The Dark Knights
2 Primeira Semana - Parte Um
Deitada em sua cama encontrava-se nossa loira, com seu pijama com algumas flores estampadas que cobria suas coxas até um pouco acima dos joelhos, olhando para o teto com suas mãos delicadas e muito bem feitas atrás da cabeça pensando na proposta que lhe foi feita:
- É, um convite. Quer se juntar a nós na nossa causa? – Perguntou
- Que causa?
- Só responda sim ou não, saberá mais detalhes quando responder a nossa pergunta. – Disse a morena.
- Eu aceito...
Sentou-se na cama e colocou as entre as pernas que estavam dobradas para trás a sua esquerda e, pois se a pensar:
- “Que prova será essa?” – Pensava sem se preocupar muito com o que teria de fazer.
- Filha! Vem comer! – Gritava a mãe da cozinha.
- Já vou mãe! – Respondeu a loira pulando da cama se dirigindo ao banheiro. Tomou um banho, trocou de roupa escovou seus dentes e desceu para a cozinha correndo pelas escadas apoiando-se no corrimão o segurou firme e deu um pulo correndo pela parede, saltando no chão logo em seguida. Sua mãe assustou-se com aquilo.
- QUÊ ISSO FILHA!? – Perguntou a mãe preocupada com a filha
- Nada... – Respondeu, dando uma resposta meio seca a sua mãe- \'Tô sentindo que o dia hoje vai ser bem... Interessante – Disse ela enquanto cortava seu pão e passava manteiga.
- Mesmo!? – Indagou a mãe da menina. — O que vai ter hoje? – Sorriu. – É aquele gatinho da sua sala do qual já havia me falado? – Olhou para sua filha e levou sua caneca de café até sua boca tomando um gole esboçando um sorrisinho malicioso.
- Não – Respondeu a loira de maneira curta e grossa num tom de tédio. Sua mãe na mesma hora desfez seu sorriso, ficando meio angustiada, ainda achando que agia desta forma por causa do que aconteceu a ela há algumas semanas, desistindo então do dialogo.
Nossa loira termina de tomar seu café da manhã e corre pra cima escovar seus dentes. Momentos depois ela ouve uma buzina em frente à sua casa. Ela desce as escadas correndo novamente colocando sua mochila sobre o ombro direito segurando pela alça.
- Tchau – Despediu-se da mãe apressadamente sem olhar para ela, dirigindo-se para fora de casa até o carro de sua amiga.
- Oi, Gabi – Falou para a amiga, abrindo a porta do carro jogando sua mochila no banco de trás.
- Olá, Milena. Tudo bom? – Disse a amiga.
- Mais ou menos.
Sua amiga Gabi colocou o carro na estrada a caminho da escola sem dizerem uma só palavra.
Na sala de inglês que ficava no terceiro andar, Milena, que estudava numa escola particular, estava olhando pra fora ainda pensando nos seus misteriosos ‘Heróis’ com a cabeça recostada na janela. Enquanto flashs do reencontro vinham a sua mente ela batia na mesa com a caneta pela ansiedade e nervosismo de saber o que viria a seguir. De repente ela olha com mais atenção para a rua e vê alguém que se parece com um deles, mas não reage, apenas continua olhando enquanto o professor explicava a matéria.
- Pode traduzir esta parte para nós, Milena? – Perguntou-lhe o professor.
- Não – O resto da sala se vira para ela e sua amiga Gabi, que estudava na mesma sala e estava sentada logo atrás, se abaixou um pouco na carteira, se escondendo atrás de sua colega, lhe sussurrando.
- Este é o pior professor que nós temos. O que é que te deu? \'Tá maluca? – Sorrindo ao perguntar.
Alguns alunos no fundo da sala faziam brincadeiras ao mesmo tempo em que riam de Milena:
- Ah, professor... Eu colocava pra fora – Disse um deles voltando a rir.
O Professor olhou para Milena, ordenando-a.
- Saia da sala, Milena!
- Com todo prazer – Pegou seus cadernos, lápis, caneta e borracha, abraçando-os e se levantando de sua mesa.
- E sua amiga também.
- O quê? Eu? Mas por quê? – Dizia indignada. O professor apenas a olhou de volta, sem lhe responder nada. Ela então se levantou com raiva e saiu da sala pisando duro com Milena logo atrás dela.
Sentadas num banco no corredor do andar de baixo, Gabi ainda não acreditava que havia sido expulsa da aula também.
- Não acredito. Eu? Uma das melhores alunas daquela sala? Não A-CRE-DI-TO! – Esbravejava a ruiva de cabelos lisos até um pouco acima dos ombros, com uma franja que caia com freqüência nos seus olhos direito ajeitando-a para trás. – Não vai dizer nada? – Disse olhando revoltada para Milena.
- Não – Pegou suas coisas e saiu em direção a escada pra descer ao primeiro andar.
- Aonde vai? – Indagou a ruiva, levantando-se do banco.
- Pra casa... – Continuava a descer as escadas
- Eu também vou, não quer carona? – Falou em voz alta, dirigindo-se a escada.
- Não. Eu vou sozinha. Vou pegar um ônibus talvez.
- Ok, você é quem sabe.
Do alto de um prédio, próximo da sua escola, estava Vergil, observando-a sem que ela percebesse, sempre com sua espada em mãos, perseguindo-a como se fosse a sombra da loira.
No meio da madrugada, apesar do sono, Milena tinha dificuldades para dormir com aquele convite que não saia de sua cabeça, se revirava na cama de um lado para o outro, jogava e puxava a coberta, virava de costas, de bruços com o travesseiro na cabeça, senta-se na cama e continua pensando naquilo sem conseguir dormir, com o cabelo todo bagunçado e com uma cara péssima, com olheiras. Deitou-se novamente em sua cama e fechou os olhos, conseguindo cochilar por algum tempo, mas acordou novamente e olhou em seu relógio digital que ficava no criado mudo ao lado de sua cama.
- “4:47”. – Só dormi vinte minutos que droga! – Agarrou seu travesseiro com raiva e virou-se novamente e voltou a pensar no convite.
Sonolenta, fechava e abria seus olhos a todo o momento, tentando dormir, mas sem tirar da cabeça o convite. Por fim, o cansaço vence e ela consegue dormir um pouco. Por sorte amanhã não haveria aula, então, ela poderia descansar até mais tarde.
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