The Captain and The Petal.

39 Thirty-seventh Chapter. - Sweet tranquility.


Notas iniciais
Ois! Nos vemos de novo com a continuação do cap anterior ( ͡°( ͡° ͜ʖ( ͡° ͜ʖ ͡°)ʖ ͡°) ͡°) Boa leitura!

Doce tranquilidade.

Seu corpo ia derreter. Era isso.

Seus beijos eram como rastro de lava em sua pele. Ela já havia se arrependido de ter colocado aquele monte de elásticos inúteis em seu corpo no momento em que a necessidade falou mais alto.

O loiro soltou um grunhido quase como se fosse um rosnado, para depois olhar para ela com seus olhos azuis quase que literalmente sendo engolidos pelas pupilas dilatadas.

— De zero a dez, o quanto eu me daria mal se rasgasse essa peça ofensiva? — questionou-a ofegantemente.

Ela arqueou as costas, sentido os pelos do corpo se arrepiarem com a intensidade de suas palavras. Apertou suas coxas ao redor da cintura estreita de Steve, impulsionando-se para cima.

— Zero. — finalmente respondeu, para depois gemer quando a peça se rompeu em duas, as correias escorrendo por seus braços. Ela riu, escondendo a cabeça no vão de seu pescoço, enquanto ele salpicava beijos em sua pele. — Acho que somos um pouco desesperados demais para fazer esse tipo de surpresa musical um para o outro.

Ele riu também.

— Eu durei mais tempo que você. — sussurrou. — Acho que não fui bom o suficiente.

Ela levantou a cabeça, arqueando a sobrancelha para o namorado.

— Você jura? — questionou-o. — É óbvio que não. Você foi perfeito!

— Mas eu não tenho o seu talento. — encolheu os ombros.

Lynna sorriu, escorregando sua mão para abrir os botões de seu terno de veludo. Suas mãos ainda estavam envoltas nas luvas, o que viria à calhar naquela hora de provocação.

— Bem, você não pode ser tão perfeito assim. — murmurou, provocando-o. — Requer um pouco de prática.

De uma vez só, ela puxou a camisa azul-clara, decidindo de última hora que não iria preservá-la.

Uma chuva de botões rolaram da cama para o chão. Ela não teve nenhuma cerimônia em deslizar suas mãos enluvadas pela pele corada do mais alto, provocando sua pele enquanto ele mordiscava a sua.

As mãos fortes dele se infiltraram no elástico que fixava as meias 3/4, rasgando-a no meio, fazendo-a escorregar frouxamente em seu quadril. Como ele havia conseguido essa proeza? Ela não sabia e não estava interessada em descobrir agora.

Juntos, os dois se desfizeram dos panos, que logo formavam uma pilha na lateral da cama. Ela ficou apenas com o produto gelatinoso com sabor de frutas vermelhas. Ela não sabia o porquê, mas dos brinquedos que eles haviam comprado online, aquele foi o que o loiro gostou mais.

As bochechas dele esquentaram.

— Você lembrou. — sussurrou, escondendo o embaraço contra sua pele. Ele havia feito esse pedido durante a noite de seu aniversário. Ela não podia esquecer disso.

— Eu guardei o melhor para o final. — brincou, alisando suas madeixas douradas. — Pensei que tínhamos um trato.

Ele riu baixinho contra sua pele, para então começar a salpicar uma trilha de beijos pelo seu torso, até pegar um de seus mamilos na boca, arranhando-o com os dentes.

Um grito rouco escapuliu de seus lábios rachados.

Mãos e beijos corriam por todos os lugares. A temperatura naquele quarto estava tão alta, que ela já havia se arrependido de ter usado aquela tanga comestível, irritada com a sensação viscosa que ela deixava em sua pele.

Lynna estava prestes a protestar, quando seu corpo foi colocado no centro da cama, e a boca de seu supersoldado foi descendo até o brinquedo, mordiscando sua pele no processo, então ele parou em frente à sua intimidade, respirando fundo para captar o seu cheiro, enquanto massageava sensualmente a pele da parte interna das suas coxas.

Foi aí que ela descobriu o porquê ele gostava tanto daquele tipo de tanga.

Porque a graça do toy era LITERALMENTE comê-lo.

Então, é bem possível de se imaginar qual foi a reação dela quando a boca do loiro entrou em contato com a sua região sensível, literalmente devorando tudo.

Um grito rouco escapou de si, que teve suas pernas jogadas nos ombros do mais alto, para auxiliar em sua atividade.

Seu corpo iria explodir, ela havia acabado de idealizar isso.

Suas mãos tremulamente desceram para as madeixas loiro-sujas, puxando-as, manipulando o couro cabeludo com as pontas de seus dedos, arrancando grunhidos dele, que fizeram seu corpo tremer.

As mãos dele apertaram seus quadris, suspendendo-os um pouco para fora da cama, mudando o ângulo de sua boca, que massacrava seus pequenos e grandes lábios, sua entrada e o feixe de nervos que pulsava desesperadamente.

Oh, baby! Não pare, não pare... AH! — de sua boca saíam coisas as coisas mais desconexas possíveis, ela já não sabia mais qual língua estava falando.

Sua visão ficou turva quando ela atingiu o ápice, virando uma pilha desossada nas mãos do loiro.

Ambos se afastaram, ofegantes. Steve descansou a bochecha em sua virilha, recuperando o fôlego, enquanto desenhava padrões em suas coxas trêmulas.

Ma belle sorcière. — ele sussurrou contra sua pele. — Tu seras ma mort.

Meta da vida: aprender francês e usar isso contra ele.

Ela suspirou, acariciando seus cabelos.

— O que isso significa? — murmurou.

Ele riu.

— Você não traduz suas frases, então eu não sou obrigado a nada. — ele sentou-se, encarando-a com as sobrancelhas balançando sugestivamente.

Lynna também se sentou, cruzando os braços e fechando a cara para ele.

— Mas eu te ensino as coisas! — resmungou.

— Eu posso te ensinar francês. É só me pedir. — ele sussurrou, sedutoramente serpenteando os dedos por seus braços, para descruzá-los. Uma vez que atingiu esse feito, ele salpicou beijos desde seus dedos até seu ombro, causando-lhe arrepios. — Princesse.

Imediatamente, ela enrolou seus braços em seu pescoço, lançando suas pernas para enrolar a cintura dele, para depois forçar as costas dele contra o colchão, montando seus quadris.

— Eu juro que vou cobrar. — disse-lhe, enquanto o encaixava dentro de si, fazendo-o prender a respiração. — Mas não agora, para a sua felicidade.

Ele sorriu e rapidamente os virou, arqueando a sobrancelha.

— Ei! Ainda não é meia-noite. — brincou, mordiscando sua orelha, para depois impulsionar seus quadris, arrancando lamentos roucos dela. — Temos a madrugada inteira para você brincar.

— E o fim de semana. — ela engasgou para ele.

O loiro piscou, acenando em resposta.

*

O sol estava nascendo e eles não pareciam estar com sono. Estavam na mesma posição por pelo menos uns trinta minutos, apenas sentindo a textura da pele um do outro.

Ambas as mentes estavam nubladas.

Pela primeira vez na vida, eles não estavam preocupados com o tempo. Eles não estavam preocupados se haveria outra missão para separá-los. Eles não estavam preocupados se um dos dois iria ou não voltar.

— Eu queria viver eternamente assim. — o loiro sussurrou contra a pele de seu ombro. — Eu nunca me senti tão em paz.

Ela suspirou, correndo os dedos entre seus cabelos molhados.

— Eu também. — sussurrou por fim.

Seus olhos azuis encontraram com os seus. Eles brilhavam numa espécie de penumbra de esperança, desejo e receio. Estranhamente, isso fez o coração de Lynna disparar muito fortemente.

Steve estava prestes a lhe dizer algo, ela podia sentir.

A mão esquerda dele desceu até a sua coxa, num gesto nervoso. Ele abriu a boca e fechou algumas vezes, mas não falou nada.

Ainda mais estranhamente – se é que era possível –, ela sentiu-se um pouco decepcionada, mas sem entender o porquê.

— Eu te amo. — disse por fim. Seus olhos assumiram um brilho tão intenso, que a fez momentaneamente esquecer a “decepção” que estava sentindo. — Muito. — beijou sua testa carinhosamente. — Esse foi o melhor presente que já tive em toda minha vida. Obrigado.

Seus olhos encheram d’água.

— Você merece. — ela sussurrou, segurando seu rosto, acariciando suas bochechas com os polegares ao mesmo tempo. — Sabe disso.

Ele inclinou contra o seu toque.

— O que seria de mim sem você para me guiar? — riu, para depois beijar a palma de sua mão direita.

Então, Lynna deu um pulo para longe dele, finalmente lembrando-se do bendito embrulho que havia esquecido na sala. A melhor parte de toda a sua viagem até aqui, e ela havia esquecido! Agora tudo estaria fora de ordem!

— O que aconteceu? — Steve voltou a falar, assustado com a sua súbita mudança de humor.

Sem saber se conseguiria falar alguma coisa, Lynna apenas fez um gesto de ‘espera’, e saiu correndo para a sala, esbarrando num móvel. Xingou alto, para depois acender as luzes.

— Não vem! Eu estou bem! Fique exatamente onde está! — finalmente gritou, indo até a gaveta onde ela havia escondido o presente. — Eu estou indo.

Fora de contexto, se alguém a espionasse correndo nua pela cabana, achariam que ela era louca.

Quando finalmente voltou, encontrou seu namorado prestes a abrir a porta, com os olhos arregalados como pires.

— O que deu em você? — perguntou assustado, correndo as mãos pelos seus braços, certificando-se de que ela estava bem.

— Eu só... — ofegou pela corrida, mas sorriu. — Eu só fui buscar uma coisa. Um presente.

Então, seu coração deu uma vacilada. Mais uma vez, como no dia em que ela havia encomendado esse bendito presente, sentiu-se um pouco idiota pela sua ideia. E agora não havia como voltar atrás.

Suas bochechas esquentaram.

— Eu tinha encomendado esse presente há mais de um mês. Não era para ser exatamente um presente de aniversário... — Lynna pegou a mão do loiro, puxando-o para a cama. Sentando-se em seus tornozelos, ela mexeu nervosamente no embrulho, insegura sobre sua escolha de objeto, para depois suspirar, decidindo arriscar-se. — Tem uma coisa que eu quero que você saiba. — levantou os olhos para ele, que havia sentado na beira da cama, encarando-a atentamente. — Eu não estou te dando isso por ciúmes ou por despeito. — fechou os olhos, controlando a respiração. — Eu só achei interessante, e queria que carregasse algo meu consigo quando estamos separados. Como o colar que você me deu. — suspirou, voltando a olhá-lo. — Eu jamais tive a intenção de ofender...

Estendeu a mão antes que falasse algo que arruinasse tudo, colocando o embrulho quadrado em sua palma.

Ela esperou ansiosamente por uma reação do loiro, qualquer uma.

Ele abriu a caixa de veludo azul e pegou o objeto redondo de metal.

Seu rosto esquentou ainda mais, o calor subindo em labaredas de seu pescoço para as bochechas, deixando-a com cara de pimentão. Ela estava tão nervosa...

Foi uma péssima ideia.

Ele iria odiar.

O objeto remetia a uma lembrança de seu primeiro amor. Talvez ela tivesse ido longe demais ao tentar produzir outro com tamanha semelhança.

Contudo, a reação de Steve foi completamente oposta à que ela estava esperando.

O loiro abriu a bússola, encontrando a foto que ela havia feito e determinado as dimensões para a pessoa que a confeccionou, para que a mesma pudesse caber no verso da tampa.

Na imagem, ela sorria, segurando o urso azul que ela havia ganhado dele em seu “primeiro encontro oficial”. Seus cabelos haviam sido arrumados num penteado inspirado nos anos quarenta. A foto não era em preto e branco, então dava para ver perfeitamente as cores na estampa do vestido vermelho que ela havia usado para a sessão de fotos, assim como a linha delineada de seu lápis labial – que ela havia borrado sutilmente.

Ele soltou o objeto na cama, para puxá-la para um beijo apaixonado que a deixou sem fôlego.

— Por que está chorando? — ele questionou. Seu semblante estava preocupado.

— Eu achei que tinha estragado tudo. — limpou as lágrimas que ela não sabia que haviam escorrido. — Eu não queria apagar a memória que você tinha da senhorita Carter.

Ele sorriu.

— Eu posso ter tido sentimentos por ela no passado, mas acho que já deixei bem claro que é você quem eu amo, princesse. — sussurrou, passando o polegar em sua bochecha molhada, limpando a gota salgada para fora. — Não há ninguém mais.

Ela inclinou-se para o seu toque.

— Espero. — murmurou, de brincadeira.

Eles riram, para depois se aconchegarem um no outro.

— O que te fez pensar em me dar uma bússola, especificamente? — ele perguntou depois de um tempo, acariciando suas costas.

— Eu sempre o via abrir a bússola que ela lhe deu. — sussurrou. — Eu a vi no museu, num vídeo onde Bucky aparecia. O modo como você ficou envergonhado... sugeriu que a foto dela estava no verso da tampa por uma razão. Na época, antes da festa, eu imaginava que fosse algo que lhe dava sorte... e eu queria que você tivesse algo meu como um amuleto também. — suspirou. — Olha, tem até uma corrente... — levantou o objeto, desatando o nó que impedia-a de se desenrolar. Por fim, encarou-a, ainda envergonhada. — Eu realmente não consigo enumerar os motivos para ter encomendado a bússola, mas ciúmes não é um deles. — encarou-o. — Eu gosto da senhorita Carter.

Ele sorriu, acariciando a mão que segurava firmemente a corrente de prata.

— Ela é linda, Anna. — sussurrou, acariciando sua pele com o polegar. — Seu gesto não poderia ter sido mais bonito. Eu amei a bússola. — beijou sua testa. — Obrigado.

Ela engoliu em seco.

— Você gostou mesmo? — questionou, ainda surpresa por sua reação positiva.

— Porque eu não haveria de gostar? — retrucou, arqueando a sobrancelha. — Já havia passado da hora de eu ter algo só seu. Um amuleto. Algo para sentir a sua presença quando estamos separados. — sua voz ficou baixa, como se eles estivessem contando um segredo que a floresta lá fora não precisava saber. — E se me permite confessar... já faz algum tempo desde que eu deixei de lado a minha antiga bússola. Ela tem um grande valor sentimental para mim, mas não faz mais sentido. Pois apesar de ser o rosto de Peggy em seu verso, não é mais ela que o meu coração enxerga. — ele suspirou, colocando uma mecha de seu cabelo para trás da orelha. — E para falar a verdade, não foi ela que me deu a bússola, fui eu que coloquei a foto dela. O objeto me ajudou um pouco a superar a dor quando me vi sozinho após acordar no mundo moderno, onde todos que eu conhecia haviam partido. — sua mão direita tocou sua bochecha. — Mas eu não estou mais sozinho. Involuntariamente, eu ganhei uma razão pela qual lutar. Uma razão para continuar lutando.

Ela ofegou.

— E essa razão seria eu? — sua voz tremeu de emoção.

Ele sorriu, roçando seus narizes.

— Sem sombra de duvidas. — então a beijou.

Lynna soltou a corrente no meio da cama, abraçando o loiro, retribuindo seu beijo com vontade, carinho, desejo.

Ele puxou-a pela cintura, colocando-lhe em cima das coxas poderosas dele. Ela o encaixou dentro de si, usando seus joelhos para se movimentar de cima para baixo em seu colo, tirando gemidos ofegantes de seus lábios rosados.

Seus beijos se tornaram mais famintos, agressivos. Os movimentos de seus quadris ficaram mais rápidos e apaixonados. Logo eles gemiam alto, com as testas coladas, os pares de olhos se enfrentavam ardentemente, intensificando o prazer que sentiam.

Ambos praticamente berraram quando suas libertações vieram, em uníssono, consumindo-os como uma correnteza de lava.

Sussurraram ‘eu te amo’ até que finalmente desceram de seus altos.

Steve os posicionou no centro da cama, com Lynna deitada confortavelmente em cima de seu braço esticado. Ele colocou uma de suas pernas entre as dela, puxando-a ainda mais para si.

Um sorriso borbulhou em sua bonita face, então ela soube que ele estava prestes a dizer algo atrevido.

— Sabe... eu gostaria de entender o seu critério em gostar da Peggy, mas odiar a Sharon... — arqueou a sobrancelha, para depois balança-las sugestivamente.

Ela suspirou alto, jogando a cabeça para trás.

— Achei que você já tivesse esquecido esse assunto! — resmungou. — Eu nunca fui com a cara daquela loira aguada. — resmungou, enrolando uma mecha de seus cabelos em seus dedos.

— Porque tudo isso? A Sharon é uma boa pessoa... — ele sabia que estava mexendo com fogo?

— Ah é? Então porque você não manda ela fazer seus waffles, seu ingrato?! — rosnou, lutando para se separar dele. — Tire suas mãos cheias de dedos de mim! — ele riu. — Eu tô falando sério!

— Nós vamos realmente brigar por nada? — fez bico.

— Mas, foi você que começou! — ela o imitou.

— Você fica muito fofa quando está com ciúmes. — ele murmurou, abaixando para roçar seus narizes.

— Esta ‘fofa’ aqui está com vontade de te bater agora. — resmungou, cruzando os braços.

Ele riu, porque ele é idiota o suficiente para escapar de uma briga.

— Então me bata. — acariciou a pele sensível de seu pescoço, numa clara tentativa de fazê-la se derreter. Estava funcionando, é claro, mas ela não iria dar o braço a torcer.

— Não me tente... — ela arqueou a sobrancelha, tentando se soltar de seu ataque de polvo.

— Ah, é? — ele repetiu seu gesto.

— É. — ela resmungou. — E eu estou cansada demais para fazer isso. — ele sacudiu as sobrancelhas, fazendo-a finalmente desintegrar seu personagem e rir. — Não foi mérito seu, mocinho.

— Oh, não? — ele deu uma risadinha diabólica, soltando-a de seu aperto, apenas para prendê-la outra vez, embaixo de seu corpo. — E se eu fizer isso, ajuda?

Ele escorregou uma de suas mãos pela lateral de seu corpo, pairando em seu ponto sensível. Foi ali que ele fez a festa.

Lynna tentou. Tentou o seu máximo. Tentou ainda mais que isso.

Mas o filho da mãe sabia os pontos fracos dela, que logo estava se contorcendo por causa das suas cócegas, rindo até que sua barriga doesse.

— Pare. — implorou, entre risos. — Pare, por favor, eu me rendo!

Steve riu, sentando-se em seus calcanhares, encarando-a com os olhos tão leves... ela jamais o tinha visto tão tranquilo.

— Ainda quer me bater? — perguntou-lhe insolentemente.

Ela estreitou os olhos.

— Sem dúvida! — resmungou. — Você tem sorte de que eu não trouxe a minha faca.

Ele gargalhou, jogando a cabeça para trás.

— Você só finge que vai bater em todo mundo, você reconhece isso, não é? — arqueou a sobrancelha. — Você é um rolinho de canela.

Ela fez uma careta séria.

— É claro que não! — protestou.

— É claro que sim. — ele beijou a palma da sua mão. — Vamos, senhorita ranzinza... não há razão para brigarmos!

Riu, sentando-se na cama.

— Ok. — sussurrou por fim.

— Ok. — ele rastejou até ela, encaixando-a em seus braços.

— Você deveria usar seu medalhão agora. — ela sussurrou acariciando o pescoço dele. Com o auxilio de seus poderes, ela capturou-o e ajoelho-se, para atar o cordão, derramando-o em sua pele macia. — Lindo como uma pintura, usando apenas o meu presente... — agitou as sobrancelhas para provocá-lo. E funcionou, logo ele estava corando. — Todo meu.

O loiro riu.

— Sempre fui.

Ela riu também.

— Acho que devemos dormir alguma coisa, não é? Ainda temos o fim de semana inteira para nós. — disse arrastando os dedos pela pele dele.

— Certamente... — ele respondeu atacando a pele de seu ombro.

A ruiva riu.

— Eu disse dormir!

Ele grunhiu.

— Ok, senhorita mandona! Eu já estava indo dormir. — brincou, esticando o braço para fechar a cortina, mergulhando o quarto na penumbra.

Eles caíram emaranhados, aconchegando-se em seus respectivos calores.

Demoraram um tempo acariciando-se na tentativa de adormecerem, até que Lynna quebrou a calmaria dando uma tapa forte no antebraço de Steve, que guinchou mais de susto, que de dor.

— Ela tinha as chaves do seu apartamento! — resmungou alto para a escuridão.

Ela não podia vê-lo, mas sabia que ele havia revirado os olhos.

— Isso é sério, Lyanna?! — ele resmungou de volta. — Eu pensei que você já tivesse esquecido isso! Fazem mais de quatro anos!

Ela grunhiu, estapeando ele, mas era mais como brincadeira.

— Sim, e você é bem grandinho para ter guarda costas! — cruzou os braços.

Ele riu.

— Bem, eu não sabia, então sou completamente inocente! — brincou.

— Mas isso não esconde o fato de que ela provavelmente quer um pedaço de você! — resmungou.

Ele bufou, mas riu outra vez.

— E olha só que ironia... você tem tudo isso. — ela sabia que ele havia balançado as sobrancelhas.

— Está tentando roubar, senhor, meus argumentos para brigar com você são mais estruturados! — disparou.

— Pensei que iríamos dormir. — bocejou. — Que tal continuarmos ou não essa briga mais tarde, hm?

Ela assentiu, enrolando-se em seu corpo.

— Boa noite, amor. — sussurrou.

— Boa tarde. — ele a corrigiu e se encolheu por causa de um tapa. — Ai, eu estou falando sério.

Ela riu.

— Vai dormir!

*

Eles estão sozinhos ali. Os outros Vingadores estão há pelo menos uns vinte quilômetros deles... não há como ele defendê-la sozinho. Não se acionarmos a tropa. — a garota russa de cabelos castanho-avermelhados disse, lentamente fechando a lente do binóculo. — Por que nós simplesmente não a levamos embora e acabamos com todo esse teatro?

Olhe só para eles, maninha... você realmente quer estragar esse clima tão romântico? — o homem albino questionou-a, segurando-a pela cintura, para depois apoiar o queixo em seu ombro. — Além do mais, há algo que eu quero testar. Esta historinha de conto de fadas da Pétala tem que terminar em algo produtivo para nós. Já estamos perto de entender a fórmula. Se meus cálculos estiverem certos, em breve teremos uma surpresinha chorosamente agradável.

A garota piscou, surpresa, encarando o albino.

Isso quer dizer que as doses dela foram suspensas? — questionou-o, com os olhos brilhando de ansiedade.

O homem de topete platinado sorriu-lhe enigmaticamente.

Ela não está mais com o Soldado. Sua reposição não é mais necessária. — suspirou. — Tínhamos um plano diferente para chegarmos à conclusão da nossa equação, contudo... quem diria que ela iria se tornar íntima do Capitão? Quanta sorte nós temos, não é mesmo? Mudança de planos, maninha... mudança de planos...

A castanha riu, apesar de não ter gostado dessa ideia.

Ela não queria que a Pétala se tornasse ainda mais íntima do Capitão. Ela o queria para si. Ela o merecia, e não aquele brinquedo danificado. Ela era apenas a boneca inflável dele.

A moça jurou que iria provar isso para o loiro, e foda-se o que a Hydra estava querendo.

Mais dia ou menos dia a bonequinha acabaria voltando para a organização mesmo... quem se importaria se ela acelerasse esse processo?

Ela só precisava retirar essa ideia estúpida da cabeça de seu irmão.

Notas finais
Temsoo... Traduções: Ma belle sorcière. - Minha bela feiticeira. Tu seras ma mort. - Você será minha morte. Até sexta!