Notas iniciais
Olá, meus lindos!!! Como vocês sabem, eu estava desesperada por um comentário, e então a maravilhosa CampHalfDirectioner comentou o capítulo passado e eu fiquei super feliz com isso, então aqui está o próximo. Dedicado à CampHalfDirectioner, uma pessoa que fez a diferença na minha vida.

Sou obrigado a admitir que Carrey estava me seduzindo. Ela era bonita. Não mais do que a Rapha, mas era. Quando ela me chamou para a cozinha, meus instintos diziam Corra!, mas meu cérebro dizia Vá com Carrey. Percebi que Rapha não estava muito feliz com a situação. Nem Annabeth. As duas queriam ir embora o mais rápido possível. Entrei na cozinha com Carrey e algo ainda estava me dizendo para fugir, mas eu não conseguia. Carrey pegou na minha mão. Isso me deixou nervoso. Não nervoso bom, nervoso ruim.

Carrey: Queria falar sozinha com você sobre uma coisa. Não acho que a Rapha ficaria confortável se me ouvisse falando isso. Ela... provavelmente ficaria com ciúmes.

Eu: Ciúmes? Rapha? De mim? Há. Quem dera.

Ela sorriu.

Carrey: Bom, acho que você já deve ter notado, mas eu estou de olho em você desde que você entrou aqui. Você é lindo, Percy. Você vai embora e eu vou ficar aqui, sozinha. Bom, o caso é, acho que eu estou afim de você. Como você vai embora agora, não vai dar tempo de essa paixão crescer e virar algo sério, mas já sinto amor. Queria te perguntar se você sente o mesmo e eu queria saber se posso te dar um beijo.

Pensei em Rapha. Gosto dela daquele jeito. Acho que ela ainda não percebeu. Depois daquele fora que ela me deu ontem, saindo do Buffalo Wings and Rings, eu estava profundamente magoado. Claro, isso ficou escondido. Carrey era bonita. Quem sabe, beijá-la poderia me ajudar a esquecer o fora que Rapha me dera.

Eu: Quer saber? Claro!

Me inclinei para frente e fechei os olhos, esperando o beijo de Carrey. Senti algo duro passando pelas minhas canelas, me empurrando e me derrubando. Bati com a cabeça na parede.

Eu: Ai...

Rapha abriu a porta e entrou na cozinha. Annabeth estava atrás dela.

Rapha: O que você é?

Carrey sorriu, sarcasticamente.

Carrey: Sou só uma menina apaixonada por Percy. Não te culpo por estar com ciúmes. Ele é lindo.

Rapha: Não estou com ciúmes. E não vou deixar você devorar, matar, fazer seja lá o que você quer com meu amigo.

Carrey fez uma cara de leão que não conseguiu comer a gazela, como se dissesse Você escapou dessa vez, mas vai ter vingança.

Carrey: Esta é minha área, e eu vou devorar quem eu quiser, Raphaella Harmon.

Rapha: Só por cima do meu cadáver.

Carrey: Assim seja.

Bom, depois disso, Carrey ficou, digamos... diferente. Em cerca de um milésimo de segundo, ela não tinha mais cor. Estava branca, feito leite e as pernas não eram mais humanas. Quer dizer, uma era, mas era de bronze. A outra, era marrom e peluda, e tinha um casco ao invés de pé. Os olhos dela ficaram totalmente vermelhos e os dentes cresceram, virando presas. Ou seja, ela é uma empousa.

Carrey: Bom, já que você quer acompanhar o seu namorado, vocês três vão morrer. Tirem no par ou ímpar quem será a primeira.

Rapha jogou seu colar, Ópera, para cima, fazendo-o assumir sua verdadeira forma. Sua aljava estava presa às coxas. Ela armou o arco e estreitou os olhos, mostrando que estava pronta para qualquer coisa. Ela fica tão linda fazendo isso...

A cozinha era grande, e tinha vários fogões e armários e lugares para se esconder. Assim que viu a flecha de bronze celestial sendo solta, Carrey pulou atrás de uma fritadeira de inox para garantir que não receberia a flecha. Rapha imediatamente pegou outra flecha e armou seu arco.

Rapha: O que foi, vampira? Está com medo de uma flechinha? Pensei que fosse nos devorar.

A empousa sibilou e saiu de trás da fritadeira. Ela foi se arrastando pelo chão até chegar atrás de um outro fogão, enquanto Rapha atirava e rearmava seu arco.

Rapha: Eu tenho flechas o suficiente, amiga. Você pode fugir, mas não pra sempre.

O demônio estreitou os olhos e sibilou, e pulou na direção da Rapha, derrubando-a no chão. Annabeth estava paralisada, olhando a cena, horrorizada. Eu estava paralisado, literalmente. Não conseguia me mexer.

Rapha: Annebeth! Mate-a!

Annabeth piscou algumas vezes, como se estivesse acordando de um transe, e assentiu. Desembainhou sua faca e quando ia penetrar na empousa, ela se virou e deu um chute em Annabeth que a lançou longe. Rapha aproveitou a oportunidade e pegou uma flecha, que penetrou no monstro.

Carrey: NÃÃÃÃÃO!!!!

E ela explodiu em uma fumaça branca. Rapha tossiu, coberta de “pó de monstro”.

Rapha: Eu, definitivamente, adoraria não acabar coberta de farinha espectral toda vez que eu mato um monstro.

Eu ri.

Eu: Olhe, em razão da rasteira que você me deu, eu meio que não consigo me mexer. Pode me ajudar?

Ela se levantou e deu umas batidinhas na roupa dela, limpando os restos da empousa.

Rapha: Você está é sendo fresco. Força, Cabeça de Alga! Levante-se. É só se esforçar.

Sabe que ela tinha razão? Eu apenas me esforcei [muito, muito mesmo] e consegui me levantar.

Eu: Vamos logo. Antes que eu perca as forças e caia. Você dirige.

Rapha: Claro.

Eu: Aliás, que horas são?

Ela olhou para seu relógio.

Rapha: 11: 59. Annie! Levante!

Annabeth surgiu de um outro canto, onde tinha sido lançada pelo monstro.

Annabeth: Estava doendo.

Raphs: Eu acredito. Vamos logo.

Saímos do restaurante entramos no carro. Conforme combinado, Rapha foi dirigindo. Achamos um assunto besta qualquer e fomos conversando sobre isso. Qualquer assunto besta que surgisse, rolava. Falamos sobre como é estranho eu ter um irmão cavalo, tentei descobrir o tal poder secreto dela, sobre monstros, ela me contou alguns sonhos que estava tendo com sua amiga, Joanne, contei alguns meus para ela, e foi assim por horas e horas incontáveis. Annabeth continuava lendo seu livro. Depois de um tempo, julguei que já estava me sentindo bem e que poderia dirigir. Olhei para o relógio dela. 19:35. Olhei para fora. Como sou disléxico, a placa parecia dizer EBM IDNVO A LEC LEMU, INWGATNSOH. Estreitei os olhos e fiquei estudando a placa por alguns segundos. Cheguei a conclusão de que dizia BEM VINDO A CLE ELUM, WASHINGTON.

Eu: Raphs, deixe-me dirigir.

Ela suspirou e olhou para mim.

Rapha: Você se sente bem pra isso? Tem certeza?

Eu: Sim, eu estou bem. Pode deixar.

Rapha: Você vai se importar se eu dormir um pouquinho?

Eu ri.

Eu: Não, você merece.

Ela deu um sorriso e assentiu.

Rapha: Eu mereço. – Repetiu ela.

Ela fez a manobra e encostou o carro. Nós trocamos de lugar. Assim que ela fechou a porta e colocou o cinto, a coitada desabou. Não demorou dois segundos, ela já estava dormindo. Tadinha, estava muito cansada. Acordou cedo, foi sequestrada por grifos, lutou contra eles, contra uma empousa, e ainda dirigiu o dia todo. Merecia dormir. E eu, definitivamente, adoro o jeito como ela inspira e faz biquinho quando expira. É tão fofo. Ela é fofa. Annabeth estava lendo, então eu tive de ficar quieto. Horas e horas dirigindo em silêncio é horrível para quem tem hiperatividade. Mas eu consegui. Como Annabeth consegue se concentrar naquele livro? Incompreensível. Após algumas horas, Rapha acordou.

Rapha: Já chegamos? – Ela falou se espreguiçando.

Eu: Acho que falta só mais algum tempinho. Estamos em Port Angeles. Vamos pegar a balsa para chegar no Canadá. Só faltam umas duas horas. Claro, para chegarmos em Victoria.

Ela bufou.

Rapha: Será que vão deixar a gente entrar na universidade?

Percy: Se não deixarem, entramos escondidos.

Rapha: E, tipo, a gente vai dirigindo até Hollywood?

Eu, sinceramente, não tinha pensado nisso. Uma ideia surgiu em minha cabeça na hora. Achei que poderia confiar naquilo.

Percy: Deixe essa parte comigo.

Ela conferiu as horas no relógio dela, deixando à mostra para mim. Eram 23:08. O carro subiu na balsa, pegando o caminho para a o Canadá. Rapha pareceu feliz com aquilo, o que me deixou feliz. Ela têm um sorriso bonito. Durante o caminho para o Canadá, nós dois ficamos conversando sobre o Acampamento Meio-Sangue. Rapha estava com saudades dos irmãos Will, Lee e Jenna, o que me lembrava que eu estava com saudades de meu irmão, Tyson. No começo, eu havia ficado meio desconfortável com o fato de nós sermos irmãos, mas agora não. E sinto falta dele. Tentei voltar meus pensamentos para a situação. Dizem que mulheres gostam de ser ouvidas, então, ouvi Rapha falando. Quem sabe ela ficasse feliz. Claro, uma vez ou outra, me perdi naqueles olhos castanhos, mas consegui ouvir bastante. Por mais estranho que pareça, descobri que ela têm um lado sensível. Não se parece com ela, mas ela têm. E ela também têm medos. Ela me disse que estava com medo de não conseguir entregar o Elmo das Trevas de volta a Hades e nunca mais ver a amiga, Joanne. Disse que também estava com medo de nunca mais ver os irmãos recém-descobertos e os novos amigos do Acampamento.

Rapha: Mas o meu maior medo é de nunca mais ver um carinha aí de quem eu estou gostando.

É muito óbvio que aquilo me magoou, não é? Agora, tinha um imbecil em meu caminho. Pelo menos, nós dois moramos na mesma cidade, então seria fácil encontra-la. Quem eu quero enganar? Moramos em Nova York. A cidade é enorme e têm milhões e milhões de habitantes. Mas eu não iria descansar até encontra-la.

Eu: Você se diria apaixonada por ele?

Ela riu.

Rapha: Acho... não sei, Cabeça de Alga. Só sei que eu não estou afim de me apaixonar por ele.

Eu: Hum.

Rapha: Percy?

Eu: Sim?

Rapha: Você se sentiu atraído por aquela empousa?

Como poderia ter me sentido atraído? Será que ela tinha um imã no bolso do avental?

Eu: Como assim?

Rapha: Ai, vou ter que te explicar todas as vezes que você pergunta isso. Você se sentiu atraído por aquela empousa? Ela... te seduziu? Você se sentiu seduzido?

E de repente, um tremor passou pela balsa. Mas um tremor absurdo, como se um tanque de guerra tivesse acabado de atirar a maior bala de borracha do mundo.

Rapha: Ah, meus deuses, o que foi isso?

Eu: Não sei! Vamos sair do carro para ver!

E nós três saímos do carro. Rapha foi correndo até a grade e quando se encostou lá, sua expressão era horrorizada.

Rapha: Ah, meus deuses, o quê são issos?

Ela estava apontando para um exército de monstros que tinham cabeças de cães [dobbermans, eu diria] com corpos lisos e negros, como o dos mamíferos marinhos, com pernas curtas e grossas que eram meio nadadeiras, meio pés e mãos semelhantes às de seres humanos com garras afiadas.

Rapha: Percy... ?

Eu: Diga?

Rapha: O quê raios são issos?

Estreitei os olhos. Eu, definitivamente, não gostava dos demônios marinhos.

Eu: Telquines.

Os um dos telquines se virou para a balsa, e pareceu animado quando nos viu. Chamou outro para ver a presença de nós, semideuses totalmente nutritivos e saborosos que estavam no barco. Logo, um deles gritou.

Telquine: Semideuses? COMIDA!

Rapha: Ah, isso não vai prestar.

Ela arrancou Ópera do pescoço e jogou para cima. Assim que o arco caiu na mão dela, ela correu para o carro, para pegar sua aljava. Tirei Contracorrente do bolso e destampei minha caneta/espada; Annabeth desembainhou sua faca. Rapha voltou correndo do carro, já com a aljava à coxa. Ela armou seu arco e disparou uma flecha, acertando um dos telquines e fazendo-o virar pó, como normalmente acontece com os monstros. Em uma questão de milésimos de segundo, seu arco já estava novamente armado, disparando flechas. Ela era uma arqueira excelente. Diria até que era melhor do que os outros arqueiros que tinham no Acampamento. Alguns telquines foram tentando subir no barco, mas Annabeth já estava os esfaqueando. Infelizmente, eles eram muitos. Rapha os atrasava com suas flechas, mas agora, ela só tinha quatro flechas. Ela pegou uma das flechas e foi penetrando em todos os telquines que foram surgindo onde ela estava.

Rapha: Hã, Percy? FAÇA ALGUMA COISA!

Fui acertando os telquines que apareciam onde eu estava. Alguns deles já haviam conseguido subir, outros ainda estavam tentando, mas eram impedidos por Rapha ou por Annabeth, ou por mim. Mas eu não poderia deixar os mortais assim, serem devorados. Corri barco adentro, onde poderia proteger os mortais. Me perguntei se algum deles estaria vendo uma morsa com cabeça preta. Quando os telquines abriam a boca para devorar os coitados indefesos, eu penetrava Contracorrente neles. Rapha evitava que eles chegassem, mas não conseguia matar todos. Ela parecia muito frustrada. O telquine que tentava derrubá-la fechou a cara (o que era meio estranho, considerando que ele tem uma cabeça de cachorro) e começou a falar algumas palavras em grego antigo. Tudo o que eu consegui entender foi a palavra trevas. Logo, o lugar começou a escurecer. Pareceu que a lua estava perdendo a sua força. Nuvens e nuvens a cobriam. Quase não dava para ver nada. Tudo o que se podia ver eram os olhos dos telquines, que brilhavam em uma luz verde, o que iluminou o rosto da Rapha e o de Annabeth. Os mortais começaram a gritar. Apenas Rapha e Annabeth pareciam calmas e controladas.

Annabeth: Hã, Rapha? Se importa? Agora seria uma boa hora.

Rapha fechou os olhos e se concentrou. Eu não tinha ideia do quê ela estava fazendo, mas achei melhor não questionar. Ela pendurou o arco nas costas e abriu os braços, esticando-os para baixo, como se estivesse recebendo algum tipo de energia. Após uns dois minutos esperando, uma luz surgiu. E essa luz vinha da direção de Rapha. Era uma luz amarela, como o sol. Mas espere, essa luz não vinha da direção da Rapha. Essa luz era a Rapha. Sim, ela estava... brilhando?

Notas finais
Sim, eu sei, esse capítulo está minúsculo. Mas é narrado pelo Percy, e como vocês sabem, ele tem um cérebro pouco desenvolvido, então não havia muito o que ele pudesse narrar. Espero que tenham gostado, e por favor, comentem bastante para mim ficar feliz!! Eu amo quando vocês comentam ;D