The Dark Lady
14 Capítulo 13
Notas iniciais
Boa Leitura
Bjs
No Capitulo Anterior:
A ultima coisa que ouvi foi um grito desesperado e angustiado no fundo da minha mente, com a voz daquele que se tornou minha vida, meu anjo da guarda, aquele que eu amo mais que a mim mesma.
- AMANTE!
Agora:
Terceira Pessoa POV:
Serpent’s Hall. Sala de reuniões.
Voldemort estava na sala de reuniões discutindo com seus Comensais, muitas missões acabaram sendo atrapalhadas quando a escuridão se alimentou de todos eles, ele estava furioso porque seus subordinados falharam.
Ele tinha um mau pressentimento, um aperto no peito que ele não estava acostumado a sentir. O rosto de sua amante constantemente passava por sua mente vindo com uma nova onda de preocupação e angústia. De repente ele sentiu uma dor imensa na região de seu peito como se estivessem rasgando-o, mas isso era somente como uma memória sensorial, ninguém estava rasgando seu peito, ninguém estava amaldiçoando-o. Ele caiu para trás em sua cadeira respirando fortemente com a mão no peito em um gesto reflexivo de parar aquelas sensações. Seus comensais se assustaram, pois ele havia parado subitamente no meio de um discurso, e parecia estar sentindo uma dor extremamente forte. Ele sentiu a escuridão se erguer dentro dele, e sentiu sua amante a quilômetros de distância. A primeira coisa que ele percebeu foi que ela estava machucada, e estava morrendo. Sentiu as mãos frias cravando no peito dela, em busca de seu coração, sentiu sua dor, e sua negação para com a morte, sentiu que ela havia chamado as sombras em uma ultima tentativa de sobreviver. Sua dor aumentou mil vezes ao perceber que ela estava morrendo, a única pessoa que ele já amou, a única que o completava de todas as formas, a mulher que se tornou mais importante para ele do que qualquer outra coisa em sua vida, mais até que seus ideais de poder.
Ele sentiu a morte começar a levá-la e solto um grito tão alto e desesperado em seu nome que era ouvido por toda a mansão. A viu olhar para cima como se o visse em sua frente chamando por ela, uma única lágrima desceu dos olhos dela então ele sentiu a conexão ser cortada brutalmente levando-a para longe dele. Ele soltou outro grito de fúria e enviou uma quantidade maçante de poder em direção a ela, ele iria vingar sua morte. Ele iria matar lentamente aquele sanguessuga miserável que ousou tocá-la.
Hogwarts, Salão principal.
No momento em que o vampiro cravou a mão no peito de Isabella, vários gritos foram escutados pelo salão. Mas o dela se sobressaiu a todos, um longo e estridente grito de dor escapou de seus lábios misturado ao som de carne se rasgando e ossos se quebrando.
Foi como se tudo ficasse em câmera lenta todos correram em direção aos dois, bruxos com varinhas apontadas e vampiros com as mãos erguidas para tentar impedir uma tragédia de acontecer. A garota olhou para cima e uma lágrima escapou de seus olhos, ela já não parecia estar com dor, lentamente seus olhos foram se fechando, e foi como se uma pressão que estivesse presa há muito tempo se libertasse. Uma onda enorme de poder rondou o salão, todas as velas se apagaram, nem mesmo a luz da lua era vista sendo escondida pela escuridão que invadia o castelo. Um grito escapou dos lábios do vampiro ensangüentado e ele afastou o corpo da garota como se o queimasse, o que de fato era verdade. Todo lugar onde o sangue dela escorria por sua pele se transformou em ácido o consumindo lentamente. O corpo caiu no chão ainda sangrando, mas agora o sangue parecia escorrer em sua direção, com a intenção de queimá-lo.
A escuridão continuava invadindo o castelo, até que tudo estava na penumbra, e somente as luzes das varinhas iluminavam o salão, vários gritos foram ouvidos pelo castelo dando um ar assombrado de terror a tudo. Alguns dos bruxos conjuraram lumus no teto do salão, mas ali não era uma simples escuridão. Ali era a escuridão primordial se levantando para proteger seu servo.
Os gritos do vampiro ficavam cada vez mais altos, e mais dolorosos, a escuridão estava se alimentando não só de sua carne, mas de sua ‘vida’ ou melhor, existência. Havia sido prometido a Isabella e poder, em troca de que ela servisse a escuridão e que a alimentasse. Isabella a deixou entrar, e era uma verdadeira serva da escuridão primordial, uma protegida. Quase impossivelmente a pressão e poder na sala aumentou mais ainda e sons de gritos de sofrimento e uma sensação de morte tomou o lugar, a escuridão foi diminuindo, até se resumir apenas a um ponto, o corpo de Isabella, que flutuava metros do chão sendo envolvidos pelas sombras, e abaixo dela, um buraco de escuridão e fogo foi aberto, muitos confundiriam com as portas para o inferno, mas nada tinha a ver o que acontecia ali com uma crença humana. De lá mais escuridão saia e entrava no corpo da garota que parecia absorvê-las, como uma esponja absorve água. Depois do que pareceram séculos, ainda escutando os gritos do vampiro que agora era visível para todos no salão, o sangue de Isabella ainda o corroia, ainda comia sua pele, fazendo por um segundo todos desejarem que tudo ainda estivesse escuro, a escuridão parou de entrar no corpo da garota e começou a apenas rondar ao seu redor. Lentamente o corpo levitou em sentido vertical de frente para onde o vampiro estava. Os outros ainda podiam ver seu rosto, mas ela estava exclusivamente virada para seu assassino. Ela abriu os olhos fazendo todos arquejarem, apenas o vampiro que gritou em horror ao ver os olhos assombrosos dela. Suas pupilas se dilataram completamente, já não havia mais o brilho gelado de seus olhos azuis, e sim a escuridão cruel cobrindo totalmente seus olhos inclusive onde devera ser branco, o buraco em seu peito ainda estava lá, mas coberto com as sombras se agitando por ele. Ela abriu a boca e disse lenta e sem nenhuma emoção.
- Você prejudicou o servo da escuridão... – Era como se mil vozes falassem juntas, mas ao mesmo tempo era só uma. – E deve pagar por isso... – Ecoou novamente pelo castelo. As sombras se agitaram ao redor dela e sem nenhum movimento visível para os que estavam na sala vindo da garota possuída, elas começaram a avançar em direção ao vampiro em agonia. Neste momento um lamento foi escutado por todos e saindo do seu estado paralisado Esme se jogou em direção a seu filho preferido, aquele que ela considerava ter saído de sua própria carne. Ela se colocou entre a escuridão e o corpo dele, fazendo a garota olhar para ela de um modo assustador, como se só com aquele olhar toda a maldade do mundo, toda a tortura e sofrimento fosse mostrado através de um filme. – Saia da minha frente vampira. Não tenho desavenças com você, mas não hesitarei em passar por cima de você, creio que não gostará de passar a eternidade condenada a meu reino, não será só seu corpo, mas também sua alma que sofrerá pelo resto dos dias pelo fogo da minha ira. Assim como aquele que ousa prejudicar um servo da escuridão. – Ela disse novamente em sua voz multiplicada. Mesmo assustada e sentindo uma grande vontade de correr para longe e se esconder como uma criança Esme continuou firme em frente à escuridão. – Você decidiu... – As vozes ecoaram novamente pelo salão. As sombras que antes iam em direção ao vampiro ainda sendo devorado ‘vivo’, pararam por um instante dando a impressão de que recuaria o ataque, mas não foi isso que aconteceu, lentamente eles tomaram a forma de uma cobra de vinte metros de altura, um dragão que parecia a mistura de um morcego, um trestrálio, com um dragão aterrorizante, e por ultimo um cão do inferno, com a ponta de sua calda em uma bola de fogo, a linha de pelos que seguia sua coluna em chamas meio avermelhadas e por ultimo os olhos rubis, que os três possuíam, sangue escorria como lágrimas dos olhos dos três bem como de seus lábios que exibiam longas e afiadas presas negras.
Assustado ao ver sua companheira frente a frente com tais monstros, diante a possibilidade de perdê-la, Carlisle correu para seu lado pegando sua mão. Agora ambos tinham consciência de que este era o fim de sua imortalidade, a escuridão facilmente poderia afetá-los de vários modos, matá-los de mil maneiras diferente e ainda prolongar eternamente sua dor. Mas Esme não deixaria seu filho desamparado, nem que tivesse que morrer junto. E Carlisle não veria sua esposa morrer sem fazer nada. Cada um dos três animais atacou um deles, a cobra atacou a fêmea vampira, o cão atacou o líder dos Cullens e o dragão ao vampiro no chão, lançando-lhe chamas negras que queimavam não só em seu corpo, mas em sua alma, aquela que ele acreditava estar no inferno, agora estava nas câmaras de sofrimento do reino da escuridão, condenada a ser torturada até o fim dos tempos. Os três foram arrastados aos gritos para dentro da passagem da qual a escuridão saiu antes de possuir o corpo de Isabella. Ninguém ousava se mexer, ninguém ousava respirar, com medo de ter a atenção da escuridão voltada para si, nenhum deles queria ter o fim que os três Cullens tiveram, ser torturado e morto é uma coisa, ser torturado, praticamente comido vivo, condenado a uma eternidade de dor e sofrimento não só para seu corpo e alma era algo muito, mas muito diferente. Assim que os gritos dos três se perderam entre os outros vários que ecoavam pela passagem, a escuridão começou a escoar para fora da garota voltando seu corpo ao chão lentamente, rodeando-a até que a mesma não era visível para mais ninguém, a ultima coisa que ouviram foi um novo grito vindo dela e a escuridão se dispersou voltando pela passagem que rapidamente se fechou deixando apenas o lugar vazio onde devia estar o corpo de Isabella.
Fim do capitulo.
Notas finais
Mas e aí o que vocês acharam do final dos três Cullens? Ainda falta a Baixinha sacana...
E a escuridão possuindo a Bella? Pra onde será que a escuridão levou, ou melhor, mandou seu corpo? É realmente um corpo? A Lady das trevas está realmente morta? O que será que Voldemort vai fazer? Ele ajudou acrescentando seu poder ao de Bella e isso ajudou a conjurar a própria escuridão na escola, mas ele não vai deixar assim sem mais nem menos, com certeza não Hogwarts que se prepare porque as paredes do castelo irão tremer com a ira do Lord das trevas. Se ele com sede de poder é perigoso, ele com sede de vingança pela sua amada, armado com o poder de Salazar e da própria escuridão, sem falar em parte do poder da própria Bella implorar para morrer com um Avada, porque eu sinceramente não acho que o Voldy seja tão piedoso para somente matar...
Beijões, até o próximo capitulo.
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