The Contract
3 3. Biersack
Notas iniciais
Toquei a campainha e meu tio o abrira. Após perceber que era seu sobrinho, apenas pegou a cesta e fechou a porta, deixando-me no lado de fora.
- Era de se esperar que algo tão rude pudesse acontecer. – Pensei, enquanto estava sentando no pequeno degrau que havia antes da porta. O que eu queria era que as horas passassem, porém o que estava acontecendo era diferente, alguém estava andando em minha direção. Era o garoto.
- Por que estás ai, parado? Por que não entras? – Dizia segurando o cartaz, porém o que me chamava mais atenção era a heterocromia que ele tinha, olho verde no esquerdo e no direito azul.
- Não entro, pois me “expulsaram”. Por que perguntas? – Ele ainda me fitava como se eu não tivesse respondido nada.
- Apenas, curiosidade. – Pegou o cartaz e o abre. – Mas vamos para o que importa. Conhece esse livro? Viu em algum lugar? O tem? – Perguntara ansioso para a minha resposta, porém o livro que havia no cartaz era o mesmo que vi no sótão. Nesse momento, assustei-me um pouco ao ver o livro e infelizmente ele percebera.
- N-Não, não conheço. Por que queres saber? – Menti de uma forma que deu para perceber. – É um livro muito importante por acaso?
- Sim, é muito importante. Sou o dono dele, por isso o quero. – Após ouvir a palavra na qual eu não acreditava, dono, espantei-me ao saber. Isso não poderia ser uma coincidência...poderia? – Seja sincero, você o tem? – Encarava-me, não sabia como responder a tal pergunta.
- Claro que eu não o tenho. Estás a dizer que sou mentiroso? – Não queria perder o livro fácil, aposto que tem alguma coisa haver com meus pais. Não iria dar o livro antes de analisá-lo melhor.
- Não, não...De forma alguma. Então...És alguém importante o suficiente para ser convidado a um baile? – Perguntou com meio sorriso no rosto.
- Sim. – Afirmei sem nem ao menos saber que havia um baile.
- Prazer, Alois. – Estendera a mão. – Alois Biersack.
- Allen Genoom.- Apertei a mesma.
- Genoom!? És um Conde? Que prazer imenso. Não sabias que era alguém importante para chegar a esse ponto. – Dizia feliz e um pouco confiante, porém eu ainda desconfiava.
- Você acha que sou importante? Isso me...alegra de uma certa forma. – De fato.
-Claro, diga-me: Qual é o conde que não é importante aqui, em Londres? – Ficamos em silêncio por alguns minutos.
Olhou o céu que já estava ficando cada vez mais escuro.
- Então, nos vemos no baile, Genoom. – Dizia indo embora. Aquele loiro com certeza sabia muito bem que eu estava com o livro, apesar de seu diálogo amigável não tinha muita confiança em sua amizade. Um dos maiores problemas era: Que baile?
Existia o baile e o livro na qual eu ficara muito curioso. Estava muito a fim de voltar ao sótão só para ver o livro, porém eu ainda tinha medo. Meyrin abrira a porta para eu entrar, concluir que fora na hora certa. Estava com fome.
- Já está escurecendo. Seu tio autorizou a sua entrada. – Dizia apressada. Enquanto eu entrava, ela olhava para o céu escuro. Será, medo? Ela com certeza acharia estranho se eu a perguntasse. Deixei para lá.
Fui para a sala enquanto ela se dirigia para a cozinha. Observei o meu tio sentado na poltrona lendo um jornal, e um convite em cima da lareira.
- Deve ser o convite para o baile – Pensei. Enquanto ele estava lendo o jornal, distraído. Tentei pegar o convite.
- Você não irá. – Disse sem ao menos eu falar ou gemer nada. Abaixou o jornal e me encarou.
- É o baile não é? Por favor tio, deixe-me ir. – Meyrin chegara com um lanche em uma bandeja.- Deixe-me ir tio, por favor. – Ambos se entre olharam.
- Vista-se rápido. Não quero demora. – Rapidamente peguei uma fatia de bolo, que estava na bandeja, e fui em direção da escada subir até o meu quarto. – Obrigado tio! – Falei antes de subir.
Fui comento enquanto eu subia as escadas, entrei no meu quarto e fui pegando a roupa que eu iria. Vestir-me rapidamente, porém observando como eu estava, pois não queria ficar ridículo e fiz minha higiene. Desci as escadas. Meyrin estava na porta, esperando a minha saída, dando-me um beijo na testa.
- Divirta-se – Falou e eu apenas confirmei mexendo a cabeça. Charles já estava me esperando na carruagem. Entrei imediatamente, antes que ele fosse sem mim.
Após a minha entrada, suspirei. A carruagem já começara a andar.
Notas finais
Obs: Prox capítulo, TALVEZ ( não tenho certeza) ficará mais pequeno, mas quem sabe...consiga mais criatividade e o torne um pouco maior.
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