The Captain and The Petal.

69 Sixty-seventh Chapter. - Back home (Part 1).


Notas iniciais
Ois! Muitas revelações neste cap Boa leitura!

De volta ao lar (Parte 1).

— Lembre-me outra vez: por que nós estamos indo ao supermercado, quando possuímos uma Inteligência Artificial para fazer isso? — Lynna perguntou se arrastando pelo corredor do Walmart.

— Pela enésima vez, Lya! Você precisa se distrair! Ficar com a buzanfa colada no sofá comendo pizza e tomando sorvete não é uma opção saudável para quem está num tratamento contra a depressão! — Mary respondeu-a apontando o dedo para ela, com as bochechas coradas pela irritação. A coisa mais fofa, se quer saber. Porque ela era cerca de seis a dez centímetros (?) menor que ela. — E me diz: quem é que não ama vir às compras?

Ela bufou, colocando mais um pacote de marshmallow no carrinho.

— Eu. — protestou teimosamente, vendo sua amiga revirar os olhos.

— Eu prometo que vai durar pouco. Ainda faltam algumas coisas específicas, se é que me entende. — a ruiva anã soltou uma risada fraca, passando para o corredor de cuidados pessoais, onde ela adicionou absorventes ao carrinho. — Da última vez que eu pedi para SEXTA-FEIRA comprar minhas coisas, o entregador quase foi sufocado vivo, então eu prefiro evitar a fadiga...

A mais velha arregalou os olhos.

— Nossa! E o que ele fez? — perguntou assustada.

— Nada. — Marnie deu de ombros. — James é apenas... paranoico, mas não diga a ele que eu disse isso!

Ela riu.

Awn que fofinho! Ela o chama de James!

Aquele filho da puta nunca me deixou chamá-lo assim!

— Tudo bem. — suspirou, coletando para o carrinho a sua colônia de supermercado favorita. Ela gostava de salpicá-la nos travesseiros antes de dormir. O cheiro suave lhe acalmava. — Vocês ficam muito bem juntos sabia? — sua amiga sorriu, corando. — Agora me diga... por que os dois estão escondendo tudo isso? Ele te fez fazer isso por insegurança ou alguma coisa do tipo?

Mary negou rapidamente.

— Não. — murmurou. — É apenas complicado. A história é muito longa, mas eu prometo: assim que tudo estiver bem resolvido, eu explicarei direito.

Lynna assentiu.

Ela não precisava de mais nada, porque confiava na palavra dela.

Então, quando as duas estavam prestes a virar para o corredor seguinte, uma voz estridente lhe chamou a atenção.

— Mary! — era uma voz feminina. Lynna virou-se para encarar a pessoa, vendo uma mulher mais ou menos da altura de sua amiga, com cabelos castanho-claros que desciam em ondas modernas sob seus ombros. — Eu não acredito que finalmente eu te vi! — ela abraçou-a. — Você sumiu!

Marnie riu.

— Bem, eu estive ocupada com os meus bebês chorões. — disse-lhe dando de ombros. — Uh, Mia, esta é Lynna Angianova, acho que não preciso dizer muita coisa sobre ela, não é? — sua amiga apresentou-a a mulher, que tinha olhos esverdeados muito intimidantes, mas amigáveis. Ela abriu um sorriso amplo para si. — Lya, esta é Mia Johnson, ela é uma das advogadas que trabalham para a SHIELD e...

— Minha querida esposa. — uma voz conhecida disse, fazendo-a arregalar sutilmente os olhos. Ela quis se enfiar em um buraco no meio do deserto durante o Coachella quando viu Sharon Carter sair do corredor que elas estavam se dirigindo. Ela tinha um sorriso amplo em seu rosto. — Olá meninas!

Oh. Meu. Deus!

Onde é que eu enfio a minha cabeça?

— Oi Sharon! — Marnie disse alegremente, correndo para abraça-la, ao passo que Lynna apenas acenou, envergonhada. — Vocês duas também sumiram, sabia?!

— Que mentira! — Carter rebateu, divertidamente. — Eu te vi em Berlim!

— Coisa que faz uns seis meses, por aí. — a ruiva anã rebateu.

— Espera um pouco... você esteve em Berlim quando Barnes foi capturado? — a ruiva mais velha disparou, um pouco assustada com o fato de que a pequena poderia ter sido machucada pelo Soldado Invernal.

— Sim. — ela respondeu com a cara mais lavada do mundo. — Eu estava lá na sala onde Steve e Sam foram colocados. Eu e Mia ficamos escondidas no escuro. — sorriu-lhe, como se dissesse “trouxa, e você que pensava que tinha concorrência”.

Ela só queria se afundar num buraco...

Depois de dar um cascudo em Mary, é claro.

— Vocês já estavam indo para o caixa? — Mia perguntou.

— Sim... — Lynna respondeu-lhe, ainda um pouco envergonhada por tudo o que sua mente lhe fez pensar sobre a esposa dela.

— Ah, que bom! — ela exclamou, batendo palminhas. — Então nós podemos ir juntas! — ela tomou um longo suspiro, antes de sorrir para si. — Que tal depois das compras nós irmos almoçar em algum lugar legal? Assim podemos colocar nosso papo em dia, e eu posso conhecê-la melhor, Lynna. Você sabia que você, Hanna e Barnes são “meus clientes”? — tagarelou. — Podemos falar um pouco mais sobre o seu processo aqui nos Estados Unidos...

A mais velha abriu um sorriso verdadeiramente sincero.

— Eu adoraria. — disse-lhe, fazendo-a sorrir de volta.

*

— Quem diria, não é? — Mary provocou assim que elas pisaram no saguão do Complexo.

— Eu nunca havia imaginado... — Lynna corou, carregando suas sacolas para o elevador. — Na minha cabeça, eu achava que... você sabe.

Ela sorriu.

— Lya, está na cara que a Sharon é caminhoneira! — disse-lhe espertamente. — De verdade. — balançou as sobrancelhas. — Eu realmente tentei te mostrar isso, mas quando eu vi que você não iria me ouvir, eu esperei para que você visse isso por si mesma, e ainda bem que o destino agiu a favor, porque você é meio lerda.

A mais velha encarou-a indignada.

— Ei, mocinha!

Sua amiga apenas deu de ombros.

— Eu as conheço desde que eu cheguei. Fury procurou Mia para que ela pudesse agilizar a minha papelada aqui. Devo dizer que ela é bem eficiente. Nós ficamos amigas, e eu não sabia sobre o seu rolê de ciúmes da Sharon, até que Nat me situou disso. — disse-lhe num só fôlego. — E eu só pensava “mas gente, ela tem namorada”. — riu. — Steve também sabe, mas ele não falou nada porque teve medo de você linchar ele. Na verdade, ele foi uma das testemunhas do casamento dela.

— Eu só quero afundar minha cabeça num buraco agora! — resmungou.

— Está tudo bem, o mundo ainda não está preparado para ver uma AMIZADE saudável entre um homem e uma mulher sem que o cara seja gay. — Marnie sorriu-lhe amigavelmente. — Não que eu esteja te julgando. Tudo o que você sentia em relação à Sharon, era fruto das inseguranças que o parasita colocou em sua mente.

Ela suspirou.

— Bem, acho que eu devo a Steve outro pedido de desculpas... — disse assim que as portas do elevador se abriram.

— ONDE VOCÊS ESTAVAM?! — por falar em Steve... o loiro apareceu em seu campo de visão, furiosamente vermelho.

— Fora. — Mary respondeu simplesmente.

— Nós seguimos o rastro de Happy, que nos disse que havia deixado vocês duas num Walmart próximo, e quando nós chegamos lá, vocês não estavam em lugar nenhum! — ele disse preocupadamente, apontando para Bucky, que tinha os olhos arregalados.

— Espera aí, vocês dois estavam nos seguindo?! — Marnie disparou, fazendo Buck se encolher sutilmente. — Então quer dizer que o Sr. Pintudo não confia mais em mim?! — cruzou os braços. — Isso é ridículo!

— Mary tem razão. — Lynna saiu em sua defesa, fazendo seu noivo cruzar os braços numa expressão de Cap para ela. — Nós não estávamos fazendo nada de mais. Na verdade, estávamos almoçando com duas amigas.

— Que amigas? — Hanna disparou, ciumenta. — Que eu saiba, suas únicas amigas somos eu e as meninas, e NINGUÉM MAIS.

A ruiva mais velha revirou os olhos, fazendo um gesto de descaso.

— Eu não posso ter amigas novas? — arqueou a sobrancelha. — Marnie me disse que eu precisava conhecer outras pessoas, e foi exatamente isso que eu fiz.

Sua amiga cruzou os braços.

— Mary só pensa em merda. — resmungou.

— Ei! Olha a boquinha, Nuri. Eu vou dar um murrinho nela. — a anã disse-lhe estreitando os olhos.

— Podemos saber que amigas são essas? — Nat perguntou, esticando-se no sofá, tentando contornar a discussão.

Lynna engoliu em seco, corando.

— Mia Johnson e Sharon Carter. — houve um barulho de prato se quebrando quando ela disse isso.

— O QUÊ?! — Sam disparou. — O BALANÇO DO MUNDO FOI ALTERADO! AAAH! É O FIM DOS TEMPOS!

Ela revirou os olhos profundamente, cruzando os braços.

— Samuel, para de drama! — resmungou.

Um estrondo alto assustou a todos, mas ela sabia que era só Thor e Loki lutando na academia.

Sam pulou nos braços de Pietro, berrando escandalosamente.

— PIETRO! A LUZ ESTÁ VINDO! SE EU MORRER, SAIBA QUE EU TE AMEI! — ele gritou, escondendo a cabeça no pescoço do platinado, que arregalou os olhos, tentando equilibrar aquela criatura enorme em cima dele.

— SAM! — ela gritou, fazendo-o acordar. — Para de drama e solta o pobre do Pietro! Ele é fortinho, mas não te aguenta, sua baleia alada!

Ele fez bico.

— Você me ofendeu! — disse manhosamente.

— Erm... eu tenho certeza de que você ouviu errado Wilson. Você não está falando sobre A Sharon Carter, está Lady Tóxica? — Tony se meteu.

— Eu queria saber se existe outra Sharon Carter que trabalha para a SHIELD. — ela resmungou. — Não, vocês não ouviram errado, nós almoçamos com Sharon e sua esposa.

Todo mundo se entreolhou, então deram de ombros.

— Ok, o mundo está mesmo acabando. Pessoal, foi um prazer ter convivido com vocês. — Stark voltou a falar, abaixando-se ao receber um pacote de marshmallow em sua cara.

— Vão coçar a bunda com um serrote, seus idiotas! — Lynna gritou irritada. — Eu estava errada, voltei atrás e agora fiz outra amizade. Será que isso é algum crime?! — caminhou até o balcão da cozinha e depositou suas sacolas ali, para retirar o frango empanado que ela havia comprado. — Agora, se vocês puderem desmanchar essas caras de furico, eu adoraria assistir alguma coisa na TV.

— Por que não vai à sala de cinema? Dizem que lá é mais confortável. — Hanna alfinetou, saindo da sala.

— Aquela nanica não tem noção do perigo... — resmungou terminando de colocar suas compras no balcão. — Quem vai querer sobremesa? Eu trouxe sorvete.

— Lyanna, pelo amor de Deus, para! Se o mundo acabar mesmo, eu volto para te matar, sua coisa! — Bucky resmungou. — Você nunca compartilha seu sorvete.

Ela deu de ombros.

— Hoje eu me sinto com vontade de compartilhar coisas. — disse-lhe sorridentemente. — Vai querer ou não?

Ele mordeu o lábio.

— Eu posso ter marshmallow também? — perguntou-lhe inocentemente.

— Minha vontade de compartilhar possui limites, Barnes. — ela resmungou de volta, pegando uma colher da gaveta. — Mas hoje passa.

Dando de ombros, seu amigo saltitou, sim, saltitou para onde ela abria uma caixa de sorvete, sentando-se ao seu lado com um sorriso amplo.

— Me passa uma colher?

*

— Ok... — Tony suspirou, encarando todo mundo reunido na sala. — Temos uma missão em curso e a fila da Lady Tóxica tem que andar, mas eu não posso ficar no Complexo, porque vocês precisarão do Homem de Ferro... Rhodes está numa conferência internacional e não voltará até daqui a uma semana Banner está ocupado com vocês sabem o quê, então... quem ficará?

— Eu. — Mary disse sorridentemente.

— Só se for em pesadelo. — Stark rebateu.

— Que foi? Eu não estou podre, Cara de Lata! — ela resmungou, cruzando os braços.

— Vocês duas não são confiáveis juntas! — ele resmungou de volta. — O que me garante que essa daí... — apontou para Lynna que franziu o cenho. — Não vai te ajudar a tocar fogo nas únicas coisas que Barnes ainda tem?

Marnie abriu um sorriso psicopata.

— Você me ajudaria mesmo? — perguntou para ela, de brincadeira.

A mais velha sorriu de volta.

— Mas é claro. — disse-lhe com uma piscadela.

— Fiquem longe das minhas coisas, suas malucas! — Bucky disse alto. — Eu estou avisando!

Steve pigarreou.

— Em resumo: nós precisamos de todos nessa missão, mas Lynna não pode ficar sozinha. — disse, acomodando-se melhor ao seu lado, enquanto ela abusava de seu calor. — Realmente, Mary é a nossa melhor opção. Seus poderes ajudam a acalmá-la, e ela é a uma das únicas pessoas que a fazem tomar os remédios regularmente assim como Nat. — ela quis dar um cascudo nele por alfinetá-la desse jeito? Sim, ela quis. Mas não o faria, porque ele estava certo. — Contudo, Tony está certo. Não dá para deixá-las sozinhas, ainda mais aqui no Complexo. Se havia Rachel Mucallski/Priekov que é da Hydra, infiltrada aqui, pode haver mais alguém deles, o que as torna vulneráveis sem o time. E Marnie, não olhe para mim com essa cara. — ele disse ao ver sua amiga estreitar os olhos para ele como se dissesse “esse macho chato acha que eu não sei me defender?”. — Só há um lugar em que podemos confiar plenamente as duas: A Central, onde Fury e Hill estão por lá praticamente vinte e quatro horas por dia e vocês terão segurança por todos os lados.

— CALA. A. BOCA! — Mary gritou, levantando-se e fazendo uma dança tosca de vitória. — EU VOU VER MEU CASAL FAVORITO FRITZSIMMONS?! Ok, minha raivinha por você passou, Steve. Eu nem vou mais queimar as coisas do seu amigo, olha que bônus!

Bucky fez uma careta.

— Ei, eu pensei que nós fôssemos o seu casal preferido! — Lynna protestou, apontando para ela e Steve.

Marnie apenas deu de ombros.

— Eles são menos culeteiros, então... prioridades. — respondeu-lhe sentando-se. — Quando vocês vão se mandar?

— Tá vendo? — Tony resmungou, fingidamente triste. — É nessa garota que vocês depositam seu amor? Ela é uma ingrata!

A anã revirou os olhos.

— Tudo bem... agora que já estamos acertados, podemos nos vestir. — Steve disse, sacudindo-a um pouco quando levantou-se, trazendo-a consigo. — E Mary... vamos vazar à noite.

Ela abriu um sorriso amplo.

— Usem o isolamento acústico, bebês. — gritou quando eles já haviam saído da sala.

— Eu te disse que nós iríamos sofrer bullying pelo resto das nossas vidas. — Lynna resmungou para o loiro, que arqueou a sobrancelha, no exato momento em que a galera estava saindo da sala.

— Engraçado você dizer isso, querida. — ele disse alto o suficiente para que Mary o escutasse, com um sorrisinho no rosto. — Logo nós, que sabemos coisas sobre você, DeLavega... — ele olhou para e piscou “amavelmente” os olhos. — Corte suas unhas, pantera.

Uma gargalhada escapuliu dela ao ver Marnie ficar vermelha como um pimentão, deixando todo mundo que não sabia sobre ela e Bucky e seus arranhões violentos na pele dele com um ponto de interrogação na cara.

*

— Você me promete que vai tomar cuidado? — ela perguntou-lhe, ajudando-o a atar as alças que sustentavam o escudo.

— Eu prometo princesse. — o loiro murmurou com um sorriso, inclinando-se para a mão que ela sustentava em sua barba macia.

— Eu não tenho um bom pressentimento sobre essa missão... — murmurou de volta, apertando-o contra seu peito. — Por favor, volte para mim.

Ele sorriu, levantando-se para beijar sua testa.

— Eu sempre voltarei para você, querida. — assegurou-a. Ela sorriu, para depois encolher-se. — O que foi? Você está tendo uma visão?

Ela negou, sorrindo.

— Eu só queria te pedir desculpas, de novo. — murmurou, traçando despretensiosamente as listras de seu traje furtivo. — Eu deveria ter ouvido sobre Sharon. Mary me contou que você foi testemunha do casamento dela...

Ele beijou sua testa.

— Está tudo bem, Anna. — assegurou-lhe, mas ela afastou-se dele, cruzando os braços.

— Não, não está e você sabe disso! — resmungou. — O que eu fiz foi errado, e eu mereço um ombro frio. Você simplesmente não pode passar uma borracha em tudo!

Ele aproximou-se de si, segurando-a em seus braços.

— Eu acho que você já sofreu demais. — disse carinhosamente. — E agora você sabe que não pode confiar em sua mente. Não se torture mais. — beijou sua testa.

Ela assentiu lentamente, abraçando sua estrutura enorme.

— Volta para mim. — murmurou, apertando-o com sua força sobrenatural.

Ele riu baixinho por causa disso, abaixando o nariz para sentir o cheiro de seus cabelos recém-lavados.

— Eu voltarei. — assegurou-lhe. — Eu te amo.

Ela levantou a cabeça para capturar seus lábios.

— Eu também te amo, krasivyy. — cochichou.

*

Ela e Mary adentraram o hangar da Central da SHIELD uma hora depois que o quinjet dos Vingadores partiu. Elas foram recebidas pelo casal citado pela baixinha. Eles eram os agentes do time do Agente Coulson. O engenheiro, e a doutora doidinha que lhe consultou na primeira vez que ela foi parar ali.

Sua amiga logo lhe trocou por eles, mas ela não se preocupou muito, porque sabia que estaria segura ali na base.

Despreocupadamente, Lynna se pôs a explorar, indo até o apartamento que Steve tinha na base. Ele havia lhe dado o código antes de sair. Ela mandou um texto para Marnie com as coordenadas de onde estaria, então jogou-se no sofá, aconchegando-se no cheiro ainda presente nas almofadas, ligando a TV para passar um tempo.

Acordou-se com Mary cutucando-a.

— Fury quer ver a gente na sala dele. — ela murmurou. Seu rosto estava tenso.

O coração de Lynna apertou, fazendo-a pular do sofá, correndo para o elevador ao lado de sua amiga.

Ainda bem que a base da SHIELD funcionava a partir de IA também, porque ela bateu a porta do apartamento sem se preocupar com mais nada.

Fury tinha uma expressão tão tensa quanto a de Mary.

— Sentem-se. — imediatamente, elas obedeceram. — A missão para o qual os Vingadores foram enviados precisou ser abortada. Eles foram pegos numa armadilha voltando para a Central. Seu quinjet foi abatido. — seu coração se apertou. Ela segurou-se na borda da mesa para tentar se equilibrar. — Eu enviei uma equipe de seis agentes para ajudá-los, mas só recebi sinal de um. A Agente 13.

Sharon.

— Ela está bem? Todos estão vivos? — disparou.

— Sim. O último sinal que ela me enviou veio de uma base na Rússia. E eu não posso enviar mais nenhum agente sem comprometer os outros. — disse-lhe. — Preciso de vocês duas em união, porque as duas sabem se camuflar facilmente.

— Você sabe que eu não estou autorizada a utilizar armas, e que quando os meus poderes são despertos, a Pétala vem junto, o que vai piorar as coisas ao invés de ajudar, não sabe? — Lynna disparou outra vez, perturbada.

— Bem, você é excelente numa luta corpo a corpo, e possui uma força equivalente a de Thor. Tudo isso sem precisar da ajuda dos poderes... — Fury começou a listar. — Preciso dizer mais alguma coisa para amaciar seu ego?

Uma ideia atravessou a sua mente.

— O equipamento do Gavião Arqueiro está por aí dando sopa? — perguntou-lhe de maneira ansiosa.

— Sim, por quê? — o diretor da SHIELD franziu o cenho.

Lynna sorriu.

— Porque eu sei como usar os brinquedos dele. — respondeu-lhe.

*

— Eu confio em você. — Mary disse para ela, calçando suas luvas. — Você sabe disso, não sabe?

Ela sorriu-lhe carinhosamente.

— Sim, eu sei. — respondeu. — Mas eu não confio em mim mesma. Apenas tire o bracelete se for realmente necessário, ok?

Sua amiga assentiu, sentando-se ao seu lado.

— Aqui. O radar diz que a base fica há alguns quilômetros. Seria melhor deixarmos o quinjet aqui, não é? — ela assentiu para a fala dela. — Viu? Eu aprendo rápido. — disse convencidamente. — O que faremos em seguida.

Lynna suspirou.

— Seguindo as diretrizes de Barnes, nós iremos subir por aquela colina. — apontou para o caminho, enquanto silenciosamente pousava a aeronave. — Precisamos de uma visão do topo. Barton tem um arco com precisão incrível e uma mira que ainda está funciona, o que é bom. — sorriu-lhe, levantando-se. — Pronta para a sua primeira missão de campo com suas novas habilidades?

Mary sorriu nervosamente.

— Acho que sim... — murmurou. — Vamos?

— Vamos. — a ruiva mais velha assentiu.

Elas fecharam as portas e acionaram o modo furtivo do quinjet, caminhando pela estrada de neve, escondidas pelos pinheiros que as cercavam. O cheiro era refrescante, apesar da ansiedade que chutava seus nervos ao ponto de sua respiração prender-se em sua garganta.

Nessas horas, Mary sentia sua angústia e tocava seu ombro, tentando lhe passar pensamentos e sentimentos positivos, enquanto tentava controlar suas próprias emoções.

E ela achava que apenas ela havia nascido com um dom que era o seu carma...

As duas caminharam por pelo menos meia hora, tremendo de frio por conta do tecido fino da roupa que ela estava usando.

Estrategicamente, elas se posicionaram entre as árvores, buscando um bom lugar que desse para atirar bem.

Através da mira, ela avistou guardas caminhando pelo pátio. Ela não conseguiu ver a qual organização eles pertenciam, mas isso não a impediu de atirar a primeira flecha, acertando a cabeça de um dos guardas através de seu capacete, fazendo-o cair do teto.

Rapidamente, elas caminharam para longe do lugar do tiro, então Lynna disparou mais três flechas, acertando mais três guardas.

Mary puxou-a para trás de uma árvore ao suspeitar que elas haviam sido vistas pelo último sniper de pé. Passaram-se alguns minutos, até que ela e o outro sniper começassem uma guerrinha para ver quem iria derrubar quem.

Seria óbvio dizer que ela foi a vencedora.

Com sua primeira batalha vencida, ela e a ruiva anã desceram a colina até a base, escondendo-se atrás de uma árvore cada uma. Ela preparou uma flecha explosiva e disparou na porta da base, então, finalmente estendeu o pulso para sua amiga.

— Se eu me alterar, você tem toda a permissão do mundo para me apagar. — disse-lhe, fazendo-a assentir.

Marnie tirou sua pulseira e ela colocou o arco atravessado em seu corpo ao lado da aljava.

Seus poderes se agitaram outra vez dentro de si, então o que faltava da entrada da base explodiu com sua raiva.

Os agentes lá dentro arregalaram os olhos quando ela apareceu no meio do pátio com os olhos vermelhos e as mãos brilhando. Rapidamente, ela isolou-os num canto na parede, ao mesmo tempo em que Mary adentrava a base com suas mãos incendiadas de púrpura.

— Escutem bem, porque eu não vou me repetir. — ela disse raivosamente em russo. — Onde estão os meus amigos?

Um dos guardas gargalhou alto, apesar de estar preso em sua “teia”.

— Não dá para levar à sério uma mulher vestida num pijama de gatos! — ele cuspiu sarcasticamente.

Lynna levantou uma sobrancelha.

— Primeiro de tudo: o pijama é de gatos E cachorros, seu cego! E segundo, você sabe com quem está falando? — rosnou, afundando-o, fazendo-o gritar de dor ao ter seu corpo inicialmente fundido à parede.

— Cara, ela é a Pétala Amaldiçoada da Hydra. — um dos agentes disse fazendo com que o homem arregalasse os olhos.

— Agora que você já sabe quem eu sou... — ela aproximou-se do homem, que engoliu em seco. — Onde estão os meus amigos?

— Lya! — Hanna gritou, sendo arrastada por um agente que não havia entrado em sua teia. Ele a segurava pelo cabelo, fazendo-a engasgar-se pela dor.

— Solte-os, ou eu matarei sua amiguinha irritante. — ele disse alto, com uma faca afiada apontando para o pescoço de Han. O sangue dela gelou. — AGORA!

Imediatamente, a teia se desfez, ao mesmo tempo em que Sharon golpeava o homem no joelho, auxiliando Hanna a se soltar e correr para perto dela, arrancando a pulseira prateada que tinha em seu corpo com seus próprios poderes. Ela pegou fogo instantaneamente, armando-se para lutar.

— Os Vingadores têm todo tipo de aberrações possíveis, mas uma mulher que pega fogo... essa é nova. — um dos homens caçoou.

Han deu-lhe uma risadinha sarcástica.

— E olha que foda, ela consegue envenenar as pessoas também. — disse-lhe com um sorriso amplo em suas feições de fogo lilás. O homem foi secando até cair no chão.

— Hanna, foco! — Mary ralhou. — Estamos aqui para resgatar os outros!

Ela, Han, Marnie e Sharon se uniram para se defender daqueles caras, que pareciam brotar do chão. Talvez devesse ter sido esse o motivo para eles conseguirem derrubar os seus amigos...

Contudo, quando o primeiro dardo voou passando raspando pelo seu cabelo, que já estava razoavelmente crescido, ela percebeu o que havia acontecido.

— Desviem-se dos dardos! — disse para as meninas, que estavam em posição de luta. — Mary, você pode senti-los?

Ela fechou os olhos por um instante, antes de assentir.

— Eles estão lá embaixo, mas para passarmos, precisamos acabar com os agentes, que não são poucos. — respondeu-lhe por fim.

Houve um atraso de três segundos, antes que um enxame de agentes dessa organização desconhecida irrompesse pela única porta que os ligava aos seus amigos.

Eles se agruparam ao redor dela como os Whites haviam se agrupado ao redor de Jon Snow e sua turminha. Ela só queria que uma Daenerys aparecesse agora com seu dragão...

Caralho, Lyanna!

Sua mente revirou os olhos por ela, porque seguindo esse contexto, ela era o dragão da Dany! – e olha que Hanna literalmente pega fogo!

Seus dedos formigaram, então ela sentiu seus pelos arrepiarem quando a chama vermelha se apossou de suas mãos, imobilizando todos os homens presentes, mas desta vez, ela os empurrou-os com toda a sua fúria para a parede de concreto, arrancando gritos de dor deles quando ela os fez se fundir com o material de alvenaria.

Quando a luta teve seu fim, com apenas os caras gritando pragas em russo para elas, Sharon desabou em seus braços, fazendo-a arregalar os olhos para a ferida dela.

— Caralho! — Mary rangeu os dentes. — Sharon, você em que ser forte, nós não temos nenhum item de primeiros socorros aqui!

— Vai procurar algum. Eu vou descer. Hanna, você fica com a Sharon e tenta estancar o sangue. — Lynna disparou, arrumando o cabelo para trás da orelha.

— Se eu morrer... — ela balbuciou.

A ruiva mais velha arregalou os olhos, ajoelhando-se ao lado da loira.

— Carter, você não ouse morrer! — rosnou, encarando-a furiosamente. — É uma ordem, agente! Ou eu vou contar à Mia, e ela vai te matar outra vez!

Então levantou-se, não dando brecha para nenhum argumento.

Marnie subiu uma escada em anexo, após forçar Hanna a questionar um dos caras onde havia itens de primeiros socorros.

Lynna desceu dois níveis de escada, sendo interceptada por dois caras que seguravam o escudo de seu noivo, fazendo poses toscas com ele.

Sua perna esticou-se para o lado, pousando em frente à cabeça de um deles.

— Olá soldados... — disse em russo, a língua mãe da base. — Eu acho que isto aqui me pertence. Tipo, o dono, e o escudo. Além de ele ser patrimônio nacional, é claro.

Seu pé esquerdo conectou-se com a mandíbula de um, levando-o ao chão. O outro, que estava com o escudo, tentou burramente colocá-lo em sua frente para se defender.

Mas o idiota não sabe que o melhor jeito de derrotar o próprio Capitão América é pelas pernas, e foi lá onde ela chutou, arrancando um grito de dor do mesmo, quando sua perna quebrou.

Ela capturou o escudo e colocou-o em seu braço esquerdo, sorrindo para os dois.

— Não se mexam. — disparou a ordem e correu pelo corredor, impulsionando-se para quebrar a porta com o escudo, mas parou no mesmo instante em que viu os dois homens cercando Wanda, que estava acordada e tentava quebrar as amarras com seus poderes.

Imediatamente, Lynna colocou o escudo entre as pernas e capturou o arco silencioso de Clint, disparando duas flechas seguidas, depois mais três, até que não houvesse mais agentes lá dentro.

— Clint? — Natasha perguntou, erguendo a cabeça.

— Não. — a ruiva mais velha respondeu, colocando a cabeça para dentro, enquanto empunhava o escudo de seu noivo. — Ele está aposentado. Serve eu?

— O que você está fazendo aqui?! — Bucky rosnou, acordando Steve com um chute no pé.

Os olhos dele se arregalaram ao vê-la ali, em seu pijama, pingando de suor e com seu escudo na mão.

— Eu pensei que tivesse deixado bem claro que estou salvando a bunda de vocês no minuto que eu entrei aqui! — resmungou. — Me agradeçam depois!

Num só golpe, as amarras de todo mundo se dissolveram e quebraram, menos as dos supersoldados, é claro. Elas eram feitas de vibranium, o que já era de se esperar. Wanda tirou-as com seus poderes, colocando-as graciosamente no chão.

Cada um ali tinha suas reservas para com ela saindo em missão, estando num tratamento tão delicado como o dela... mas toda a atenção foi voltada para o pequeno Homem Aranha, que começou a tossir sangue, agitando a todos.

Imediatamente, Tony tentou se montar, mas sua armadura estava com alguma falha, o que o deixou ainda mais ansioso.

— Acalme-se. — Buck falou. — Eu o levarei para o quinjet.

— Ótimo. — Lynna disse, arrastando-se para fora da sala. — Porque eu preciso dos seus braços, Steve. — o loiro franziu o cenho para ela. — Sharon também foi ferida e precisa de ajuda. O quinjet está distante daqui, mas não se preocupem, eu tenho um plano.

*

Rapidamente, ela correu pelo perímetro da base, encontrando a van que estava no “estacionamento” deles. Com um sorriso no rosto, ela adentrou o veículo e vibrou de felicidade pelo fato da chave ainda estar na ignição.

Ligou seu com para a Central.

— Fury? — murmurou.

— Agente Angianova, na escuta? — ele disparou rapidamente.

— Sim, eu consegui encontrá-los. — ela respondeu. — Peter e Sharon foram feridos, eles precisarão de atendimento médico especializado. Não dá para levá-los para SHIELD agora. Eu preciso do código para aquela casa.

— Tudo bem, eu enviarei o código para o seu celular. — disse-lhe. — Entrarei em contato com os caseiros. Boa sorte.

E com isso, ele desligou.

Imediatamente, Lynna deu partida no carro, parando diante de seus amigos, abrindo a porta do motorista.

— VAMOS LÁ, VADIAS. SUBAM NA MINHA GARUPA! — gritou, batendo no banco atrás dela.

Bucky arregalou os olhos, enquanto ele carregava um Peter gemendo de dor.

— Eu não vou entrar! — disse batendo o pé, enquanto tentava controlar o rapazinho em seus braços.

Sam arregalou os olhos também, sendo o mais medroso da turma.

— Entra logo, Barnes! Vocês não têm escolha! — ela resmungou, cruzando os braços.

— Ela não sabe dirigir! — Bucky gritou. — Eu não estou arriscando a minha vida nessa merda!

— Ei, caras! Barnes era o parceiro dessa criatura. Eu estou totalmente do lado dele! — Sam disparou. — Ele sabe das coisas.

O que o desespero não faz, não é? Geral concordando com Bucky apenas porque eles têm medo dela...

— Então vocês vão a pé. Porque eu tenho que levar Sharon e Peter, e vocês não sabem dirigir do lado direito, portanto... — balançou as sobrancelhas.

Resmungando, seus amigos lotaram a van, com direito a visão sentado no colo de Pietro, que praguejou em sokoviano enquanto eles se ajustavam. Steve subiu ao lado da porta, apertando o cinto dela e de Sharon assim que ele havia se acomodado.

— É importante que todos apertem os cintos. — ouviu a voz de Barnes no fundo. — Acreditem em mim, irão precisar.

Imediatamente, todos fizeram o que ele havia dito.

— Se eu morrer, você vai me pagar uma indenização, Angianova! — Tony resmungou, fazendo-a revirar os olhos.

Ela deu partida e arrancou com pressa, fazendo todo mundo dar uma guinada para frente, enquanto o carro próprio para neve – graças ao bom Deus – disparava pela estrada, com o pé fixo no acelerador.

— PARA DE ACELERAR ESSA PORRA! VOCÊ NÃO VAI TER ESTABILIDADE PARA VIRAR! — Bucky gritou, assustando-a.

— EU NÃO SEI DIRIGIR SEM FICAR COM O PÉ NO ACELERADOR! É DIFÍCIL DIRIGIR DO LADO DIREITO, POXA! EU NÃO SOU CANHOTA! — gritou de volta.

Rapidamente, Steve se abaixou e puxou seu pé.

— O do canto é o freio, este é o acelerador. Tome mais cuidado. — ele disse apontando para os botões.

Assentindo, ela virou o carro numa curva brusca, arrancando gritos de seus amigos desesperados. De repente, a estrada começou a ficar difícil, o que complicou ainda mais as suas “habilidades” no volante.

— Visão, sai do colo de Pietro! — Sam gritou atrás de si. As mãos do sintozóide ficaram do seu lado quando ele fez o que o Falcão havia dito. — Se eu morrer, quero morrer ao seu lado.

— Depois eu que sou a dramática. — Lynna resmungou, fazendo Sam lhe mostrar a língua.

— OLHA A ÁRVORE! — Bucky gritou outra vez, segurando o pobre Pete, que tremia devido ao ferimento.

— BARNES, PARA DE GRITAR NO MEU OUVIDO, PORRA! Desculpa pelo palavrão, Pete e Steve. — Mary disparou. — EU SÓ TENHO VINTE E DOIS ANOS, SOU NOVA DE MAIS PARA FICAR SURDA, SEU VELHO GAGÁ!

Ele rosnou um palavrão.

— Caramba, DeLavega. Você é quase um feto! — Tony fez uma careta.

Ela jogou o cabelo para trás.

— Eu sou Lolita, meu bem. — piscou.

A boca do “literalmente” coçou.

Ao seu lado, Sharon tossiu apontando para a bifurcação na estrada.

— Merda. — xingou. — Marnie, você se lembra do caminho que a gente fez?

— Se eu não me engano, foi pelo lado direito. Porque do esquerdo tinha aquela árvore mais feia que a cara de Barnes e você disse para eu não tocar nela, porque ela tinha veneno, e a estrada terminava num labirinto de arvores. Não dá para a van passar por lá. — sua amiga respondeu, fazendo Bucky olhar para ela com os olhos estreitos. — Que foi, eu tenho feijão no dente?

— Você já olhou para mim? Eu sou lindo! — ele rebateu, ajustando Peter, que estava deitado do lado dele.

— Que autoestima da porra. — ela resmungou, cruzando os braços e olhando pela janela. — Estamos no caminho certo.

Lynna acelerou pelo caminho, fazendo todo mundo ofegar quando ela passou por cima de uma pedra e chacoalhou o carro, finalmente parando em frente ao quinjet fechado, onde Thor e Loki lhes esperavam do lado de fora.

— Primeiro de tudo... — ela disse assim que o motor morreu. — Quem chamou vocês?

— Eu fico ofendido, prima. — Loki disse dramaticamente colocando a mão no peito. — Eu só vim ajudá-la.

Thor abriu um sorriso enorme, que chegou até seu único olho azul, apesar de tudo pelo que ele havia passado em sua vida praticamente eterna...

— Fury disse que você precisava da nossa ajuda, então nos deu as coordenadas. O gentil feiticeiro nos trouxe até aqui. — ela desconfiou de sua fala, mas não podia parar para pedir explicações, porque Sharon e Peter precisavam de cuidados.

— Ok, todo mundo para o quinjet. — disse com urgência.

As únicas pessoas que saíram plenamente daquele carro foram as meninas, porque os outros estavam praticamente morrendo. Como Sam, que vomitou alguma coisa por trás da van.

— Se algum dia eu te ver atrás de um volante, pode crer que eu fugirei. — ele disse apontando para ela, que sorriu angelicalmente e apertou o botão para abrir a rampa.

Imediatamente, ela começou a procurar a maleta enorme de primeiros socorros, entregando-a a Mary, que começou a auxiliar Hanna no processo de cuidar das feridas de seus amigos.

— SEXTA-FEIRA, Fury enviou-me um código para uma fazenda aqui perto. Eu quero que você direcione o quinjet para lá. — Lynna disse, sentando-se na cadeira de comandante.

— Estaremos entrando numa propriedade privada, tem certeza disso, Lady Tóxica? — a IA perguntou.

— Primeiramente, Lady Tóxica é minha bunda. Segundamente, sim. É uma casa segura. — respondeu-lhe, auxiliando-a a decolar a aeronave.

— Eu não sabia que a SHIELD possuía casas seguras na Rússia. — Natasha observou, colocando os pés no painel. — Interessante.

— É, eu sei. — a mais velha observou. — Agora, anjo, tire os pezinhos do painel.

Ela arqueou a sobrancelha.

— Acho que Hanna está certa. Você passa tempo de mais com Steven. Está absorvendo a chatice dele. — disse-lhe displicentemente, apoiando-se na poltrona.

— Ei! Eu estou ouvindo isso! — a voz de Steve as cobriu.

Nat acenou para ele, que revirou os olhos.

O quinjet nunca voou tão rápido quanto estava voando agora. A cada segundo, seu coração retumbava em seu peito, só de pensar que ela voltaria lá. Já fazia tanto tempo... ela não sabia se teria estrutura emocional para rever aquele lugar.

Quando finalmente a aeronave pousou em frente à porteira, a tão saudosa porteira. Ela foi a primeira a descer, se arrependendo de não ter tido tempo para vestir um traje antes de sair da Central, porque ela estava tremendo de frio.

Ela estava prestes a entrar, quando uma mulher loira apareceu em seu campo de visão, com uma espingarda engatilhada para ela e seus amigos. Esta só podia ser Lana, a única filha do caseiro.

— Aaah! Outra russa doida! — Sam disparou, se pendurando em Pietro, que há esta hora, já estava acostumado com seus ataques de pelanca.

— Você é Lana? — Lynna perguntou, aproximando-se cautelosamente quando a mulher assentiu. — Está tudo bem, eu vim a mando Nicholas Fury. Ele falou com você, não falou?

— Ele me disse que a senhorita Angianova viria aqui hoje. — ela disse, ainda engatilhando a espingarda.

— Muito prazer, eu sou a senhorita Angianova, mas pode me chamar apenas de Lynna. — disse-lhe sorridentemente, estendendo a mão, ao lado de seu distintivo da SHIELD.

A mulher arregalou os olhos e baixou a espingarda.

— Oh, sinto muito, senhorita. Eu não lhe reconheci. — murmurou envergonhadamente.

— Tudo bem, querida. — sorriu-lhe. — Pode deixar que eu abro a porteira, sim?

Com um sorriso no rosto, Svetlana assentiu.

— Sejam bem-vindos. — disse.

Assentindo, Lynna estendeu a mão para abrir a porteira. Ela não sabia que estava tremendo, até que os portões foram cada um para o lado. Sua respiração oscilou quando ela voltou a caminhar pela faixa de seixos, controlando as lembranças da última vez que ela esteve ali.

Ela tinha oito anos, quando os agentes da Hydra lhe carregaram pelo caminho de seixos, enquanto sua avó gritava, tentando evocar algum tipo de força sobrenatural para salvá-la, mas ela não conseguiu.

Houve o tiro, então ela foi jogada no fundo de um tanque de guerra.

Engolindo em seco, Lynna pisou no primeiro degrau de madeira, avistando a janela decorada por riscos bonitos na madeira, formando um desenho intricado que sua avó havia feito quando estava entediada. Ela fora uma artista nata.

Talvez deva ter sido por culpa dela que ela se apaixonou por um artista.

Colocou a mão direita no painel de reconhecimento da SHIELD, que disparou um alarme, então a voz de SEXTA-FEIRA se fez presente.

— Identificação aceita. Seja bem-vinda ao lar, agente Angianova. — ela disse, fazendo-a sorrir amplamente ao ver a porta da casa disparar aberta.

— Pera aí? Como assim a minha SEXTA-FEIRA está conectada a uma casa segura da SHIELD?! — Tony deu piti.

— Esta não é uma casa segura da SHIELD. — Lynna rebateu. — É a minha casa. — deu-lhe um sorriso amplamente satisfeito.

Apesar da expressão de reconhecimento vinda de Thor e Loki, foi Nat quem se pronunciou.

— Ivenorra? — perguntou admirando tudo o que seus olhos minuciosos podiam captar. — Eu pensei que tivesse sido destruída num incêndio.

Ela sorriu emocionadamente.

— Eles incendiaram apenas o celeiro. — respondeu-lhe. — Entrem. Precisamos levar vocês dois para a enfermaria.

Abriu a porta para que o time pudesse passar.

Ela ficou sem palavras, porque exatamente tudo ali estava praticamente do mesmo jeito que sua avó havia deixado. Exceto que a maioria dos móveis foi restaurada, porque os agentes da Hydra destruíram tudo pelo caminho.

O trabalho que a SHIELD fez aqui foi maravilhoso...

— Hanna, Mary — ela voltou a falar. —, por trás daquela porta estão as escadas que vão dar no porão, a enfermaria fica lá. — elas assentiram, obrigando os dois supersoldados a carregarem seus amigos feridos pelo caminho que ela havia indicado. — SEXTA-FEIRA, ligue o aquecedor, por favor.

Alguém fechou a porta, então o calor adentrou o cômodo.

— Foi nessa casa que você cresceu? — Tony perguntou, circulando pelo local, observando as fotos e pinturas espalhadas pelas paredes. Ela fez um barulho de concordância, sufocada pelas emoções boas que cercavam o lugar. — Quem seria esta senhora? — ele parou diante de um dos quadros maiores. Este retratava uma mulher de longos cabelos de fogo, que desciam como uma cascata elegante pelas laterais de seu corpo. Ela usava um vestido fluido que deixava seus braços expostos. Suas mãos seguravam seu ventre dilatado. Até mesmo seu brilho de plenitude havia sido retratado. Stark parecia interessado demais neste retrato.

— Esta é minha mama, Aleksanna. — respondeu-lhe, também admirando a pintura. — E o solavanco que ela está segurando sou eu, o que significa que eu também ganhei uma pintura. — sacudiu os cabelos convencidamente.

— Não creio. — seu amigo ironizou.

— Sim, olha. — ela apontou para a pintura onde ela sorria fofamente. Suas bochechas estavam avermelhadas e ela usava um penteado que provavelmente as crianças asgardianas costumavam usar na época... — Eu tinha três anos quando fizeram essa pintura. É a maior que minha avó possui. Infelizmente eu não sei se há alguma pintura minha com os cabelos castanhos, mas... vocês querem me ver pelada?

— QUE HISTÓRIA É ESSA? — Marnie disparou subindo as escadas. — Eu quero te ver pelada, vamos para o quarto?

Ela riu alto, pegando um porta-retratos onde ela estava deitada numa banheira, rindo das caretas que sua avó fazia.

— Aqui. — mostrou-lhe. — Não se apaixona. — levantou a cabeça para os supersoldados, que se limpavam do sangue de seus amigos de seus corpos. — Como eles estão?

— Vão ficar bem. — Steve lhe respondeu. — Sharon mandou perguntar qual a senha do wifi, ela precisa falar com Mia.

— Uh, eu vou providenciar isso no escritório. — disse-lhe se levantando. — Acomodem-se, sintam-se em casa. Porque vamos ficar aqui por um tempo, então...

Caminhando pelo corredor, ela sorriu, enquanto sua mão tocou outra vez o corrimão da escada.

Vovó, eu estou em casa.

Notas finais
Ivenorra ainda está de pé ♥ um pedaço da vó Amber ainda existe ♥ Lady Aleksanna (eu juro que tentei achar uma foto melhor, mas todas elas tinham uma resolução baixa. Acho que vou ficar devendo :/ ): https://i.pinimg.com/originals/40/40/a2/4040a23955ddc345779198502879279b.jpg Baby Lynna (o quadro, Steven não me deixou mostrar ela pelada. Vou ficar devendo essa também): https://i.pinimg.com/originals/2d/ac/25/2dac255e41db944363b8e9f312da9782.jpg Mia: https://media1.popsugar-assets.com/files/thumbor/lg2JCSt4P8mmsIRe7N3tdYjJn1s/fit-in/1024x1024/filters:format_auto-!!-:strip_icc-!!-/2016/12/07/575/n/29590734/a3811ce2105dbc85_GettyImages-625039524_master/i/Lily-Collins.jpg Até o próximo!