The Captain and The Petal.

65 Sixty-third Chapter. - The stupidity.


Notas iniciais
Ois! Não me matem por esse capítulo! Eu juro que o próximo vai ser um alívio! Boa leitura!

A burrada.

Quando Steve encontrou Bucky no meio do corredor, ele assoviava para o nada.

Esfregou os olhos para saber que ele não estava vendo coisas, mas não. James Buchanan Barnes, o ex-Soldado Invernal, estava mesmo assoviando para o nada, como um idiota, como se ele tivesse voltado a ser o Bucky dos anos quarenta que havia conseguido conquistar a garota de seus sonhos.

Franzindo o cenho, o loiro decidiu que deveria desconfiar das intenções do seu amigo.

— Oi Stevie. — disse-lhe sorrindo ampla e sinceramente, como ele não fazia em meses, mesmo com Anna, o que era ainda mais estranho. — O dia está lindo, não é?

— E a noite foi boa, não foi? A contar pelo roxo enorme em seu pescoço. — o loiro pontuou, mostrando-lhe a mancha no pescoço do amigo, que corou fortemente.

Bucky Barnes. Corou.

O mundo estava prestes a se acabar exatamente agora, ele tinha certeza disso.

— Ah... sim. — respondeu meio sem graça. — Eu tive uma boa noite sim. — sorriu-lhe. — E eu vim aqui para ajudá-lo.

Ajudar-me? — perguntou desconfiado, olhando Bucky de cima a baixo.

— Sim. — ele respondeu-lhe com um sorriso cheio de dentes. — Seu chove e não molha com Lya não passa de hoje.

Meu Deus, o que esse idiota tem em mente?

E porque isso parece ser uma má ideia?

*

Ok, ela tinha que admitir: a ideia de Marnie de fazerem compras a tarde inteira funcionou perfeitamente bem!

— Eu amo passar um tempo com as minhas amigas! — Mary disse sorridentemente, estranhamente sorridente demais. — E com as minhas pocs. — disse para Sam e Pietro, que caminhavam com dificuldade, segurando o monte de sacolas delas.

— E nós estamos nos divertindo bastante. — Pietro ironizou. — Sendo o cabideiro de vocês, suas exploradoras.

As cinco garotas sorriram amavelmente para eles.

— O que é uma poc? — Sam perguntou, colocando mais uma leva de sacolas no porta-malas da minivan.

Marnie suspirou.

— Por que vocês ainda continuam me pedindo para explicar os meus memes? Tira toda a graça! — perguntou-lhe seriamente. — Eu não sei o que é poc, na verdade. É só um bordão da comunidade LGBT do Brasil. Satisfeitos? E as pocs são vocês.

Sam deu de ombros.

— Você é bem estranha. — disse-lhe.

— DeLavega, é impressão minha, ou você está andando estranho desde que saímos do Complexo? — Natasha perguntou, fazendo com que a ruiva mais nova se engasgasse com a bebida que ela estava tomando.

Ela olhou para cima, com seus olhos verdes arregalados.

Quê?! — perguntou assustada.

— Você se machucou ou algo assim? — Nat voltou a perguntar, franzindo o cenho para ela.

Marnie sorriu.

— Ah, eu agradeço a sua preocupação, Nat. Mas eu estou bem. Acho que devem ser os saltos. Eu nunca usei esse tipo de salto por tanto tempo. — desconversou, mas havia algo no fundo...

Fosse o que fosse, Romanoff aceitou a sua desculpa e não lhe fez mais nenhuma pergunta, mas Lynna não estava tão vendida assim.

Elas passaram mais uma hora massacrando Sam e Pietro – compraram alguma coisa para eles também, para amaciá-los –, então voltaram para o Complexo.

A ruiva mais velha era uma completa bolinha de nervos, pois assim que elas chegaram, se mandaram para a academia, onde Mary jurou que tinha deixado seu estojo de maquiagem, o que era um lugar meio esquisito para esquecer esse tipo de coisa, mas ela não questionou... muito esse fato.

Elas duas trabalharam firmemente em arrumá-la para que a mais velha pudesse tomar a iniciativa de conversar com Steve.

Não era algo grandioso, era apenas algo que lhe fazia bem. Porque está sempre limpa e cheirosa fazia bem para qualquer um, não é mesmo?

Seu coração martelava em seu peito.

— SEXTA-FEIRA, onde está Steve? — Marnie perguntou, uma vez que ela já havia finalizado a sua maquiagem.

— O Capitão Rogers está com o Sargento Barnes no primeiro corredor dos apartamentos privados. — a IA respondeu-lhe cordialmente.

Sorrindo encorajadoramente, a ruiva anã assentiu para ela.

— Você pode ir à frente, querida. Eu estarei logo atrás, por mais que eu não queira ser vela... — disse-lhe animadamente. — Vai lá e conversa com ele. — assentindo, Lynna caminhou em direção às escadas, para poder controlar melhor sua respiração acelerada. — E Lya... — ela levantou a cabeça para sua amiga, que sorriu-lhe amplamente. — Eu estou feliz por vocês dois.

— Obrigada. — ela murmurou, apoiando melhor a garrafa de vinho em suas mãos. — De coração.

Sorrindo mais uma vez, ela subiu as escadas, com a cabeça nas nuvens.

Um degrau de cada vez, cada vez mais próxima da conclusão da sua besteira. Ela finalmente desistiu de seu orgulho para tentar ser feliz, para tentar disputar uma chance no coração da pessoa que mais se machucou por sua culpa...

Então, um balde de água fria caiu sob sua cabeça de uma vez só.

Ela havia chegado tarde.

Assim que subiu todas as escadas, ela viu Steve ajoelhado no meio do corredor. Havia uma caixa de veludo violeta em suas mãos, contendo um bonito anel de brilhantes. Do outro lado, estava Bucky, seus olhos estavam suaves, encarando o loiro que costumava ser seu...

— Casa comigo, Bucky? — Rogers disse, numa voz cheia de sentimentos.

Ela não precisava ser como Mary para saber o que estava rolando ali.

A garrafa de vinho escorregou de suas mãos e se espatifou no chão, transbordando o líquido vermelho para todos os lados, até mesmo em seu vestido claro e em seus sapatos, mas isso não importava mais.

Isso chamou a atenção do feliz casal, fazendo Rogers se levantar rapidamente, com os olhos tão arregalados quanto os de Barnes.

— Lya/Anna! — eles gritaram, mas ela não queria ouvir nada que viesse da boca deles.

Seus olhos se encheram de lágrimas, mas ela não iria chorar na frente deles.

Deu meia volta e voltou a descer as escadas, esbarrando em Marnie no meio do caminho, que estava gritando por ela, mas ela também não queria ouvi-la. Ouvir era doloroso, e ela não queria escutar mais ninguém. Ela só queria tomar o seu remédio da noite e ir dormir profundamente.

A ruiva desceu a espiral de escadas e correu para o saguão de entrada, feliz que era final de semana e que os trabalhadores que circulavam o Complexo estavam todos lá dentro, com o efetivo reduzido.

Ela sentou-se de uma vez só em frente ao canteiro de violetas, então se permitiu chorar alto, ignorando que todos poderiam vê-la ali, vulnerável e fraca, e totalmente sem seus poderes.

Por favor, que isso tenha sido uma ilusão minha.

Por favor!

*

Os olhos de Marnie se arregalaram ao ver Lya descer as escadas desesperadamente, seguido dos gritos de Rogers e Barnes, que estavam lá em cima.

No momento em que os ombros delas se chocaram, ela soube que aqueles dois tinham feito uma merda daquelas.

Subiu rapidamente, encontrando o loiro arrancando os cabelos e a garrafa de vinho que sua amiga carregava espatifada no carpete caro de Tony. Ele iria cagar tijolos por isso.

— Eu te disse que isso ia dar errado! — ele arranhou para James, que estava em choque.

— QUE PORRA ESTÁ ACONTECENDO AQUI?! — ela gritou, irritada pelos sentimentos de culpa que eles emanavam.

Steven engoliu em seco, praticamente chorando.

— Eu... erm...

— Eu estava ajudando Steve a pedir Lya em casamento, é isso. — James disparou.

Mary fechou os olhos com força, estremecendo de raiva.

— Deixe-me adivinhar, vocês estavam praticando quando ela apareceu? — resmungou, grunhindo de raiva ao ver os dois balançarem suas cabeças positivamente.

Ela pegou tudo fora de contexto. — Steven atropelou. — Quando eu estava fazendo uma pergunta a Bucky, que soou como se eu estivesse propondo a ele.

— VOCÊS FUMARAM MACONHA ESTRGADA, REBANHO DE MIZERA?! — eles se encolheram quando ela ameaçou se aproximar deles. — Me digam, como isso poderia ser uma boa ideia?! Vocês dois sequer se comunicaram conosco! Pensei que fossemos a porra de um time, caralho! — o loiro abriu a boca. — Se você for dizer ‘olha a língua’, é melhor ficar quieto.

Ele se encolheu.

— Eu só queria dizer que as minhas intenções eram as melhores! — tentou se defender, mas o filme dele já estava queimado.

Ela bufou.

— Você sabia que ela havia comprado uma roupa legal, um vinho legal e se arrumou toda apenas para que vocês pudessem conversar? — questionou-o, fazendo-o estremecer de culpa. — Se vocês tivessem esperado mais cinco minutos, essa merda toda não teria acontecido! Agora, toda a hostilidade que ela tiver para vocês, eu acho pouco! E sim, eu estou sendo cruel. Seus tabacos da lezeira, boi tabaco, rebanho de argh!

Sua mãozinha encontrou a base da nuca dos dois, que se encolheram ainda mais com os seus golpes.

Rosnando, Mary desceu as escadas, expandindo seus poderes até chegar à Lya, que estava no canteiro de violetas, provavelmente chorando, levando em conta a confusão que estava em sua mente.

— Marnie, diz que tudo o que eu vi foi mentira. Diz que foi a Pétala quem me obrigou a ver isso... por favor. — foi a primeira coisa que ela disse assim que a viu. Ai meu Deus. Eu vou castrar aqueles dois idiotas!

— Eu sinto muito, querida. — murmurou tristemente.

Cara, ela iria massacrar aqueles dois por não terem lhe esperado. Era só mandar a porra de uma mensagem, caralho! Custava? Não!

A cabecinha dela pousou em seu ombro quando a mais nova sentou-se no gramado ao seu lado, segurando-a, acalentando o seu choro.

Natasha apareceu logo em seguida, vindo do lago com Hanna e Wanda. Todas as três fizeram-lhe perguntas silenciosas, que ela não podia responder agora, então apontou para dentro, como se lhes dissesse que mais tarde elas conversariam.

— Quem é o próximo na fila, Marnie? — Lya perguntou-lhe fragilmente.

— Sam e Pietro. — murmurou para ela, que assentiu, sorrindo tristemente.

— Você me leva para ficar com eles? — ai mano! Vê-la triste lhe deixava triste e puta ao mesmo tempo, por causa da idiotice de Barnes.

Ah, mas ela iria castrá-lo!

— Claro, princesa. — piscou.

Elas levantaram e caminharam lentamente de volta para casa. Sam e Pietro esperavam-nas na escada. Pela cara deles, seus amigos idiotas tiveram pelo menos a coragem de contá-los. Mas eles não teriam contado para as meninas ainda. Não sem ela por perto. Porque eles tinham medo delas.

É aquele negócio: se juntas já causam, imagina juntas.

— Hey garota, você está afim de assistir filmes conosco? — Pietro perguntou-lhe, abraçando-a pelo ombro, como se nada tivesse acontecido, o que lhe fez um pouco melhor, mas não fora o suficiente.

— Acho que sim. — ela respondeu.

— Então eu vou preparar algumas coisas para nós. — Sam disse, assentindo para o namorado, que levou-a para cima com sua supervelocidade. — Então você pode ser o recheio do nosso sanduiche.

Sortuda.

Que é? Era legal ter Pietro e Sam te abraçando ao mesmo tempo. Eles eram quentinhos...

— SEXTA-FEIRA, convoque todos os vingadores, exceto Sam, Pietro, Lynna e Peter para a sala de estar, imediatamente. — ela sabia que os outros estavam ao redor do Complexo. Chegou a hora de uma intervenção naquelas pestes.

— Devo chamar Thor e Loki, senhorita DeLavega? — Marnie divagou por alguns segundos, quase se deliciando ao pensar em Thor dando uns cascudos em Steve, mas resolveu relevar. Ele já estava bastante fodido emocionalmente.

— Não. — respondeu-lhe. — Qualquer coisa, eu conto a eles depois. Eles estão ocupados com esse negocio de Nova Asgard e tals...

— Como desejar, senhorita. — a IA lhe disse.

Sorrindo para o nada, Marnie saiu do corredor em direção à sala indicada, sorrindo quase que lascivamente quando viu Barnes e Rogers isolados num canto, longe de seus amigos, que pela sua leitura, ainda não sabiam da cagada que eles deram, o que era extremamente apetitoso.

— Marnie... — Steve começou, dando um passo à frente. — Eu sei que eu errei, mas, por favor. Por favor, não faz isso. Não desse jeito.

Ela sentou-se na mesinha de centro, onde todos podiam vê-la e ouvi-la, cruzando suas pernas lentamente, com um sorriso no rosto.

— Devia ter pensado nisso antes, antes de aceitar as ideias idiotas do seu amiguinho idiota. — disse-lhe tranquilamente. Ele ficou agitado. — Agora, isto afeta a todos, porque a depressão dela afeta a todos. — ela suspirou e finalmente mostrou o quão triste ela estava. — De verdade amigo, eu não quero ser cruel com você. Eu amo você, mas o que aconteceu hoje vai estremecer todo mundo, então...

Ele assentiu, envergonhado.

Todo mundo olhou para ela com cara de interrogação.

Eu hein, povo apressado da porra.

— O que está acontecendo? — Han perguntou, preocupadamente, principalmente com sua amiga. Falar dela desse jeito era um assunto delicado para todos, e com razão.

— Steven levou a ideia maluca de Barnes em consideração, e foi pedir Lya em casamento. — todo mundo se animou. — Mas... algo deu errado, como esperado, e agora Lya pensa que Stucky é real. — era estranho que todo mundo soubesse o que Stucky significava? Sim, era estranho, mas todos entenderam, porque eles foram muito bem alfabetizados em fanfics.

— VOCÊS NÃO FIZERAM! — Natasha disparou, fulminando-os com os olhos, fazendo-os estremecer.

Marnie amenizou sua raiva e ela ficou indignada com isso.

— Galera, eu sei que vocês estão putos com eles, e acredite em mim, eu também estou, mas atacá-los só vai fazer Stevie sofrer ainda mais, e ele é inocente nessa. As intenções dele são boas, muito boas, mas a execução foi uma bosta. — defendeu-o, fazendo-o parar de se encolher de culpa. — Vocês dois deveriam ter nos esperado? Deveriam! Uma mensagem de texto, e tudo estaria certo! Mas não, vocês tinham que pensar com a cabeça de baixo! — sim, aquela indireta foi para James, que se encolheu.

— E agora, como contornaremos isso? — Tony se pronunciou, beliscando a ponte do nariz. — Sabe... ela estava disposta a conversar. E agora voltamos à estaca zero.

Mary mordeu o lábio.

— Eu vou pensar em alguma coisa. — murmurou. — Mas eu tenho apenas um apelo. — pronunciou olhando para os dois supersoldados que prestaram atenção ao que ela iria dizer. — Por favor, deixem-na sozinha por agora. Não tentem fazer nada. Ela está muito debilitada e precisará de algum tempo. Não tentem contornar isso sozinhos! Somos um time, caramba! Nós funcionamos melhor juntos! E tem mais: por causa disso, vocês não podem mais fazer parte da “fila”.

O coração de Rogers parecia que iria atrofiar.

— Eu entendo. — murmurou tristemente. — Foi tudo minha culpa...

— Não, a culpa foi minha. — pelo menos reconhece, não é?

James se encolheu ao ouvir seus pensamentos, e ela ficou um pouco culpada por causa disso.

Levantou-se e saiu da sala.

Até que isso se resolva, eu estou fazendo greve.

Então, caminhou de volta para o apartamento de Sam – sem ao menos esperar uma resposta vinda de seu namorado –, para se aconchegar com eles, bolando alguma coisa para fazer para aqueles dois.

Mas que pestes!

*

Depois daquele fatídico dia, Lynna preferiu ficar em seu apartamento, tendo sua “fila” seguindo normalmente, exceto que agora, nem Rogers, nem Barnes cuidavam dela, o que foi bom, porque ela sabia que não aguentaria olhar para eles sem quebrar.

Contudo, ela não podia se esconder em seu casulo para sempre.

Desde que ela havia atentado contra si mesma, Tony estipulou uma regra mor, que era a da noite do cinema: onde todas as sextas-feiras à noite, todo o time se reuniria na sala para assistir algum tipo de filme, sem falta, com exceção apenas se você estivesse fodido na enfermaria, o que não era o seu caso.

Antes de sair, Lynna realmente pensou em se jogar da escada para não ter que ver a felicidade dos pombinhos, mas Mary olhou seriamente para ela, que se encolheu e corou.

Ela respirou fundo antes de adentrar o espaço, suspirando quase que aliviadamente quando viu que eles pelo menos estavam separados um do outro, mas ainda sim era doloroso.

Sentou-se encolhida entre Marnie e Nat, procurando não olhar para os dois, que estavam entre Wanda, Pietro e Sam, no sofá maior, enquanto Hanna, Thor e Loki estavam jogados no chão, e Peter, Tony e Rhodes dividiam o terceiro sofá. Uma combinação meio estranha.

Como eu era antes de você começou a tocar na tela, e ela chorou sem nenhuma reserva no final, mascarando sua tristeza pela tristeza de Lou e Will, porque apenas sua amiga saberia a verdade sobre isso.

Eles jantaram logo depois, porque seus amigos não fazem sentido.

Quando o jantar terminou, quando ela já estava se recolhendo para ir dormir com Mary, Barnes interceptou-a no meio do corredor.

— Lya, eu... — ela fechou os com força.

— Marnie... você confia em mim? — sussurrou para a sua amiga, ignorando o moreno. A mais nova encarou-a com os olhos arregalados. — Eu juro que não vou fazer nada. Apenas... confie em mim.

A ruiva anã assentiu, então ela lhe estendeu o pulso direito para que ela tirasse a sua pulseira.

Ainda relutante, ela retirou.

Não, ela não queria fazer o que estava prestes a fazer. Lhe doía a alma, porque ela cresceu sendo protegida por aquele cara, ele era o seu irmão. Ele lhe disse que a amava, e agora, bem, agora...

— Você poderia ao menos ter me avisado, Barnes. — foi tudo o que ela disse, antes de dispará-lo para trás com a força de seus poderes. Correu pelas escadas, sentando-se num dos degraus, esperando que sua amiga voltasse para colocar o bracelete de volta em seu pulso. — É tudo culpa minha, não é? — perguntou-lhe tristemente. — Eu fui burra o suficiente para acreditar na Pétala, o maltratei, e o perdi. Eu reconheço isso Marnie, eu realmente faço. Mas tinha que ser ele? Tinha que ser o meu irmão? — aquela palavra saiu como ácido de sua boca. — Ele não teve consideração nenhuma comigo!

— Lya... sobre Barnes....

— Não, para! — ela pediu, afastando-se da amiga, tapando os ouvidos. — Eu não quero ouvir nada sobre ele, por favor. Eu não quero! Ele não existe mais para mim. Por favor.

Ela assentiu, limpando suas lágrimas.

— Tudo bem. — disse com a voz embargada. — Tudo bem.

Marnie permitiu que ela molhasse sua camisa até que ficasse sonolenta, foi quando elas subiram para o quarto, ela tomou seu remédio e dormiu.

*

Uma semana depois, lá está ela, na sala de estar, enrolada em um cobertor, usando seu vestido preferido que veio de Wakanda, sentindo-se bem melhor após ter dito algumas verdades na cara de certas pessoas, que estavam sentadas em uma certa poltrona que era DELA, mas agora ela já estava acostumada com Barnes roubando coisas que eram dela.

— Você tem certeza de que vai ficar bem? — Nat perguntou, terminando de calçar suas luvas, para depois amarrar seus cabelos, que já estavam passando dos ombros.

— Sim, Natalia, eu vou ficar bem. — murmurou monotonamente, olhando para a tela, mas acompanhando os movimentos dela pelo canto do olho. — Eu tenho Marnie comigo, então eu vou ficar bem.

A dita cuja jogou-se ao seu lado, ondulando o sofá.

— Viu, Romanoff. Você não é insubstituível. — ela rebateu a brincadeira que a Viúva havia feito há algumas luas atrás.

Nat revirou os olhos.

— Ok, então. — suspirou. — Rogers e Barnes irão ficar, mas apenas para o caso da Hydra invadir. Nós não sabemos se essa missão será uma armadilha ou não, entende? — ela assentiu. — Bem, e nós não teremos Tony no Complexo e Thor está em Nova Asgard, ok? — ela assentiu de novo. — Eu só... fique bem, ok? E não mate Barnes.

Finalmente, ela levantou a cabeça para o seu irmãozinho, então arqueou a sobrancelha para a Viúva.

— Não se preocupe, eu não tiraria o brinquedinho do nosso Cap. — disse-lhe amargamente, então voltou a ignorá-lo. — Eu não sou cruel o suficiente.

Ela perdeu Bucky revirando os olhos profundamente.

— Ok, então. — Nat voltou a falar. — Estamos indo.

— Boa missão. — ela disse para seus amigos.

Logo, a sala ficou vazia, então Marnie levantou-se para fazer algo na cozinha. Não que ela soubesse fazer algo além de coisas básicas, mas, ela não iria comentar isso. Ela não queria levar um cascudo.

Aconchegou-se ainda mais no sofá voltando a assistir alguma animação aí. Ela já não estava mais prestando atenção, apenas coabitando com a aura pesada de estar entre os dois amantes depois de ter chamado NA CARA de um deles de brinquedinho.

Merda, por que ela tinha que passar por coisas assim?

Por que com ela?

— Ok, já chega. — Barnes disse irritado, levantando-se da poltrona, assustando-a. imediatamente, a faca que Marnie usava parou de bater contra o balcão e Rogers soltou o livro que ele estava lendo. — JÁ. CHEGA! Você vai levantar agora. — ele disse para ela, que se assustou ainda mais.

— Buck. — o loiro o alertou.

— Levante-se! — o supersoldado moreno disse parando na frente dela.

— Barnes, sai da minha frente. Eu quero assistir. — ela disse monotonamente, tentando enxergar através do corpo dele, frustrando-se por ele ser enorme.

— Lyanna, eu não vou falar outra vez. — ele grunhiu. — LEVANTA!

Assustada pelo olhar em seus olhos, ela se levantou, esperando que Mary fizesse alguma coisa, mas ela imaginava que a anã havia travado por conta do grito dele.

Rapidamente, Barnes jogou-a por cima do ombro, assustando-a ainda mais.

— BUCK! — Rogers gritou, levantando-se, mas a porra louca da Marnie o empurrou para baixo com seus poderes, assustando-a ainda mais.

Merda e se a Hydra colocou alguma coisa na mente deles para que eles fizessem algo com ela?

O moreno colocou-a dentro de uma sala.

— O QUE MERDA VOCÊ ESTÁ FAZENDO, BARNES? — berrou com ele, que fez um gesto de espera e trancou a sala.

Dois minutos depois, ele apareceu em seu campo de visão, carregando Rogers como um saco de batatas, se esquivando dos murros que ele lhe dava.

— BUCK, ME COLOQUE NO CHÃO, AGORA! — o loiro berrou com ele, assim que a porta se abriu.

Rapidamente, Lynna tentou passar pela brecha, mas o corpo de Barnes lhe impediu de sair, e ele não cedeu a nenhum de seus beliscões e mordidas, colocando Rogers no chão.

— Vocês dois vão me ouvir. — ele disse enfezado. — Eu não sou Romanoff, ou DeLavega, ou Stark para ter paciência com os dois. Vocês vão ficar trancados nessa merda de sala até que se entendam. E eu quero que vocês saiam daqui pelo menos amigos de infância! Sem ironia, sem porra nenhuma! Vocês só saem daqui quando se entenderem. Eu CANSEI de me estressar com vocês!

Ela ficou perplexa.

— Corta essa, Barnes. Eu sei que vocês dois estão juntos e...

— PUTA QUE PARIU, MEU CARALHOO! — ele gritou, assustando-a. — EU NÃO SOU GAY! E MESMO QUE EU FOSSE, EU NÃO IRIA QUERER ROGERS, PORRA! NÃO PODENDO ESCOLHER QUALQUER UM. E PARA A SUA INFORMAÇÃO, EU ESTOU COM ALGUÉM. E ESSE ALGUÉM NÃO É O MEU MELHOR AMIGO, PORQUE ESSE IDIOTA GOSTA DE VOCÊ, E VOCÊ GOSTA DESSE IDIOTA!

Ela cruzou os braços.

— Você não pode me manter trancada aqui! — disse indignada.

Ele arqueou a sobrancelha.

— Ah é? — ironizou. — Adivinha quem é que está do lado de dentro agora?

Com toda a sua raiva, Lynna socou a cara de Barnes, fazendo-a virar-se violentamente, mas o filho da puta sorriu.

— Tenham uma boa conversa. — foi tudo o que ele disse antes de bater a porta.

— BARNES! — Lynna gritou, batendo na porta. — ME TIRA DAQUI!

Ele fez gestos dizendo que não podia ouvi-la. Ela só queria poder estar com seus poderes...

*

— Você está bem? — apesar de ainda estar com raiva dele, Marnie se preocupava com James, que tinha sangue escorrendo no canto de sua boca.

Ele riu baixinho.

— Bem, é nisso que dá quando se enfrenta uma ruiva furiosa. — balançou as sobrancelhas, fazendo-a revirar os olhos. — SEXTA-FEIRA, isole a sala de cinema, por favor.

— Sargento Barnes, sinto lhe informar, mas o isolamento acústico da sala de cinema foi removido pelo chefe, para ampliar o som da sala. — a IA respondeu.

— Puta que pariu! — Marnie gargalhou alto. — O trauma vai ser ainda maior.

James encarou-a divertidamente.

— Bem, se isso for acabar com metade dos nossos problemas, me parece um bom preço a se pagar. — deu de ombros.

Eles não poderiam estar tão errados, levando em conta o que Mary havia colocado no humor do loiro...

Notas finais
Então... quem mais quer bater no Bucky, mas também quer beijar ele? Até quarta!