The Day I First Met You
10 De volta
Notas iniciais
O médico de deu licença do trabalho por uma semana, para eu ficar na casa de minha mãe e cuidar na minha alimentação. Voltar para minha cidade natal não foi a melhor coisa a fazer, tudo naquela cidade o lembra. Hoje é segunda feira crianças voltam para escola e os adultos vão trabalhar segunda feira é sinônimo de preguiça e sempre odiei segundas. Acordo perto das nove horas da manhã com a sensação de estar atrasada para o trabalho, mas não estou.
De noite teríamos – meus pais e eu – uma festa para ir, era aniversário de um dos amigos de meu pai, eu conhecia o aniversariante era um senhor um pouco mais velho que meu pai de olhos azuis com bigode e cabelos grisalhos, o senhor era bem simpático e os chamavam de John, a festa seria num dos melhores salões de festas da cidade ele John fez questão de convidar quase a cidade inteira.
Tomei um banho e fiz minha higiene,coloquei uma roupa, peguei uma maça na cozinha e fui andar pela cidade. Na rua da casa dos meus pais tinha um parquinho bem simples com um escorregador, um balanço de pneu e uma caixa com areia, algumas crianças brincavam no local o que mais me chamou a atenção foi uma pequena menina que estava brigando com um garoto bem menor que ela, a garota gritava e apontava o dedo para ele e o menino ficava quieto com os olhos arregalados de medo. Quando a briga chegou ao fim à menina pegou a pazinha que estava na mão do garoto e gritou: essa pazinha é minha! E depois saiu batendo os pés em direção a que provavelmente seria sua casa, a primeira coisa que veio em minha cabeça foi uma sensação de vá ter visto aquela cena em algum lugar pensei um pouco até lembrar que eu já tinha brigado com Harry por causa de um brinquedo, eu gritava com ele enquanto ele ficava me olhando com os olhos arregalados iguais os do menino, balancei a cabeça tentando pensar em outra coisa, mas não deu muito certo. Continuei andando até chegar a uma cafeteria, lá comprei um café com chantili e fiquei sentada em uma mesinha perto da janela, um carro preto que na hora reconheci posou correndo pela rua, paguei o café e voltei para casa andando rápido.
– Ele não devia estar aqui – disse a mim mesma quando vi Harry descendo do carro preto – não, não, não – disse andando para direção oposta.
– Amie – disse Anne alegre – eu soube que estava no hospital, agora está melhor estou certa? – agora ela vinha em minha direção.
– Está sim – atrás de Anne consegui ver Harry me olhando com uma cara não muito boa.
– Que susto você deu na gente, na hora que sua mãe ficou sabendo Harry já quis ir correndo te ver, que amigo você tem se eu posso chamar de amigo – ela deu uma pausa – eu vi vocês dois na revista, não sabia que você tinha roubado o coração do meu menino.
– Não Anne agente não tem nada – disse.
– Se vocês não tivessem nada ele não olharia do jeito que ele olha para você, pense nisso – ela disse e depois me dando um abraço – agora eu tenho que ir, vou ajudar Harry a descarregar as malas.
– Ele vai ficar muito tempo aqui?
– Na verdade não, ele vai ficar até sexta – ela deu uma pausa – você vai à festa hoje à noite?
– Provavelmente – disse sorrindo.
– Então agente se vê lá, se cuida criança – ela disse acenando.
Olhei para Harry rapidamente e depois entrei em casa, fui direto para meu quarto. “Será que ligo para ele? Será que devo ir à festa?” – perguntas e mais perguntas me perturbavam. Resolvi mandar uma mensagem para Harry que depois de alguns minutos respondeu.
“Harry posso conversar com você?” perguntei.
“Para gritar comigo de novo?” Harry respondeu.
“Não! Por favor, vem aqui em casa” enviei.
A campainha tocou e fui correndo atender, quando abri a porta olhei direto para seus olhos aqueles olhos sempre me desmontavam, ele estava com uma cara triste. O convidei para entrar e se sentar no sofá foi o que ele fez, me sentei ao seu lado olhando ele enquanto olhava para o chão.
– Harry – ele me interrompeu.
– Você simplesmente não me deixou falar, brigou comigo – ele continuava olhando para o chão.
– Foi por cauda do ciúme e por medo de te perder!
– Amie você sabe que eu não ia e nem vou te trocar por ninguém – agora ele olhava em meus olhos – você é muito especial para mim.
– Harry, por favor, me desculpa?
– Eu acho que vou pensar no meu caso – ele disse rindo.
– Ah então ta tchau – disse levantando do sofá.
– Ei volta aqui – ele me puxou pelo braço – claro que te perdoo! – disse e depois me deu um beijo demorado.
– Você não contou para sua mãe ainda né? – perguntei.
– Bem, na verdade não e você contou para sua? – ele perguntou.
– Eu falei com ela, sobre a briga também, mas pedi para ela não falar nada com a sua.
– Eu vou falar com ela hoje, prometo.
– Ok.
– Você vai à festa hoje à noite? – perguntei mudando de assunto.
– Se você for.
– Então agente vai – disse rindo.
Ficamos o resto da manhã juntos e na hora do almoço fui almoçar na casa de Anne e lá Harry queria contar para sua mãe sobre nós, quando Harry começou a falar Anne o interrompeu.
– Vocês acham que eu sou burra? – disse rindo – Se saíram até em uma revista juntos acham que eu não ia perceber que tinha alguma coisa! Vocês se gostam desde crianças estou muito feliz por ter você como minha nora Amie – ela disse me abraçando.
– Estou feliz por você ser minha sogra Anne –disse rindo.
Ficamos o resto da tarde assistindo filmes e conversando, perto das seis da tarde fui para minha casa me arrumar para depois ir à festa.
Fale com o autor