Notas iniciais
Olá gente, espero não ter demorado...
Bom, eu estava, e ainda estou, me sentindo muito triste ao escrever esse capitulo, lágrimas nos olhos e tudo o mais, estamos chegando na reta final da fic, provavelmente mais uns cinco capítulos(ainda não sei exatamente). Trágico! D;
Essa fic era para ser uma fic muito menor, uma treeshot, com apenas o prólogo e os dois primeiros capítulos, mas eu simplesmente não tive coragem de parar a fic ali, então as idéias foram vindo e, bem aqui estamos nós, essa é a menor das minhas fics até agora todas as outras ou tem pelo menos uns 5o capítulos planejados ou mesmo outras temporadas. Eu sinceramente espero que alguma ideia bombástica me ocorra para que eu possa prolongar a fic, mas... por enquanto estamos quase acabando.
Então eu quero dedicar esse capitulo a todas as leitoras fantasmas ou comentaristas, agradecer os reviews e as quatro recomendações que recebi. Obrigado pelo apoio que vocês deram a fic.
Adoro vocês. Sem mais delongas, boa leitura!

Isabella POV:

Acordei sentindo um súbito vazio ao meu lado, abri os olhos e percebi que meu senhor já não estava na cama, podia ouvir a água escorrendo no banheiro e relaxei um pouco, sentei-me em movimentos um pouco duros, pois meu corpo ainda sentia as deliciosas dores como uma constante lembrança do que fizemos. Eu ainda sentia todo aquele poder incrível enrolado dentro de mim esperando que eu o chamasse, assim como o poder das sombras.

Percebi um frasco com uma poção para dor na mesinha ao lado da cama e o abri tomando todo o conteúdo, por mais que eu quisesse sentir tudo o que resultou dessa nossa tarde, eu não acho que seria capaz de andar normalmente por um tempo enquanto ainda sentisse as dores do sexo, e eu precisava voltar rapidamente para Hogsmeade, pois faltava apenas trinta minutos para o horário da volta para a escola.

Eu tentei achar as minhas roupas, mas o máximo que consegui foram os sapatos, o vestido, que tinha alguns rasgos e estava completamente amassado, e meu sobretudo, o resto estava em pedaços no chão, não me preocupei em pegar uma roupa diferente ou lingerie nova, e tentava arrumar a maquiagem que agora se resumia a uma leve sombra nos olhos. Gostaria de saber o que os Cullens pensariam ao me ver naquele estado, provavelmente ficariam perplexos pobrezinhos

– Está tão apressada assim amante? – A voz sedutora e aveludada do meu senhor soou da porta do banheiro.

– Claro que não Meu Senhor, mas as carruagens para Hogwarts saem em alguns minutos e eu infelizmente tenho que voltar. – Eu respondi deixando de lado o que fazia e virando-me para olhá-lo. Mordi os lábios diante da visão incrivelmente sexy a poucos passos de mim, ele estava enrolado apenas em uma toalha verde escura com gotículas de água escorrendo por seu peito, seus cabelos molhados com vários fios colados em sua face, suas íris azuis com uma leve sombra avermelhada ao seu redor, e seus pés descalços no chão negro do quarto. Oh Merlin, como eu posso ir embora com essa visão deliciosa a minha frente?

Quando voltei a olhar seu rosto um sorriso de perfeita arrogância e presunção estava estampado em seus lábios, eu não tinha feito nada para esconder a minha ‘secada’ em seu corpo.

– É uma pena que tenha que ir amante. Não temos tempo nem mesmo para um banho? – perguntou aproximando-se de mim e passando os braços ao meu redor.

– Não, temos apenas sete minutos antes da partida. – Eu disse em um tom de voz choroso, fazendo um pequeno bico de teimosia. Ele riu e mordiscou meus lábios até o bico se desfazer, seus lábios tomaram conta dos meus e o beijo se aprofundou, depois de algum tempo quando o ar foi necessário desgrudamos nossos lábios respirando pesadamente.

– É realmente uma pena... – Ele sussurrou soltando-me para que eu pudesse terminar minha maquiagem. Varias marcas de mordidas e chupões estavam espalhados por meu pescoço, ombros e descia pelo meu decote de espalhando por meus seios dentre outras partes do meu corpo escondidas pelas roupas, não me preocupei com feitiços de camuflagem, não tinha vergonha delas, elas mostravam que eu já tinha um dono, e um muito bom no que fazia. Alem do mais as marcas vão enervar bastante o Cullen frouxo.

– Você tem um olhar calculista Pet, o que você planeja? – Perguntou meu senhor já vestido magicamente. Sorri maliciosamente e respondi.

– Nada tão complexo meu senhor apenas voltar para Hogwarts exatamente desse jeito. – apontei para meu corpo e era evidente para qualquer idiota minhas recentes atividades, além do mais os sentidos extras dos vampiros lhes darão um conhecimento mais amplo sobre isso, por exemplo, o cheiro. Meu corpo exalava o perfume do meu senhor junto ao inconfundível aroma de sexo. Os olhos do meu Lord brilharam maldosamente com compreensão e ele riu seu típico frio e cruel sorriso que eu descobri que aparecia quando ele tinha pensamentos envolvendo muita dor e sangue. Ele me disse que a mina versão do seu sorriso é algo quase maníaco, psicótico, eu adoro isso, me faz parecer como Trix, eu estava morrendo de saudades dela, pena que não deu tempo para encontrá-la, mas em breve nos veríamos e teríamos alguma boa diversão (lê-se: Tortura) juntas.

– Me conte amante, como conseguiu encontrar meu anel? – Ele perguntou olhando interessado para o anel ainda em meu dedo. Eu tinha até me esquecido disso...

– Ah sim, estava com o velho, eu fiz uma cópia e troquei pela original, sem que ele percebesse. – Respondi tirando o anel, transfigurando-o de volta a sua forma original, e estendendo a meu Lord. Ele o colocou no dedo anelar e perguntou puxando-me para seu colo.

– E como exatamente você fez isso? – Sorri maliciosamente mostrando-lhe minhas memórias do ocorrido.

– Genial amante, genial, você não só trocou a original como o fez pensar que sempre esteve com a falsa. – Ele elogiou e eu sorri para ele, mas logo meu sorriso se desfez quando eu vi a hora.

– Tenho que ir... – Eu disse suspirando, não queria mesmo ir. Queria ficar aqui nos braços do meu senhor, mas ainda tínhamos muitas coisas a tratar com a guerra tão perto.

– Não se preocupe amante, em breve assumiremos Hogwarts e poderemos ficar juntos o tempo todo. – Ele sussurrou em meu pescoço em seguida tomou meus lábios em outro beijo cheio de desejo. – É melhor irmos ou eu não deixarei você sair deste quarto tão cedo... – Ele sussurrou quando nossos lábios se desgrudaram.

Meu Lord vestiu-se magicamente e em seguida nos aparatou para o local onde as carruagens começavam a sair em direção à escola. Vi meus amigos me esperando a poucos metros de onde nós desaparatamos e não podia ver nenhum dos sanguessugas por perto. Graças a Salazar!

– Humm não quero deixá-lo... – Eu disse passando os braços pelo seu pescoço, mais outra semana chata e sem graça longe dele. Ele riu e me beijou novamente.

– Eu também não quero deixá-la Pet, mas lembre-se do que eu disse... Em breve... – Eu assenti e dei um ultimo beijo em seus lábios, só nos separamos quando meus pulmões ardiam por ar, e mesmo assim eu morreria feliz se o estivesse beijando, infelizmente eu tinha mesmo que ir.

– Até logo amante, esteja segura... – Com isso ele aparatou para longe, fiz um biquinho para isso, mas logo me controlei quando um grupo de Lufa Lufas passou perto de mim olhando curiosamente em minha direção, dei meu melhor olhar gélido fazendo-as desviar o olhar rapidamente, e caminhei em direção aos meus amigos.

– Uau, a tarde foi boa mesmo heim? – Pansy brincou olhando meu estado pós-sexo, dei uma boa olhada neles e zombei.

– Parece que não foi só a minha. Me diz aí como foi a orgia? – O estado deles não estava muito melhor que o meu, roupas rasgadas e amassadas, vários chupões e mordidas, lábios inchados, cabelos desalinhados... Parece que todos tiraram a tarde para isso...

– Isso aqui não é culpa nossa, em algum momento da tarde nossas marcas negras arderam e uma vontade incontrolável de fazer sexo avançou em todos nós, eu me sentia uma ninfomaníaca... – Ast comentou olhando para suas roupas. Entramos numa das ultimas carruagens e eu perguntei.

– Sério? – Eu senti a escuridão se alimentando dos comensais, mas não tinha idéia do que tinha acontecido. Será que todos eles foram afetados?

– Ahãm, o Draco e a Ast aqui se enfiaram no banheiro da madame Rosmerta parecendo dois animais, o Blaise e a Pansy sumiram por horas em um dos quartos do três vassouras... O mais sinistro foi a Tia Cissy e o Tio Lúcio, que estavam conversando conosco e do nada eles se entreolharam com uns olhares meio maníacos e aparataram sem nem dizer nada... – Agnes falou zombeteiramente, eu arqueei uma sobrancelha para seu estado muito pior do que os outros e perguntei.

– E você, obviamente você teve sexo, não acho que poderia ficar nesse estado sozinha,, quem foi? – Pansy abriu um sorriso malicioso e falou.

– Você não vai acreditar! – Ela estava quase pulando de ansiedade. Agguie estava corada até a raiz de cabelo, isso foi uma surpresa, já que eu só a vi corar uma vez, foi quando o Snape a elogiou na aula de poções, depois disso, ela conseguia conter a animação, mas... Arregalei os olhos entendendo o que Pansy queria dizer, será que... o Snape? Oh Fuck, mas eu pensava que ele estava na escola?

– O Snape? – Perguntei feito uma idiota, mas fala sério, como foi que isso aconteceu? Agnes assentiu corando de novo e eu ri sendo acompanhada por Pansy.

– Nós conseguimos! –Eu disse, quando meu ataque de riso diminuiu, ela concordou enquanto os outros nos olhavam confusos.

– Conseguiram o que? – Draco perguntou.

– Oras, juntar você e a Ast, e o Snape e a Agguie. Vocês já se pegaram uma vez, então nossa parte está feita, o resto é só questão de tempo. – Pansy respondeu maliciosamente.

– Mas falando sério, o que foi aquilo que nós sentimos? – Ast perguntou mudando de assunto com as bochechas rosadas. Eles olharam para mi esperando que eu respondesse.

– Aquilo foi a escuridão se alimentando, ela se alimentou de mim e do meu Lord então através da marca negra ela também se alimentou dos comensais, eu realmente não sabia que isso podia ser feito, mas em troca da alimentação ela nos deu poder. – Expliquei.

– Isso esclarece o porquê de estarmos nos sentindo mais poderosos depois do surto. – Blás disse. Se a escuridão tiver se alimentado de todos os comensais e lhes dado poder em troca, nós teríamos aliados ainda mais poderosos, isso nos obrigaria a ter mais cuidado, mas também nos dava muitas vantagens, já que a maior parte do poder veio para mim e para meu Lord, ainda tínhamos que descobrir quais os novos poderes que ganhamos e controlar todos eles, estou ansiosa para descobrir qual o presentinho da escuridão para nós.

[...]

Chegamos ao castelo poucos minutos depois e com alguns feitiços os outros melhoraram suas aparências, eu deixei a minha exatamente como estava e nós fomos para o salão principal, como pegamos um das ultimas carruagens chegamos bem na hora do jantar, e como tivemos a tarde agitada precisávamos recarregar a energia. Todos os olhos se voltaram para nós quando entramos no salão, como sempre, as primeiras coisas que percebi foram, o Snape não estava na mesa dos professores, o velhote estava puto de raiva, mesmo de longe dava para perceberam os Cullens com certeza sentiram o perfume do meu senhor em mim, a cara do frouxo foi impagável.

Nos sentamos na mesa da Sonserina e ninguém questionou meu estado, os Cullens mantinham os olhos em cada movimento meu durante todo o jantar, e o velhote tentava disfarçar suas olhadas em minha direção. Fiz questão de comer muito lentamente sorrindo maliciosamente a todo instante, Agguie que parecia irritada com o sucesso do Snape, Draco que não desgrudava o olhar de Ast, que corava mais que pimentão, Blás e Pansy que sorriam maleficamente revezando olhares entre mim e os Cullens, ficaram comigo no salão. Somente quando a maioria dos alunos já havia saído eu me levantei junto com os outros com a intenção de ir pro salão, meu único objetivo em ficar aqui esse tempo todo era apenas para jogar na cara do Cullen que meu Lord tinha mais de mim do que ele nunca teve, mas antes que saíssemos do salão, o velho escroto nos mandou esperar, pois queria tratar de ‘assuntos importantes e particulares’. Rolei os olhos, irritada e encostei-me à mesa da Sonserina para esperar o resto dos alunos vazarem.

– O que será que o velho quer dessa vez? – Perguntei mais pra mim mesma do que para os outros.

– Provavelmente algo idiota como te convencer a entrar para a ordem ou te jogar pra cima do sanguessuga... – Agguie disse com desdém.

– Tomara que não demore muito, eu preciso de um bom banho... – Pansy disse.

– Eu também, um banho e uma boa noite de sono... – Completei, abrindo os botões do meu sobretudo. Estava começando a ficar quente e não tinha muita gente no salão, e os que estavam não eram loucos para comentar meu estado deplorável, obviamente pós-sexo selvagem.

– Wou... Sua tarde foi bem melhor que a nossa hein Isa? – Pansy zombou maliciosamente olhando para os vários chupões e mordidas em mim. Em alguns lugares tinham um pouco de sangue seco nas bordas.

– Isso não dói? – Blás perguntou estupidamente.

– Não, eu tomei uma poção para dor antes de voltar para a escola, por mais que eu não tivesse me importado em não tomar, eu não acho que caminhar seria uma opção depois de tudo o que fiz hoje a tarde. – Respondi sem muita emoção, estava começando a ficar com sono novamente e os alunos malditos ainda não foram todos para seus salões comunais.

Senti algo frio subindo por minha perna e vi Dev, sibilando para mim.

Boa noite minha ssssenhora, como foi ssseu passsseio?

– Ótimo Dev, como foi sssua tarde? Caççou muitosss animaisss? – Perguntei de volta.

– Sssim,, váriosss, não é tão bom como carne humana, massss é o ssssuficciente. – Ela sibilou de volta. Ela chegou a meu quadril e subiu para a mesa da Sonserina, percebendo as mordidas em meu pescoço e ombros.

Quem machucou vocccê sssenhora? ­– Perguntou com uma pontada de irritação na voz. Eu ri e respondi.

Ninguém me machucou Dev, apenasss tendo uma tarde divertida com meu Sssenhor. – Ela acenou com a cabeça concordando e eu passei minha mão em seu corpo a acariciando, fazendo-a sibilar apreciando o toque.

Srta Darklyn? Aproxime-se, por favor, seus amigos também. – O velhote chamou. Rolei os olhos, percebendo que somente nós, o velho, o trio, os Cullens, o Snape, que tinha finalmente aparecido, o Lupin que estava ao lado da McGonagall que nos olhava desconfiada.

Nos aproximamos da mesa dos professores, ficamos o mais longe possível dos sanguessugas, principalmente dos Grifinórios. Nenhum de nós disse nada, apenas esperamos o velho dizer algo.

– Bem... Eu fui informado de que a Srta se encontrou com um rapaz esta tarde em Hogsmead... – Ele começou a falar. Meus amigos reviraram os olhos entre divertidos e irritados, eu bufei e o interrompi.

– Não me diga que me chamou aqui por estar interessado na minha vida amorosa? Porque se for eu estou indo para meu dormitório. – Comecei a dar meia volta, mas o velho falou.

– Espere Srta Darklyn, eu ainda não terminei. Eu fiquei sabendo que a Srta se encontrou com um rapaz, e houve uma pequena discussão entre seu grupo e os Cullens, momentos depois foram trazidos para a enfermaria da escola afetados por uma maldição muito escura, isso é caso de ir para Azkaban. – Ele me olhava como se tivesse me envolvido em uma teia da qual eu não poderia sair, duh, depois de tanto tempo o velho deveria saber melhor que isso.

– E o que eu, ou melhor, nós temos haver com isso? – Perguntei desdenhosamente.

– Eles foram atacados por magia negra pouco tempo depois de confrontar a Srta, não finja ingenuidade não funciona comigo. – O velho retrucou.

– Você disse que eles chegaram momentos depois à enfermaria atacados por magia negra, há varias opções para o que aconteceu, como por exemplo, sangue estragado, um objeto amaldiçoado, um atacante que tenha aparecido depois, Uma armação de alguém tentando me prejudicar, — Olhei incisivamente para ele nesta parte. – Ou culpar meu companheiro de alguma coisa só para mandá-lo para Azkaban e em seguida jogar algum lixo qualquer para ‘me consolar’... – Olhei desdenhosamente para o Cullen nessa hora. Ele me encarava como se tivesse recebendo um Crucio. Bem que eu queria lançar um nele. – O que me garante que a sua enfermeira incompetente não tenha feito isso? Está vendo, são muitas opções, eu não perderia minha tarde maravilhosa com meu companheiro para me preocupar com os sanguessugas, eles são peças baixas no meu tabuleiro, agora se não se importa eu vou para meu dormitório. – Me virei para sair sendo acompanhada pelos outros, mas uma mão nojentamente fria me impediu.

– Como você pôde? Como pôde deixá-lo tocar em você deste jeito? – O Cullen começou o drama. Eu olhei friamente para ele e disse.

– Como o que? Como você nunca vai poder? – Seu rosto se retorceu como se tivesse levado um soco, e eu nem me fudendo para seus sentimentos tentei puxar meu braço de sua mão. Isto já está ficando cansativo.

– Largue ela. Agora. – A voz fria e ameaçadora de Draco disse próxima a nós. Ele tinha sua varinha apontada para o sanguessuga assim como Blaise, Agnes, Pansy, Ast, Lupin, Snape e surpreendentemente McGonagall. O velhote olhou questionadoramente para ela que bufou e disse.

– Eu não vou deixar nenhum aluno ser machucado porque o Sr Cullen não aceita o final de um relacionamento, isto ainda é uma escola, eu ainda sou professora, e não concordo com violência grátis. – Bem, isso é uma desculpa para o Lupin dar por estar me defendendo todas as vezes que o Cullen se aproxima de mim.

( Música: http://www.youtube.com/watch?v=2kdM2fgic1g)

O virgem secular ignorou todos eles e continuou falando.

– Olha o que você deixa ele fazer com você! ELE TE MACHUCA! TEM SANGUE NESSAS MORDIDAS! COMO PODE DEIXÁ-LO TOCAR EM VOCÊ DEPOIS DISSO? – Ele gritou furioso. Em seguida respirou fundo fechando os olhos, como se tentasse se controlar, segundos depois ele abriu os olhos e o que eu vi dentro deles me fez ter mais nojo ainda dele. As emoções em seus olhos eram doentias e obsessivas. O que antes tinha sido uma paixão era algo como um vício, ele estava obcecado com isso, o amor, a preocupação em seus olhos era doentio, era como um assassino serial preocupado se suas vítimas tiveram uma morte horrenda o suficiente. E eu sabia que ele estava disposto a matar por isso, porque ele era um vampiro louco, não restava sanidade nele, ele havia sido consumido por seus sentimentos tenebrosos. Eu não estava com medo, apenas um pouco surpresa com essa nova descoberta. – Ele está controlando você, eu sei disso, mas eu tenho certeza que você ainda me ama. Você ainda me quer e eu vou provar isso. – Não tive tempo de reagir, pois ainda estava um pouco paralisada com os acontecimentos recentes. Ele me puxou bruscamente contra si, apertando muito fortemente meu braço a ponto de que realmente doeu como se estivesse quebrando meus ossos em câmera lenta. Seus lábios frios e duros caíram com violência sobre os meus forçando-me a abrir a boca ou ele iria rasgá-la durante o beijo. Senti-lo estremecer como vários feitiços o atingiram e ele me empurrou com força jogando-me do outro lado do salão e se virando para rosnar para os bruxos que ainda tinham as varinhas em punho. Eu caí em cima de uma das mesas com uma força descomunal batendo minha cabeça fortemente, pontos negros encheram minha visão e minha mente ficou nublada sem conseguir pensar normalmente. Ainda ouvia vários rosnados e alguns gritos, mas não conseguia me focar em nada especificamente, maldito sanguessuga!

Senti alguém me puxando e um segundo depois registrei a mão fria em minha pele, ainda não conseguia abrir os olhos, meu corpo era quase um peso morto, praticamente inconsciente pela pancada. Ondas de náuseas subiram por mim, eu respirei fundo algumas vezes acalmando meu estômago, mas isso resultou em uma dor na parte de trás da minha cabeça que parecia pulsar com todos os Crucios da terra.

–...Se fizerem... Eu a mato... Parem... Morre... Feitiços... Não for minha... Ninguém... – Escutei partes desconexas do que o Cullen estava falando, mas a única parte que entender foi que ele me mataria, pois se eu não fosse dele não seria de ninguém. Me esforcei para limpar minha mente dos pontos negros, mas não estava fazendo muito trabalho. – Não!... Ela... Vocês pediram... – Escutei a voz frenética do Cullen novamente. – Desculp... Amor... Adeus... – Escutei-o sussurrar perto da minha orelha e minha respiração acelerou, ele ia me matar, eu não estava disposta a morrer, não poderia morrer assim.

Procurei freneticamente alguma saída para isso, e encontrei, no fundo da minha mente, a escuridão primordial agitada, esperando um comando para sair, eu estava fraca de mais, sabia que isso me esgotaria, mas era a minha única chance.

No mesmo momento em que senti a mão do Cullen se afundando na carne abaixo das minhas costelas indo em direção ao meu coração, eu libertei toda a escuridão e poder em mim, confiando de que ela me protegeria, um grito de dor escapou dos meus lábios, então eu sentia a escuridão tomando minha mente, e apagando tudo isso na inconsciência.

A ultima coisa que ouvi foi um grito desesperado e angustiado no fundo da minha mente, com a voz daquele que se tornou minha vida, meu anjo da guarda, aquele que eu amo mais que a mim mesma.

– AMANTE!

Fim do capitulo.



Notas finais
Se tiver algum erro, algo faltando, por favor, me avisem para eu corrigir ok? Espero que tenham gostado, beijões.
P.E.