Notas iniciais
Esse capítulo estava meio longo. Na verdade, a missão quase inteira acontecia nele, rsrs. Então eu decidi cortar pela metade para a fanfiction durar mais, ok? Enfim, espero que se divirtam!!!

Em cerca de um milésimo de segundo, parei de sentir meu corpo. Não conseguia mais me mexer. Não sentia minhas pernas. Comecei a tremer ainda mais forte do que estava antes. Estava fazendo um esforço enorme para manter meus olhos abertos. Logo, perdi as minhas forças e desabei.


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Camp Half-Blood; Sala de Recreação; Quinta-feira; 5:43 da tarde;


Will, Jenna, Percy e Annabeth correram para me segurar. Grover, Quíron e Lee também vieram, mas os quatro primeiros não deram passagem. Percy me agarrou e se sentou no chão.

Percy: Ah, deuses, o que aconteceu com você?

Me esforcei muito e mexi meus lábios, tentando falar. O que eu ouvi foi “aarh. Ó oul a eziar. Aol... aol e oi auor eai”, mas o que eu quis dizer foi:

Eu: Nada. Só ouvi a profecia. Acho... acho que foi assustador demais.

Annabeth: Você está bem? Sério, foi só isso mesmo? Só o susto do Oráculo?

Tentei mexer a cabeça, assentindo.

Quíron: Você sente alguma dor, minha querida? Tontura, está vendo e ouvindo normalmente?

Eu: Mais ou menos. Não... nada está doendo. Eu apenas... apenas perdi a força por um segundo. Já estou bem.

Percy: Tem certeza? Está bem mesmo?

Eu: Sim, eu estou. Podemos continuar. Foi... foi só um susto.

E tudo escureceu.


Vi à mim e Percy. Estávamos em um lugar obscuro, cheio de estalactites e o que me pareciam almas ou espíritos, sei lá. Eu estava com o Elmo das Trevas na mão esquerda. Havia outras pessoas lá, mas eu não conseguia distinguir quem eram. Estava muito borrado. Eu aparentava estar passando por uma mistura de raiva e mágoa.

Eu: Não acredito nisso. Por quê? Por que você fez isso comigo?

Haviam lágrimas nos meus olhos. Um pouco de raiva e um pouco de mágoa. Percy me olhava com cautela. Ele estava atrás de mim, mas estava segurando minha mão [sim, meu braço estava esticado]. A mãe que ele estava segurando, estava meio que brilhando, fosforescente. Eu diria mais... pegando fogo. Ele alternava o olhar entre mim e as outras pessoas que estavam lá.

Percy: Hã, Rapha? Temos de ir rápido. Resolvam seus problemas pessoais do passado depois.

Eu: Já vou. Eu só... nada. Saia da minha frente, numa boa, antes que eu tenha que te tirar.

Percy: Calma. Tudo vai ficar bem.

E tudo ficou branco.


Quando consegui ver direito, estava de volta na sala de recreação. Estava deitada no colo de Percy. Ele estudava meu rosto, como se não nos víssemos há anos, e ele estivesse tentando se lembrar de como eu era.

Percy: Visão?

Assenti. Tentei me levantar sozinha, mas não tinha forças para isso. Annabeth me ajudou a levantar e ela e Percy meio que me carregaram de volta para a cadeira onde eu estava sentada. Eles se sentaram e nós continuamos.

Will: E então? O que a profecia dizia?

Fiquei nervosa. Não sabia o que dizer. Coloquei minhas mãos entre as coxas, pressionando-as e comecei a falar.

Eu: “O Sol, o Mar e a Sabedoria buscarão ao noroeste, o Elmo desaparecido pela mão da que perdeste.”

Annabeth: Você, Percy e eu. E isso já é uma dica de onde está o Elmo.

Assenti.

Eu: “A criança de Atena lhes mostrará o caminho, à árvore procurada no país vizinho.”

Grover: Então, Annabeth deve saber onde fica o lugar.

Eu: “Filha do Oráculo, cuidado com os tardios trabalhadores; Àquele que controla o mar, eles podem causar muitas dores.”

Lee: Vocês vão encontrar com trabalhadores, tarde, e eles vão machucar Percy.

Percy passou a mão pelo braço, como se estivesse acariciando uma ferida antiga.

Jenna: E o que dizia o resto?

Eu: Algo sobre eu usar meu poder secreto.

Will franziu o cenho.

Will: Que poder?

Não queria contar à eles. Apenas eu e Annabeth sabíamos qual era o meu poder. Eles poderiam ficar magoados por eu ter nascido com isso e eles não, então achei melhor não contar.

Eu: Não sei.

Olhei para Annabeth, que assentiu, mostrando que entendeu que era um segredo.

Annabeth: Bom, já que eu sou quem sabe onde fica isso, me diga. Onde está o Elmo?

Eu: Em algum lugar chamado Bob Wright Centre Ocean, Earth and Atmospheric Sciences. Sabe onde fica?

Annabeth: Claro! É um centro de pesquisas na Universidade de Victoria, no Canadá. Malcolm me fala desse lugar o tempo todo. O único problema é que é longe, então devemos partir o mais cedo possível.

Percy: Então, quando partiremos?

Quíron: Assim que os três estiverem prontos, Argos levará vocês à estação rodoviária. Essa Universidade de Victoria, no Canadá, você sabe chegar lá?

Annabeth: Claro.

Eu: Por que não vamos de avião?

Percy: Zeus me mataria.

Eu: Ah.

Quíron: Então, recomendo que vocês vão fazer suas malas. Peguem Néctar, ambrosia, dracmas, dinheiro de mortais, roupas, água, comida, tudo o que for extremamente necessário deve ser pego, e não trocado por besteiras como maquiagem.

Eu: Nunca usei maquiagem.

Quíron: Ótimo. Então, vão rápido. Quando terminarem, vamos nos encontrar no topo da colina.

Saímos da reunião e cada um dos três foi para o seu chalé. Meus irmãos estavam em atividades e Will e Lee foram cuidar da vida deles, então, Jenna veio me ajudar a fazer a mala.

Jenna: Você se importaria de levar algumas de minhas roupas?

Eu: Não, não há nenhum problema. Por quê?

Quando eu vi as roupas que ela queria que eu levasse, entendi o porquê.

Eu: Jenna Alexander! Estou indo em uma missão para resgatar o Elmo das Trevas do Senhor dos Mortos, que me mandará ao inferno com suas próprias mãos e me manterá como prisioneira no caso de eu não devolver o Elmo em segurança, não para conquistar Percy, droga!

Jenna: Por favor, irmã! Quero muito que vocês dois deem certo.

Eu: Primeiro: EU não quero que nós demos certo, porque dele eu só quero a amizade. Segundo: Annabeth estará lá. Ela gosta dele, e ele gosta dela. Pelo amor dos deuses, Jenna.

Jenna: Só me prometa que você vai usar pelo menos uma dessas roupas.

Eu: Então, eu não vou ter que levar nenhuma outra roupa.

Jenna: Certo.

Bufei e revirei os olhos. Coloquei as roupas de Jenna na mochila, mesmo que mais da metade fosse desnecessário. Também colocamos Néctar, ambrosia, dracmas, $400 em dinheiro de mortais, água e alguns sanduíches de peito de peru. Adoro esses sanduíches. Troquei de roupa e também coloquei na mala a roupa que eu estava usando antes de me trocar, afinal eu realmente havia gostado daquela roupa. Peguei uma aljava de flechas que deveria ser prendida na coxa para o caso de eu precisar, e levei na mão, mesmo. Quando terminamos, fomos até a Colina, subimos, e lá estavam Percy, Annabeth, Grover, Quíron e Argos, o chefe da segurança do acampamento com olhos por todo o corpo, me esperando.

Percy: Pegou tudo?

Eu: Tudo e mais um pouco, certo, Jenna? – Olhei torto para ela.

Jenna: Certo.

Quíron: Então, acho que vocês já podem partir. Boa sorte, crianças. A Universidade de Victoria fica em Victoria, British Columbia, Canadá, mas Annabeth os guiará.

Annabeth: Essa parte vocês podem deixar comigo.

Quíron: Sim, em relação à isso, podem contar com Annabeth. Até mais.

E ele desceu a Colina, galopando.

Eu: Prontos? Vocês tem certeza de que querem ir comigo?

Percy e Annabeth: Sim.

Eu: Então, não tem volta. Vamos, Argos.

Entramos na van do Acampamento e seguimos em direção à estação rodoviária. Percy foi na frente e eu e Annabeth fomos atrás. Começamos a falar sobre meu poder secreto.

Annabeth: Sobre o seu poder, Rapha, você já sabe controlar, ativar, coisa assim?

Eu: Na verdade não. Ainda não tive tempo de tentar. Nem fiquei sozinha.

Annabeth: Sei, é melhor assim mesmo. Bom, a profecia diz que vai acontecer, então logo você vai descobrir como.

Eu: É, só tenho medo de estar tendo uma visão e começar a... – Olhei para Percy – Bom, você entendeu.

Percy: Eu não entendi.

Eu: Não é pra você entender mesmo, Cérebro de Peixe.

Annabeth riu do apelido.

Eu: Então, e aquele nosso projeto de construir um monumento que chegue até o sol?

Annabeth: Trouxe até papel e caneta para isso. Hoje, Percy pode ser o primeiro a dormir. Nós vigiamos e projetamos.

Eu: Ótimo. Já até criei algumas ideias.

Annabeth: Idem. Li um livro com algumas ideias de Leonardo da Vinci para nós termos meio que um modelo ou alguma ajuda.

Eu: Esse monumento vai ficar para a história, amiga.

Annabeth: Claro que vai! Fico pensando, como deveria ser o formato? Tipo, deve ser chamativo, porque senão vai ser só mais um monumento alto.

Eu: Claro. Chamativo, grande, óbvio, interessante, bonito. Tem que ser no mínimo isso.

Annabeth: Sim. No mínimo.

E o assunto foi. Quando vimos, já estávamos na estação rodoviária. Fiz meu chek-in final. Ópera no pescoço? Confere. Cantil de Néctar? Na mochila. Roupas? Tudo e mais um pouco. Pacote de ambrosia? Peguei. Água? Tinha. Comida? Guardada. Tudo o que era necessário estava lá.

Eu: Ainda tem volta.

Percy: Nesse caso, eu não vou voltar.

Annabeth: Nem eu.

Fiquei feliz de ter amigos tão bons e leais. Compramos as passagens de ônibus para o nosso destino.

Annabeth: Três para Victoria, British Columbia, Canadá, por favor.

Ela pagou as passagens.

Eu: A criança de Atena lhes mostrará o caminho, à árvore procurada no país vizinho.

Annabeth: Aliás, fiquei com isso martelando na cabeça. O Elmo está em uma árvore?

Eu: No meio das folhas.

Annabeth: E se alguma criança mortal subir na árvore e pegar? E se alguém simplesmente enfiar a cabeça lá e encontrar o Elmo?

Dei de ombros.

Eu: Tudo o que podemos fazer é rezar aos deuses para isso não acontecer.

Annabeth parecia insatisfeita.

Percy: E quando nosso ônibus chega?

Annabeth: 14:40. Quanto tempo, Raphs?

Olhei para o meu relógio.

Eu: Hummmm, vinte minutos.

Cabeça de Alga bufou.

Percy: Ótimo. O que raios eu vou fazer em vinte minutos?

Eu: Como assim você? Eu também tenho essa maldita hiperatividade. Se você achar alguma coisa pra fazer, me chame, cara.

Annabeth avistou um banco e se sentou lá. Tirou um livro da mochila e começou a ler. Percy e eu nos sentamos no chão com “perninhas-de-índio”. Ficamos brincando de guerra de polegares e falando sobre um assunto bem besta.

Eu: Mas, tipo, você não acha estranho ter um irmão que é filho da Medusa?

Percy: É a coisa mais estranha que um meio ser humano pode imaginar. Porque, tipo, cara... é muito estranho. Aquela mulher com cabelos de cobra que transforma as pessoas que a olham em pedra é mão de um meio irmão meu. Argh! Isso é repugnante.

Eu ri.

Eu: Imagino. Sem contar que ele é um irmão cavalo.

Percy: Cara, isso é muito estranho.

Eu: Deve ser.

Annabeth: Nosso ônibus chegou.

Percy e eu levantamos. Entramos no ônibus. Nos sentamos nos últimos bancos.

Eu: Annabeth, quanto tempo vai demorar para chegarmos?

Annabeth: Se não sairmos do ônibus, 2 dias.

Eu: Ahhhh..... – Fiz uma cara de criança mimada que não ganhou o que quer. – Devia ter trazido... Que droga! Não tenho o que trazer! Pelo menos, Annabeth foi esperta e trouxe um livro.

Annabeth: Que está escrito em grego antigo, então você provavelmente não iria entender.

Eu: Droga.

Percy: O bom, é que logo um monstro vai farejar a gente e nos tirar do ônibus.

Eu: Não sei o que é pior.

Ficamos esperando pelo que pareceu uma eternidade. Cara, não acabava mais! Percy e eu jogamos cerca de 800 rodadas de guerra de polegares, mas eu parei de contar depois da rodada 752. Perdi a paciência completamente. Annabeth estava totalmente entretida em seu livro. Como ela conseguia? Olhei para o meu relógio. 00:43. Olhei para a janela (ficou comigo). Vi a placa que dizia Ласкаво просимо до Janesville, штат Монтана. Estudei bem a placa, estreitei os olhos, virei um pouco a cabeça e cheguei a conclusão que dizia BEM VINDO A JANESVILLE, WISCONSIN. Ah, velho, ainda faltava muito.

Eu: Cara! Algum monstro não pode nos atacar de uma vez e acabar com esse tédio?

Percy: Abra a janela. Deixe o cheiro de semideus sair para eles nos acharem.

Eu: Semideuses fedem tanto assim?

Percy: Pelo que eu sei, é um cheiro mágico.

Um frio se passou pela minha espinha.

Eu: Eu cheiro a magia?

Percy: É estranho, mas é.

Respirei fundo e me deitei no ombro de Percy. Vi que Annabeth estava dormindo, do outro lado de Percy, então ela não se incomodaria.

Percy: Descanse um pouco. Você parece cansada.

Eu: Não vou conseguir descansar. Não sabendo que você está acordado, me vigiando.

Percy: Finja que não é uma vigia. Finja que eu... apenas não estou cansado.

Eu: Não sei não, Percy. Acho melhor você dormir primeiro.

Percy: E quando você dormisse, acordaria imediatamente por causa do amanhecer.

Bufei. Percebi que não conseguiria fazê-lo descansar, mesmo achando que ele precisava. Mas ele não me faria ficar acordada.

Eu: Percy, só vou dormir quando você dormir. Nós dois vamos ficar acordados vigiando Annabeth.

Ele olhou para mim com uma cara de tédio misturado com raiva, mostrando que reprovava a minha atitude.

Percy: Você devia dormir...

Eu: Percy, você está muito cansado. Hoje eu te acordei cedo.

Percy: Mas você acordou ainda mais cedo.

Eu: Mas eu já estou acostumada. Você não. Se você não vai dormir, eu também não vou.

Ele revirou os olhos.

Percy: Ok, né?

Eu: Ninguém chega a lugar nenhum discutindo comigo.

Percy: Eu percebi.

Me ajeitei no ombro dele de modo que eu ficasse confortável.

Percy: E então, como vai no seu chalé? Percebi que hoje você não foi tomar café comigo.

Eu: Quando eu entrei no meu chalé, depois de sair da praia, eles estavam me esperando. Ficaram com raiva de eu ter saído e o meu castigo foi não me sentar com você.

Percy: Ah. E com qual irmão você fez mais amizade?

Eu: Jenna Alexander. Cara, ela é muito legal, mas faz muita besteira.

Ele riu.

Percy: Tipo o que?

Eu: Ela me fez pegar roupas para QUALQUER situação. Ela me fez pegar roupas para seduzir, Percy. Isso é uma missão. Quem eu iria precisar seduzir?

Ele deu uma risadinha e ajeitou a cabeça dele em cima da minha.

Percy: Tem razão. Isso é bem estranho.

De repente, um tremor passou pelo ônibus. Mas foi um tremor absurdo, como se um avião de guerra tivesse caído em cima do ônibus. Annabeth acordou com aquilo.

Annabeth: O que foi isso?

Eu: Não tenho ideia.

A coisa que estava no teto, pulou para a lateral do veículo, derrubando o ônibus. Percy, Annabeth e eu fomos jogados para o outro lado do ônibus, violentamente.

Percy: Monstro. Claro.

Me esforcei, me agarrei no banco que estava a minha frente e fui até a janela onde eu estava. Pisei na lateral do banco, para não cair. Abri a janela e coloquei a minha cabeça para fora. Uma coisa de pelos dourados do tamanho de uma SUV estava andando pelas janelas fechadas. Quando virou para mim, aquele gato gigante veio correndo na minha direção. Entrei para dentro e aquela coisa enfiou a pata na janela tentando me pegar. Me joguei de volta entre Percy e Annabeth.

Eu: Ok. Tem um leão, do tamanho de uma picape lá fora, tentando me pegar. – Falei ofegante.

Annabeth bateu a mão na testa como se tivesse acabado de falar uma besteira enorme.

Annabeth: É o Leão de Nemeia. Droga. Droga. Droga!

Eu: O que foi?

Annabeth: A couraça dele é feita de algo impenetrável. Nada pode mata-lo por fora.

Peguei Ópera e joguei um pouco de leve para cima, fazendo-o assumir sua verdadeira forma. Peguei minha aljava, que havia caído, coloquei nas costas.

Eu: Nesse caso, permita-me que mate-o por dentro.

Fui escalando os bancos, novamente. O Leão de Nemeia já estava farejando as outras janelas, me procurando, então eu aproveitei a distração. Mas antes, tinha um recado final.

Eu: Mantenha-o com a boca aberta.

Saí de dentro do ônibus pela janela virada. Fui correndo até o fim do ônibus, e lá, pulei para trás do veículo, provavelmente desaparecendo. Agora, era com Percy e Annabeth. Teria de ficar pronta para voltar para cima novamente, então, pulei e segurei as bordas escorregadias do ônibus. Coloquei meus olhos um pouco por cima da minha mão. Vi Percy saindo de dentro do ônibus com Contracorrente. Deuses, como ele é bonito e corajoso! Percy fez uma besteira absurda que foi exatamente o que eu pedi para ele fazer.

Percy: Aqui, gatinho!

O Leão de Nemeia se virou e rosnou para Percy, e pulou em cima dele. Percy tentava penetrar sua espada no Leão, mas a couraça metálica dele o impedia. O Leão colocou as patas sobre as mãos de Percy e rosnou para ele. Annabeth surgiu e foi correndo na direção do Leão. Ela tentou penetrar sua faca de bronze na cabeça dele, mas também não funcionou. Ela pulou por cima dele, indo parar do outro lado do ônibus. Droga, pensei, agora é que não posso mesmo. Percy se virou para mim e quando nossos olhos se encontraram, meio que ouve um entendimento entre nós. Ele havia compreendido o meu plano. Fez que sim com a cabeça. Ele foi correndo até o Leão e bateu nele com Contracorrente. O Leão se virou e Percy saiu correndo, na minha direção. Larguei as laterais do ônibus e, rapidamente, peguei uma flecha e armei Ópera. Me afastei um pouco do ônibus e me deitei no chão, preparada. Assim que Percy surgiu, ele pulou por cima de mim e o Leão de Nemeia surgiu atrás dele com a boca aberta. Soltei a flecha, mirando em sua garganta, e pode-se dizer que acertei em cheio. O Leão começou a se dissolver, até que nada mais restava a não ser a sua couraça, que parecia estar diminuindo até ficar do tamanho de uma pele de leão normal. Annabeth surgiu em cima do ônibus.

Annabeth: Acho que um monstro já nos atacou. Mas não vamos poder seguir no ônibus. Ele está totalmente quebrado.

Eu: Já contava com isso. – Murmurei.

Annabeth pulou dentro do ônibus novamente. Logo, vi uma mochila ser lançada em nossa direção. Mais duas mochilas foram lançadas. Annabeth saiu novamente de dentro do ônibus e pulou para onde eu e Percy estávamos. Ela pegou sua mochila. Percy e eu pegamos as nossas.

Eu: Vamos achar algum lugar seguro para dormirmos.

Andamos um pouco e achamos um lugar com bastante árvores. Assim que nos sentamos, Percy logo desabou. Ele estava muito cansado. Estranho, quase não fez nada. Olhei para o meu relógio. 01:17. Annabeth tirou alguns papeis e uma prancheta de dentro da mochila dela. Ficamos planejando o nosso monumento pelo que pareceram segundos, até que meus olhos começaram a se fechar. Não queria parar, então continuei. Não percebi nenhuma mudança. Quando abri meus olhos, Annabeth estava olhando para mim e rindo.

Annabeth: Descanse, Rapha. Você está com muito sono.

Eu: Tem certeza de que não quer que eu faça a primeira vigia?

Annabeth: Dormi bastante no ônibus. Eu estou bem, amiga. Pode dormir. Eu vou ficar analisando mais alguns detalhes aqui no nosso projeto.

Segui o conselho dela. Me deitei em cima de Percy, que passou seu braço por cima de mim. Annabeth estava planejando, então provavelmente nem notaria. Fiz uma reza silenciosa aos deuses para que ela não olhasse e não ficasse com ciúmes. Após isso, não demorou dois segundos e eu já estava dormindo.


Felizmente, naquela noite não me lembro de ter sonhado nada. Odiava meus sonhos. Quando abri os olhos, o sol estava nascendo, mas meus amigos já estavam acordados. Percy estava comendo alguma coisa com Annabeth. Fiquei com raiva de eles não terem me acordado para vigiar.

Eu: Ei, ninguém me acordou para fazer a vigia.

Eles se entreolharam.

Percy: Nós achamos melhor você descansar. Você acorda todo dia quando o sol nasce. Acorda muito cedo.

Eu: É como eu disse, Cabeça de Alga. Já estou acostumada.

Annabeth: Ainda assim, precisa dormir. Agora que você acordou, coma um pouco. Assim que você terminar, vamos sair.

Comi um dos meus sanduíches de peito de peru. Assim que terminei, uma dúvida surgiu em minha cabeça.

Eu: Como vamos continuar a viagem?

Annabeth: Quanto dinheiro você tem?

Eu: U$400.

Annabeth: Acho que isso dá para pegarmos um ônibus.

Eu: Não dá para nós alugarmos um carro?

Annabeth: Se tiver algum lugar para alugar carros 24h.

Annabeth avistou um morador da cidade e foi falar com ele.

Eu: O quê será que ela vai falar?

Percy: Bom, provavelmente ela vai perguntar onde tem algum lugar para alugar carros.

Eu: Faz sentido.

Annabeth agradeceu ao homem e voltou para onde estávamos.

Annabeth: City Carstar, Inc.

Eu: E onde fica isso?

Annabeth: De acordo com aquele homem, a 7 minutos daqui.

Eu: De carro, imagino.

Annabeth: Sim. Andando, são 51 minutos.

Bufei. Vi um táxi passando por nós. Sinalizei para ele parar.

Eu: Táxi!

O táxi parou e nós entramos no carro.

Eu: Para City Carstar, Inc., por favor.

O homem começou a andar. Conforme avisado, 7 minutos cronometrados. Quando chegamos fiz uma graça.

Eu: Percy, seja cavalheiro e pague.

Ele pareceu aborrecido.

Percy: Por que eu?

Eu: Seja cavalheiro e pague.

Ele bufou e pagou. O homem do táxi se foi.

Eu: Além do mais, eu vou pagar o carro. Se quisermos algum bom, eu tenho de economizar.

Ele revirou os olhos.

Percy: Sabe dirigir, pelo menos?

Eu: Sei. Claro. E você?

Percy: Também. Bom, nesse caso, vamos poder revezar.

Eu: É. Annabeth, você sabe?

Annabeth: Nem um pouco.

Eu: Ok. Annabeth vai no banco de trás.

Ela pareceu brava.

Annabeth: Por quê?

Eu: Quem mandou não aprender a dirigir?

Ela abriu a boca para protestar, mas não falou nada. Fechou a boca e ficou de cara amarrada. Eu ri dela. Quando estávamos entrando na loja, me lembrei de um verso da profecia: Filha do Oráculo, cuidado com os tardios trabalhadores; Àquele que controla o mar, eles podem causar muitas dores. Não queria que ninguém machucasse Percy. Não que agora fosse tarde, mas ainda estava muito cedo. Cedo demais. Apenas aqueles que trabalham até de tarde estavam trabalhando. Entrei no modo “atenção”. Estava esperando por qualquer coisa que pudesse acontecer. Felizmente, nada aconteceu. Alugamos um carro, normalmente. Pelo dinheiro que tínhamos, saímos de lá com um Pegeot 3008. Percy quis ir dirigindo primeiro, então eu deixei. Olhei para o meu relógio. 06:32. Tínhamos quatro dias para chegar em Victoria, pegar o Elmo, voltar para os Estados Unidos e devolvê-lo à Hades.

Eu: Annabeth, se não sairmos do carro, em quanto tempo vamos chegar?

Annabeth: Eu diria que um dia e meio, mais ou menos.

Bufei.

Eu: Cara, ainda falta muito.

E assim foi. Ficamos o dia inteiro dentro do carro. Quando deu 15:47, Percy quis trocar de lugar comigo. Mais ou menos. Eu insisti.

Eu: Percy, deixe que eu dirijo.

Percy: Não precisa. Eu estou bem.

Eu: Percy, você está dirigindo há quase dez horas. Largue esse volante.

Percy: Estou sendo cavalheiro. Não é isso que você queria?

Eu: Sim, para mim um homem é tudo se ele for cavalheiro, mas você está dirigindo há quase dez horas.

Percy: Estou perfeitamente bem.

Eu: Perseu, encoste o carro.

Ele bufou frustrado e fez o que eu mandei, violentamente.

Eu: Largue o volante.

Ele largou.

Eu: Solte o cinto.

Ele soltou.

Eu: Abra a porta e saia do carro.

Ele fez o que eu mandei. Eu fiz o mesmo. Cheguei até onde ele estava.

Eu: Agora, de a volta no carro, entre, sente-se, feche a porta e ponha o cinto de segurança. Você me entendeu?

Ele olhou torto para mim. Estava bravo. Mas, claro, fez o que eu mandei. Sentei no banco do motorista e comecei a dirigir. Depois de um tempo o dobro de longo do que foi ontem nos ônibus Annabeth tomou a palavra. Cara, ela ficou o dia inteiro lendo e agora vem querendo falar.

Annabeth: Acabei de me tocar de uma coisa: os trabalhadores tardios. Eles não fizeram nada.

Eu: Eu havia pensado nisso lá, Annabeth. Não se preocupe. Fiquei no modo “alerta” esperando por qualquer coisa que pudesse atacar Percy.

Percy: Por que “me” atacar?

Eu: A profecia, Percy. Filha do Oráculo, cuidado com os tardios trabalhadores; Àquele que controla o mar, eles podem causar muitas dores. Não se lembra?

Percy: Claro. Só tinha esquecido.

Minha barriga roncou.

Annabeth: Também estou com fome, Rapha.

Eu ri.

Eu: Foi tão alto assim?

Annabeth: Está zoando? Toda a população mundial ouviu.

Nós três rimos.

Percy: Precisamos parar para comer.

Annabeth: Não comemos desde de manhã. Que horas são?

Eu: Percy, olhe meu relógio.

Percy: 18:24.

Eu: Peguem os sanduíches na minha mochila. Peguem ambrosia também.
Annabeth: Claro que não! Três motivos. Um: não vamos acabar com a sua comida. É sua. Dois: precisamos de uma refeição de verdade. 3: vamos guardar a ambrosia para alguma emergência.

Percy: Em que cidade nós estamos?

Eu: Minot, Dakota do Norte.

Percy: Cara, aqui tem tantos hotéis.

Annabeth: Outra coisa, vocês não acham estranho que nenhum monstro tenha nos atacado hoje?

Eu: Ontem, um monstro só surgiu de madrugada.

Annabeth: Sim, mas isso é estranho.

Eu: Eu não sei você, mas eu estou achando isso o máximo.

Percy: Vamos parar para comer?

Percy parecia uma criança. Caramba!

Eu: Assim que acharmos um restaurante, podemos parar.

Percy: E, que tal, ali?

Eu: Ali onde?

Percy: Buffalo Wings and Rings.

Olhei para onde ele estava apontando.

Eu: Vamos lá.

Estacionamos o carro e entramos no restaurante. O lugar parecia agradável. Um restaurante Fast Food como qualquer outro. Percy estava faminto. Pediu um Meaty Greek Burger. Não sei se foi porque o lanche era grego, como nós, ou se foi porque era um monstro enorme com hambúrgueres empilhados. Ele era tão fofo comendo que eu não pude evitar rir da situação. Annabeth pegou um Fried Pickle Burger e eu fiquei com o Black Bean Veggie Burger. Estava delicioso o suficiente para matar a nossa fome.

Eu: Gente, essa é a oportunidade para trocar de roupa. É agora ou nunca.

Percy, Annabeth e eu pegamos nossas roupas e nos trocamos. Foi naquele momento que eu me lembrei que só tinha as roupas de Jenna. Coloquei essa.

Voltamos para o carro. Annabeth entrou e Percy estava indo para o banco do motorista, mas eu o impedi. Entrei no caminho entre ele e a porta.

Eu: Percy...

Percy: Por favor, Rapha!

Eu: Percy, você dirigiu das 06:32 da manhã até às 15:47 da tarde! Eu estou fazendo isso para o seu próprio bem! Me preocupo com você. Agora, vá descansar. Isso vai fazer bem à sua saúde.

Ele sorriu, malicioso, e apoiou o cotovelo na porta aberta do carro.

Percy: Se preocupa comigo, é?

Eu: Claro! Gosto de você. Quero que você fique bem.

Ele olhou para baixo como se por um segundo tivesse ficado tímido, mas havia recuperado a confiança.

Percy: Ah, gosta?

Ele levou o seu rosto na direção do meu. Me virei, impedindo.

Eu: Duas coisas. Um: Annabeth está aqui. Não na presença dela. Ela iria me odiar eternamente. Dois: eu gosto de você, mas não desse jeito. – Ah, como mentir me dói. – Então, tire seu cavalinho da chuva, bad boy.

Ele riu.

Percy: Tá bom, né?

Revirei os olhos. Percy é tão imbecil. Entrei no carro e ele entrou no banco do passageiro.

Assim o carro começou a andar, Percy dormiu. Annabeth e eu ficamos observando ele babar e rindo das besteiras que ele falava. Cara, rimos feito loucas. Como ele não acordou? Vez ou outra, eu esquecia para onde deveria ir, e Annabeth me falava a direção. Isso me mostrava que a segunda parte da profecia ainda estava se cumprindo. A criança de Atena lhes mostrará o caminho, à árvore procurada no país vizinho. Bom, por enquanto, ninguém causaria dor nenhuma à Percy, e isso me reconfortava. Não queria ver Percy machucado. Simplesmente não queria. Depois de um tempo, conferi as horas. 00:36. Eu estava dirigindo há mais tempo do que Percy dirigiu. Eu teria o acordado se ele não estivesse tão fofo e engraçado dormindo. E, claro, não pretendia morrer porque um sonolento estava dirigindo. Deixei ele. Annabeth estava dormindo também. Fiquei um tempão em silêncio, o que foi horrível. Eu tenho TDAH. Mal consigo ficar parada sem fazer nada, imagine sem conversar com ninguém. O bom foi que eu achei uma distração. Olhei para fora. A placa dizia algo. O que eu entendi foi איר זענט געלאזן ליווינגסטאָן, מאָנטאַנאַ. Depois de estreitar os olhos e estudar a placa, foi: VOCÊ ESTÁ SAINDO DE LIVINGSTON, MONTANA. Outra dizia คุณกำลังเข้าสู่โบซแมน, มอนแทนา. Digo, VOCÊ ESTÁ ENTRANDO EM BOZEMAN, MONTANA. Ouvi uma espécie de apito. Olhei para o painel do carro. A gasolina estava acabando. Ah, velho, pensei, preciso de um posto 24h! Olhei para todos os lados procurando por um posto. Na E Main St., finalmente eu achei um posto aberto. Oba! Parei lá. Assim que eu tirei a chave do contato, as palavras ficaram ecoando na minha cabeça: Filha do Oráculo, cuidado com os tardios trabalhadores; Àquele que controla o mar, eles podem causar muitas dores. Decidi acordar o Cabeça de Alga.

Eu: Percy, acorde. – Falei enquanto passava a mão frenética e levemente pelo braço dele.

Percy: Rapha... ?

Eu: Sou eu. Percy, eu vou sair do carro para colocar gasolina. Fique acordado!

Percy: Só mais cinco minutos. – Ele se virou para o outro lado.

Eu: Percy, fique acordado.

Percy: Tem de ser agora?

Eu: FIQUE ACORDADO!

Imediatamente, pareceu que ele saiu daquele microtranse que a gente fica quando está acordando.

Percy: Vigio Annabeth?

Eu: Não. Vigie a si mesmo. É tarde. Pessoas estão trabalhando. Filha do Oráculo, cuidado com os tardios trabalhadores; Àquele que controla o mar, eles podem causar muitas dores.

Ele se concentrou como se estivesse pensando pela primeira vez em muito tempo.

Percy: Entendi.

Assenti. Dei um beijinho na testa dele.

Eu: Cuide-se.

Saí do carro. Peguei o “negócio de por gasolina” que nenhum ser humano sabe o nome, e comecei a abastecer o carro. Um homem, parecia um empregado do posto, veio em minha direção.

Xx: Precisa de ajuda, moça?

Analisei o homem. O crachá em seu uniforme dizia BUD. Os versos da profecia ainda martelavam na minha cabeça. Acho que preferia o homem colocando a gasolina e eu vigiando Percy.

Eu: Pode terminar de colocar a gasolina, por favor?

Ele assentiu. Pegou a coisa de por gasolina e eu entrei no carro.

Eu: Acho melhor sairmos do carro – Cochichei – É alugado.

Percy olhou para cima como se pedisse paciência aos deuses.

Eu: Não é porque são monstros que eu quero criar uma dívida com a Carstar. Pelo bem do carro. – Acariciei o banco.

Ele revirou os olhos.

Percy: Fazer o que? Annabeth!

Ela se levantou.

Annabeth: Monstros?

Movi meus lábios, desenhando a palavra Acho. Mostrei meu relógio à ela.

Annabeth: A 3ª estrofe da profecia.

Assenti.

Eu: Acho melhor sairmos do carro. Sabe, é alugado.

Ela riu.

Annabeth: Ok.

Eu: Mas fiquem preparados para atacar.

Saímos do carro, os três. Vimos um banco ao lado da entrada da loja de conveniência e nos sentamos. Dois outros homens de uniforme do posto apareceram. Percy tirou sua caneta/espada do bolso. Arranquei Ópera de meu pescoço. Annabeth colocou a mão na faca, preparando-se. O homem colocou o bagaço de colocar gasolina no lugar. Os três vieram na nossa direção. Os crachás dos outros dois diziam BUTCH e BUT.

Bud: Sabem, crianças, nós não vemos semideuses há tempos. Desde que abrimos um posto 24h nessa espelunca dessa cidade, os meio-sangues não aparecem mais para nós.

Eu: Meio-sangues estão vivendo nas cidades grandes, cara. Você está no meio do nada.

Butch: Você têm razão. Pelo menos, apareceu uma boa refeição. Três semideuses. Um para cada um de nós.

Annabeth: Perdão, nós não pretendemos ficar. Precisamos ir até Victoria, e depois para Hollywood.

Eu: É lá que fica o Mundo Inferior? – Cochichei para Percy.

Percy: Pelo que me lembro, é. – Ele cochichou de volta.

But: Sinto muito, crianças. Estamos com fome. Semideuses são um ótimo café da manhã.

Eu: Então, quando acharem semideuses dispostos a serem devorados, nos chamem para assistirmos o espetáculo.

Bud: Ah, você vai assistir de camarote, Raphaella Harmon. Você vai ver tudo perfeitamente.

Eu estava preocupada. Mais intimidada do que aparentava. Eu não aguentaria ver Percy machucado, e achava que eu e Annabeth sozinhas conseguiríamos dar um jeito nos monstros, então, tomei minha decisão.

Eu: Percy, vá para o carro. Dirija para longe.

Percy: De jeito nenhum! Não vou deixar vocês aqui.

Eu: Não quero que se machuque.

Percy: Eu vou ficar.

Annabeth: Gente, podem deixar essa discussão para a lua de mel?

Olhamos para os homens que estavam crescendo. Em questão de segundos, eram gigantes de dois metros e meio. Tinham dentes pontiagudos, mais afiados do que a faca de Annabeth. Braços peludos e tatuados. Beeem peludos e beeem tatuados.

Percy estreitou os olhos.

Percy: Lestrigões.

Percy destampou Contracorrente. Annabeth desembainhou sua faca. Joguei Ópera para cima. Armei meu arco. Soltei a primeira flecha, fazendo com que o gigante But que estava na minha frente virar pó.

Bud: Meu irmão. Você morre hoje, Raphaella Harmon.


Notas finais
Espero que tenham gostado e não esqueçam de comentar o que estão achando da fic/capítulo!!! ;D (POR FAVOR, GENTE, EU ESTOU DESESPERADA POR UM COMENTÁRIO!!! POR FAVOOOOR!)