Notas iniciais
Espero que vocês gostem dessa fic >.<'' Lá vai um capítulo para vocês! Boa leitura :*

Inglaterra.

Estava em meu quarto, calmo e sozinho, o único lugar em que poderia refletir e sonhar. Normalmente os meus sonhos nunca acontecem, mas sempre tenho esperanças. Comecei a ouvi passos se dirigindo ao meu quarto. Ele abriu a porta.

O seu olhar maligno e seu sorriso malicioso, gostava de me mal tratar, era parte do seu divertimento. Apenas sorriu e segurou meu braço. Segurou com muita força na qual eu gritei de dor. Havia outra pessoa em seu lado, parecia médico. Tirando algo pontiagudo e afiado em seu bolso, era uma agulha. Desesperei-me, comecei a gritar, a mexer-me, porém não conseguia sair do lugar.

Gritava de dor e de medo, ninguém tinha nem se quer piedade de mim, apenas faziam o que queriam comigo. Parecia um boneco. Por vez, enfiou a agulha em meu braço, gritei, chorei, mas nada o faziam parar de suas ações.

Alguns minutos se passaram, estava vendo tudo se apagar, até a última luz se fechar completamente. Adormeci.

Acordei em meu quarto, com muita dor. Minha visão estava borrada, não estava bem. Pareciam que eles haviam me drogado, tentei me levantar, todo o meu corpo estava dolorido. Fui até a janela, não sabia dizer que se era de tarde ou fim da mesma, apenas via um clima nublado, fechado e frio, que ao mesmo tempo caia neve, uma coisa boa e ruim, pois eu poderia brincar na neve e teria que sair com roupas quentes. Isso que eu estava pensando realmente me animou, porém não fez com que eu não sentisse dor. Estava doendo e muito, cada passo que eu dava sentia dores em todo corpo. A droga com certeza fez um grande efeito. Minha vida simplesmente era assim. . . Uma droga. Passara cinco anos da minha vida com meu tio, e nesses cinco anos me mal tratava até hoje.

- Allen – ouvira uma voz grossa me chamando, era meu Tio. Encolhi-me e apenas ouvir repetidas vezes chamar meu nome. Não estava disposto a fazer mais nada, estava cansado, com medo e com dor. Preferia morrer ao em vez de ficar vivo com ele.

Depois de alguns minutos não ouvia mais sua voz me chamar, provavelmente havia parado. O que me fez levantar, com o corpo todo dolorido e ir até a sala ver o que havia acontecido. Sair do quarto e fui andando até me deparar com a escada, na qual depois havia a sala, uma enorme sala.

Desci a escada lentamente, para não fazer nenhum barulho e também para não cair. Minhas pernas, bambas, e meus braços não estavam firmes. Poderia sim, cair a qualquer hora naquela escada, mas não queria fazer barulho para não chamar tanta atenção.

Entrei em uma sala, onde tinha uma grande lareira e uma poltrona, provavelmente bastante confortável. Após perder mais que minutos olhando a lareira e seu fogo fulminante, alguém colocou uma de suas mãos no meu ombro e a outra em minha boca. Assustei-me, e o ser que estará atrás de mim era supostamente, meu tio.

Não fazer movimentos bruscos era o mínimo que eu poderia fazer nesse momento, não sabia o que poderia acontecer comigo, pois quem estará perto de mim era o meu tio. Começou a conduzir passo a passo, chegando a um pequeno corredor que em cima havia uma entrada, era o sótão.

Deixou-me livre para protestar ou falar algo inútil.

- Eu lhe imploro, tudo menos o sótão. – Lágrimas caíram em meu rosto. Sótão, um pequeno quarto que normalmente as pessoas guardavam seus objetos antigos de grande valor ou até mesmo lixo, contém uma pequena cama, guarda-roupa, uma única janela e não havia nenhuma luz, totalmente escuro. Um lugar sem luz, só escuridão, não aguentaria ficar lá por muito tempo, por isso eu o implorava. – Tenho medo do escuro. . . – lágrimas ainda jorravam em meu rosto. Charles ainda ficava com um sorriso, no qual não expressava nenhuma piedade. Era horrível.

Subiu as pequenas escadas e entramos no sótão, estava muito escuro não dava para ver nada, só umas pequenas linhas no qual demonstrava que havia naquele canto um objeto. Jogou-me com toda sua força no chão.

- Aprendemos a não ter medo das coisas, enfrentando-as. – Falou. Em seguida, tentei me levantar, mas eu não consegui, olhei-o e depois o mesmo fechou a pequena entrada e saída do sótão.

Desesperei-me e comecei a gritar.

- Abre a porta!! Abre a porta!! Por favor!! Eu lhe imploro!! – chorei, gritei e dei umas batidas na entradinha que estava trancada por fora. Quando percebi que não adiantava mais, fechei os olhos e comecei a chorar no canto. – Não me deixe sozinho. . .- murmurei para mim mesmo, pois já não adiantava mais. Abri meus olhos ao ouvir um barulho, revirei os olhos rapidamente e não via nada, estava tudo escuro.

Pela curiosidade seguir em frente, mas ainda sim estava com medo. Levantei-me e fui andando lentamente, não estava escutando mais nada, simplesmente o barulho havia sumido e o silêncio dominava, meus passos eram leves e curtos. Senti algo em meu pé, mas era tarde de mais para recuar, acabei tropeçando e caindo, e me deparei de cara com o chão.

- Ai, Ai...- Murmurei , estava com a cara perto de um simples boneco na qual eu levei um susto, pulei para trás e gritei. – AHHHHHHHHHHHHHHHHH – Levantei o mais depressa possível e corri em direção de uma janela que iluminava um pouco a escuridão. Estava correndo o mais rápido que podia, pisando e tropeçando em todas as coisas que estavam no chão, estava com tanta adrenalina que nem pude perceber que havia uma pequena estante de livros na minha frente, na qual, havia batido todo o meu corpo. Cai no chão com força, minha testa estava sangrando, estava desesperado, queria sair dali o mais depressa possível.

Estava cansado, com nenhuma disposição para nada. Queria ficar ali mesmo, já havia desistido de sair daquele lugar. Após alguns segundos de silêncio, um livro que caíra da estante de livros, bateu em meu estômago. Gemi.

Era pesado e antigo, um livro que nunca havia visto nesta casa. Provavelmente passara de geração e geração, mas quando chega a minha vez, ninguém se quer conta. Peguei e fui para perto da janela. Abri o livro e comecei a ler, não conseguir entender nada, pois não estava escrito na língua na qual me ensinaram. Passava apenas as paginas pensando em encontrar alguma coisa interessante mesmo que não entendesse. E acabei encontrando uma foto.

Notas finais
Espero que tenham gostado!
Mereço reviews? >.<''