Notas iniciais
Obrigada pelos reviwes, isso me ajudou muito a continuar!Espero que gostem desse capítulo! Sei que demorei muito para escrever o segundo...mas aí lá vai!

A tal foto, preto e branco, mostrava três pessoas felizes. Sendo dois adultos, marcados com X em seus rostos , e a outra, que parecia uma criança, marcada com um circulo. Identifiquei logo: eu era a criança e os dois adultos eram os meus pais. A criança provavelmente tinha olhos verdes, cabelo escuro e a pele branca.

Achando estranho o fato da foto está marcada com dois xis e um circulo, coloquei de volta ao livro, pois isso já estava me perturbando: Porque a foto está marcada? E porque eu estou marcado com um circulo? Deixando-me confuso.

Por fim, fechei o livro e o guardei na estante.

- Porque eu estava com um circulo? – pensei, enquanto olhava a janela que mostrava a neve caindo. O silêncio estava presente novamente naquele lugar. Até vê um menino com um cartaz mostrando para as pessoas ao redor, provavelmente estava perguntando algo. O que me deixou bastante curioso.

Olhando cada detalhe do que estava acontecendo, fiquei mais excitado em sair do sótão e ir lá para fora, porém não iria ter coragem para falar com o garoto, simplesmente não o conhecia.

Fazendo 2 horas que estava no sótão, alguém me chamou na saída.

- Allen!? – Ouvindo a doce voz de Meyrin, não pude me conter. Corri na direção dela e a abracei. – Oh, meu querido. Não se preocupe, já passou. – Retribuindo, ela me deu um beijo na testa. – Você já pode sair daqui. – terminando a frase.

Meyrin é a melhor pessoa que eu conheci, durante todo tempo que passara nesse lugar com meu tio, ela sempre estava presente me ajudando. Para mim, era como se fosse uma mãe, mas para meu tio, era uma simples empregada doméstica.

Ainda abraçado, ela me levou para a cozinha, um dos lugares mais calmos da mansão.

- Olhe, você poderia comprar algumas verduras e frutas para mim enquanto trabalho? – Um simples pedido dela, era uma ordem para mim. Mesmo estando em um lugar terrível, ela sempre se atrevera a sorrir. O que me impressionava...

- Está certo... –Me dando o dinheiro e uma pequena lista. Fui para porta e antes que eu abrisse ela chegou perto de mim.

- Lembre-se: Nada de voltar tarde. – Sua face mostrava grande preocupação, mas eu não ligava com o que poderia acontecer comigo, pois já convivera o tempo suficiente para superar algumas coisas. Em seguida, saí e encostei a porta, deixando um espaço para que ela me visse andar até um certo ponto.

Cachecol, luvas, calça e casaco, eram as vestimentas na qual me esquentavam durante aquele frio. Entrei em uma casa, enorme, mas que não era uma mansão. Lá estavam algumas lojas e mercadinhos, o que era o suficiente para comprar tudo na lista que ela havia me dado.

Fui em direção na loja de Lenmon.

- Boa tarde, pequenino. – Dizia sorrindo e com uma mão em cima do seu chapéu. – Como estás hoje? Tu vais querer o de sempre, não é?

- Boa tarde, Lenmon. Talvez....- Entreguei a lista para ele, que lia com muito cuidado, enquanto pegava as frutas e verduras.

- Foi pura ignorância sua, ou não quisesse responder a minha primeira pergunta? – Dizia ainda colocando as frutas e verduras em um cesto. Sua expressão mudou rapidamente, ficou preocupado e com certeza já sabia o por quê. Fiquei em silêncio. – Seu tio, não foi!?! Você nunca está bem...

- Não é isso, Lenmon...- Interrompeu-me e ficou olhando para mim.

- Como você aguenta seu tio? Ele não presta. Por mim eu já teria fugido. Você nunca está feliz...Isso é preocupante. – Bati a minha mão com força no balcão.

- Cale-se!! Cale-se!! Já basta! Não aguento mais você! – Deixei o dinheiro e fui embora. Não aguentava mais aquilo, mas de fato, também não aguentava mais conviver com meu tio.

Andei depressa para não chegar mais atrasado do que já estava, porém a rua estava com muita neve e gelo, fazendo-me escorregar. Quando faltava alguns minutos para chegar em casa, vi o menino que estava mostrando o cartaz conversando com uma outra pessoa, parecia um nobre. O que me fez parar por alguns segundos e ficar olhando diretamente para aquela cena.

Quando um deles virou para mim, eu virei o rosto rapidamente para disfarçar e continuei andando até chegar na frente da porta da minha casa.

Toquei a campainha e meu tio o abrira. Após perceber que era seu sobrinho, apenas pegou a cesta e fechou a porta, deixando-me no lado de fora.

Notas finais
Espero que tenham gostado! >.<''
Reviews? x_o