The Captain and The Petal.

68 Sixty-sixth Chapter. - Back to the axis.


Notas iniciais
Ois! ÊÊÊ! Nosso casal de idiotas estão juntos e shallow now - desculpa, eu sei que esse meme já está cansando XD Aos espiões de plantão - e os fãs de Riverdale -, minhas sinceras desculpas. Boa leitura!

Voltando aos eixos.

Tinha alguém lambendo seu nariz, enquanto outro alguém cutucava seu cabelo, fazendo cócegas em seu couro cabeludo. As duas estimulações foram suficientes para fazê-la acordar.

Mike latiu alegremente quando a viu abrir os olhos, fazendo-a arregalá-los, despertando quase que instantaneamente.

— Como...? — perguntou para o loiro atrás dela, que explodiu em gargalhadas.

— Estávamos dormindo quando ele começou a arranhar a porta do apartamento. — respondeu-lhe. — Mary estava no fim do corredor com uma plaquinha de “parem de fazer barulho”, então eu fui obrigado a trazê-lo para dentro.

Ela gemeu, tanto pelos músculos doloridos, quanto pelo sentimento de vergonha.

— Ela vai nos infernizar pelo resto da vida. — disse fragilmente, virando-se para encará-lo. — Tudo isso porque você me trancou naquela sala! — brincou, batendo em seu peito.

Ele riu.

— Ah é? Não fui eu quem disse que não queria sair de lá. — rebateu, apertando-lhe contra seu corpo quentinho. Ela jamais queria sair daquele aperto. — Eu não tive culpa se você me atacou!

Ela bateu em seu peito.

— Seu tratante! Foi você quem me atacou! — resmungou. — Eu era apenas uma inocente filha de camponeses, então o lobo mau veio atrás de mim.

Ele afundou-se para beijá-la, com um sorriso de merda no rosto.

— Então... eu sou o seu lobo mau? — perguntou-lhe insolentemente, descendo beijos pela sua mandíbula. Um latido os despertou da névoa que eles estavam criando. — Qual é, cara? Eu e sua mãe queremos um pouco de privacidade aqui. — ele disse para Mike. O filhote ignorou o que ele disse, escalando seu corpo para ficar no meio deles, ofegando amorosamente para os dois. — Ok, senhor ciumento. Você pode ficar.

O cachorrinho se aninhou entre eles, balançando freneticamente a cauda.

— Ele é a coisa mais fofa... onde você o encontrou? Acho que você nunca mencionou sobre isso... — Lynna inquiriu, distraidamente acariciando o pelinho do animal.

— No canil da SHIELD. Ele é mesmo um serzinho especial. Um pequeno guerreiro... — Steve respondeu, acompanhando seus carinhos. — Foi encontrado numa base de testes para cosméticos. Os agentes me disseram que ele foi exposto à radiação. Ele foi o único sobrevivente da ninhada.

Seu coração se apertou.

— Como o ser humano pode ter coragem de fazer algo com uma criatura tão pura? — questionou, apertando seu bichinho contra si, fazendo-o se aconchegar ainda mais em seu corpo.

— Eu não sei... — ele murmurou. — Sempre me perguntei isso, e falhei em responder-me.

Ela sorriu-lhe suavemente.

— Nossa família está completa agora. — murmurou, tocando seu rosto. — Acho que não há outro lugar que eu não queira estar. Podemos morar nesta cama para sempre?

Ele riu baixinho, puxando ela e Mike praticamente para cima dele.

— Acho que não. Uma hora ou outra, nós deveremos sair.

Ela fez bico.

— Eu tenho certeza de que eles já sabem, de uma forma ou de outra. Nós podemos ter a desculpa de nos esconder aqui o quanto quisermos. Eles podem viver mais um dia ou dois sem nós. — disse manhosamente, aconchegando-se em seu corpo quente e convidativo.

— Bem... — o loiro encarou-a, tirando uma mecha macia de seu cabelo da frente de seu rosto. — Você não está errada.

Ela riu, balançando as sobrancelhas.

— Eu nunca estou errada, Steven! — eles riram. — Agora, ligue a televisão, sim? Vamos hibernar aqui.

*

Dois dias depois, eles decidiram que já haviam se aconchegado o suficiente, o que significava que eles teriam que encarar o time, que a esta hora, já sabiam que eles estavam juntos, tanto pelo bocão de Mary, quanto pelo fato de que eles não haviam sido vistos por dois dias.

— Senhor, permita que isso seja o menos constrangedor possível... — ela sussurrou, fazendo uma careta quando Steve abriu a porta de correr da sala de estar/cozinha, puxando-a gentilmente pela mão entrelaçada à sua.

— Olha lá! — Sam gritou com os olhos arregalados. — É Chernobyl! Eu sabia que tinha alguma coisa de errado no sumiço do Cap! É Chernobyl!

Imediatamente a vergonha de Lynna transformou-se em indignação.

— É O QUÊ, SEU POMBO DA PRAÇA?! — rosnou.

— Samuel, eu tenho certeza de que você está usando o santo nome de Chernobyl errado. — Mary disse com o cenho franzido para o amigo, antes de encará-los de cabeça para baixo. — Ois, sumidos. Nós sentimos saudades.

Ela mostrou-lhe o dedo do meio, então andou para o balcão da cozinha, para fazer alguns sanduiches, porque era a única coisa que ela podia fazer que não precisava de faca.

— Ei Barnes, que tal assistirmos um filme hoje à noite? — Natasha começou, jogando uma bolinha de ping-pong para cima do supersoldado moreno, que capturou-a perfeitamente bem.

— Sério? Qual filme? — ele perguntou “entusiasmado”.

— Na verdade, não é filme, é bem mais uma trilogia, sabe...? — a Viúva rebateu, agarrando a bolinha.

— Que seria...? — Mary colocou lenha na fogueira.

— Cinquenta Tons de Cinza. — Hanna respondeu por Nat, fazendo uma cara maliciosa, que a deixou envergonhada. — Sabe...? Me deu uma vontade louca de reabrirmos a sala de cinema...

— Marnie, você prometeu! — Lynna rangeu os dentes, pousando as mãos no balcão, encarando sua amiga indignadamente.

A filha da puta encolheu os ombros.

— Eu juro que não fui eu! — defendeu-se. Ela realmente parecia falar a verdade.

— Na verdade, nós já sabíamos meio que desde antes de chegarmos aqui. — Nat saiu em defesa da ruiva mais nova. — Sabe a brincadeira do aminimigo secreto? — ela assentiu. — Eu não consegui tirar o seu patch, nem o de Steve. Foi por isso que descobrimos. As reações do seu corpo estão sintonizadas com SEXTA-FEIRA, que está sintonizada com o meu celular, que estava sintonizado com o quinjet...

— Ai, não! — ela resmungou, enfiando sua cabeça no peito de Steve, que escondeu-a com seu corpo. — Por que essas merdas só acontecem comigo?

— Quer saber a verdade? — Han disparou, jogando-se contra Marnie, que estava deitada no sofá. — Nós não sabemos. — ela riu baixinho, tentando se acomodar em cima de uma ruiva anã indignada. — Cara, nós nos espantamos com a frequência.

O pedaço de presunto que estava em sua mão saiu voando pela sala, batendo no cabelo de Hanna, que olhou para ela indignada.

— De onde saiu isso tem muito mais! — rosnou. — O que você está fazendo? — perguntou a Nat, quando ela saiu de sua poltrona e foi saltitando para junto deles.

— Eu tenho que tirar isso, esqueceu? A gente não quer ter outra surpresa... — ela disse divertidamente, passando a mão nas suas costas, usando a unha para tirar o patch. — Vocês sumiram e bem... eu tive que silenciar a SEXTA-FEIRA, porque o negócio estava muito bom por lá, não é?

Seu corpo estava vermelho dos pés à cabeça.

— Eu só queria sumir... — resmungou, voltando a fazer seu sanduiche, quando um Tony Stark com um sorriso muito amplo surgiu na cozinha, carregando balões de gás hélio em formato de coração. — Ah não! Você não chegue perto de mim! — ele abriu os braços, sorrindo ainda mais amplo, se é que aquilo era possível. — Eu disse, não chegue perto!

Mas é claro, ele não ouviu!

O filho de uma mãe colocou a cesta de balões no balcão. Ela estava recheada de coisas como chocolates, pequenos petiscos e vinho. Num cartaz bem grande com a letra dele estava: ISOLAMENTO ACÚSITICO EXISTE, o que a fez se mesclar com seu cabelo facilmente.

— Sabe... chegar em casa e encontrar Barnes e DeLavega vermelhos sem ao menos terem feito algum exercício foi a coisa mais bizarra que eu já tinha visto na vida. Eu realmente achei que os dois estavam fazendo coisas até que eles me disseram que na verdade eram os nossos coelhos. — ele apoiou o queixo nas mãos, ignorado o fato de que ela estava fulminando-o com os olhos. — Já não era sem tempo!

— Ei! Como assim eu e Barnes estaríamos fazendo coisas, Anthony Stark? Que droga você andou fumando? Eu deveria chamar o PROERD? — Mary disparou debaixo de Hanna. — E Nuri, tira esse chassi de grilo de cima de mim, antes que eu te jogue nesse tapete!

— Ui, eu gosto assim, selvagem! — Han disse, pulando para fora. — Ei Tony, responde essa para nós.

— É simples! Quem se odeia de mais, uma hora acaba cedendo e se pegando. — o Homem de Ferro deu de ombros.

Será que todo mundo percebeu a olhadela que esses dois trocaram, ou ela estava ficando doida?

— Eu vou pegar o telefone. — sua amiga disse monotonamente. — Talvez eu deva ligar para o asilo da SHIELD. Eles ainda estão aceitando todo tipo de louco por lá.

Stark apenas deu de ombros, antes de arregalar os olhos para o prato de Lynna, soltando um grito, que desencadeou o seu e o de Steve, que pegava pratos e xícaras de dentro do armário.

— QUANDO VOCÊS ESTAVAM PRETENDENDO NOS CONTAR QUE VÃO SE CASAR?! — ele disparou, fazendo todo mundo parar o que estava fazendo.

— Quando vocês parassem de ser idiotas? — o loiro disparou de volta. — Coisa que não acontece facilmente.

— Percebe, Romanoff, a petulância do cavalo? — Bucky disse com uma careta, jogando a bolinha de ping-pong de volta para ela.

— Nós te criamos, te demos carinho e comida, um ninho de amor e é assim que você nos retribui? Você já foi mais humilde, Rogers. — Nat rebateu, bebendo seu latte.

— Já chega! Vai todo mundo para a academia! — Steve disse fingindo estar enfezado. — Doze séries cada um.

— Você não pode fazer isso! — Hanna protestou, cruzando os braços.

— Claro que eu posso. — ele deu de ombros. — Eu sou capitão.

— Olha aí! A gente dá uma brechinha e eles se espalham! — a pequena resmungou, catando suas coisas. — Isso é abuso de poder! Eu pensei que depois que vocês dois tirassem o queijo as coisas iriam melhorar para o nosso lado... quão errada eu estava!

— Acontece, florzinha que nós não misturamos o profissional com o pessoal. — Hanna lhe mostrou o dedo do meio. — Enfia!

— Nossa, que maturidade! — ela rebateu. — É sério que eu vou ser obrigada a treinar em pleno sábado?!

O loiro ao seu lado abriu um sorriso amplo.

— Como um ataque cardíaco. — respondeu-lhe.

A pequena resmungou.

— No dia que um rato morto aparecer na sua cama, a culpa não foi minha. — então, ela saiu, sendo rebocada por Wanda e Nat. Antes delas entrarem no elevador, Nuri freou o passo. — Levanta, DeLavega você também faz parte do time!

A ruiva mais nova abriu um sorriso amplo, aconchegando-se no sofá enquanto assistia Riverdale.

— Eu ganhei dispensa de duas semanas do treino. Então vocês vão se ferrar sozinhas. Beijos de luz.

A cara que Hanna fez para ela foi muito engraçada. Ela soltou um palavrão e se mandou, sendo seguida pelas meninas e pelos meninos, que faziam uma fila indiana da indignação.

Os que restaram na cozinha – ela, Steve, Marnie e Tony – ficaram um olhando para a cara do outro.

— Que foi?! — Lynna quebrou o silencio, finalizando sua pilha de sanduiches de presunto e queijo.

— Estamos felizes por vocês. — seu amigo disse num sorriso que a desarmou.

— Valeu. — ela disse amorosamente, equilibrando seu prato e a cesta. — Agora precisamos ir à academia. Eu imagino que a “fila” continua, não é? — eles assentiram, fazendo-a suspirar alto. — DeLavega, tira esse presunto sujo do chão.

Então se voltou para porta.

— Toma cuidado, florzinha. A mãe dos vingadores sou eu! — sua amiga gritou. — Você perdeu esse posto quando bebeu mais que um Chevette velho!

Antes de entrar no elevador, a ruiva mais velha conseguiu mandar um dedo do meio para a mais nova, que apenas deu de ombros e voltou a assistir sua série. Ela já estava quase desistindo de tudo para se juntar à Marnie, mas torturar seus amigos era bem melhor.

*

Bastou uma semana, para que até o papa soubesse que ela e Steve haviam voltado. Contudo, seus amigos prometeram que apenas os amigos mais íntimos saberiam que eles iriam se casar.

Hanna foi a primeira a protestar sobre isso, porque ela disse com todas as letras que queria esfregar esse fato na cara de Johnny Storm, o que a fez lhe questionar isso, foi quando sua amiga lhe contou o que ela havia dito ao irmão da Mulher Invisível, fazendo-a arregalar os olhos para a psicopatia de sua amiga.

— Mas Lady Hanna está certa. — Loki veio em sua defesa, fazendo Han sorrir amplamente para seu primo. — Eu faria a mesma coisa, pois por mais que eu ainda ache que você merecia coisa melhor, vê-la com aquele ser humano desprezível é bem pior.

— Hoje eu acordei danada, com fogo no rabo, eu quero me acabar, me acabar... — Mary entrou na sala, gritando/cantando, fazendo todo mundo encará-la como se ela estivesse azul. Ainda mais porque ela vinha andando com a cabrita Lya na coleira, o que era muito estranho, uma vez que Bucky tinha ciúme dessa cabrita, e era ELE o único que passeava com ela. — Sabe Loki, às vezes dá vontade de te bater e te beijar ao mesmo tempo.

Seu primo fez uma careta.

— Por favor, não me beije... ai! — ele gritou quando Marnie deu-lhe um cascudo. — Você ficou louca?!

— Você disse para eu não te beijar... — ela deu de ombros. — Eu só segui os seus comandos, querida rena. — ele fulminou-a com os olhos, enquanto ela se sentava no sofá. — Lya, querida. Eu comprei algo para você.

— E o que seria? — ela perguntou, desconfiada.

— Ideias para o Grande Evento. — sua amiga respondeu-lhe displicentemente. — Foi Romanoff quem me instruiu. Vamos começar os trabalhos?

*

Depois daquele dia, suas horas livres se resumiram em revistas e mais revistas sobre casamento, Pinterest e Tumblr. Incansavelmente, suas amigas lhe ajudavam a planejar para tudo sair perfeitamente. Em breve, elas iriam começar a procurar o vestido.

Ela nunca tinha sorrido tanto.

Independente do que os dois quisessem, seus amigos insistiram para que o casamento deles fosse um evento decente. Ela literalmente fez Tony assinar um contrato dizendo que ele não convidaria Nova York ou os Estados Unidos inteiros para festa, coisa que ele revirou muito os olhos e fez birra, mas Pepper lhe olhou com aquele olhar que só ela tinha, aquele que era capaz de deixá-lo mudo, então ele assinou.

A data foi marcada para daqui a três meses, o que na cabeça de todos, parecia muito perto, mas na cabeça dela, era muito, muito distante. Distante o suficiente para agoniar o coração de duas pessoas que se amam.

— Porque nós apenas não fugimos para Las Vegas? — ela disparou para Steve, quando eles foram dormir. Ela ainda lia a revista que as meninas haviam comprado hoje cedo. — Então nós poderíamos apenas focar na festa.

— Você sabia que os Vingadores contam com pelo menos duas assassinas sanguinárias que sabem muito bem usar facas? — ele rebateu, aconchegando-se ao seu lado. — Elas nos matariam se arruinássemos os planos delas. E nós ouviríamos muito dos nossos amigos. Por mais que eu não me importasse de casar com você até mesmo debaixo da ponte.

Ela riu, aconchegando-se em seus braços.

— Você tem razão. — murmurou. — Agora me diga... rose-gold, ou champanhe? — apontou-lhe os talheres que haviam na revista, aqueles que as meninas e ela haviam marcado como os “escolhidos” para o jantar. — E não me diga “o que você escolher ficará lindo”, porque eu vou enfiar essa revista na sua goela. O casamento é um evento para os dois! Então você vai ter que me ajudar, sim!

Ele arregalou os olhos.

— Acho que deveríamos desacelerar um pouco as coisas. — disse por fim. — Você está se tornando um pouco agressiva devido à convivência com Hanna... ai! — ele se encolheu ao levar um beliscão nas costelas. — O rose-gold está muito bonito, combina mais com a decoração que nós escolhemos.

Ela sorriu amplamente.

— Obrigada. — murmurou, anotando essas informações na notinha colante, antes de colocar a revista de volta no criado-mudo. — Agora... você tem certeza de que não quer fugir para Las Vegas?

Ele riu, puxando-a para se aconchegar em seu peito.

— Tenho. — disse suavemente, acariciando seu braço. — De verdade, eu quero fazer tudo certinho. Uma cerimônia com nossos amigos, uma festa, dar tudo o que você tem direito.

Seus olhos se encheram de lágrimas.

— Tudo bem então... — murmurou, brincando com seus dedos. — Mas talvez eu só ache que você quer isso porque gosta de me ver sendo torturada por minhas amigas.

Ele riu.

— Se você é torturada, eu também sou, esqueceu? — arqueou a sobrancelha.

— É diferente para as noivas! — ela rebateu. — Nós somos quem sempre acabam se ferrando no final do dia.

Ele ia rebater, quando eles ouviram um barulho de algo batendo vindo do quarto de Bucky, que ficava bem ao lado do de Steve. Eles se entreolharam assustados, porque aquilo podia ser outra recaída. Ele poderia estar tendo um pesadelo, o que significava que ele se tornaria agressivo...

Então, o loiro ao seu lado desatou a rir.

— Eu não estou acreditando nisso! — balbuciou, fazendo-a arquear a sobrancelha. — Ele esta com alguém ali dentro.

Algo conectou em sua mente.

— Steve... e se esse alguém for a Mary? — perguntou, encarando-o com os olhos arregalados.

Ele fez um gesto de descaso.

— Eles se odeiam, Anna. — assegurou-lhe. — E eu já o vi conversando com alguém, ao mesmo tempo em que Mary estava na sala. Ele estava digitando coisas, não havia como eles estarem juntos.

— Ele podia estar falando com outra pessoa, Steven! — Lynna revirou os olhos. — Não é tão difícil de saber disso.

— Eu estava exatamente atrás dele, sabichona. — encarou-a com uma cara de ‘explica isso’. — No visor estava escrito “Angel” e um monte de emojis de coração e aquele que é apaixonadinho e tudo... — ah, foi fofinho vê-lo representar esse emoji.

— Mesmo assim, eu ainda desconfio desses dois... — ela afundou nas almofadas. — Naquele dia em que Tony nos deu a cesta, quando ele disse que achava que os dois estavam fazendo coisas, eu pude jurar que eles se entreolharam, o que foi muito suspeito.

O loiro riu baixinho.

— Bem, se for, nós iremos descobrir isso, mas, por favor, vamos dormir! O dia foi bastante cheio... — pediu-lhe carinhosamente.

Ela abriu um sorriso amplo.

— Ok, mas antes... — levantou-se num pulo, fazendo seu noivo encará-la com desconfiança. — Acho que está na hora dele experimentar do próprio veneno...

Correu descalça pelo apartamento, abrindo a porta para o corredor. Um sorriso enorme brotou em sua face quando ela se aproximou do apartamento de Barnes, batendo escandalosamente na porta dele.

Seu irmãozinho apareceu na porta, mais branco do que papel, com os cabelos desgrenhados, uma mancha roxa em seu pescoço, assim como um filete de sangue escapulindo pelo seu ombro.

Nossa...

Quem quer que estivesse com esse ser, era bem selvagem.

— O que foi? O Complexo foi invadido? — ele perguntou, desesperado.

Ela cruzou os braços, arqueando a sobrancelha para ele.

— Isolamento acústico existe Barnes! É igual a papel higiênico: foi feito para ser usado! Eu não sou obrigada a dormir com você e sua (eu) namoradinha (o) chacoalhando a cama! — disparou. — Boa noite.

Até o fechamento desta edição, Bucky Barnes está perplexo demais para voltar ao que estava fazendo.

Quando ela voltou ao quarto, Steve ria, negando com a cabeça.

— Que foi? — Lynna arqueou a sobrancelha. — Eu só disse verdades... — então jogou-se na cama. — Eu acho que o velho ficou passado. A garota ou garoto que ele está vendo é selvagem. Tinha sangue escorrendo e tudo...

Os dois caíram na gargalhada.

— E você tinha que tentar uma vingança... — o loiro ralhou.

— Meu amor, eu ainda não me vinguei dele. — sorri-lhe amavelmente. — E a minha desconfiança ainda não passou. Eu vou investigá-los.

Ele revirou os olhos.

— Eu juro que você não vai achar nada. — resmungou, apagando as luzes dos abajures.

— Aposto cem dólares que vou. — arqueou a sobrancelha.

— Tudo bem. — o loiro disse, virando-se para se tornar a colher maior.

— Você só está dizendo isso para me fazer dormir. — resmungou, aconchegando-se em seu calor. — E isso o fará perder.

Ele fez um barulho de concordância e beijou sua nuca, adormecendo.

*

Desde aquela noite, Lynna vem tentando investigar a vida de Bucky, sondando quem é a pessoa com quem ele sai... mas até agora, seus palpites foram todos infundados, contudo, ela era uma pessoa curiosa, e iria até o fim.

Ela aproveitou esse final de semana que havia ganhado de folga para se concentrar em sua mais nova missão.

Seus amigos haviam deixado o Complexo separados em três grupos, cada um para uma missão diferente, deixando-a com Steve – que não havia sido requisitado, o que era um milagre – Bucky e Mary.

Ela teve que ter muito autocontrole para não vibrar com isso, porque sua amiga poderia desconfiar de suas intenções, o que minaria tudo.

— Bem... — Barnes resmungou, levantando-se do sofá, após um tempo digitando coisas em seu celular. Ele havia começado a se entender bem com a tecnologia. — Eu estou indo bater alguns sacos.

Ele socou os fones nos ouvidos e guardou o celular no bolso da calça.

Ela e Mary levantaram seus polegares, enquanto elas assistiam a mais um episódio de Riverdale, porque a anã era viciada nessa série. Já ela achava que a dita cuja não fazia muito sentido, então, só estava ali para se distrair, enquanto Steven estava fazendo algo que ela não sabia.

Quando o mesmo surgiu na sala, sua amiga deu um pulo para do sofá, estalando suas costas.

— Bem... já que o senhorito chegou, eu vou assistir a minha Cheryl longe da negatividade em pessoa. — ela disse para o loiro, apontando para a mais velha no final de sua frase.

— Eu não tenho culpa se essa série não faz nenhum sentido! — Lynna resmungou, cruzando os braços. — Ela só foi boa na primeira temporada. Depois que descobriram o assassino do maldito Jason Blossom, tudo ficou uma merda. E agora que dizem que ele está vivo...

— Ei! Olha o spoiler, mocinha! Eu não sabia disso! — ela encarou-a com uma careta de ‘é sério?’. — Eu não saio procurando spoiler de série na internet, sua estraga prazeres!

Dando de ombros, Lynna enfiou seus pés no colo de Steve.

Revirando os olhos, Marnie saiu da sala, pegando o elevador. A cabeça do loiro acompanhou-a até que as portas estavam cerradas, então voltou sua atenção para a TV.

— Esta garota realmente parece com você. — disse vendo a cena em que a atriz da Pérola aparecia.

— Ela não se parece comigo! — resmungou. — É só jogo de luz. Ou talvez o fato de que nossos narizes se parecem. Eu sou única, querido! E agora, eu vou dar um pulinho na academia, só para testar algo.

— Por quê? — ele levantou a sobrancelha. — Anna... eu achei que você tivesse deixado essa “investigação” de lado!

Ela arqueou a sobrancelha de volta.

— Claro que não! — saltou para o tapete. — Fique aí e me conte o que essa sem noção vai fazer. Se formos os dois juntos vai chamar a atenção.

— Pensei que você não gostasse da série. — ele franziu o cenho.

— E não gosto. — ela calçou as pantufas para abafar seus passos. — Eu só assisto por causa dela. — apontou para Cheryl. — Por que a história dela é triste e ela é badass.

Então correu para o elevador, apertando o botão da academia.

Como esperado, Bucky não estava batendo em sacos coisa nenhuma. Ele estava no banheiro. E ele estava demorando muito lá.

— SEXTA-FEIRA, onde está a agente DeLavega? — ela sussurrou para a IA. — Envie isso para o meu celular, por favor.

Imediatamente, Sexta fez o que ela pediu.

Lynna amava que como a IA podia compactuar com todos os tipos de planos sórdidos que ela tinha...

SEXTA-FEIRA: A agente DeLavega está na academia. No banheiro masculino.

Um sorriso brotou de seus lábios.

Peguei vocês...

Outro texto disparou em seu aparelho.

SEXTA-FEIRA: o Sargento Barnes e a Agente DeLavega se colocaram em movimento.

Rapidamente, ela levantou-se correu pelas escadas, passando desesperadamente por onde Steve estava distraído com a TV e indo até o quarto de seu irmãozinho. Ela precisava tirar a prova dos nove.

— SEXTA-FEIRA, destrave o apartamento de Barnes. — disse ofegantemente.

Como Sexta era sua parceira, a porta abriu, permitindo que ela a fechasse assim que tivesse passado pela fresta.

Displicentemente, Lynna sentou-se numa poltrona que ficava de frente para a cama de Bucky. Uma hora ou outra, eles iriam aparecer ali. Porque os dois não podiam fornicar eternamente no banheiro masculino da academia.

Como esperado, alguns minutos depois, ela começou a ouvir sons desesperados de beijos e gemidos. Seus amigos estavam tão distraídos em suas carícias, que não prestaram atenção nela.

Bucky jogou Mary na cama com certa força, fazendo-a ofegar. Ele subiu em cima dela, colocando suas pernas uma de cada lado de seus quadris, então começou a rebolar sua bunda de pato.

Ela assistia àquela cena com as pernas cruzadas, olhando tudo clinicamente.

Então, a empata distraída parou a mordida que Bucky iria dá-la, franzindo o cenho.

— O que foi? — ele perguntou preocupado.

— Eu não sei... parece que tem alguém aqui... estou sentindo emoções disparando... — ela lhe respondeu. A anã não podia vê-la porque graças a Deus, Barnes era gigante.

— Deve ser Stevie e Lya lá embaixo. Eles estavam assistindo aquela série, não estavam? Eles não vão nos incomodar por um tempo... — seu irmãozinho questionou-a, abaixando-se para beijá-la.

Foi quando um olho aberto de Mary lhe viu ali, acenando para ela com um sorriso filho da puta na cara.

Ela gritou alto, empurrando Barnes para longe dela, que se armou para socar o intruso.

— O QUE PORRA VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI, LYANNA? — ele gritou, tentando esconder a toca, mas já era tarde. Ela já tinha visto tudo o que tinha para ver ali, literalmente.

— Eu sabia que vocês dois estavam juntos! — disse triunfantemente. — Vocês já nem brigam tanto, pelo menos de maneira convincente. E os dois dão escapadelas muito óbvias, contudo o time é formado por pessoas lerdas. Vocês têm sorte de que fui eu, e não Romanoff. Ela não iria perdoar.

Os dois fecharam a cara para ela, que levantou-se graciosamente da poltrona.

— Pronto, você já viu o que tinha de ver, agora xô! — Marnie disse enfezada, tentando cobrir-se. — E, por favor...

— Eu não vou contar nada, DeLavega. — disse-lhe sorridentemente. — Juro. Vocês não contaram sobre nós, então eu não vou falar nada. Mas sejam mais cuidadosos, sim?

— Era só isso? — Barnes disparou, fazendo-a assentir. — Então vasa!

Awn, que meigo! Ele estava até citando Mary!

— Marnie você tem peitinhos bonitos. E vocês são fofinhos gemendo. — ela disse antes de uma almofada sair voando pelo quarto.

— VAI EMBORA! — eles gritaram.

— Isolem a porra do quarto, por favor! — ela gritou antes de fechar a porta do apartamento. Encontrou Steve ainda no sofá, assistindo a série favorita de Mary. Seu semblante se fechou quando ele viu o sorriso amplo em sua face. — Você me deve cem pratas! — disse fazendo uma dancinha tosca.

— Eu realmente não acredito que esses dois estão juntos! — ele resmungou, afundando no sofá, antes de retirar a carteira do bolso, enfiando uma nota de cem em suas mãos. — Não vá gastar com besteira.

Ela sorriu-lhe.

— Sim, papai. — brincou, fazendo-o revirar os olhos.

— Se eu tivesse uma filha como você, eu estaria perdido. — ele disparou, cutucando seu pé.

— Ei! — ela protestou. — Eu sou um anjinho!

Ele encarou-a com a sobrancelha arqueada, fazendo-a rir baixinho, então eles voltaram a assistir a série, porque estavam com preguiça de mudar para outra coisa, e a Netflix sempre passava automaticamente os episódios, então...

*

Pela manhã, quando boa parte do time havia voltado, Lynna fez questão de tomar café da manhã com todo mundo, encarando Marnie sorridentemente enquanto ela se sentava à sua frente, propositalmente ao lado de Barnes, que revirou os olhos para ela.

— Barney... eu tenho uma dúvida e queria tirá-la... — ele encarou-a. Seus olhos azuis se estreitaram para o sorriso “tímido” que ela tinha no rosto.

— E que dúvida você tem, Lyanna? — perguntou-lhe impacientemente.

Ela levantou as mãos em sinal de rendição.

— Calma! Só era algo que ficou na minha cabeça, sabe? — ele fez um gesto para ela prosseguir, enquanto mordia sua fatia de pão. — Ok... você já está bem familiarizado com o braço que ganhou de Shuri, não é? — ele assentiu, resmungando um ‘uhum’, fazendo-a sorrir, porque ele parecia muito fofinho fazendo isso. Como um urso enorme. — O que eu queria saber, é provavelmente a maior dúvida que as garotas têm, então lá vai... o seu braço vibra?

Ah o efeito em cadeia...

Um por um, Sam, Pietro, Natasha, Steve e o próprio Bucky se engasgaram, ao passo que Hanna, Wanda e Mary arregalaram os olhos. Esta última havia se engasgado também, mas como ela não podia externar uma reação tão extrema, ficou apenas no ‘eu te pego na saída, sua biscate’, que estava escrito em seus olhos lacrimejando.

— Que tipo de pergunta é essa?! — Bucky resmungou, uma vez que a comida havia descido.

— Responda! — ela rebateu, apoiando o queixo na palma da mão.

— Sim, o meu braço vibra! Para quê você quer saber disso? — ele estreitou os olhos.

Displicentemente, Lynna deu de ombros.

— Por nada... — respondeu-lhe “inocentemente”. — É que eu comecei a imaginar isso quando pensei em seu braço como um objeto massageador.

Cara, o olhar de ‘vou te matar’ que ela recebeu de Mary foi impagável.

— Você é bem bizarra. — o moreno de olhos azuis respondeu. — Fique longe de mim e do meu braço!

Balançando as sobrancelhas, ela beijou seu cabelo, levantando-se para colocar o prato na pia.

— Você cheira a shampoo feminino, Barnes... — Nat observou, literalmente cheirando o ombro do mais alto. — Desde quando você tem visto alguém? Pelo que eu sei, o seu shampoo não cheira desse jeito.

— Agora fudeu! — ele rosnou enfezado, jogando o que faltava do seu sanduiche de volta no prato. — Porque todo mundo resolveu me infernizar hoje?!

Ela afastou-se dele, com as mãos em sinal de rendição.

— Olha a língua... — Hanna o repreendeu, fazendo Steve revirar os olhos, porque ela estava lhe provocando. — Agora fala Barnes: você está vendo alguém ou não? — o moreno corou como um tomate. — Bem, isso responde a nossa pergunta. — ela balançou as sobrancelhas, fazendo-o corar ainda mais. — Quando iremos conhecê-la (o)?

Ele encolheu os ombros.

— Ela é muito tímida... — respondeu-lhe suavemente. Lynna quase acreditou em sua mentira.

Então, numa atuação digna de Oscar, Mary arrastou a cadeira para fora da mesa, jogou o guardanapo no tampo e olhou para Barnes com os olhos faiscando.

— Bem, se ela fosse mesmo tímida, ela não estaria se esgoelando na porra do seu quarto. — disse raivosamente, então saiu da cozinha, batendo a porta atrás dela, antes disso, ela rosnou: — Cachorro.

Só os supersoldados poderiam capturar a risada que ela deu. Lynna só viu os seus ombros balançando, mas sabia que a vaca estaria rindo.

— Meu Deus, o que foi que eu fiz? — ela disse, tristemente encolhendo seus ombros.

Seus amigos também se encolheram, culpados.

— Eu vou falar com ela. — Steve se levantou, caminhando para fora.

Levando o prêmio de melhor ator, Barnes arrastou a cadeira, colocou o prato na pia, e caminhou cabisbaixo para fora da sala, antes de sair, ele soltou:

— Para a minha defesa, ela jamais gostou de mim. Então eu tive que seguir em frente.

Natasha revirou os olhos.

— Caralho, Barnes! Você é muito burro. — resmungou.

Ah quando ela souber...

Também com o “rabo entre as pernas”, Lynna deixou a sala, estancando quando a voz de SEXTA-FEIRA se fez alta para todos.

— O chefe, o resto do time e o diretor Fury os esperam na sala de reuniões imediatamente. — ela disse.

Num pulo, todo mundo correu para lá.

Mary entrou por último, acompanhada de Steve. Ela fez questão de enviar um olhar “frio” para seu amigo, que se encolheu um pouco, antes de limpar sua expressão, encarando Fury, que percebeu o desconforto entre eles, mas ficou calado.

— Bem, antes de mais nada... Rogers, Angianova, eu estou feliz que vocês finalmente tenham deixado a frescura de lado. — ele disse, fazendo-a arregalar os olhos e seus amiguinhos fdp rirem.

— Qual é? Até tu, Brutus? — resmungou, afundando na cadeira. — Posso saber por que eu fui chamada? Eu estou suspensa...

— Por que chutou as joias reais de novo? Achei que já tivéssemos passado esta fase... — Tony retrucou, fazendo-a fulminá-lo.

— Eu não posso lidar com armas, desde... desde aquele dia. — ela procurava não falar sobre o dia que havia atentado contra a própria vida. O pesadelo ainda doía em seu peito.

Apesar da “dor”, Mary segurou sua mão por debaixo da mesa, assim como Nat, que estava do seu outro lado.

— Eu sei. — Fury respondeu. — Você só está aqui, porque a missão requer uma boa bailarina, e Romanoff me recomendou você. — ele tomou um suspiro, ligando o monitor, enquanto ela ficava com um ponto de interrogação na cara. — Rachel Priekov abriu o bico. — ela arregalou os olhos. — Ela denunciou seu próprio pai, foi ele quem invadiu o Edifício Baxter e roubou a máquina do doutor Reed...

— O que significa que teremos que conviver com aquele pouco fogo outra vez. — Hanna cruzou os braços, enfezada. — Pelo menos, agora eu vou poder esfregar na cara dele a minha preferência.

Fury franziu o cenho para ela, que apenas deu de ombros.

— Ok... — ele pigarreou. — Pelas informações que recebemos de Priekov, Ergor tem planos de construir um exército mutante, ou algo assim. Ele estava tentando fazer isso com a máquina do doutor Reed, para a Hydra. — seus pelos se arrepiaram. — E pelas informações coletadas pelos recrutas de Coulson, Ergor Priekov foi um dos seus Comandantes. — ele disse para Lynna, que engoliu em seco. — É uma situação de ganhar e ganhar. Se capturarmos ele, saberemos mais informações sigilosas sobre projeto Pétala Amaldiçoada, algo que não está em nenhum arquivo da Hydra que temos acesso. E isso auxiliará na remoção dela.

Eles assentiram.

— E o que eu tenho que fazer? — perguntou-lhe.

A imagem de uma mulher loira apareceu na tela. Se ela não estivesse olhando realmente para ela, diria que era uma foto sua com uma peruca loira.

— Esta é Svetlana Ergorov. — o diretor da SHIELD disse, trocando os slides para mostrar a garota em diferentes ângulos. — Ela é uma stripper russa, trabalha numa casa noturna na Bulgária. — fotos desta garota dançando seminua apareceram na tela. — Segundo nossas investigações, ele é um cliente recorrente dela.

— Algo me diz por quê. — Lynna disse amargamente, olhando o semblante da garota. Suas entranhas se retorceram com a realização disso. Aquele cara era obcecado por ela. — Me diga: quantas sósias minhas existem no mundo?

Fury deu de ombros.

— Eu jamais saberia responder. — disse-lhe. — Ele frequenta o lugar pelo menos uma vez no mês. Nós podemos cronometrar isso, esconder a garota e fazê-la capturá-lo, da mesma forma que foi com Dashkov...

— Não. — a voz de Steve foi cortante, atraindo todos os olhares para ele, que arqueou a sobrancelha. — Ela ainda está fazendo tratamento. É arriscado sair em missões agora, pode haver alguma recaída...

— Eu já estou bem! — Lynna protestou, fazendo-o encará-la.

— Não bem o suficiente para uma missão! — merda, ela odiava quando ele vinha todo Cap para cima dela.

Contudo, ela tinha uma cartada para derrubá-lo.

— Mas é sobre a Pétala, não é? Se esse cara sabe de alguma coisa sobre como tira-la eu sou a pessoa mais interessada no assunto! — disparou, ampliando os ombros para se impor um pouco. Loki sempre dizia que ela parecia um verdadeiro membro da realeza quando fazia isso. — Eu posso fazer isso. Por favor, me dá uma chance?

Então, a cartada final, o olhar de corsa, que geralmente funcionava com os supersoldados.

Bucky olhou para Steve com um olhar de ‘por favor, não cai nessa’, mas para a sua completa felicidade, ele ignorou o olhar de seu amigo, tomando um suspiro audível, antes de assentir.

— Tudo bem, mas você não vai sem nós. — disse apontando para o outro supersoldado, que bufou.

— Ok. — resmungou.

— Então... já que estamos resolvidos, você tem duas semanas para estudar o comportamento de Ergorov e ensaiar os passos dela. — Fury disse. — Estes arquivos serão enviados para o seu dispositivo.

— Eu tenho uma pergunta... — Marnie levantou a mão. — Por que metade da Rússia tem pessoas com sobrenome que terminam com “V”? É algum tipo de código?

Isso tirou algumas risadinhas. Ela tinha que admitir, sua amiga sabia como aliviar o ar.

Provavelmente, ela lhe diria “eu sou uma empata”, com aquele olhar convencido, no momento em que ela comentasse isso. E era exatamente por isso que ela não perguntava.

— Não... — Nat respondeu, entrando na brincadeira. — Há mais variações, a Rússia é enorme. O único problema é que os vilões tem nomes assim. — deu de ombros. — Era só isso?

— Sim. — Nick respondeu. — Entrarei em contato com vocês para mais informações. Tudo relacionado à missão será enviado para seus respectivos aparelhos.

Quando todo mundo saiu da sala, Bucky interrompeu o loiro.

— Por que você permitiu que essa doida tente se matar?! — ele grunhiu.

— Eu estou bem aqui, Barnes! — ela resmungou, cruzando os braços.

Steven tomou uma respiração profunda.

— Porque independente do que eu diga, ela vai fazer, então, vamos poupar tempo nesse jogo. Nós realmente precisamos de qualquer informação sobre o projeto. E quanto mais rápido nos livrarmos de Storm, melhor. — apontou para Hanna. — Ele corre perigo perto dela.

Han encarou-o com um sorrisinho.

— Ata, como se fosse só eu... — então voltou para o seu laboratório.

*

— Você sabe que é perigoso, não sabe? — foi a primeira coisa que o loiro disse quando os dois entraram no apartamento. — Se aquele homem te descobre, ele pode levá-la para Hydra em dois tempos.

— Acredite, eu sei. — ela suspirou. — Mas é a nossa única chance. E eu estou agarrando-a. Porque isso significa que nós teremos uma chance maior de tirá-la seguramente, o que significa que os nossos problemas acabam. — tocou seu rosto. — Confie em mim, eu posso dançar para sobreviver.

Um sorriso suspeito se apossou da sua face.

— Acredite em mim, eu sei. — murmurou, beijando sua testa.

Notas finais
Link: https://66.media.tumblr.com/89bb0eca4be44a02781f612ae6b0da0c/tumblr_psp9ffKZMy1thj513o1_1280.jpg Não falo nada, só óleo. Beijo na bunda e até segunda!