The Day I First Met You
9 Brigas
Notas iniciais
Já estava anoitecendo, a mistura de cores no céu é simplesmente maravilhosa, a cor laranjada que se misturava com o vermelho e o amarelo, e o azul começando a aparecer. Para muitos o por do sol não significa nada, mas para mim tem um significado muito grande, foi em um por do sol que eu me apaixonei pela primeira vez e agora estava vendo o sol sumir no horizonte com a pessoa que amo. Eu e Harry ficamos o dia inteiro no parque só saímos dele na hora do almoço para ir a um restaurante bem perto do local, a maior parte do tempo ficamos de mãos dadas conversando. Eu iria passar uma semana sem ele, é muito tempo! Não quero nem imaginar quando ele estiver fazendo alguma turnê.
No dia seguinte tive que levar ele ao aeroporto, foi simplesmente horrível ter que o ver saindo de perto de mim e entrando no avião, me segurei o máximo para não chorar na sua frente. O resto da semana passou um pouco rápida, hoje já era sexta feira e a uma coisa que eu queria pensar é que daqui um dia iria ver Harry de novo. Antes de sair para o trabalho resolvi ligar para ele, depois de uns três toques ele atendeu.
- Oi pequena – ele me chamava assim só para me irritar.
- Ah é assim! Eu ligo para você, para ver se você está bem e o senhor já vem me chamando de baixinha! – disse brincando.
- Amie você sabe que é um apelido carinhoso.
- Sei – disse rindo – e ai como foi sua semana?
- Sem contar à saudade que senti a semana foi até que boa. E a sua?
- Eu corri a semana inteira atrás de roupas para uns editoriais e estou morrendo de saudades. Você vem para Paris esse fim de semana?
- Então Amie eu queria falar com você sobre isso – Harry disse bem devagar.
- Não Harry! Por favor, não me diga que você não vem.
- Eu tenho uma festa sábado anoite.
- Você vai me trocar por uma festa?
- Não vou te trocar, eu tenho que ir nela os meninos da banda vão.
- Legal então chama sua garota da noite para ir com você.
- Amie, por favor, você tem que entender... é complicado.
- É complicado o que? Você acha que é fácil estar correndo atrás do meu sonho, mas saber que quem amo está a quilômetros de mim e pior quando finalmente você vai ser essa pessoa ela diz que tem uma festa para ir e não vai te ver! – disse gritando.
- Você não entende!
- Eu não entendo o que? Pode me dizer?
- É que – ele ficou quieto.
- Quer saber, tchau e aproveite muito sua festa – disse irritada e desliguei o telefone sem ao menos esperar ele dizer alguma coisa.
O resto do dia não conseguiu prestar atenção em mais nada nem comer nada só ficava imaginando Harry se divertindo com outras garotas na festa isso me dava nojo. Voltando para casa o rádio anunciou uma festa que ia ter uma festa em uma das melhores casas noturnas da cidade. “Se Harry pode se divertir por que eu não posso?” – pensei. Tomei um banho e coloquei um vestido, quando eu acabei de me arrumar peguei um taxi. Na fila para entrar na casa noturna encontrei um dos meus colegas de trabalho Joe, na porta comecei a ouvir uma das minhas músicas favoritas.
- Joe você eu amo essa música, dança comigo, por favor!
Joe segurou minha mão e me levou para o centro da pista, ficamos dançando por uns quinze minutos estava com sede e fui buscar algo no bar. Dancei mais um pouco e comecei a sentir um pouco de tontura.
- Joe acho que vou ir já – disse me despedindo dele.
- Tchau Amie se cuida.
Peguei um taxi. Chegando a casa minha visão ficou embaçada minha cabeça e meu estomago doíam, fui até a cozinha e tomei dois remédios – um para dor de cabeça e outro para a dor de estomago. A mistura dos remédios me fez piorar, só deu tempo de chegar até o sofá e desmaiar.
Abri os olhos devagar, minha cabeça doía e meu estomago ainda estava embrulhado, quando consegui abrir os olhos totalmente percebi que estava em um hospital. Minha mãe veio em minha direção.
- Filha que susto você me deu! – agora ela segurava minha mãe – Onde você estava com a cabeça? Ficar o dia inteiro sem comer!
- Mãe como que eu fui parar aqui? – perguntei.
- Ainda bem que sua amiga do trabalho achou estranho você não atender ao telefone e foi até sua casa, ai ela percebeu que tinha acontecido alguma coisa e pediu para o porteiro abrir a porta com a chave reserva, quando ela abriu a porta você estava desmaiada no sofá – tentei falar com ela, mas ela me interrompeu — Não fale nada descanse, durma mais uma pouco quando você acordar não sei se ainda vou estar aqui tenho que voltar para casa, mas prometo que alguém vai estar aqui.
Minhas pálpebras ficaram pesadas e acabei dormindo. Quando acordei de novo Harry estava sentado em um sofá perto da cama.
- O que você está fazendo aqui? – disse rouca.
- Amie, você está bem? – ele disse segurando minha mão, mas soltei minha mão da dele.
- Estou melhor, não era para você estar aqui – disse irritada.
- Eu sei que você está brava comigo eu errei devia ter te convidado para ir junto comigo, eu sei, mas ficar o dia inteiro sem comer Amie onde estava com a cabeça?
- Harry, sai – disse seca.
- É assim? Eu venho para cá e você me trata assim?
- Não era para você vir.
- Não precisa fazer isso! Você sabe por que eu não te chamei?
- Harry não quero falar sobre isso só quero que você saia!
- Eu não te chamei por medo, medo de você aparecer nas revistas como a garota da noite, eu quero te anunciar como minha namorada, mas não queria anunciar em uma festa quero algo mais especial.
- Veja pelo lado bom você não precisa anunciar mais nada – disse sarcástica.
- Amie.
- Amie nada por favor sai daqui – disse com meus olhos cheios de lágrimas.
Ele abaixou a cabeça e saiu do quarto, quando ele saiu não me aguentei e comecei a chorar. Não sabia se tinha feito à coisa certa, acho que fui rude demais com ele. Meus batimentos cardíacos começaram a aumentar e comecei a soluçar, uma daquelas máquinas que medem os batimentos começou a apitar e uma enfermeira entrou no quarto o colocou um remédio no soro que estava preso em meu braço, acabei dormindo de novo.
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