessa vez reaparecendo nas proximidades da casa dos Dobbey. Tirou aquele sorriso malvado do rosto e fez uma cara de perdida, fazendo a máscara desaparecer de suas mãos.

Bateu na porta da simples moradia, e foi recebida por Maggie Dobbey, a mãe de Tom.

– Clear?! Ai meu Deus, onde você esteve? Você está bem? Ficamos todos preocupados! — exclamou a mulher ao ver a adolescente.

– Sim, eu estou bem. E-eu fui na floresta, eu acho, não me lembro bem... mas quanto tempo eu fiquei fora? — mentiu e perguntou a jovem, entrando na casa acompanhada da mulher.

– A última vez que te vimos, foi ontem à noite, antes de dormir. Acho que você saiu bem cedo, antes de acordarmos. — explicou a mais velha levando um copo de água para a menina, que agora estava sentada na mesa da cozinha.

– E agora, que horas são? — questionou confusa a garota. Como assim a última vez que a viram foi ontem à noite? Ele ficou durante dias no País das Maravilhas, e pelo jeito ali não haviam se passado nem 24 horas.

– Devem ser umas 6:00 PM, está começando a escurecer. — afirmou Maggie, o que deixou a jovem mais intrigada ainda. Será que o tempo no País das Maravilhas era diferente do tempo na Floresta Encantada?

Quando a adolescente abriu a boca para falar alguma coisa, foi interrompida por Zack, o irmão mais novo de Tom.

– Clear, você voltou! — exclamou correndo até ela e abraçando-a, e ela correspondeu ao abraço.

– Pois é, achou que fosse se livrar de mim né? — disse Clear de brincadeira, ela considerava o menino como um irmão caçula, e nunca em sã consciência faria nenhum mal a ele.

– Eu não quero me livrar de você, não some mais não, nunca mais, por favor. — pediu a criança, sua voz cheia de sinceridade, preocupação e carinho.

– Awn eu não vou sumir mais, prometo. — afirmou a jovem ainda com seus braços em volta do garoto, só que agora apertando-o mais contra si.

~ Nova York, Atualmente.

Logo que o pirata tirou seu gancho do peito do homem, Emma acertou-o com uma lixeira, fazendo-o apagar.

– Pai! — berrou a adolescente ajoelhando-se na frente do homem, e analisando a situação dele com os olhos, preocupada.

– Gold, você está bem? — perguntou a loira ajoelhando-se ao lado da garota, imitando o gesto da mesma.

– O que é que está acontecendo? — questionou Neal correndo até eles.

– Um dos inimigos do seu pai achou a gente. — respondeu a xerife olhando para o corpo de Gancho, que estava caído no chão.

– O Gancho. — sussurrou o homem, já ajoelhado junto às mulheres.

– Sabe quem é? — perguntaram as duas juntas.

O homem não respondeu, e levou sua mão ao ferimento de seu pai, sujando seus dedos de sangue.

– Papa? — chamou preocupado, apesar de ver que o homem estava acordado.

Os três o levaram para o apartamento do Bae, deitando-o no sofá.

– Tranquei o pirata motivado numa despensa que achei. — indagou Emma fechando a porta atrás de si — Ele não deve atormentar mais ninguém. E olha isso. Ele tinha um mapa. Parece que ele veio de navio. — continuou mostrando um mapa que estava em suas mãos.

– Ele entrou em NY com um navio pirata? — questionou Baelfire incrédulo.

– Está disfarçado. — rebateu Clear sentando-se no pedaço de sofá que estava vazio.

– Não se preocupe, ele não vai nos machucar. — afirmou a loira abaixando-se para ficar na mesma altura de seu filho, tentando acalmá-lo.

– Mas o Sr. Gold vai ficar bem? — perguntou Henry encarando o homem.

– Henry, ele vai ficar ótimo. — respondeu seu pai olhando para ele.

Emma chamou Clear em um canto longe da vista de todos e Neal foi para outro, deixando Henry e Gold a sós.

– Sr. Gold, o senhor está bem? — perguntou o garoto se aproximando do homem.

– Fique longe de mim! — mandou o mais velho hostilmente, agarrando o colarinho do menino — Você causou isso. Você nos fez voltar. É culpa sua.

– Garoto, estou sem bateria. — disse a loira voltando acompanhada de Clear, quando o Senhor das Trevas já havia soltado o garoto — Vá procurar um carregador no outro quarto, okay? — continuou se abaixando e entregando-lhe um celular.

– Okay. — concordou e saiu de perto.

– Vamos correr para o pronto socorro. — indagou Baelfire se aproximando com um papel para limpar o ferimento.

– Não vai adiantar. — afirmou Rumple.

– Que droga é essa? — perguntou Emma ao ver algo estranho no ferimento, parecido com pus, mas diferente.

– É veneno. — explicou o homem — Uma das invenções do Gancho. Não tem antídoto nesse mundo. Não é daqui.

– Hey, hey, deve ter um jeito de te salvar. — indagou Neal.

– Tem sim, tem sim. — afirmou o ferido.

– Storybrooke. Tem magia lá agora. Temos que levá-lo de volta. — disse Emma.

– Vou arranjar um carro. — falou o homem mais novo.

– Não dá tempo. — retrucou Gold — Precisamos de algo mais veloz. O navio do capitão.

– A Jolly Roger em vez de um carro? — perguntou a loira como se não fizesse sentido.

– É o navio mais rápido dos reinos. — explicou Clear, deixando todos um pouco curiosos sobre como ela sabia.

– Muito bom, mas quem vai comandar? — questionou a xerife — O único cara habilitado quer te ver morto.

– Eu consigo. — afirmaram os dois irmãos juntos.

– Bae, Clear. — falou o homem incrédulo trocando olhares entre eles.

– É, eu consigo. — disseram novamente juntos.

– Sabem comandar um navio pirata? — perguntou Emma olhando para os dois, incrédula.

– É, sabemos. — responderam uníssonos.

Neal se levantou e começou a andar de um lado para outro, mexendo no celular.

– O que está fazendo? — questionou a loira virando-se para ele.

– Arranjando um carro. — respondeu sem tirar os olhos do telefone.

– Achei que tinha virado um pirata e íamos de navio.

– É, mas ainda precisamos enfiá-lo no navio.

– Então vocês conhecem o Gancho?

– Longa história. — responderam juntos novamente, como se tivessem conhecido o pirata juntos.

– Resumindo, eu não vim direto a esse mundo quando saí de casa. — afirmou Bae.

– Não? — perguntaram as duas mulheres.

– Então eu teria mais de cem anos.

– E o Gancho não parecia te conhecer quando se viram Clear, por quê? — perguntou a mulher.

– Digamos que nos conhecemos indiretamente. — respondeu a adolescente.

– É a nossa carona. Aguente firme. — indagou Neal quando o celular tocou.

– Emma, precisa ver isso. — disse Henry surgindo na sala.

– O quê, garoto? — perguntou a loira virando-se para ele.

– É uma mensagem da Mary Margareth e do David. Você tem que ler. Agora.

– Más notícias, Gold. — afirmou a xerife ao ler a mensagem.

– Pior que um veneno incurável? — perguntou o homem com uma pitada de sarcasmo.

– Sei lá, me diga você. Você tem uma adaga escondida em Storybrooke... que é a fonte de todo o seu poder?

– Vá direto ao assunto.

– Cora está atrás dela. Para impedi-la, Mary Margareth e David devem achar primeiro.

– Deixem Cora tentar.

– Você não pretende arriscar. Seu filho vai voltar com você para Storybrooke.

– Srta. Swan, aquela adaga está comigo há séculos. Isso não vai mudar agora.

– Só que você está morrendo. E no momento, somos sua melhor opção. É hora de começar a confiar em alguém. E se eu fosse você, começaria com seus parentes.

– Está na torre do relógio. Presa junto ao ponteiro do relógio.

A mulher sorriu e foi correndo ligar para seus pais, para avisá-los sobre a localização da adaga.

– Hey, nos consegui um carro, se importa de vir buscá-lo comigo Emma? — disse Neal depois que a loira desligou o celular.

– Claro, vamos. Clear, cuide do Henry okay?

– Okay. — respondeu a adolescente.

– Quando voltarmos à Storybrooke, você me curará com sua magia. — afirmou Gold quando os dois saíram.

– Eu não tenho magia. — rebateu a garota de maneira seca.

– Sim, você tem, e mais do que nunca tenho certeza. Eu vi você usando-a quando o Gancho atirou na sua mãe.

– A questão é, eu não a uso. Magia das trevas só traz destruição, e quando ela se apodera de você, te obriga a fazer coisas terríveis.

– Nossa, é tão terrível assim usá-la para curar seu pai?

– Há outros jeitos de te curar, eu não sou a única opção.

– Por que você tem tanto, sei lá, "medo" de usar magia?

– Coisas do passado.

~ Floresta Encantada, Antes da Maldição.

– Clear? — chamou uma voz infantil se aproximando da jovem, que estava sentada nos degraus da pequena escada na entrada da casa.

– Ah, oi Zack, o que foi? — perguntou a jovem olhando para trás e abrindo um sorriso.

– Você acha que os boatos da maldição são verdade? — questionou o garotinho sentando-se ao lado da adolescente.

– Não são só boatos Zack, quem dera se fossem. São fatos, eu tenho certeza de que vai ter uma maldição.

Os dois ficaram em silêncio, seus olhos vidrados no nada, pensativos.

– Estou com medo. — afirmou a criança após alguns segundos pensando.

– Por quê? — perguntou a garota virando-se para ele, e alisando seu rostinho.

– Ah, e se nós nos separarmos? Se nós não nos lembrarmos que somos uma família? Eu não posso viver sem vocês... — disse o menino já começando a chorar, e abraçando a sua "irmã".

– Hey, fica calmo, eu vou dar um jeito de nós nos livrarmos da maldição... só preciso de tempo okay? Nós não vamos nos separar! — indagou a jovem abraçando a criança.

– Você promete? — perguntou o menino com voz de choro.

– Eu prometo.

~ Nova York, Atualmente.

Já na Jolly Roger, Clear e Neal comandavam o navio juntos com Henry, tendo um momento familiar. Enquanto isso Gold estava em um dos quartos do navio, e Emma alternava entre o deck e o local que o ferido se encontrava.

– Storybrooke a vista! — berrou Clear para avisar Emma e seu pai, que estavam no quarto.

– Vocês estão bem?! — gritou Mary Margareth ao avistá-los caminhando no porto.

– Sim, estamos bem. — respondeu Emma.

– Eu vim navegando o navio! — disse Henry enquanto David ajudava Neal a carregar Gold.

– Verdade? — perguntou Encantado.

– É, meu pai e minha tia me ensinaram. — respondeu olhando para os dois.

– Sou eu. — afirmaram Clear e Neal erguendo uma mão, e David encarou o homem.

– Obrigado... obrigado. — agradeceu Gold escorando na caminhonete do antigo príncipe.

– Cora está controlando você? — perguntou David preocupado.

– Já saberiam se ela estivesse. — respondeu Rumple — Estariam todos mortos agora.

– Temos que lutar contra ela antes que isso aconteça. — indagou MM (Mary Margareth) aproximando-se dos dois.

– E nós vamos. — afirmou Nolan.

– E dessa vez vamos acabar com isso. — continuou Branca com um olhar sombrio.

– Mary Margareth... — interrompeu seu marido.

– David, ela precisa parar. Ela precisa morrer. Nós vamos proteger a nossa família! — exclamou a mulher com ódio na voz.

– É claro que vamos. — falou o homem pegando nas mãos de sua amada — Mas o que você falou vai muito além disso.

– É mesmo? — perguntou ironicamente a mulher — Por causa dela você nunca conheceu minha mãe!

– Eu sei o que aconteceu com a Rainha Eva... e não ligo a mínima se Cora morrer por causa disso. Mas você não pode se vingar.

– Por quê?

– Não conseguiria viver com a sua consciência. Você é a pessoa com o coração mais puro que eu já conheci. Você é assim e vai continuar sendo assim.

– Tudo bem? — perguntou Emma se aproximando.

– Estou me sentindo mais forte. — respondeu Gold — Me levem de volta até minha loja. Tem magia lá para nos proteger.

– Já sei! Vou ter que ir com a Ruby. — indagou Henry.

– Acertou garoto. — respondeu Emma.

– Ele vai ficar longe do fogo cruzado. — afirmou Ruby colocando a mão nas costas do garoto.

– Obrigada. — agradeceu MM.

– Não se preocupe tanto. Você vai derrotar Cora. Ela não vai escapar dessa. — disse o menino antes de sair com a loba.

Nesse meio tempo, Clear havia ligado para Tom, e ele chegou e rapidamente saiu de sua picape e se aproximou.

– Clear? Você está bem? — questionou ao avistar sua namorada e correr até ela.

Ao se aproximar enterrou seus lábios nos dela, em um beijo preocupado e com saudade.

– Estou bem. — respondeu ao se separarem — Vem, você deve vir conosco, nós vamos para a loja do meu pai, lá é mais seguro.

– Okay vamos.

Todos então partiram em seus carros até a loja do homem, a preocupação reinando sobre todos.

Continua.

Notas finais
~> P.S.: O próximo capítulo será triste e revelador, mostrando uma parte suuper importante do passado! Obrigada pela leitura! ;)