The Captain and The Petal.

73 Seventy-first Chapter. - Ten Words.


Notas iniciais
Ois! Eu queria anunciar logo de cara que este capítulo é muito agridoce, mas ele é um ponto de virada muito importante para o rumo que a estória irá tomar, coisa que vocês só entenderão quando lerem :) Boa leitura. PS: desde já, me desculpem.

Dez palavras.

Baby, você não vê?

Estou chamando

Um cara como você, devia ter um aviso

É perigoso, estou caindo

A música começou a soar, antes que um pequeno feixe de luz fosse aceso. Este feixe de luz iluminou as curvas delgadas dos dedos de Anya, depois foi subindo pelo seu braço, então rapidamente mudou para o outro.

Não tem escapatória, não posso esperar

Eu preciso de um golpe, baby me dê isso

Você é perigoso, estou amando isso

A lanterna serpenteou, sutilmente exibindo seu corpo, envolto num conjunto branco, com plumas em formato de asas presas em suas costas.

Aquilo lhe tirou a respiração.

Muito alto, não posso descer

Perdendo a cabeça, girando pra lá e prá cá

Você me sente agora?

Agora a luz mudou para o chão, mostrando-lhe os saltos perolados que ela usava, então subiu por suas pernas, mostrando-lhe a extensão de suas meias, abraçando suas coxas macias da melhor maneira possível.

Com o sabor dos seus lábios, estou viajando

Você é tóxico, estou derretendo

Com o gosto do veneno, estou no paraíso

Estou viciada em você

Você não sabe que você é tóxico?

E eu amo o que você faz

Você não sabe que Você é tóxico?

De repente, a luz se voltou diretamente para o chão, antes que Anya estendesse o braço e lhe mostrasse o belo sutiã branco em sua mão, para depois jogá-lo no tapete.

Seu peito subia e descia em antecipação, ainda mais porque ele não conseguia senti-la como estava acostumado, o que lhe deixava um pouco ansioso ultimamente. Ele gostava de ouvir sua vozinha atrevida importunando-o em sua mente.

Me intoxique agora

Com seu amor agora

Eu acho que estou preparada agora

Ela sentou-se na cama, mostrando-lhe suas pernas outra vez, enquanto deslizava para fora de seu corpo a parte de baixo do conjunto, derrubando-a no chão, próximo aos seus pés, assim como sensualmente saia de seus sapatos. Ninguém deveria ser tão sexy fazendo isso.

Me intoxique agora

Com seu amor agora

Eu acho que estou preparada agora

Quando ele se abaixou para pegar a peça, ela iluminou sua mão, chamando-o com um gesto hipnotizante de seus dedos. A lanterna foi desligada e tudo o que ele ouviu foi o barulho seco que a mesma fez ao ser jogada contra o armário.

A toalha caiu ao redor de seus pés, enquanto ele se movia rapidamente até o seu objetivo, agora utilizando-se de suas habilidades de supersoldado para enxergar através da penumbra, vislumbrando Anya deitada entre as cobertas, com as plumas adornando-a.

Bucky ajoelhou-se na cama, tocando o tecido macio da meia 3/4 abraçando a pele da pequena travessa à sua frente, para depois deslizar a palma de metal através da perna dela, fazendo-a tremer sob o seu toque. Seu cheiro suave encheu o ar, intoxicando-o.

Onde você quer chegar com isso, preciosa? — ele sussurrou em romeno, contra a pele de sua coxa desnuda, arrancando um soluço dela. — O que quer de mim?

— Baby... — Anya choramingou, estendendo a mão para tocá-lo. — Eu estou ardendo!

Ele riu, entendendo seu pedido.

Imediatamente, começou a arrastar beijos molhados pela extensão de suas pernas, subindo para a virilha, enquanto ignorava sua flor cheirosa e suculenta, trilhando um caminho reto até o vale entre seus dois globos macios de carne, salpicados de pontinhos laranja, com picos cor-de-rosa duros como pedra à espera de seus lábios.

Ele levou um dos seixos à boca, envolvendo-o com o calor de sua língua, arrancando um grito rouco de sua senhora abaixo dele, que arqueou as costas, empurrando sua cabeça contra sua carne.

O riso brotou do fundo de sua garganta, pelo desespero dela, que puxou seus cabelos em alerta.

Depois de enrolar o suficiente, Bucky uniu suas bocas, puxando-a para cima para encontrar seus peitos num abraço firme, certificando a si mesmo de que ela não iria a lugar nenhum longe dele.

Como sempre, suas unhas deslizaram por suas costas, fazendo-o gemer contra sua boca, puxando-a ainda mais para cima de si, com as pernas enroladas em sua cintura.

As mãos dele percorreram suas costas, tentando desfazer a alça das asas.

— Ei! — ela parou-o no ato, estreitando os olhos para si. — Demorou uma eternidade para eu conseguir prender essas asas, mocinho! — reclamou, firmando-se em suas coxas. — Elas ficam!

Ele bufou, arrastando suas mãos para baixo, pousando-as em sua cintura.

— Implicante. — resmungou, fazendo círculos em sua pele, porque ele sabia que isso mexia com ela.

— Quem é nunca quer ser só. — ela devolveu, correndo seus dedos por seus ombros, com aquele formigamento que o atiçava.

Com um impulso, o corpo dela foi devolvido à cama, enquanto os dois brigavam para ver quem matava o outro sem ar primeiro. Seus beijos aquecidos desceram pela figura dela, demorando-se em seus montes suaves, fazendo-a puxar seus cabelos com força.

Quando ele finalmente retornou à sua flor, inalou a loção de ameixas que Anya usava, correndo a ponta do nariz por sua carne, fazendo-a choramingar. Sem demora, o moreno mergulhou sua língua em suas dobras, entorpecido com o seu gosto.

Ela gritou uma vez que seus impulsos se tornaram um pouco selvagens, puxando-a contra sua boca, firmando-a na cama quando ela começou a convulsionar.

Tudo o que ele estava fazendo era prepará-la para a ação que estava por vir.

Quando seu pequeno anjo começou a arranhar suas costas, ele soube que ela estava pronta. Colocou-se de joelhos outra vez, limpando desajeitadamente o suco que escorria em seu queixo, mais para não fazer uma lambança ainda maior, do que por nojo. Ele poderia mergulhar em sua essência para sempre e não ficaria enjoado. Espalhou suas pernas e se posicionou em sua entrada.

Os olhos de ambos se reviraram.

Era assim todas as vezes que eles se uniam: a sensação de voltar para casa, de conforto, de carinho, de amor. Ele nunca imaginou que pudesse ser amado por alguém. Ele nunca imaginou ter capacidade para amar alguém de volta.

Encostou a testa na de Anya, combinando suas respirações.

Obrigado por segurar meu coração. — murmurou em romeno, contornando o rosto dela com a ponta de seu nariz.

Eu te amo. — ela murmurou de volta as duas das poucas palavras que havia aprendido.

Sorriu.

— Você aprende rápido. — brincou.

Ela arqueou a sobrancelha, mas seu comentário atrevido morreu em sua garganta quando seus quadris se moveram, finalmente “desativando” a barreira que ela havia colocado entre os dois antes de provocá-lo com aquela música.

Agora ele podia sentir tudo.

O modo como a mente dos dois estava conectada o permitia sentir o êxtase que ela estava sentindo, o que lhe ajudava ainda mais a saber que estava fazendo a coisa certa, além do fato dele conhecer seu corpo naturalmente.

Um grito alto escapou de sua garganta quando ela teve o seu fim, apertando-o dolorosamente com o seu calor, envolvendo-o no manto de chamas que era luxúria, provocando-o, chamando-o, implorando-o para atingir o seu próprio ápice...

Ele sentiu as bordas de sua visão ficarem turvas, enquanto seu corpo caía por cima do dela, que resfolegava, tateando gentilmente suas costas molhadas de suor.

Bucky descansou a cabeça no peito de Anya, após ter certeza de que não iria esmagá-la com o seu peso.

— O que você está fazendo, soldado? — ela o cutucou, fazendo-o encará-la com os olhos encapuzados pelo cansaço. — Eu não lhe disse que acabamos!

Ele soltou um suspiro, acomodando-se melhor em cima dela.

— Só mais cinco minutos... — resmungou. — Eu fui obrigado a carregar um urso polar da Hydra fedendo a uísque, depois de ter sido traumatizado com a visão da minha irmã mostrando as tetas. Tenha dó!

— Quem tem dó é papai do céu. — Anya retrucou. — Mas como eu sou um anjinho... eu vou te dar algum crédito. Ninguém merece ver a garotinha que você criou mostrando as tetas para o público. — ela acariciou seus cabelos, desembaraçando-os. Sua voz tinha uma nota de sarcasmo insolente e divertido. — Contudo, depois disso, você vai ser meu.

— Todo seu. — ele concordou.

— Para eu fazer o que eu quiser? — ela sussurrou, arranhando-o com suas unhas do pé.

— O que quiser. — ele murmurou, cheirando sua pele.

— Posso ter a sua bunda? — perguntou-lhe inocentemente, traçando uma de suas bochechas com o solado do pé.

A excitação crua correu pelo seu corpo, fazendo-o endurecer outra vez.

Sempre.

*

— Não sai da cama. — ela se esticou, apertando-o para baixo. — Nós ainda temos tempo...

— É meio-dia. — Steve murmurou com sua voz enrouquecida. — Nós devemos nos arrumar. Daqui a pouco deveremos pegar o quinjet de volta para casa.

Lynna fez bico, jogando-se em cima dele, se aproveitando da sua quentura. Ela não queria voltar para o Complexo, não se isso significasse que ela teria que sair daquele ninho confortável.

— Não. — ronronou, enfiando sua cabeça no pescoço dele. — Vamos voltar a dormir, eu estou com preguiça.

O loiro riu.

— Me conte uma novidade. — brincou, separando-se dela.

— Se você sair desta cama, irá dormir no sofá quando nós chegarmos ao Complexo! — protestou. — Estamos praticamente na Sibéria, está frio! A porcaria do aquecedor está jogando um jogo comigo, eu só preciso do seu corpo quente aqui! — ela intensificou o bico. Seu corpo foi retirado da cama e foi enrolado num corpo maior, enquanto os dois saíram do quarto. — Me carregar consigo não muda a sua sentença, Steven!

— Eu sei. — ele murmurou displicentemente, colocando-a sentada na privada, enquanto se inclinava para abrir a torneira de água quente. — Mas é sempre bom correr riscos... — piscou.

Ela cruzou os braços.

— Devia ser proibido trabalhar no inverno. É difícil encontrar motivações para levantar a cama. — resmungou, fazendo-o rir.

— Eu prometo que você terá bastante tempo para se aconchegar, agora, tire sua roupa e vamos tomar um banho, sim? Nós precisamos fazer o interrogatório para poder sairmos daqui. — o loiro pediu, tirando seu moletom e colocando-o em cima do cesto de roupa.

— Se você queria me ver sem roupa era só pedir. — a ruiva murmurou, esticando-se preguiçosamente para retirar suas roupas. Ainda lentamente, ela escorregou para a banheira encostando suas costas no peito dele. — Você sabe que nós não conseguiremos sair daqui a tempo, não sabe? — encostou a cabeça no ombro dele, permitindo-o acesso ao seu corpo.

— Estou contando que consigamos. Não dá para usar o chuveiro agora. Só de pensar no frio que está lá... — ele estremeceu. — O que você está fazendo...?

Ela riu, virando-se para sentar-se nas coxas dele, apoiando suas mãos em seu peito.

— Eu estou te aquecendo. — murmurou insolentemente, descendo as mãos para sua barriga, contornando seus gominhos, fazendo-os tremer sob o seu toque.

Princesse... nós iremos nos atrasar... — ele murmurou em tom de alerta.

Ela arqueou a sobrancelha, posicionando-o em sua flor.

— Eu não ligo. Eu estou com frio. — então afundou, prendendo suas unhas em seus ombros, arrancando um gemido alto do mais velho, que fechou os olhos com força, jogando a cabeça para trás.

— Por que nós nunca conseguimos tomar banho de banheira inocentemente? — ele perguntou ofegante, usando seu braço direito para acomodá-los melhor.

— A culpa é sua. — ela resmungou, firmando-se com seus joelhos na porcelana.

Ele arqueou a sobrancelha, serpenteando sua mão na carne de seu traseiro.

— A culpa é minha? — rebateu.

— Sim. — ela balançou a sobrancelha amarrando melhor o seu cabelo, que ainda estava em crescimento e continuava caindo do coque. — A culpa é sua e do seu corpo seduzente. É difícil para uma garota, sabia?

Ele riu, fazendo-a soltar um gritinho quando a criatura virou-os bruscamente, empurrando-se contra ela.

Suas unhas afundaram-se em sua carne, enquanto ela se permitia sentir as sensações que o loiro lhe passava, sendo o mais alta que ela podia.

Em questão de minutos, os dois tinham atingido o ápice, agarrados um ao outro, completamente ofegantes pelo esforço.

A água da banheira estava pela metade, o que a fez rir.

— Você é um perigo, mocinha. — o loiro murmurou em sua pele. — Agora... nós realmente precisamos sair.

Ela não estava se importando de fazer cara feia o tempo todo que vestiu sua roupa, terminou de arrumar sua mala e caminhou ao lado de Steve para a sala de reuniões.

Cruzou os braços e encarou a mesa, contrariada e ainda com frio.

— Quer sorvete? — Mary perguntou, esticando seu braço para ela, que imediatamente pegou o doce.

— Você não estava com frio? — seu noivo franziu o cenho.

Ela deu de ombros.

— Eu já fui aquecida. — piscou, fazendo-o afundar um pouco, enquanto ela comia o sorvete.

— No que puderem me poupar dos detalhes sórdidos, me poupem, por favor. — Marnie disparou, cruzando os braços. — Agora... cadê Stark?

Como se tivesse brotado do chão, Tony aparece na sala, usando óculos escuro e um casaco pesado que ela queria roubar para si.

— Sentiram minha falta? — ele perguntou retoricamente, então reparou em seu olhar de cobiça para cima do seu casaco. — Pode tirar o olho, Lady Tóxica, você tem um urso gigante para te aquecer, eu não.

— Eu posso trocar. — disse displicentemente, fazendo Steve encará-la com a sobrancelha arqueada. — Que foi? Depois eu destroco, eu juro.

Ele negou com a cabeça, então soltou um suspiro.

— Bem... vamos começar?

*

Depois da reunião, as meninas se uniram no lobby para se esquentar. Elas estavam enroladas no edredom da Viúva Negra que Hanna havia comprado numa loja de conveniência em algum lugar do mundo.

Maria jogou-se no sofá, cutucando Wanda para se enfiar junto com elas.

— Eu vou começar a cobrar. — Hanna resmungou, apertando-se contra o seu peito, fazendo bico.

— Você quer que eu comece a te cobrar certos favores, Nuri? Eu sei coisas sobre você que vão deixar o coisa ruim de cabelos em pé. — Hill devolveu, arqueando a sobrancelha.

— Puta merda, parece que todo mundo sabe algum podre da Hanna menos eu. — Lynna resmungou, ajustando-se melhor com Han em seus braços. A mão dela estava fria.

— Na verdade, ela não sabe nenhum podre sobre mim, é só que eu devo alguns favores a essa ingrata. — a pequena retrucou.

— Ainda bem que você se lembra disso, coisa linda. — Han mandou um dedo do meio para Maria, que riu. — A propósito, Mary, parabéns pelo seu casamento.

Marnie franziu as sobrancelhas, então cruzou os braços.

— Será que Fury não consegue ficar sabendo de algo, sem ter que ir te contar imediatamente? Que menino mais fofoqueiro! — resmungou.

— Na verdade, Fury não me contou nada. Foi ela. — a morena apontou para Lynna que sorriu amplamente. Mary arqueou a sobrancelha. — Nós apostamos e essa desgraçada jogou sujo para vencer.

— Ei! Que isso? Cadê o espírito esportivo? — brincou. — Eu te disse que esses dois estavam estranhos! — Maria revirou os olhos.

— Mas também... depois daquelas olhadas que eles deram naquele dia no gramado... — a morena relembrou, fazendo-a rir.

Tudo aconteceu no dia em que as garotas estavam fazendo ioga e Maria se ofereceu para fazer parte da sua “fila”, uma vez que elas não estavam com vontade de praticar nada. Bucky estava lutando com os bonecos virtuais que Tony havia projetado, então, quando eles terminaram, os dois se olharam de maneira suspeita, como se dissessem “hoje tem” e se mandaram. Horas depois, Barnes voltou com o pulso machucado. Elas se olharam entre si e desconfiaram de que tinha caroço no angu deles, então fizeram uma aposta sobre como o povo descobriria sobre os dois. Detalhe: elas só DESCONFIAVAM, e olha no que deu...

— Eu não acredito que vocês notaram. — a ruiva anã resmungou.

— Minha filha, você não pode esconder as coisas de espiãs achando que elas nunca irão descobrir. — Hill rebateu. — Você tem sorte que não foi Natasha. — Nat olhou para ela com uma cara que dizia “ela tem razão”. — Agora... tira uma dúvida de uma amiga, por favor...? — Marnie estreitou os olhos para a morena, que sabia muito bem esconder suas emoções quando queria.

— Ok. — resmungou “hostilmente”.

— O braço dele vibra mesmo?

Não houve uma criatura enrolada naquele sofá que não estivesse morrendo de rir da cara indignada que a ruiva anã fez. Elas se curvaram ainda mais quando viram-na ficar vermelho-tomate.

— Sim. — sussurrou.

— Oh meu Deus, eu não estou bem! — Hanna bufou, então Bucky apareceu ao lado de Tony e Steve, atraindo ainda mais gargalhadas.

— Você é uma garota de sorte, Marnie. — Hill brincou, encolhendo-se para não apanhar.

— Palhaças. — resmungou, cruzando os braços.

— Ah, quer saber, vasa do meu edredom! — Hanna disse, puxando a parte em que Marnie estava. — Você me ofendeu.

Revirando os olhos, a ruiva anã escorregou para fora, mas não antes de puxar o cabelo de Han, que gritou e tentou bater ela. Neste momento, um rapaz mais ou menos do tamanho de Wanda com os cabelos loiros lambidos apareceu no campo de visão delas, com um sorriso enorme no rosto.

— Mary! Que bom te ver! — ele disse, fazendo sua amiga arregalar os olhos e parar de tentar bater na nanica da Coréia. Lynna não gostou do jeito que os ombros dela ficaram tensos. — Você sumiu...

Ela forçou um sorriso para ele.

— É bom ver você também, David! — saudou-o forcadamente.

— O que aconteceu com você? Sabe... você não atende mais minhas ligações, e já não trabalha mais na enfermaria do Hospital da SHIELD... — hm... que carinha bizarro...

De onde estava, a ruiva mais velha tacou uma bala na cabeça de Bucky, que olhou com raiva para ela, mas parou de frescura quando ela não tão sutilmente apontou com o queixo para a “interação” que a esposa dele estava tendo com o bizarro do cabelo lambido.

— Ah, é que eu pedi meu celular antigo numa missão. — Marnie respondeu sem graça.

— Oh... — o rapaz lamentou. — Mas então... eu poderia saber o seu número novo...? Sabe... eu queria convidá-la para sair algum dia... — esse pequeno gafanhoto sabe que está se metendo numa fria, tipo, literalmente?

— Opa... — sua amiga riu sem graça. — É que eu me esqueci do número, acredita? — Mary, conta logo que tu não está livre, sua besta!

Rapidamente, o carinha sacou um bloquinho e uma caneta do bolso de seu jaleco.

— Toma. — ele entregou-lhe uma folha de papel. — Nós ainda podemos conversar quando você quiser. — tradução: eu irei te importunar sempre que eu tiver tempo, porque eu claramente não sei ouvir um não. Lentamente, Bucky foi se aproximando da cena. — Então... quando você vai voltar para casa? Nós podemos ir ao cinema, sabe?

Marnie pigarreou.

— Na verdade, David, eu não vou poder. — disse-lhe.

— Por que não? — ela levantou-se rapidamente quando ele pronunciou estas palavras, por conta do tom ligeiramente histérico dele.

— Meu trabalho não me dá tempo, e eu estou comprometida. — ela respondeu-lhe categoricamente, mas ainda sendo gentil com a criatura.

Lynna se assustou ao ver a ligeira psicopatia piscar no olhar daquele muleque. Ela podia apostar que Mary também estava vendo isso, só que mais profundamente.

— Poxa, sério? — murmurou “entristecido”. — Mas nós ainda podemos ser amigos, certo? Eu ainda poderei vê-la no Hospital da SHIELD ocasionalmente, sim?

— Sinto muito, mas eu não trabalho mais lá. — ela afastou-se um pouco dele, deixando-o um pouco perturbado por ela não ter respondido a sua “pergunta principal”. — Estou com os Vingadores em tempo integral.

— Nossa, isso é incrível! — ele disparou. — Eu estou sendo transferido para o Complexo dos Vingadores em questão de dias! Fiquei triste por não estar mais perto de você, mas agora esta é uma ótima notícia! Vamos nos ver todos os dias!

Se depender de mim, não.

— Uh... talvez não. — Mary cortou o barato do garoto, que murchou na hora. — É que eu estou trabalhando com os Vingadores. Eu sou uma vingadora agora. Meus dias de enfermeira acabaram.

O doente abriu um sorriso.

— Então, eu ainda poderei cuidar de você.

Oh meu deus! Ele sabe que está incitando a raiva de um soldado centenário? Se Bucky bater a merda fora desse menino, ela vai ser a primeira a defendê-lo. – a defender Bucky, no caso – Porque ela odeia pessoas esquisitas como ele, que gostam de perseguir pessoas que claramente não querem nada com ele.

— Uh. Bem, eu preciso ir. — Mary disparou por fim. — Tchau David.

Sua respiração ficou presa na garganta quando o cara segurou o pulso de Marnie.

— Erm... você ainda não respondeu a minha pergunta. — insistiu. — Nós ainda podemos ser amigos, não podemos? Ainda podemos sair como sendo apenas amigos?

— Qual a parte do ‘eu sou comprometida’ você ainda não entendeu, cara? — Bucky soltou, caminhando até eles, fazendo o exibido de cabelo lambido engolir em seco. — Ela não quer nada com você!

— Com licença, Sargento Barnes, mas o senhor não foi convidado para esta conversa. — o filho da puta teve a CORAGEM de dizer isso na frente da porra do Soldado Invernal com ciúmes?

“Hanna, cadê a sua pipoca? Eu adoro ver embuste apanhando” sussurrou no ouvido da pequena, que quase sorriu conspiratoriamente para ela, passando-lhe o saco que ela retirou do nada. Lynna tinha quase certeza de que essa peste era uma bruxa.

— Rapaz, tire a sua mão do pulso da minha esposa, ou nós iremos ter um problema aqui. — seu amigo disse, estreitando os olhos milimetricamente. Ela não precisava ser um supersoldado para saber que o coração do frangote estava disparado de medo.

Imediatamente, o cara soltou Mary, que se afastou ainda mais dele.

— Então... foi assim que você conseguiu uma vaga como vingadora? — ELE NÃO DISSE!

CRASH, foi o barulho que o filho da puta fez ao cair no chão com um gancho de direita que ele levou de sua amiga, agora vibrava de raiva, literalmente.

— Você não vai me desrespeitar na frente dos meus amigos, seu psicopata filho de uma puta! — ela disse em tom de ameaça. — Se eu não atendi as suas chamadas foi porque EU NÃO QUIS. Se eu recusei os seus convites para sair, foi porque EU NÃO QUIS. E se eu estou trabalhando com os heróis mais fodas da Terra, foi porque EU MERECI, e não porque eu me deitei com alguém, porque eu JAMAIS farei ou precisarei disso para crescer. Então garoto, quando uma menina te disser não, ela quer dizer não mesmo. Vê se aprende, e não saia ofendendo-a por aí. — ele ficou lá no chão como um pedaço de bosta, olhando para Mary, que tinha uma cara mais assustadora que a de seu marido. — E outra coisa... sabe aquela promoção no Complexo? Pode esperar sentado, porque ela não vai rolar. E sabe porquê? — ele negou repetitivamente. — Porque eu sou a enfermeira chefe de lá. E não posso aceitar alguém com tamanha falta de profissionalismo na minha equipe.

O cara ficou boquiaberto.

— Agora... — Bucky se aproximou dele, pegando-o pela gola do jaleco com sua mão de metal. — Se eu fosse você, eu tomaria mais cuidado com o modo como eu falo com as garotas. — puxou-o contra seu corpo enorme, fazendo o desgraçado parecer um boneco de pano por ele ser um gigante. — Se eu souber que você andou importunando alguma dama, as coisas não ficaram boas para o seu lado. E principalmente, não chegue perto da minha esposa. Ou eu não ficarei feliz. E você não quer me ver infeliz, quer?

Caralho, uma salva de palmas.

— Não senhor. — o carinha balbuciou.

— Some. — Bucky soltou o infeliz, que saiu do lobby mais rápido do que Pietro roubando seus biscoitos.

— Deixa eu tocar fogo nele? — Hanna pediu, fazendo bico.

— Não. — Lynna disse-lhe rapidamente. — Eu sou a mais velha, eu tenho que bater nele primeiro, depois você taca fogo. — piscou.

As meninas riram.

— De qual buraco de Chernobyl saiu essa criatura? — Natasha perguntou, aderindo ao meme de Mary também. Porque era impossível você não sair citando Chernobyl nos dias de hoje.

Os brasileiros saíam com cada coisa para criar os seus memes...

— Ele era estagiário de enfermagem no Hospital da SHIELD. Eu fui colega dele nos primeiros meses em que cheguei nos Estados Unidos. — Marnie respondeu. — Desde sempre eu soube que ele era um embuste, mas nem com todos os meus poderes, eu conseguia me livrar dele, até Fury me transferir para uma base secreta que eu não posso dizer onde fica, mas que todo mundo sabe o nome: que é a Central, onde eu finalmente pude ter paz. E realmente tive que me livrar do meu antigo celular, para que ele não voltasse a me incomodar. Na época, eu fiz boletim e tudo, mas nada foi resolvido...

— Nossa, como eu não soube disso? — Hill franziu o cenho.

— Vai ver ele era discreto com as outras moças. — Mary deu de ombros. — O que importa é que ele não vai mais me incomodar, a menos que ele queira apanhar de novo.

— E pode crer que ele vai se tornar meu saco de pancadas preferido. — Lynna falou, esfregando as mãos.

— Sinceramente, Lya, você precisa bater em alguém. — Bucky observou, correndo os olhos por sua figura. — Faz um tempo que a sua preguiça não te deixa treinar.

— Se eu quisesse bater em alguém, eu te bateria Barnes. Porque é engraçado. — ele revirou os olhos, então ela deu-lhe um soco que nem foi forte.

— Perdeu o juízo? — ele disparou.

— Não. Mas eu disse que te bater era engraçado. — ela rebateu.

Bucky levantou o braço para fazer cócegas nela, mas sua mão de carne bateu em cheio na superfície plana do escudo que seu noivo deixou com ela, fazendo-o soltar um grito de dor.

— Sua peste! — grunhiu, fazendo-a sorrir angelicalmente. — Vamos Anya, você não deveria se misturar muito com pessoas perturbadas.

Ele estendeu a mão para Mary, que saiu negando com a cabeça, porque ela sabia o que iria acontecer em seguida.

Imitando o gesto icônico de Steve, Lynna jogou o escudo no chão, forçando-o a formar um ângulo perfeito para que a cabeça de Bucky fosse atingida. O impacto sequer fez cócegas nele, mas o deixou muito puto.

— HAHAHA! SINTA O PODER DA JUSTIÇA, BARNES! — ela gritou, fazendo uma dancinha tosca, porque só estavam eles no lobby agora. Todo mundo vazou ao ver a demonstração de raiva de seu irmão.

— Steven! — Bucky gritou. — Dá próxima vez que eu ver a merda desse escudo nas mãos desta louca, eu juro que vou te bater e... ai!

— Não me chama de louca! — ela tacou uma balinha na cabeça dele.

— Não desperdiça as minhas balinhas com merda, Lyanna! — Hanna protestou.

— Vocês são duas pestinhas. — o moreno disse com os olhos estreitos, apontando o indicador de metal para elas. — E se merecem.

Elas sorriram para ele, acenando.

— Que tal irmos correndo para o quinjet? — Hanna encarou-a, balançando as sobrancelhas. — Vamos roubar o banco reto, aí os nossos pombinhos não poderão sentar juntos! Porque se nós não vamos sentar com um chuchu para abraçar, principalmente eu que não tenho, a Mary Quenga também não vai.

Lynna abriu um sorriso, apanhando o escudo de Steve do chão.

— Adorei a ideia. — disse.

— Sabe... Barnes tem razão. — Natasha pronunciou-se, provocativamente. — Vocês duas se merecem.

Elas abriam um sorriso e juntas saíram correndo para o quinjet, passando por Mary e Bucky, que estavam mais ocupados sugando as almas um do outro que com seu lugar no quinjet.

— BANDO DE ARROMBADA! — Marnie gritou quando elas se sentaram no banco reto, acenando para eles. — EU VOU FAZER VOCÊS PAGAREM!

— NO CRÉDITO OU NO DÉBITO? — Hanna gritou de volta.

— NO CEMITÉRIO! — ela respondeu.

— PAREM DE CHORADEIRA E ENTREM LOGO, VADIAS! NÓS ESTAMOS INDO ÀS COMPRAS. — Lynna gritou por fim, fazendo Bucky revirar os olhos e caminhar até elas resmungando pragas em romeno, porque agora só é o que ele fala quando tá perto de Mary, porque ele sabe que ela tem uma quedinha por vampiros, então ele decidiu explorar o lado vampiresco dele. — Awn! Hanna, Bucky é tão fofinho quando está com raiva de mim, você não acha?

Ela sorriu, concordando.

— Dá vontade de morder. — completou.

— Morda, e eu arranco os seus dentes. — Mary arqueou a sobrancelha, para depois sorrir “angelicalmente” para ela.

— Eu preferia a Nat para o meu Bucky. — Han cruzou os braços. — Pelo menos ela é uma pessoa legal. E me dá lanche, o que é o que importa.

— Poxa, que pena. — a ruiva anã ironizou. — E o Bucky é MEU.

Negando com a cabeça para a picuinha das duas, Lynna colocou o escudo do loiro encostado em sua cadeira, ao lado da bolsa dele com suas roupas e seu traje. Ela amarrou tudo para que não ficasse bagunçado com o voo e se enrolou no edredom grosso que havia trazido de seu quarto, para por fim deitar-se em cima de sua outra manta fofinha, que cobria a mala de Steve.

— Se alguém me acordar, eu juro que eu furo os olhos. — disse alto o suficiente para o povo que lotava o quinjet ouvir. — Pode ser qualquer um.

E com isso, ela não viu mais nada, dormindo embalada pela conversa de Hanna e Mary, que já haviam voltado a ser amiguinhas. Isso não iria durar nem duas horas, porque aquelas duas foram feitas para brigar, principalmente por Bucky.

Ela não conseguia entender como elas se davam tão bem profissionalmente.

*

Quando se acordou, Lynna estava envolta numa nuvem fofinha, completamente aquecida, mas uma pessoa que não tem amor a sua vida a fez pular no lugar.

— Desculpe-me. — a voz de Steve saiu suave, enquanto ele se encolhia um pouco, arrumando sua bagunça, enquanto terminava de abotoar sua camisa social azul, a sua preferida, que deixava seus olhos mais brilhantes. — Eu tropecei no tapete. — ele deu-lhe um sorriso fofinho, coisa que a fez se derreter um pouco por ele.

— Tudo bem. — sua voz saiu grogue. — O que foi? Você vai sair em missão de novo?

Seu coração se apertou. Ela não queria se separar dele tão cedo.

Ele negou com a cabeça, fazendo-a suspirar aliviadamente.

— Hoje é a “festa de casamento” de Bucky e Mary, esqueceu? — ela arregalou os olhos, ao passo que o loiro riu baixinho de sua cara. — Natasha já está terminando de arrumar a decoração. Ela pediu para eu te acordar, mas eu não consegui. Você parecia estar tão bem enroladinha...

Ela sorriu manhosamente, esticando-se.

— Está tão frio que eu só queria hibernar... — murmurou. — Esse inverno promete ser bem forte.

Fez bico.

O loiro riu, aproximando-se dela.

— Vamos, dona preguiçosa. — disse carinhosamente. — Nós temos que prestigiar os nossos amigos.

— A gente não pode mandar um presente depois? — perguntou-lhe esperançosamente, encolhendo os ombros quando Steve arqueou a sobrancelha para si. — Ok, eu vou me arrumar. Mas eu não vou tomar banho! Nem morta.

Ele franziu o nariz.

— E você não vai ficar fedendo? — perguntou-lhe.

— Eu posso ser asgardiana, mas cresci na Europa, fofinho. — ela respondeu-lhe do banheiro. — Eu posso sobreviver uma semana sem tomar banho, e ainda estarei cheirando a flores.

Sorriu-lhe amassando seu cabelo num penteado decente, enquanto entrava em um de seus pares de sapatos preferidos. Ela colocou seus brincos de perola outra vez, passou um pouco de maquiagem, deslizou do jeito mais preguiçoso possível um vestido bodycon em seu corpo, e estava pronta.

— Espero não ter lhe afastado. — murmurou aproximando-se do loiro.

— Longe de mim. — ele disse de modo irônico. — Eu já estou acostumado com o seu nível de preguiça.

— Eu estou com frio, é diferente. — ela fez bico, trancando a porta do apartamento.

— Bem, é uma pena que nós não podemos parar para nos aquecer. — comentou com um sorrisinho em seu rosto aparentemente angelical.

— Pervertido. — ela murmurou, fazendo-o rir.

Eles tomaram o elevador até o terceiro andar, que se tornou o lugar oficial para as festinhas deles.

O local estava ricamente decorado com pétalas, um bolo de glacê branco enorme num canto, um arco de flores para tirar fotos, e uma mesa cheia de comida. Lá havia um baú de coxinhas que ela estava namorando, porque aquela iguaria era incrível, e de longe, foi a melhor coisa que Marnie havia apresentado a eles.

A festa teve inicio quando o casal 20 surgiu envergonhado no ambiente, sob uma salva de palmas de seus amigos – o que dava um total de mais de trinta cabeças, se fosse contar com a família Barton em peso.

Lynna passou a festa inteira com sua homônima em seus braços, quase apanhando de Natasha por isso. Sua afilhada estava enorme e muito esperta. Ela era tão bochechuda...

— Seria considerado um crime se nós sumíssemos no mundo com essa coisa fofa? — perguntou para Steve quando ele se aproximou das duas, estendendo o dedo que ela pudesse pegar com suas mãozinhas pequenas.

— Barton nos mataria, só para começar. — ele respondeu-lhe. — O drama não vale a pena. — ele fez uma careta para que a pequena gargalhasse, então suspirou. — Mas eu estou pronto se você estiver.

Ela riu, balançando suavemente a bebê em seus braços.

— Eu vou roubar você. — disse para a pequena, que piscou seus olhinhos para ela, então começou a rir quando a mesma começou a espalhar beijos por sua bochechinha macia.

De onde estava sentada, ela ouviu seus amigos trocarem seus votos – porque eles foram obrigados por Natasha.

Ela nunca tinha chorado tanto.

Quase no fim da festa, eles partiram o bolo, que estava delicioso e foram para a pista.

Em algum ponto da noite, Lynna foi obrigada a entregar sua homônima para a mãe, porque a pequenina adormeceu em seus braços e ela não queria acordá-la com a gritaria de suas amigas na pista de dança.

Do nada, uma Mary muito sorridente se aproxima dela.

— Oi coisa linda. — ela está bêbada?

— Oi. — respondeu-lhe. — Você está bem? — perguntou-lhe quando ela enfiou a cara em seu pescoço.

— Você tá cheirando igual a um bebê. — ela murmurou com a voz embargada, tombando.

A mais velha foi rápida em abraça-la, impedindo-a de cair.

— Eu sei, eu estava com a bebê Lya nos braços. — respondeu, erguendo o pescoço para procurar um lugar onde elas poderiam sentar-se sem que a outra ruiva caísse com a cara no chão, porque não dava para ela se equilibrar num salto e equilibrar sua amiga bêbada ao mesmo tempo. — Agora, o que deu na senhorita, a voz da razão, para ficar assim?

— Thor me deu um gole de hidromel asgardiano. — ela atropelou as palavras, fazendo-a arquear a sobrancelha. Marnie encolheu os ombros. — Eu bebi do uísque de James escondido. — deu-lhe um sorriso amarelo. — E depois bebi da sua vodka, então estou assim!

— Ois. — Hanna apareceu em seu campo de visão, para depois jogar-se no sofá em que ela estava direcionando Marnie. — O que aconteceu com ela?

— Bebeu hidromel asgardiano. — Lynna respondeu, sentando-a.

A mais nova soluçou, para depois sorrir.

— Vocês viram meu James? — perguntou sorridentemente, então esticou o braço para alguma coisa atrás dela. — Oi, razão da minha libido. — disse para Bucky, que apareceu ao seu lado com os olhos arregalados. — Saudades do que a gente ainda não viveu.

— E a história se repete... — a ruiva mais velha murmurou com um sorriso torto. — Que bom que você chegou, Barnes. A sua senhora bebeu do seu copo e agora ela passou um pouco do ponto...

— Vamos subir? — ele ajoelhou-se em frente a ela, que tinha um sorriso débil na cara.

Quando eu estou bêbada eu também pareço ter sido lambida por um cachorro gigante?

— Vamos, meu Exterminador do Futuro sexy, Drácula do meu Crepúsculo, sedução em forma de gente, Língua do Paraíso. — ela respondeu, agitando seus braços para que ele pudesse pegá-la no colo. — Tchau vadias, eu vou abusar do meu velho! Vejo vocês daqui a uma semana!

— Hanna, me prometa que você não vai fazê-la esquecer este momento. — sussurrou para a pequena, que abriu um sorriso malicioso.

— Nunca.

Então, elas acompanharam Bucky caminhar para fora com Marnie, até que...

— NATASHA, BETTY FARIA VOCÊ, CREMOSA! — a criatura gritou para Nat, que dançava com Wanda na pista de dança, fazendo-a arregalar os olhos. — ME SOLTA, BARNES! EU ESTOU CONFUSA AGORA!

Ele a ignorou, levando-a para o elevador.

Lynna podia apostar que o ouviu perguntar: “Porque essas coisas só acontecem comigo?” antes que as portas pudessem se fechar.

Ela e Hanna racharam de rir, jogadas no sofá.

*

Uma semana e meia depois...

— Você já arrumou a sua mala? — Steve começou a andar para dentro do quarto, mas imediatamente parou ao ver o semblante aterrorizado de Anna, que havia se enrolado com os três cobertores que eles colocavam na cama. Ele quis se amaldiçoar por tê-la deixado só, mesmo que tivesse sido por um minuto, quando foi buscar mais chocolate quente para os dois. Ele devia estar careca de saber que um minuto fazia toda a diferença quando se tratava dela. — O que aconteceu? — deixou a caneca em cima do criado mudo, indo até ela no mar de edredons.

— Eu não sei. — ela murmurou, encolhendo-se ainda mais, o que o aterrorizou. — Eu nunca me senti assim, mas agora... eu não consigo tirar esse aperto do meu peito. — olhou suplicantemente para ele. — Algo de ruim está por vir, Steve.

Imediatamente, ele apertou-a contra si, esfregando seu corpo trêmulo, tentando passar-lhe algum tipo de segurança.

— Calma. — ele sussurrou contra seus cabelos, que cheiravam a rosas hoje, graças ao novo shampoo que eles haviam comprado no fim de semana. — Você está bem, e está segura aqui no Complexo.

Estou? — ela tremeu.

Ele não respondeu a essa pergunta de imediato.

Ela estava mesmo segura no Complexo, apesar de estar cercada pelos “heróis mais poderosos da Terra”? Quando foi que o fato de Anna estar cercada por eles parou a Hydra de tentar atentar contra a vida dela?

Eles não conseguiram protegê-la completamente quando Rachel Priekov colocou aquela aranha geneticamente alterada dentro de seu cesto de roupas no SEU quarto. Eles não foram expertos o suficiente para saber que havia alguém da caveira infiltrado antes que a merda explodisse no ventilador, e certamente, ele não tinha certeza se poderia protegê-la completamente se...

Pare com isso!, sua mente o repreendeu.

Rapidamente, ele beijou a cabeça dela.

— É claro que está. — assegurou-lhe. — Sua família está aqui. E nós jamais permitiremos que algum mal lhe aconteça.

Ela assentiu, aconchegando-se contra o seu corpo, fazendo-o quase soltar um suspiro aliviado.

— Posso te pedir uma coisa? — balbuciou, levantando seus olhos brilhantes para ele, piscando suavemente, porque ela sabia que esse era o melhor caminho para fazê-lo ceder a qualquer coisa que ela queria.

— Pode. — e ele cedeu, como sempre fazia.

— Faz amor comigo. — sua voz saiu embargada.

Seu coração afundou, ao invés de acelerar, como normalmente faria.

Ele não gostava disso.

Ele não gostava quando ela lhe pedia para amá-la sempre que tinha um mal pressentimento, porque sempre parecia que era a última vez que eles estavam se unindo, que era uma despedida.

Aconteceu assim da última vez, quando eles foram para Lagos, e o que veio depois devastou o seu coração.

Apesar disso, ele cedeu mais uma vez, mergulhando sua cabeça para beijar sua testa, antes de capturar seus lábios, surpreendendo-se com a fome com que ela respondeu-lhe.

Logo suas roupas estavam espalhadas pelo quarto, assim como os edredons.

Ele gostou disso, da urgência dela, por que assim ele podia justificar a posição em que eles foram colocados: com ela de costas para si, o traseiro no ar, enquanto agarrava o travesseiro abaixo de seu corpo, dando-lhe aqueles sons que normalmente o fariam ir à loucura, mas não agora.

Desta forma, ele era livre para derramar as seis lágrimas que se permitiu chorar, porque ele não precisava prever o futuro para saber que não gostava do rumo que as coisas estavam tomando.

Só faltavam três dias para o seu casamento, devia ser natural que eles estivessem nervosos, mas ele estava ansioso, porque tudo parecia bom de mais para ser verdade.

E ele não queria perdê-la.

Mesmo depois que sua violeta alcançou sua liberação, ele amou o seu corpo, não permitindo que ela visse a tristeza em seus olhos. Ele tomou isso como uma missão, até que ela estivesse cansada o suficiente para poder dormir.

Saiu da cama e enrolou-a com os três edredons, porque sabia que ela estaria morrendo de frio quando se acordasse outra vez.

Vestiu-se, e rapidamente, mandou uma mensagem para Hanna, perguntando-lhe se ela estava disponível para ser a próxima da “fila”, enquanto ele resolvia alguns problemas envolvendo a segurança do Complexo.

Mas ela estava ocupada com Bruce e a máquina de extração. Seu amigo disse que ela estava quase pronta, o que era algo bom, mas não era um conforto, ainda mais depois do que ele havia dito a Steve...

Que a extração do parasita tinha um efeito colateral.

O dano que a Hydra fez para Anna foi tão ruim, que ela poderia perder a memória, caso algo desse errado. Ela poderia esquecer tudo o que os dois viveram, e isso era a pior coisa que ele poderia ouvir, estando a três dias de encontrá-la no final do corredor de flores.

Mary abriu a porta de seu apartamento, com os olhos levemente tristes pela vibração que ele emanava.

— O que foi? — perguntou-lhe suavemente, sentando-se ao seu lado.

Ela teve um mal pressentimento. — murmurou. — E pediu para que eu... você sabe. — ela assentiu. Não havia tom de brincadeira em seu olhar. — Eu tenho medo disso, Marnie. Da última vez que ela fez isso, coisas ruins aconteceram conosco, e nós passamos mais de seis meses separados.

A pequena tocou sua mão.

— Vai dar tudo certo, amigo. — ela sussurrou. — Vocês dois estão nervosos com o casamento, eu posso sentir isso. Não deve ser nada de mais. Você sabe o quanto os dois possuem tendência para o drama...

Ele riu baixinho, então assentiu, tomando as palavras dela como um mantra.

— Bem, eu estou indo lá em cima. Eu preciso fazer o Complexo ser seguro para ela. — murmurou. — Ela está dormindo... e...

— Eu já entendi. — sua amiga o interrompeu. — Eu vou procurar alguma roupa para ela vestir. Você pode ir, não se preocupe, ok?

Ele assentiu, levantando-se.

Antes de sair, ele deu um beijo na cabeça de sua amiga e subiu as escadas para a central de segurança, passando longos minutos lá, checando tudo o que ele podia checar para se assegurar de que o Complexo estava mesmo seguro, apesar deles poderem contar com SEXTA-FEIRA.

Bucky bateu na porta, abrindo-a antes que ele pudesse respondê-lo.

— O doutor Banner quer vê-lo em seu laboratório. — foi tudo o que bastou para Steve abandonar o que estava fazendo e caminhar em direção ao seu amigo.

— Ele adiantou o assunto? — perguntou-lhe afobado, praticamente correndo para o elevador.

— Ele disse que era do seu interesse, é tudo o que eu sei. — Buck deu de ombros.

As portas se abriram e os dois praticamente se jogaram dentro da caixa de metal. Steve quase quebrou o painel na urgência de apertar o número do andar de laboratórios. Ele esqueceu-se completamente de SEXTA-FEIRA nesse meio tempo.

Quando chegou para ver Bruce, ele tinha um sorriso amplo no rosto.

— Vocês não viram Hanna por aí, viram? — questionou-os, deixando o loiro meio desconfiado.

— Não, por quê? — disparou ansiosamente.

Ele fez um gesto de descaso, adentrando seu laboratório.

— Eu não queria que ela estragasse a surpresa. — seu amigo respondeu-lhe sorridentemente. — A máquina está pronta. Nós já podemos marcar a extração. Eu, Shuri e Hanna acabamos de passar pelo trigésimo sexto teste, o décimo sétimo que deu positivo. Ela já está completamente no ponto.

Um peso foi retirado de seus ombros.

Steve havia desaprendido como respirar, foi preciso o aperto firme de Bucky em seu pulso para fazê-lo voltar à realidade, como nos velhos tempos, quando ele tinha uma crise ruim de asma.

— Então a qualquer momento que eu a trouxer, vai está tudo pronto? — perguntou.

— Sim. — Bruce respondeu-lhe sorridentemente. — Nós podemos marcar para depois do casamento, se você achar melhor. Mas você deve saber que não pode contar a ela, certo? Por causa do parasita... — ele assentiu. — E é vital que a cirurgia seja feita com ela acordada, ou coisas ruins podem acontecer...

— Que tipo de coisas ruins? — Bucky perguntou em seu lugar.

— No melhor dos casos, ela pode perder completamente a memória, devido aos danos que a Hydra fez em seu cérebro. — Steve engoliu em seco com a resposta de Bruce. — E no pior dos casos, ela pode ter uma morte cerebral, e tudo estará perdido...

O supersoldado moreno assentiu, cabisbaixo.

— Qual o motivo da tensão? — a voz de Marnie os assustou. Ela olhou de Bucky para ele. — Steven... James? O que está acontecendo?

— A máquina está pronta, Marnie. — o loiro respondeu-a.

— E isso não devia ser motivo de alegria? — ela arregalou os olhos.

— Há efeitos colaterais pesados, Anya. — Buck murmurou. — Lya pode morrer tentando tirar aquela filha da puta de dentro de si.

A pequena ficou muda, então apertou sua mão, passando-lhe um manto de calma e sentimentos positivos.

— Tenho certeza de que vai dar tudo certo. — disse confiantemente. — Bruce é um cientista incrível, ele sabe o que está fazendo. — seu amigo sorriu de maneira encabulada.

— Onde ela está? — Steve perguntou.

— Na sala com as meninas. — respondeu-lhe. — Elas estão assistindo um filme.

Ele assentiu, então, do nada, as luzes começaram a piscar rapidamente.

Потеря, Шестьдесят два, Семья

— Bucky! — Steve gritou, aproximando-se de seu amigo, que arregalou os olhos, atordoado. — Fique conosco, cara.

Чистота, Пытки, Взрыв, Ферма

— Não dê ouvidos às palavras, James! Elas não podem mais te controlar! — Marnie aproximou-se de Bucky, que saiu correndo pelo corredor. — JAMES!

— ESTAS NÃO SÃO MINHAS PALAVRAS, STEVIE, ANYA! — berrou, fazendo seu coração bater rápido em desespero. — ESTAS NÃO SÃO AS MINHAS PALAVRAS, PELO AMOR DE DEUS, SÃO AS PALAVRAS DELA!

Céus, não! Isso só pode ser um pesadelo!

Ao seu lado, Marnie tentou quebrar os caixas de som, infiltrando seus poderes na estrutura da construção, mas até mesmo ele sabia que era tarde demais. Seus ouvidos captaram as ultimas palavras que a voz grossa pronunciava.

Бабушка, Принцесса, Ядовитый танк

Quando eles chegaram à sala de TV, Wanda estava jogada contra o bar de Tony, sangrando. Bucky a levantou, enquanto Marnie socorreu Natasha, que chorava abertamente contra o tapete. Ela estava com o braço quebrado num ângulo difícil.

Seus pés caminharam contra sua vontade até a janela quebrada, sua visão aprimorada tentava captar algum movimento, mas não havia nada.

NADA!

— Ela começou a gritar quando os autofalantes dispararam. — a voz de Nat saiu embargada de dor. — Tentamos acessar a SEXTA-FEIRA, mas alguém a desativou. Ela jogou Wanda longe quando a sequencia acabou, porque ela tentou quebrar a corrente. Alguém lhe deu um comando... e entao não era mais a minha amiga que eu via ali. — ela soluçou, abraçada à Marnie, que também chorava. — Era a maldita Pétala. Ela está de volta... e ela levou Hanna consigo.

Rapidamente, o ar escapou de seus pulmões.

Ela sabia que alguma merda estava prestes a acontecer. Ele não foi capaz de salvá-la outra vez!

Eu preciso bater em alguma coisa...

Caminhou para fora da roda sufocante de pessoas, então correu para a academia, onde começou a espancar o saco. Sem luvas, sem preparação, sem nada. Ele só precisava extravasar a frustração.

Eles estavam quase lá.

Estavam quase alcançando a sua felicidade.

Eles nunca estiveram tão contentes em toda a sua vida. Ele nunca esteve tão satisfeito em toda a sua vida miserável.

Então, o destino resolveu brincar com eles outra vez, como se já não tivesse pregado peças o suficiente com duas pessoas que sofreram tanto.

Era como se ele não tivesse nascido para ser feliz.

O saco cedeu, explodindo contra a parede, mas ele não parou de socar. Ele não podia. Ele não conseguia. Ele não queria.

Um buraco foi aberto no chão, ele podia sentir algo quente escorrer de seus dedos roxos, mas simplesmente não conseguia parar.

Um grito rouco de raiva escapou de si, estremecendo a sala, ou pelo menos foi o que ele pareceu sentir.

Olhou para cima, enxugando suas lágrimas com o pulso ensanguentado. Com um olhar decidido, Steven levantou-se, pegando o saco do chão e jogando-o com força na lixeira.

Ele não iria permitir que a Hydra ganhasse outra vez. Ele iria encontrar suas garotas, nem que ele tivesse que visitar o inferno. Ele iria encontrar sua princesa e trazê-la de volta para os seus braços, para a sua casa, nem que isso fosse a última coisa que ele faria na vida.

Notas finais
Eu sei, eu sei. Muitas de vocês estão brabas comigo porque eu os separei de novo, mas eu tenho duas boas notícias e uma ruim. A ruim é que a Pétala "em pessoa" irá fazer uma aparição, coisa que não deve durar muito, eu espero. Tudo depende da minha cabeça. Mas ela é importante para dar continuidade ao enredo da estória, o que nos faz chegar na primeira notícia boa: que é a de que iremos sim ter uma segunda temporada. Ela já está em andamento, apesar de eu ainda não ter terminado TCTP (sjhjajdsjs). Esta parte com a Pétala ajudará no enredo da próxima temporada, por conter vários elementos que serão melhor explorados nela. A segunda notícia boa é a de que talvez eu não tenha mais um cronograma normal esta semana (tipo segunda, quarta e sexta), podendo postar todos os dias (ou não) ou mais de um cap no mesmo dia, porque eu quero adiantar um pouco as coisas, mas tudo vai depender do meu tempo :)) Espero que eu não perca o coraçãozinho de vocês... Até mais! PS: LINK da lingerie de Marnie: https://66.media.tumblr.com/afde7ba2835d5b448467830432e7a725/tumblr_psuptiD9hy1thj513o4_r1_500.jpg