The Captain and The Petal.
66 Sixty-fourth Chapter. - Scream Therapy.
Notas iniciais

Terapia de grito.
— Eu não vou falar com você. — Lynna disse, cruzando os braços.
— Tudo bem, eu também não vou falar com você. — ele rebateu, sentando-se num dos sofás.
Ela respirou fundo, então bateu na mesa com força.
— Eu só acho engraçado uma coisa. — revoltou-se. — Você dizia me amar, e tal, mas na primeira oportunidade, ajoelhou-se para Barnes!
— Pelo amor de Deus, mulher! Eu e Bucky não somos um casal! — ele gritou de volta.
— AH, NÃO? — ironizou. — Eu não sei, acho que não dá mais para acreditar em você! Será que você era mesmo virgem quando nós transamos pela primeira vez?! Como eu posso acreditar que vocês não estavam se encontrando em algum lugar escondido?
Ele olhou para ela como se ela tivesse dito uma atrocidade.
— O que você está querendo insinuar? — questionou-a, avançando alguns passos até ela.
— Bem, eu quero dizer. É difícil comprovar que um garoto é mesmo virgem. É diferente para os meninos, e você passou um bom tempo no gelo e... Barnes não é feio.
Ele revirou os olhos, enfiando a cara nas mãos.
— Pelo amor de Deus, Lyanna, você acredita mesmo no que está dizendo? — resmungou, mas não parecia desapontado ou triste, apenas irritado? — Você foi a minha primeira, em tudo! Na frente, atrás. Eu jamais tive outra pessoa senão você!
— Tem certeza? — arqueou a sobrancelha.
Ele bateu a palma na testa.
— Meu pai, você é muito lerda! — É O QUÊ?! Que audácia é essa?! — Me explica como eu, sendo eu, um cara que corava quando tinha cenas picantes em filmes, que não suportava ouvir palavrões de qualquer calibre, que não tinha coragem para dizer um “oi” para uma garota, como eu poderia ter tido outra pessoa?! Acorda! Quantas vezes eu vou ter que dizer que JAMAIS houve outra pessoa além de você?! — respirou fundo. — Antes de conhecê-la, eu tive a chance de conhecer outras pessoas, mas eu não quis. Porque eu estava esperando pela parceira perfeita. Então, um ser teimoso como uma cabrita apareceu na minha vida, e não houve mais ninguém, N I N G U É M desde então!
No final de seu discurso, o corpo dela estava contra a parede, com ele entre suas pernas.
Quando foi que isso aconteceu?!
Sua respiração engatou.
— Quando você vai entender isso? — ele voltou a falar, sua voz descendo uma oitava. Ela engoliu em seco, tentando controlar sua respiração. — Será que você precisa de uma prova? — merda, ela iria mesmo deixá-lo tomar o controle disso?
Irritada com a reação positiva de seu corpo, ela tentou chutá-lo entre as pernas, mas ele foi mais rápido, travando-a com suas coxas fortes, impedindo-a de se mover com precisão. Não sem inevitavelmente mover seu botão pulsante pela extensão do corpo dele.
— O que foi, princesse, perdeu os argumentos? O gato comeu a sua língua? — sua barba roçou em seu pescoço, fazendo-a estremecer, assim como a sua respiração. — Onde está toda a sua raiva?
Ela encarou-o com os olhos cerrados.
— Solte-me! — rosnou.
Ele abriu um sorriso lascivo.
— Você é livre para ir. — disse-lhe calmamente. — O problema, é que você não quer ir. — mas que pachorra! Ele riu, então começou a roçar seus pelos contra sua pele sensível, desnuda por causa da alça fina do vestido que ela estava usando. — Se você quisesse ir, era só ter deslizado a porta, que está aberta e você sabe disso. — filho da puta.
— E quem te disse que eu quero você? — rebateu, tentando recuperar o seu orgulho e dignidade, impedindo-se de arrastar seu clitóris necessitado contra os músculos das coxas dele. — Abaixa a bolinha, Steven.
Ele riu.
— Ok, então me prove. — murmurou, roçando seus lábios nos pontos sensíveis de seu pescoço, seguindo até sua orelha. — Prove que você não tem vontade. Diga para mim que tudo o que você falou enquanto estava bêbada era mentira. Diga que não me quer, então eu me afasto.
Puta merda!
Ela ficou calada por um tempo, antes de começar a bater inutilmente em seu peito, tentando fazê-lo parar, por mais que ela não quisesse que ele fizesse isso. Ela não queria se afastar.
— Seu completo idiota! — rosnou, cruzando os braços.
Ele riu, segurando seu quadril com uma de suas mãos, auxiliando-a a escorregar pelo músculo duro.
C A R A L H O!
Ela precisou de todo o seu autocontrole para não gemer alto.
Já fazia tanto tempo.
— Você não consegue, não é? — perguntou-lhe insolentemente, provocando sua pele, enquanto ela travava as pernas para não deslizar para cima e para baixo nele. — Acredite em mim, eu sei disso. — ah é? Virou o quê agora, a mãe Dinah? — Eu sei disso, porque eu posso senti-la. — seus olhos se arregalaram. — O soro aprimorou exatamente tudo dentro de mim, principalmente o olfato. — seu nariz afundou em seu pescoço, fazendo-a tremer em seus braços. — E você não consegue imaginar o que é sentir o seu cheiro e saber que você está assim por minha culpa.
Gente, quem deu droga para esse ser?
Marnie, sua biscate, eu te mato!
— Você enlouqueceu. — ela disparou, trêmula, se xingando por isso.
— Mesmo? — questionou-a, encarando-a com seus olhos azuis brilhando. — Ou talvez, eu só esteja cansado de ir e vir e não ter chegado a lugar nenhum. Estou cansado fazê-la me escutar, então, agora eu vou lhe mostrar. — deu de ombros. — Vamos lá, princesse, por quanto tempo você ainda pretende resistir? Acha que eu não posso sentir o seu cheiro sensual enquanto você se derrete por mim? — seu queixo caiu. — Por quanto tempo você acha que pode levar isso? Porque eu posso fazer isso o dia inteiro.
Ela arregalou os olhos, para depois revirá-los, gemendo alto ao sentir os músculos endurecidos da sua coxa esquerda atingi-la apenas do jeito certo em seu botão nervoso.
— Eu te odeio! — ela disse, descaradamente deslizando de baixo para cima em sua coxa.
Ele riu, colando suas testas.
— Não, você não. — rebateu, agora segurando seus quadris com as duas mãos. — Vamos lá, princesse, pare de frescura monte este pônei.
Puta. Merda.
Sem mais delongas, ela literalmente mandou o orgulho para a casa do caralho, e segurando em seus ombros, ela começou a arrastar-se por seu comprimento, revirando os olhos ao sentir o prazer que ela havia se negado há tanto tempo, contando com o suporte do loiro emaranhado a ela.
— Ah merda. — ela gemeu, revirando os olhos.
— É isso aí, garota. — ele elogiou-a. — Sacie sua vontade. Me use.
E foi isso mesmo o que ela fez.
Seus lábios se chocaram, lançando faíscas por todo o seu corpo.
Cara, ela sentia falta daquilo. Sentia falta de emaranhar seus dedos pelos cabelos do loiro, que agora estavam grandes e possuía mais espaço para pegar. Ela gostava de ouvir os seus grunhidos quando ela os puxava com força, ou arranhava seu couro cabeludo.
Agora, some isso, ao fato de que esses idiotas passaram praticamente mais de seis meses sem se tocar propriamente.
Seu primeiro orgasmo rasgou-a intensamente, fazendo-a gritar, jogando a cabeça para trás num lamento obseno.
Apesar dos tremores, seus quadris não pararam de se mexer.
— Espera. — ela murmurou, mas seu próprio corpo não lhe respondia. — Acho que não posso aguentar outro seguido...
O loiro sugou uma marca em seu colo, próximo ao decote do vestido, então olhou para ela com seus olhos de safira faiscando provocativamente.
— Não se negue isso. — ele murmurou de volta. — Não negue o seu corpo o que ele precisa.
Merda.
É, cala a boca! Logo agora que eu estou sendo usada! Você não me pare, porque eu vou te infernizar o resto da vida!
A esta altura, ela já tinha ligado o foda-se. Ela queria, seu corpo queria, Ophelia— que obviamente fazia parte de seu corpo, mas isso é uma metáfora, se bem que ela parecia ter vida própria... – também queria, o que mais ela podia fazer senão ceder?
O segundo orgasmo foi menos intenso que o primeiro, mas isso não significava que ele não tinha lhe desgastado. Parecia que ela tinha sido atropelada por um trem.
O loiro finalmente puxou seu corpo para longe da parede, permitindo que os pés descalços dela tocassem o chão, fazendo-a ver a mancha vergonhosa que ela havia deixado em sua calça de moletom. Essa coisa jamais sairia dali.
— Então, acredita em mim agora? — perguntou-lhe insolentemente, roçando seu polegar por sua pele, fazendo-a se arrepiar.
Celibato é uma coisa foda, né? Qualquer toque já fazia tudo pegar fogo.
— Não sei... — ela respondeu-lhe petulantemente. — Talvez eu precise de mais provas.
Com um sorriso no rosto, o Homem Estrelado com um plano pegou-a em seus braços como se ela fosse uma pluma, então ele se ajoelhou no chão, depositando-a delicadamente no centro da sala.
Ela levantou a sobrancelha direita.
— O que foi? — ele murmurou, salpicando sua pele com beijos molhados. — Tony nos mataria se quebrássemos um de seus sofás favoritos.
Nisso ela teve que concordar.
— Desde quando você se tornou tão presunçoso? — provocou-o, colocando uma mecha de seu cabelo para trás. — A convivência com seu “amiguinho” te fez assim?
Ele riu.
— Não. O desespero me fez assim. — brincou. — Alguém tinha que me enlouquecer completamente por coisas bobas!
Ela enfiou sua cabeça no vão de seu pescoço, rindo baixinho.
— Eu não tive culpa. — resmungou. — Ok, eu também tive culpa.
— Eu sei disso. — ele disse carinhosamente. — Conversaremos sobre isso depois.
— E quanto a minha prova? — os olhos dele se incendiaram. Ela içou suas pernas para puxá-lo para baixo, fazendo com que seus núcleos se chocassem. — Não desconverse.
Um grunhido escapuliu de seu corpo, então ele segurou suas coxas com firmeza, friccionando seus corpos, fazendo-a sentir seu comprimento duro. Tudo para ela.
E aquilo a fez gemer, remexendo-se contra ele.
Suas mãos rolaram pelos seus quadris, ela soltou um suspiro, lembrando-se momentaneamente de que Marnie e Barnes poderiam estar lá fora escutando, e ela não confiava na porcaria do isolamento acústico. Tentou conter um gemido escandaloso mordendo o ombro do loiro.
— Shii. — ele disse profundamente em seu ouvido, rolando o dedo calejado por cima de seu feixe de nervos, através de sua tanga de algodão. — Você não quer que os outros lhe ouçam, quer?
Ela negou com a cabeça, mordendo o lábio inferior, rolando os quadris contra a pressão de seu dedo.
A piada já viria pronta se seus amigos estivessem escutando, porque DeLavega por si só era uma sirene alta. Agora imagine se isso eventualmente chegasse aos ouvidos de um certo bilionário excêntrico? Ela sofreria bullying para sempre!
Seus olhos se arregalaram quando seu belo vestido verde-água wakandano fora rasgado em dois pedaços simétricos. Seu corpo sentiu todos os efeitos disso, por mais que tivesse sido o seu vestido preferido a ir para o saco.
Então, o entendimento percorreu sua mente e a fez corar com força.
Ela viu este momento.
Quatro anos atrás, quando ela sequer imaginava que seus amigos estavam planejando juntá-los armando um encontro surpresa.
Riu baixinho.
— O que foi? — Steve perguntou, arqueando a sobrancelha.
— Você rasgou o meu vestido preferido, seu Neandertal! — bateu em seu ombro de brincadeira. — Eu estava rindo porque eu vi este momento. Vi até mesmo as cores das roupas que estaríamos usando. — arrastou seus dedos pela pele exposta de seu pescoço, fazendo-o rir também. — Não ria, você me deve um! E eu quero um exatamente igual. Ele foi um dos presentes da princesa de Wakanda, o que significa que você terá que rebolar bastante esse seu traseiro redondo para conseguir um.
Ele riu e piscou.
— Às ordens, madame. — merda. Se ele soubesse o quanto essa palavra mexia com o seu corpo... — Eu farei tudo o que a senhora quiser. — disse-lhe sensualmente, roçando o dedo em seu botão. — Espero que meus atos estejam à altura de sua visão.
— Isso é injusto, sabia. — ela resmungou com o peito subindo e descendo, roçando os mamilos expostos contra o peito duro do mais alto. — Você ainda está vestido!
Ele riu. Aquele riso que deixava as suas pernas bambas.
— Então venha tirar, já que lhe incomoda tanto.
Rapidamente, Lynna colocou-se de joelhos, arrastando os dedos pelo corpo do loiro, expondo lentamente sua pele macia para seus olhos famintos, depois puxando para fora o seu suéter preto, aquele que lhe fazia babar.
Involuntariamente, uma chuva de beijos foi depositada em seu torso, acompanhada de algumas carícias leves em seus pelos do peito. Ela tentou não pensar que seu eu bêbado escreveu seu nome com letras garrafais ali, focando em tirar do mais alto aqueles sons que ela tanto amava ouvir.
Um sorriso brotou em seus lábios quando ela mordeu seu mamilo sensível, finalmente atingindo o seu ponto de ruptura, fazendo-o revirar os olhos e morder seus lábios cheios, deixando-os ainda mais vermelhos.
— Shii. — revidou, sensualmente mordiscando sua orelha. — Você não quer que todos lhe ouçam, quer krasivyy?
Soltando um rosnado baixo, o loiro colocou-a de volta no tapete, rasgando sua tanga preta logo em seguida. COM OS DENTES!
Puta que pariu, como esse ser humano consegue derretê-la numa poça em três segundos?
— Garota má. Depois não diga que eu não avisei! — ele disse ameaçadoramente.
Com um sorriso malicioso derretedor de Ophelias alheias, o loiro lambeu uma faixa grossa em sua intimidade, fazendo-a rolar os olhos, esperneando de prazer. Suas pernas foram jogadas em cada um de seus ombros largos, fazendo-a soltar um grito estrangulado quando sua barba grande arranhou o interior das suas coxas do jeito que ela devaneara.
Demorou alguns segundos para que sua boca a devorasse de maneira depravada.
— Steve! — ela gemeu revirando os olhos, esperneando um pouco.
Ele riu baixinho.
— Deixe ir, princesse, gema para mim. Diga meu nome. — murmurou contra seu calor.
Ela fez o que foi mandado, não poupando esforços para relaxar o seu corpo e receber o prazer que ele queria lhe dar. Sua mente se enevoou e tudo o que ela podia sentir era o aqui, e o agora, nada mais importava, só eles dois emaranhados naquele calor fumegante.
O suor descia em cascata pelo seu corpo, e eles mal haviam começado.
Os cabelos dela estavam espalhados pelo tapete, formando uma maçaroca avermelhada, mas pelo olhar que ela havia ganhado do seu— seu, seu, SEU – loiro, ela parecia uma deusa, e puta merda, ela acreditava nele.
Pontos coloridos explodiram por debaixo de suas pálpebras quando seu terceiro orgasmo veio à tona, fazendo com que seus dedinhos do pé se enrolassem.
Aquele poderia ter sido o ponto alto da noite, se o loiro não tivesse continuado, comendo-a como se ela fosse sua última refeição.
Ela tentou argumentar para fazê-lo parar, porque seu clitóris já estava superestimulado, mas não conseguiu encontrar palavras para se expressar, quando veio pela quarta vez.
— Eu... — disse respirando pesadamente, apoiando suas mãos no chão para tentar se controlar. — Hm... — riu. — Merda! Eu não consigo formular uma frase!
Ele riu também, contornando seu nariz em seu pescoço.
— Você não precisa falar nada, nós temos tempo. — sussurrou, erguendo-se para retirar a calça de moletom, exibindo seu comprimento endurecido e escorrendo com a sua excitação natural. — Tempo é o que mais temos a partir agora. — mergulhou seu rosto no dela, beijando-a. — O que você quer, princesse?
Com um impulso rápido, suas posições foram invertidas. Agora ela encarava-o com os olhos brilhando em malicia, enquanto prendia suas mãos na altura da cabeça, moendo seu núcleo sensível contra o comprimento dele, fazendo-o arfar.
— Porra. — ele xingou, revirando os olhos.
— Olha a língua. — ela arqueou a sobrancelha, piscando para o seu semblante indignado.
Antes que o loiro rebatesse, seus quadris fizeram um movimento bem enquadrado, como aquele que Marnie havia incessantemente lhe ensinado. Ela havia lhe dito que o passo de dança se chamava “quadradinho”, algo que consistia basicamente na contração e descontração dos quadris, contando também com o movimento de empinar a bunda.
Agora, imagine isso no topo de um soldado loiro quase explodindo?
Cordas quentes pintaram seu belo abdômen, assim como sua pele envolta no corpo dele, formando a visão mais linda que ela teria em toda a sua existência: o garoto considerado por todos o ser mais puro, todo sujo com seu esperma, destroçado pelo orgasmo e gritando obscenidades aos sete ventos.
Não havia paraíso mais bonito que esse, havia?
— Um menino tão bom... — ela sussurrou, arrastando o indicador direito pelo peito dele, capturando um pouco de sua liberação e levando-o até sua boca. — Acho que vou ter que prová-lo da fonte.
Ele ia protestar, mas num segundo ela sentada em cima dele, e no outro, ela já o tinha ao redor de seus lábios. Sem saliva extra a ser necessária. Ele estava completamente escorregadio dentro se si.
— Caralho! — ele rugiu, reagindo às suas investidas.
Usando todas as suas técnicas conhecidas, ela manipulou-o para encontrar o ápice mais uma vez, fazendo-o enrolar seus dedos no tapete felpudo, que há esta hora, da deveria estar para lá de molhado por conta da ação deles.
— Merda, princesse, eu tinha esquecido o quanto sua boca é boa. — elogiou, colocando uma mecha de seu cabelo para trás de sua orelha.
— Que bom que gostou. — ela murmurou em seu ouvido, descendo a língua de volta ao seu mamilo. — Mas acho que já chega de preliminares. — subiu sua boca para seus pontos sensíveis no pescoço. — Vamos colocar esse período refratário de supersoldado para jogo.
Ambos gritaram quando FINALMENTE se uniram.
O sentimento de plenitude se apoderou de seus corpos, e tudo o que eles podiam pensar era em como fazia tempo que eles não tinham ficado assim, sentindo um ao outro e ignorando o mundo lá fora.
Não existiam ameaças quando os dois estavam apenas sentindo a textura da pele um do outro.
Ela levantou suavemente seus quadris, apenas testando as águas.
Seus olhos reviraram ao sentir todos os seus nervos serem acariciados de uma vez. O bracelete em seu pulso chiou um pouco quando seus dedos forçaram algo a sair deles, coisa que geralmente acontecia quando eles estavam... bem...
Os dedos de Steve levantaram-se para retirá-lo, porque ele havia ouvido o zumbido da peça.
— Não. — Lynna segurou sua mão no ar, fazendo-o arregalar levemente os olhos. — Deixe-a.
— Vai machucá-la. — ele insistiu.
Ela sorriu, tocando seu rosto.
— Eu não quero que nada nos impeça. — disse suavemente, movimentando-se em seu colo. — De verdade, eu tenho isso.
As palavras voaram para longe de suas mentes quando seus movimentos se tornaram mais empenhados, o ritmo ainda era lento, de sondagem, mas a sensação era incrível.
O loiro disse algo que ela não conseguiu registrar em francês, e isso a fez morder o lábio com força, alavancando ainda mais seus quadris, criando um ritmo frenético, aquele que fazia suas carnes baterem alto contra as dele, praticamente arrancando gritos de ambos.
— Merda, como eu pude conviver sem isso? — questionou-se, em sua língua materna.
Seu corpo mergulhou no de seu amante, capturando seus lábios para si. Isso ajudou-o a inverter suas posições, ajudando nos impulsos mais intensos, fazendo-a soltar um grito estridente quando suas paredes se cerraram ao redor de seu comprimento quente, mas ela não parou de acompanhar o seu ritmo, ajudando-o a também chegar ao ápice.
O corpo dele caiu em cima do seu, colapsando, mas sem esmagá-la com seu peso.
— Merda! — ele sussurrou em seu ouvido, sentindo seu pênis contrair dentro dela. — Você me destruiu, princesse.
Ela riu baixinho, arrastando suas mãos pelas costas dele, que estavam molhadas de suor. Suas unhas acariciaram a carne embaixo das pontas de seus dedos, então ela desceu mais, segurando fortemente seu traseiro, que conseguia ser firme e tão macio...
— Eu já disse que amo sua bunda? — murmurou, acariciando seus globos da perdição, fazendo-o soltar uma risada fanha, aquela que ela amava tanto. — Pela sua cara, eu acho que sim.
— Erm... — riu. — Umas mil vezes, especialmente mais ou menos há uma semana atrás. — balançou as sobrancelhas. — Você também disse que adorava mordê-la, se eu não me engano.
Seu rosto se contraiu em um gemido de vergonha.
— E ninguém me fez calar a boca? — fez bico.
— Bem, Bucky tentou, mas... — ela afundou a cabeça em seu pescoço. — Eu não posso culpá-la que eu sou irresistível e você queria que todos soubessem.
Ela bateu em sua bunda, fazendo-o rir alto.
— O que deu em você, hein?! — perguntou-lhe divertidamente, segurando-o em sua cintura ridiculamente fina.
— Acho que Mary colocou alguma coisa em mim quando ela estava me segurando. — deu de ombros.
Um dedo seu serpenteou por sua coluna, fazendo-o se arrepiar.
— Seja o que for, eu gosto disso. — afundou suas unhas na carne dele, fazendo-o arfar. — Eu gosto da sua ousadia.
Ele arqueou a sobrancelha, então impulsionou-se para frente, empurrando-se dentro de si, fazendo-a engasgar.
— Então é melhor eu honrar isso. — o loiro disse, colocando um braço de cada lado de sua cabeça, concentrando-se em impor um ritmo constante em suas estocadas, focando em seu ponto G.
— Ah! Merda. — ela resmungou, cravando as unhas em sua pele, provavelmente tirando sangue de suas costas, o que auxiliou ainda mais a acender o seu fogo. A sala começou a girar. — Eu acho que não consigo mais, eu acho que não tenho mais forças para vir.
Ele tocou seu rosto com a mão direita, roçando o polegar em sua maçã.
— Você consegue, princesa. — sussurrou sensualmente. O balanço de seus quadris também não ajudou a controlar os tremores que rolavam pelo seu corpo. — Dê isso para mim, ma déesse.
Seu torso ergueu-se do chão ao sentir os choques da resolução de seu prazer rolando por seu corpo. Um grunhido gutural escapuliu de seus lábios, então ela sentiu-se cair como uma massa desossada no tapete.
Contudo, a sensação de plenitude não passou logo, como era de costume. Ela sentiu-se esguichando a cada movimento dos quadris de Steve, que arregalou os olhos.
— Mas... mas...
Ela riu, jogando a cabeça para trás, enquanto seu corpo deixava tudo ir embora.
— Acho que você tem muito a aprender sobre ejaculação feminina, querido. — murmurou carinhosamente quando os seus quadris pararam de se mexer.
Ele encostou suas testas, encarando-a intensamente.
— Eu acredito que tenho tempo para isso. — piscou, fazendo-a estremecer com outro esguicho.
— Você vai ter que esperar um tempo, porque se tentar qualquer gracinha comigo agora, eu juro que arranco isso que você tem entre as pernas com as minhas unhas. — disse-lhe ofegantemente, fazendo-o gargalhar.
— Como quiser, senhora. — disse-lhe galantemente, virando para que eles ficassem em uma posição confortável. — Porque nós ainda não terminamos.
Oh Senhor...
*
Quando aquela criatura ousada lhe disse “nós ainda não terminamos” ele quis dizer que eles não tinham terminado mesmo.
Sua garganta estava seca, seu corpo parecia ter sido drenado, e tudo o que ela poderia pensar era em tê-lo entre suas pernas, incansavelmente, como se os dois estivessem numa batalha, onde ambos sairiam vencedores, e ainda assim insaciáveis.
Eu posso fazer isso o dia todo, ele disse, e não estava errado.
— Acho que nós extrapolamos. — o loiro murmurou, acariciando a pele de seu braço esquerdo com a ponta de seus dedos. Eles estavam meio sentados, apoiados num dos sofás, longe da poça de líquidos que ambos haviam criado. Nenhum culpado na jogada. — Só de imaginar a quantidade tempo que levaremos para limpar tudo isso... por que eles não nos jogaram num lugar onde Tony não pudesse nos infernizar pela bagunça? — gemeu.
Ela riu.
— Acho que este seria o único lugar de onde eu não fugiria, se eu tivesse notado que a porta estava aberta desde o começo. — murmurou de volta. — Steve... — seus olhos se prenderam. — Eu sinto tanto. — fungou, tocando suas bochechas suaves. — Todo esse tempo, você era inocente e eu o machuquei. Quer tenha sido com as minhas palavras, ou com as minhas ações. Eu te fiz muito mal, e eu não te mereço.
Ele beijou sua palma, aproximando ainda mais os seus corpos, se é que aquilo era possível.
— Não foi você, foi a Pétala. — disse-lhe seriamente. — Ela lhe manipulou, nublou sua mente da verdade. E ela continuará fazendo isso para lhe desestabilizar, porque é assim que esse parasita funciona, ou pelo menos foi isso que Loki nos contou. Ela sempre tentará vencer o hospedeiro, mas você é mais forte. Você não pode permitir que ela faça isso.
A ruiva se encolheu sutilmente.
— Eu não sabia que ela era esse tipo de coisa...
— Uma alienígena? — ele colocou uma mecha de seu cabelo para trás.
— Sim. — ela murmurou. Ele acomodou-se melhor, trazendo-a consigo para que seus rostos tivessem nivelados. — Eu tinha alguma noção, mas não sabia que a Hydra tinha colocado algo tão nojento como ela dentro de mim. — seu semblante ficou triste, o que fez o loiro acalentá-la com seu corpo quente. — Essa coisa me fez ferir as pessoas que eu amo. Mas eu também não posso culpá-la por completo. Eu senti prazer em lhe fazer ciúmes! Eu te disse aquelas coisas! Ela fez de mim um monstro cruel! Talvez eu devesse te deixar ir. Talvez nós dois não fomos feitos para ficarmos juntos. Eu não suportaria te ver afundar comigo...
Steve levantou-se, olhando seriamente para ela.
— Pare. — segurou seu rosto com ambas as mãos. — Por favor, não diga isso! Você não é um monstro! Você é a coisa mais doce que eu conheço! — ela abriu a boca para protestar, mas ele a interrompeu. — O modo como você se preocupa com os nossos amigos mostra isso, o modo como você cuida da bebê Lya, ou da cabritinha, ou de Mike, ou como você se comporta como uma criança doce quando quer algo de nós. Está é quem você realmente é. Uma moça que se preocupa com os outros, que se atiraria na frente de uma bala para salvar a vida qualquer um que ama, por mais que isso não seja encorajado. Uma senhorita que apesar de ter passado pelo inferno e voltado, jamais perdeu a sua inocência, a sua vontade de acreditar na pureza das pessoas, é por isso que você as salva. Você não é um monstro, Anna, você nunca foi. As pessoas que te tiraram de sua avó é quem são. — ele passou o polegar pelas suas lágrimas, limpando-as. — Nunca diga isso de si mesma, nunca. Você é ser mais especial que eu conheço.
— Você acha tudo isso de mim? — murmurou, emocionada.
Ele riu baixinho, colocando uma mecha de seu cabelo para trás.
— Como não? Como eu não poderia achar tudo isso de você, meu anjo? — perguntou-lhe, como se fosse o óbvio. — Ela não lhe permite enxergar isso, mas eu vejo. Todos veem. Não permita que ela te afunde.
— Mas... — engoliu em seco. — E tudo o que eu te disse? E tudo o que eu fiz? — suspirou. — Eu neguei a Han para ir ao cinema com Storm, mesmo que ela já tivesse me convidado antes, porque eu sabia que isso ia te ferir, e acabei machucando ela também. Eu não o tirei de cima de mim aos tapas quando ele beijou minha bochecha naquela noite, no corredor, quando você nos viu. Eu ouvi você chorando e ignorei isso. Então você está dizendo que eu não sou um monstro? Eu não te mereço, Steve. Você deveria me deixar aqui sozinha.
Ele bufou.
— Eu não vou te deixar. — disse-lhe firmemente.
— Você devia mesmo se casar com Buck. — ela murmurou de volta.
Ele revirou os olhos.
— Eu não estava ajoelhado naquele corredor pedindo Bucky em casamento. — ela tentou rebater, mas ele colocou o dedo indicador em seus lábios, calando-a. — Aquilo era uma pergunta. Exatamente essa: Porque eu não posso simplesmente me ajoelhar aqui e dizê-la “casa comigo”, Bucky? — seus olhos se arregalaram e seu coração disparou. — O final da pergunta era exatamente esse: então eu poderia simplesmente esperar a sua reação, porque ele queria que eu fosse todo espalhafatoso e eu sabia que isso iria assustá-la, e você fugiria de mim. Eu estava ajoelhado ali, esperando você, porque era algo que eu já deveria ter feito antes, antes que tudo virasse uma completa bola de neve!
Ela soluçou.
— Você quer se casar comigo? — sussurrou, incrédula.
Ele sorriu-lhe apaixonadamente.
— Não há outra coisa no mundo que eu queira mais que isso. — disse-lhe carinhosamente. — Viver ao seu lado até o resto dos meus dias.
Ela se encolheu um pouco.
— Até mesmo se ninguém conseguir tirar o parasita de mim? — murmurou ferida. — Até mesmo se eu enlouquecer e tentar te matar? Mesmo assim você quer se casar comigo?
— Mesmo assim. — ele disse firmemente.
— Eu juro que você não existe. — ela rebateu, cruzando os braços.
O loiro sorriu.
— Você aceita? — perguntou-lhe, sentando-se à sua frente.
Seu coração disparou fortemente contra suas costelas, ela não podia acreditar nas palavras dele. Apesar de tudo, ele ainda tinha vontade de viver uma vida com ela, de construir um futuro ao seu lado.
O que ela fez para merecer tudo isso?
— Você tem que me pedir isso da maneira correta. — respondeu sem fôlego, piscando para tentar conter as lágrimas.
Rapidamente, ela foi colocada de pé, no nível de seu peito. O loiro ajoelhou-se, segurando suas mãos.
— Lyanna Angianova, filha de Scar, princesa de Skylar, Asgard e desse pedacinho confuso que é o meu coração, você aceita esse cara um pouco teimoso, que não sabe como fugir de brigas, mas que te ama muito como seu esposo? — perguntou-lhe. Havia tanto sentimento em sua voz, que ela se sentiu sufocada.
Alguns poucos segundos se passaram, antes que ela se jogasse em seus braços, abraçando-o com força, corando contra sua pele desnuda, apertando-o como se ele fosse sumir a qualquer momento.
— Sim. — murmurou com a voz embargada. — Eu aceito.
Ela sentiu-se um pouco mais alta quando ele se levantou, girando-a pela sala.
Eles riram quando seu corpo foi colocado no chão.
— Porque nossas maiores decisões foram tomadas enquanto estávamos nus? — o loiro murmurou roçando seu nariz no dela.
Ela riu baixinho.
— Pergunta difícil essa... — brincou.
— Eu deveria ter te perguntado antes... — ele lamentou. — Tanta coisa teria sido poupada...
— Ou talvez apenas teria sido pior. — ela refletiu. — Eu teria me afastado de qualquer maneira, após a missão em Lagos. Eu ainda teria escolhido ficar do lado de Nat e Tony, tudo iria acontecer e só iria piorar se nós tivéssemos ainda mais próximos. Às vezes as coisas realmente tem que acontecer em seu tempo.
Ele concordou, beijando sua testa.
— Você tem razão. — disse-lhe. — E me pegou um pouco desprevenido. Eu não imaginava que a mente do mal dos nossos amigos nos traria até aqui. Eu não trouxe o anel comigo, como costumava fazer todos os dias...
Ela arregalou os olhos.
— Era o anel que você carregava?! — sussurrou/gritou. — Todas as vezes que estávamos juntos e você escorregava a mão para o bolso?
Ele ficou um pouquinho encabulado, mas não corou.
Também, depois da performance desta noite...
— Todo esse tempo, eu só estava esperando a oportunidade perfeita. Então agora, estando diante da oportunidade da minha vida, eu não o trouxe comigo. — encolheu os ombros. Ele era a coisa mais linda.
— Você ainda pode me levar para o quarto e colocá-lo no meu dedo. — disse-lhe displicentemente, sacudindo a mão esquerda na frente do seu rosto. — Eu prometo que serei paciente com isso... — murmurou alisando os pelos de seu peito.
Ele riu.
— Eu te amo. — declarou firmemente, fazendo suas pernas tremerem.
— Eu também te amo, krasivyy. — sussurrou, apertando seus braços para se manter firme. — Eu não sei o que eu fiz para te merecer, não sei o que você viu em mim, mas...
Ele franziu as sobrancelhas, encarando-a com um brilho determinado no olhar.
— Você realmente não consegue ver a pessoa maravilhosa que é, não é mesmo? — ela não respondeu, perdida em suas safiras, com um bonito toque de verde nelas. — Tudo bem, porque eu não me cansarei de mostrá-la isso.
— Me perdoe. — ela sussurrou. — Por ter tentado quebrá-lo.
— Não há nada que perdoar. — rebateu, mas ela o beliscou, fazendo ranger os dentes.
— Sim, há. E eu prometo que não vou permitir que ela interfira em nós dois. Eu prometo que lutarei contra ela. E que farei de tudo para merecer o seu amor. — retrucou.
— Você não precisa de nada disso, princesse. — ele tocou seu rosto com ternura. — Independente do que aconteça, você terá o meu amor para sempre.
Então ele a beijou, levantando-a para que ela ficasse na mesma altura que ele, fazendo-a apoiar-se em seus ombros para manter algum tipo de equilíbrio próprio, antes de enrolar suas pernas ao redor de sua cintura, fazendo-o gemer baixinho ao sentir o seu calor úmido contra seus músculos abdominais.
Eles estavam prestes a descerem para mais uma rodada, quando alguém bateu na porta.
— Galera, eu sei que vocês passaram uns seis meses sem nenhum contato de cópula, e tals... mas vocês não podem passar o resto da vida “batendo carne” como dois coelhos no cio! Algum dia vocês terão que sair, tomar água, ver gente, sair da porra da sala de cinema antes que Tony chegue e dê um piti porque vocês dois foderam e quebraram o lugar preferido dele... — Mary interrompeu-os com sua voz abafada. — E outra, se alguém se aproximar desse negocio que está sem isolamento acústico, é bem capaz de acharem que vocês estão se matando, e chamarão todos os órgãos possíveis para intervir isso. Então... mostrem as carinhas lindas de vocês, antes que eu arrombe essa porta e os tire de suas posições constrangedoras. Pelo amor de Deus, já fazem umas quatro horas que os dois estão trancados aí!
— Misericórdia. — Lynna sussurrou, enfiando a cabeça no ombro do loiro. — Onde nós fomos encontrar amigos assim?
O loiro deu de ombros, permitindo que ela descesse de seus braços.
Cambaleando, ela arrastou lentamente a porta da sala, colocando a cabeça para que pudesse ver a cara feia de DeLavega, que tinha um sorriso amplo para ela.
— Olha só... ela já é mocinha, mãe! — brincou, apertando as suas bochechas, fazendo-a tombar para trás. — O negócio foi bom, né? — arqueou a sobrancelha, e ela quis sumir naquele exato momento. Na verdade, ela podia... nope, a porra dos seus poderes foram bloqueados! — Eu trouxe essas peças de roupa, porque Barney jurou ter ouvido coisas se rasgando aí dentro, então... se vistam e sumam daí. Nós iremos limpar a sala. Cortesia de amigo, mas não abusa.
A ruiva mais velha ficou muda.
— Eu... eu...
— Você... você... vai se vestir e sumir daí logo, anda! — Marnie empurrou suas roupas em seus braços e a empurrou de volta para dentro.
Dando de ombros para a figura de um Steven perplexo, ela jogou suas roupas para que ele as pegasse. Eles se vestiram e cataram os pedaços de roupa que foram rasgados com a intensidade da necessidade deles.
Quando saíram, deram de cara com Barnes e DeLavega sorrindo como pedaços de merda para os dois, que inevitavelmente tiveram a decência de ficarem encabulados com a provocação dos amigos.
— Eu deveria bater na sua cara punk, porque você e a sua língua podre desvirtuaram a minha irmãzinha. — o moreno teve a AUDÁCIA de dizer isso com um sorriso de merda na cara. — Mas como eu sei que ela é farinha do mesmo saco...
Ela estreitou os olhos, amarrando a cara para o supersoldado mais velho.
— Quem diria, meus senhores... os quietos são os piores. Eu tenho até medo de ouvir Bruce e Natasha, porque na ordem hierárquica, ele é o mais quieto de todos. — Marnie observou, tagarelando. — O time provavelmente chegará amanhã. Vocês ainda têm tempo de balançar a cama, que é um lugar mais confortável que o tapete da sala de cinema. — eu vou bater nela! — E Cap... eu estou tomando três semanas de suspensão do meu treino matinal de sparing. — DeLavega piscou “adoravelmente”.
— Isso é suborno, agente! — Steve disse indignado.
Ela arqueou a sobrancelha.
— Eu te ajudei a evitar calos na mão direita, e é assim que você me retribui?! — ela disparou, fingindo inocência. — Eu deveria espalhar para todo mundo as coisas que eu ouvi sobre o Senhor Steven “Olha A Língua” Rogers?
— Você vai contar de todo jeito, então duas. — ele disse apontando para ela. — Sem discussão.
— Nossa, você é tão chato. — ela fechou a cara. — Tudo bem, eu topo. Barnes, há algo que você queira barganhar?
O moreno refletiu, então sorriu amplamente.
— Eu quero o seu estoque de marshmallows. — disse para ela, que encarou-o indignada.
— COMO ASSIM?! Ninguém mexe nos meus bebês, eu não vou te dar porcaria nenhuma! — disse cruzando os braços.
Ele sorriu amplamente.
— Oh, Capitão, meu Capitão, me destroce... — o filho de uma mãe, infeliz das costas ocas disse em russo, fazendo-a corar da raiz aos dedos do pé. Tanto de raiva, quanto de vergonha. Ela não saberia dizer qual das duas foi a que venceu.
— Subornador desgraçado! — rosnou. — Tudo bem, eu aceito essa merda. — então, suavizou sua expressão. — Mas, por favor, não contem nada agora. Nós só queríamos curtir isso sem termos todo mundo em cima de nós, sabe? Termos um tempo apenas para nós dois...
Estranhamente, ela viu um olhar de “eu me identifico com você” vindo de Mary, que assentiu.
— Tudo bem, mas nossas reivindicações ainda estão de pé. — ela sorriu-lhes. — Agora vão, ou não haverá tempo para fazer o seu frango assado. Se bem que ele já está bem assado, né?
Ela enviou o dedo do meio para amiga, que riu, mas não voltou a importuná-la.
Eles esperaram o elevador, e quando chegaram ao apartamento que outrora dividiam, seu corpo foi içado para os braços do loiro antes que ela pudesse passar pela porta de entrada, sendo colocada em seu colo no estilo noiva.
— Precisava de tudo isso? — ela arqueou a sobrancelha. — Nós ainda não somos casados.
Ele abriu um sorriso amplo.
— Eu não quero arriscar a brincar com a sorte. — murmurou contra seus lábios. — Ma princesse.
Ela se derreteu em seus braços, sorrindo amplamente.
— Moy krasivyy. — sussurrou tocando seu rosto suavemente. — Ninguém vai nos impedir de nada. Não mais. Eu vou te agarrar para sempre, você não vai conseguir se livrar de mim.
— Deus te ouça. — ele brincou, colocando-a em seus pés. — Agora... — ele circulou pelo apartamento, até encontrar a caixinha de veludo violeta, trazendo-a até ela, que prendeu a respiração. — Você me permite...? — ela estendeu a mão esquerda para ele, que segurou-a gentilmente e deslizou em seu dedo anelar a joia acobreada, com um diamante oval no centro, posicionado ao redor de uma formação de folhas, cercado por pequenos diamantes, dando-lhe um ar gracioso. — É simples, mas possui um significado enorme. — ele disse com a voz vacilante. — Pertenceu à minha mãe, e pertenceu à família do meu pai antes disso. Mamãe tinha mais convicção que eu, de que um rapaz doente e muito magro pudesse encontrar uma noiva, então me deixou ele de herança. Para que eu pudesse dá-lo à única.
Sua respiração vacilou.
— É lindo, Steve! — murmurou maravilhada, sentindo-se honrada por estar usando uma joia de família. Talvez ela nunca tivesse tido isso. Nem mesmo quando morava com sua avó. — Eu... eu não sei o que dizer...
— Apenas prometa para mim que não vai se afastar. — ele sussurrou, segurando-a junto ao seu corpo.
— Eu não vou. — disse-lhe com convicção. — E eu escolheria você, mesmo se você ainda fosse o garoto doente e muito magro.
— Então é tudo o que eu preciso ouvir. — disse-lhe emocionadamente, antes de beijá-la.
Em algum lugar, uma estrela voltou a brilhar para ela, que estava em êxtase por finalmente ter seu loiro de volta.
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