The Captain and The Petal.
72 Seventieth Chapter. - Would you mind?
Notas iniciais

Você se importaria?
— Você já ouviu falar naquele ditado ‘uma vadia nunca tem frio’? — Mary perguntou, esfregando suas mãos para se aquecer.
Ela olhou-a por cima do galho de árvore, franzindo o cenho.
— Já, por quê? — perguntou-lhe de volta.
— Você está com frio, minha senhora? — ela arqueou a sobrancelha, fazendo-a rir.
Lynna negou com a cabeça.
— Eu não tenho tempo para as suas besteiras, Mary. Você tem que chamar alguém para carregar Svetlana para fora daqui. — soltou apontando com a cabeça para a loira desmaiada. — Eu vou entrar.
— Mantenha seu comunicador ligado. — a ruiva anã disse-lhe enfiando o dedo no ouvido esquerdo. — Pessoal, terminamos por aqui.
Com alguns segundos de atraso, Bucky apareceu na porta, olhando-a de cima a baixo quando ela apareceu em seu campo de visão. Ele franziu o nariz e depois deu de ombros.
— Eu não estou tão ruim assim, Barnes! — a mais velha reclamou, enrolando seu robe. — Agora vamos, Svetlana não pode demorar tanto assim no banheiro, não é?
Ele assentiu, capturando o corpo da mulher, que usava uma peruca ruiva, como eles haviam planejado. Para não dar tanto na telha.
— Tome cuidado. — o moreno disse seriamente, caminhando ao lado de Marnie para uma direção oposta.
— Sempre. — sorriu-lhe. — Espero que vocês aproveitem o show.
Com um sorriso, os três se separaram.
Ela respirou fundo e ajustou o sutiã em seu peito.
Era agora ou nunca.
Esse filho da puta esquisito tem que saber alguma coisa útil sobre a Pétala. O esforço deles tem que valer a pena. E algo lhe dizia que iria. Ela estava confiante, e iria para cima deles.
Mas antes... que tal provocar um pouco?
*
James colocou o corpo desacordado da dançarina no fundo da van e caminhou ao seu lado, na direção da boate, deixando Pietro e um Sam bastante injuriado para trás, como vigias. Ele estava puto porque não iria “prestigiar” a performance de Lynna.
— O que é Sam, você quer trocar? — Wanda surgiu do nada, fazendo o cunhado arregalar os olhos.
— Eu posso? — ele pediu animadamente.
A castanha revirou os olhos, cruzando seus braços.
— Sim, mas não abusa. — ela resmungou.
— Você é a melhor cunhada do mundo! — o Falcão deu um beijo estalado na bochecha dela, então saiu saltitante.
— Cuidado, Pietro. — Mary murmurou, vendo Sam sumir dentro da boate. — Você pode perder seu namorado para a sua amiguinha. Vai que ele se apaixona...
O platinado franziu o cenho para ela, colocando as mãos na cintura.
— Vê se pode! — brincou, fazendo-as rir. — E ele nem me deu um beijinho de despedida!
Ela riu ainda mais, então, Wanda encarou-a seriamente, encostando sua mão na dela.
“Você também está tendo aquele pressentimento de que tem alguém nos observando?”, perguntou-lhe através de seu vínculo telepático. “Alguém que não pertence ao grupinho de Priekov?”
Mary assentiu disfarcadamente para ela.
“Eu cuidarei das coisas lá de dentro, você nos cobre aqui fora. Qualquer coisa, pode me chamar, eu estarei sempre em alerta”.
Assentindo firmemente, Wanda deixou-a ir, prostrando-se ao lado de seu irmão, enquanto Visão estava lá dentro da van, no bando do motorista, sempre pronto para uma fuga de última hora.
Pelo menos ele sabia dirigir e não iria matá-los jogando o carro na primeira árvore que ele visse.
A atmosfera lá dentro era outra coisa.
Mulheres seminuas dançavam em postes individuais para pessoas aleatórias, assim como no palco, mantendo seus clientes – ursos polares velhos com papadas maiores que as de um sapo – entretidos, enquanto eles fingiam que não estavam traindo suas esposas esnobes que esperavam por eles em casa.
Seu olhar se deteve numa magricela de cabelos roxos que literalmente esfregou seus atributos na lateral direita de James, fazendo-o arregalar os olhos, mas mesmo assim colocando uma nota aleatória presa na alça de seu sutiã, para “manter o personagem”.
Ele caminhou atrás dela com o rabo entre as pernas e ficou assim até que eles pudessem se sentar atrás de Tony, que estava vestido como um sugar daddy cafona, sentado numa das poucas mesas que não possuíam um poste em cima, no lado oposto do bar.
— Se você abrir a boca para falar do meu modelito, eu juro que te jogo para fora dessa boate. — ele sibilou assim que percebeu seu olhar irônico para cima dele.
Marnie revirou os olhos e encarou o palco, quase pulando como um gato quando o moreno de olhos castanhos escorregou um papel fino para o seu lado.
Priekov está na mesa à frente da de Steve. Ele está encarando muito uma moça de lingerie verde. Onde está Lady Tóxica, vocês já fizeram a troca?
Ela assentiu, apontando com o queixo para o palco, enquanto tomava um gole do champanhe que Tony havia pedido para os dois.
— Por que vocês dois parecem tão tensos? — ele sibilou outra vez. — Aconteceu alguma coisa preocupante?
De onde estava, Mary viu Natasha levantar a cabeça para eles, assim como Hanna e Thor, que estranhamente estavam de boa fazendo duplinha nessa missão.
Mas também...
Ela negou, fazendo seus amigos se aliviarem, e até mesmo Steven Rei do Drama Rogers parou de ficar tão tenso. Ele estava olhando para o palco, procurando algum sinal de sua noiva, mas cinco em cada oito meninas daquela espelunca eram todas loiras, o que fez Lynna se camuflar entre elas. O que era bom, mas diz isso para um supersoldado loiro desesperado e a ponto de arrastar aquele urso polar de olhos pálidos para fora com suas próprias mãos!
— Então... o que aconteceu? — a voz de Hanna saiu abafada pelo fato de sua cara estar enfiada no pescoço do príncipe asgardiano.
Mary estreitou os olhos para a cena, rezando para que Nat tivesse visto isso para zoar com a cara dela mais tarde e sofrer ameaça de morte junto com ela, mas a desgraçada estava fazendo drinks para pessoas aleatórias, sempre se safando disso.
— Nada. — James resmungou, também tomando um gole de sua bebida.
— Ih... — Nat soltou. — A gente vai começar a pagar terapia de casal tão cedo?
Ela ia respondê-la com algo esperto, mas o dono do lugar apareceu no palco com um sorriso enorme.
Ele disse algo que ela não entendeu, porque ela não falava búlgaro, mas ela tinha certeza de que James poderia entendê-lo, porque instantaneamente ele começou a retesar seus músculos, assustando-a.
“Acalme-se, ele só está elogiando “Svetlana””, ele disse através de seu vínculo.
Ela assentiu suavemente e tirou a mão de junto da mão de carne dele.
“Se quiser me tocar, vai ter que puxar a de metal, porque até você se lavar, eu não encosto nos fluidos daquela coisa”, ela resmungou, então olhou para cima, no mesmo instante em que o carinha lá chamava o nome de Ergorov.
Com um sorriso sexy, a loira saudou a todos naquela boate, enquanto as luzes ainda estavam parcialmente apagadas.
Então, sua respiração prendeu-se em sua garganta ao ouvir os primeiros acordes de uma música bem +18. Ok, nada de chocante. Esse era um clube de strip e tals... mas ela se chocou, ok?
Essa musica não estava na “programação”...
Um sorriso malicioso se apossou de suas faces pouco antes da letra começar a rolar. Ela olhou para seus amigos com uma cara de “ela vai matar o velho”, fazendo-os arregalar os olhos.
— Essa Svetlana é mesmo boa nisso, não é? — Tony comentou “casualmente”, esticando-se para ver o palco, enquanto sua amiga dançava a introdução dessa música bafônica.
— Amigo, deixa eu te situar... — Mary disse-lhe com um sorrisinho filho da puta, porque Steve não podia vê-la, apenas ouvi-la. — Já fazem umas três músicas que a Svetlana não está no palco... se você puder notar pela pulseira...
Imediatamente, o supersoldado loiro ficou ereto na cadeira, ignorando totalmente a mulher que tentava lhe chamar a atenção, hipnotizado pelo fato de que era a sua princesse ali. A stripper eventualmente se mandou, então, a letra começou.
Bebê você se importaria de me tocar
Sempre tão lentamente
Me fazendo tremer
Bebê você se importaria de me despir
Fazendo eu me sentir sexy
Enquanto no momento
— Espera um pouco... ela está cantando? — Hanna disparou.
— Sim. — Nat respondeu refletindo o sorriso filho da puta que Mary tinha no rosto. — Ela não canta bem?
Sam, que estava mais próximo de Steve, olhou discretamente por cima do ombro, adentrando a rodinha de pessoas que iriam se foder mais tarde por tirarem onda com a cara do Capitão Certinho Entre Aspas.
Porque eu vou
Banhar você, brincar com você, esfregar você, acariciar você
Te dizer o quanto eu senti sua falta
Eu só quero
Te tocar, te provocar, te lamber, te agradar
Amar você, abraçar você, fazer amor com você
E eu vou
Beijar você, chupar você, provar você, montar você
Sentir você bem dentro de mim, ooh
Eu só quero
Beijar você, chupar você, provar você, montar você
Sentir você, fazer você gozar também
Mary não podia ver a cara da criatura, mas pelo jeito que ela foi bombardeada com os sentimentos do loiro, ele estava bastante animadinho com a “loira” no palco. E estava distraído o suficiente para não prestar atenção nos capangas de Priekov se moviam para uma posição mais perto de “Svetlana”, como se estivessem preparando o terreno para algo.
Ela tentou não dar uma de paranoica com o fato de que possivelmente Lya estaria sozinha com aquele urso velho e feio.
Porque os russos machos eram tão feios, afinal?
E bicha, o que foram esses movimentos naquela barra de metal? Era como se as duas fossem uma só. Sua amiga descia, subia, trava suas pernas ao redor do poste, e tudo isso em questão de segundos, sem deixar um minuto sequer de provocar a quem estivesse vendo, exatamente igual à dançarina “original”, só que com um fogo a mais no toba.
E bicha dois: esse refrão é tão... queima quengaral!
Bebê você se importaria de me beijar
Todo o meu corpo
Você esqueceu um lugar, lá...
Bebê você se importaria de me provar
Sua fazendo-me ficar molhada
Sentir seus lábios na minha...
A cara de seus amigos a fez querer sair do personagem. Até mesmo Thor, que sorria orgulhosamente para sua priminha, arregalou os olhos ao entender a letra da música.
Lentamente, Lya desceu do palco, sob uma onda de urras, fazendo-a sorrir. Ela caminhou sutilmente até Priekov, que tinha sentimentos asquerosos por ela. Mas não por Svetlana em si, e sim por ela. E isso deixou Marnie muito mal do estômago. Ela simplesmente odiava esse tipo de pessoa tóxica.
E as coisas que aquele cara queria fazer com a sua amiga...
Eca.
Se Steve soubesse, ele seria capaz de arrancar aquele homem dali agora mesmo.
Ela engoliu em seco, controlando seus pensamentos para que eles não escapulissem para James – que também foderia com tudo –, apenas para Wanda, para que ela ficasse ciente do quão Chernobyl esse cara era.
A “loira” arrastou suas unhas pelo tecido do terno de Priekov, atiçando ele, enquanto cantava distraidamente a música, provocando-o, mas também provocando a turma inteira, o que deixou o urso podre – me desculpem ursinhos – com ciúmes.
Ela sorriu provocativamente, e enquanto cantava o refrão da música outra vez, começou a caminhar até onde seu amigo pateta estava sentado, afrontosamente subindo na mesa dele, apoiando-se no poste que havia ali em cima, começando a rebolar seus peitos na cara dele.
Misericórdia é agora que esse véio morre!, pensou negando com a cabeça.
Porque eu vou
Banhar você, brincar com você, esfregar você, acariciar você
Te dizer o quanto eu senti sua falta
Eu só quero
Te tocar, te provocar, te lamber, te agradar
Amar você, abraçar você, fazer amor com você
E eu vou
Beijar você, chupar você, provar você, montar você
Sentir você bem dentro de mim, ooh
Eu só quero
Beijar você, chupar você, provar você, montar você
Sentir você, fazer você gozar também
Houve um rasgão alto, que fez a maioria do povo se atiçar, mas não os seus amigos. Porque eles pensavam que Steven tinha feito alguma merda por não aguentar a provocação.
Mas não.
O que aconteceu não foi nada do que eles estavam pensando.
O sutiã que Lya usava fora rasgado em dois por ela mesma.
Marnie sabia que as roupas de strip geralmente eram mais fracas para que esse tipo de coisa pudesse acontecer, mas ela não deixou de se espantar com isso. Contudo, ela resolveu colocar isso no “mudo”, porque estava em alerta para qualquer coisa que o loiro tentasse fazer, uma vez que sua noiva estava com as tetas de fora no meio daquela gente toda.
Era só peito, mas diz isso para um ser que veio de uma era completamente oposta a essa!
E nem era tão escandaloso assim, ela estava usando duas estrelas grandes tampando seus mamilos, então não havia nada com que se preocupar.
Por mais que devesse sim! Machos podem mostrar seus mamilos, mas as garotas não podiam? Isso é injusto! #MamilosLivres!
A “loira” jogou o que sobrou do sutiã na cara de Priekov, que nojentamente o pegou e levou-o ao nariz, observando o balanço dos quadris dela, enquanto a mesma importunava seu pobre amigo centenário.
Ela e seus amigos prenderam a respiração quando a criatura enfiou a cara do loiro no meio de suas carnes e saiu da mesa, indo até Priekov, que só faltou ovular de felicidade por isso.
Numa velocidade que ela quase perdeu, o filho da puta puxou-a pelo braço e disse algo em seu ouvido, o que fez todo mundo ficar em alerta. Ela ainda mais, ao sentir a tensão que sua amiga obviamente espalhou para si de propósito.
Foi preciso bastante energia para segurar os dois supersoldados no canto deles quando ela foi arrastada pelo cara de fuinha para um corredor lateral. Eles eram fortes demais quando resolviam teimar contra ela, o que era chato para um.
Imediatamente, Marnie acenou para uma stripper “X”, que não parava de olhar para ela o tempo inteiro. Ela arqueou a sobrancelha e sorriu para a criatura, que achava que tinha ganhado o ouro.
Chernobyl.
Merda, ela tinha que parar de andar com Sam. Ela estava cansando o meme por culpa dele.
Levantou-se e guiou a criatura para o mesmo corredor que Priekov havia levado sua amiga, acenando para uma ratazana que distribuía as chaves dos quartos.
A ruiva expandiu seus poderes, cobrindo as emoções de Priekov, Lya e mais três capangas, que estavam parados na porta do quarto, que coincidentemente era próximo do que ela havia ganhado.
Assim que entraram, a garota tentou agarrá-la.
Alto lar, queridinha! A ativa dessa porra sou eu!
— Escute-me. — sibilou segurando o rosto dela, fazendo-a encará-la nos olhos. Mary não precisava de tudo isso para controlar alguém, mas fazer isso lhe fazia sentir-se como uma vampira, o que era bem vibes. Ela gostava de vampiros. — Você vai sair deste quarto agora, e vai trazer os três capangas de Priekov para cá. Você pode se divertir com eles se quiser, tudo o que eu quero que faça é mantê-los distraídos.
A mulher entendia inglês?
A ruiva não sabia, mas ela havia entendido os seus comandos, e era o que verdadeiramente importava.
As duas saíram do quarto e a mulher fez o que ela lhe ordenou, seduzindo – com sua ajuda, Marnie deveria dizer – os três homens de uma vez só para o seu quarto.
A porta fora trancada, e logo ela arrombou o quarto do urso velho, que estava prestes a agarrar Lya contra sua vontade, empurrando-o para longe com seus poderes.
— Você está atrasada! — sua amiga disparou, avançando alguns passos, fazendo o cara ficar confuso.
— Desculpa, eu peguei uma stripper que não tinha desenvoltura na arte da sedução. É difícil agradar um russo, sabia? — rebateu.
— Anjo? — o homem jogado na cama perguntou, arregalando os olhos para as duas, que apenas o olharam de cima a baixo.
— Ah, então você me conhece, seu velho safado? — resmungou.
— Pétala! — ela não gostou do modo como ele falou essa palavra...
Sua mão foi até a orelha, apertando o com.
— Nós temos o urso velho. Alguém quer fazer a desova? James...?
— Eu estou indo. — ele disse.
Em questão de um minuto, seu marido apareceu na porta, com um olhar filho da puta para Priekov, que só faltava se cagar nas calças agora. Logo ele, que achava que iria descabelar o Afonso...
— Parece que o jogo virou, não é mesmo? — Mary provocou, amordaçando-o com seus poderes foda. Era temporário, mas ele não abriria aquele esgoto que ele carinhosamente chamava de boca por um tempo, até alguém apagar ele. O que era bom, porque havia mais deles lá fora. — Um dia da caça, o outro do caçador.
Piscou para ele, que olhou-a com ódio, não se envergonhando em passar-lhe sentimentos asquerosos, que ela rapidamente bloqueou, estendendo seu casaco para Lya vestir, uma vez que ela só contava com seus cabelos para se proteger do frio glacial que estava lá fora.
— Todos já estão prontos? — ela perguntou afobada.
— Sim. — Marnie respondeu. — Visão já está a postos, Wanda e Pietro estão com Svetlana... e você, meu chuchu... — ela desligou o com da amiga antes de falar. — Você precisa se lembrar que seu noivo tem cem anos, e não aguenta passar por emoções fortes. O que foi isso, garota?
Ela riu.
— Ué... uma ideia que passou pela minha mente... — deu de ombros, caminhando ao seu lado. — E estava no repertório de Svetlana...
Imediatamente, Marnie parou-a no meio do caminho, observando James caminhar com Priekov à frente delas.
Lya arregalou os olhos, segurando em sua mão estendida.
— Merda! — a ruiva menor rangeu os dentes. — Eu já tinha me esquecido que Storm veio com a gente! — os olhos da mais velha se arregalaram ainda mais. — Fica atrás de mim, porque o atrito é por culpa sua. Não que seja sua culpa, mas você me entendeu.
A outra assentiu, fazendo o que Mary disse.
Ela encontrou Steve segurando o loiro-mel pela gola do terno dele, erguendo-o consideravelmente. Seu olhar era furioso. O filho da mãe, apesar da ameaça de Hanna, havia chutado o balde.
Marnie pigarreou.
— O showzinho já acabou? — perguntou insolentemente, caminhando até os dois, fazendo-os se separarem apenas com a intensidade do seu olhar, porque ela era foda, obrigada, de nada. — Eu não vou nem perguntar o que está acontecendo, mas é melhor parar. Nós estamos correndo contra o tempo, então Hanna, limpa essa mão, Storm, limpa essa cara, e Steven, pare de bufar, porque o senhor ainda não virou bicho.
Os três fizeram o que ela disse, então entraram na van. Storm foi com Pietro e Wanda no conversível de Tony, o que era mais um prenúncio do fim dos tempos. Tony jamais emprestava seu “bebê”!
Eita que esse negócio vai ser animado para caralho!
Marnie fez um sinal rápido para sua amiga, então elas adentraram a van pela porta da frente, sentando-se ao lado de Visão, que deu partida, no timing perfeito de ver a galerinha de Priekov adentrando seus carros.
— Vis... você não quer que eu dirija...? — Lynna perguntou, estendendo a mão para o volante.
— PELO AMOR DE DEUS, NÃO! — seus amigos gritaram.
Ela mostrou-lhes o dedo do meio.
— Agora... que tal falarmos sobre o fato de que eu me sinto questionando minha opção sexual...? — Natasha começou, fazendo todo mundo rir, menos Visão, que sempre era meio alheio, coitado... — Tony, onde você enfiou aquele extintor de incêndio mesmo...?
Ah, por isso essa peça rara ficou aqui!
— Vocês não prestam! — Marnie disparou, negando com a cabeça. — Nós estamos possivelmente numa perseguição, é nisso que vocês falam?!
— Que foi? — Tony disparou. — Eu sinto que devo reclamar por me sentir violado, sabia?
— Você tinha a opção de sair, sabia? — Lya alfinetou, olhando para trás, se arrependendo ao ver os sorrisinhos que ela ganhou.
Ele deu de ombros.
— Steve, meu filho eu já esqueci o som da sua voz, tem como você nos dar um parecer? — Hanna se pronunciou, balançando as sobrancelhas.
— O que você quer que ele fale, Nuri? O pobre velho está em estado de choque! — James alfinetou. — Ele foi atacado por uma predadora rara.
Como seus amigos não prestavam, eles riram para cacete.
— Uh... precisamos acelerar. Pietro disse que eles já encontraram o caminho para o Helicarrier e que conseguiram despistar três dos cinco carros que estavam com Priekov. — Steve falou por fim, encolhido atrás de Natasha.
— Broxante. — Marnie resmungou, colocando o queixo nas mãos. — Steven sempre consegue cortar o clima de exatamente todo mundo!
— Vamos lá, vocês terão tempo para nos atormentar mais tarde! — o loiro gemeu. — Pegue a direita, Visão.
— Depois da terapia de grito, Steven virou outra pessoa. — Hanna observou, cutucando Thor distraidamente, que estava dormindo, ou fingindo. — Ele nem cora mais... — continuou cutucando o loiro caolho.
Só Mary sabia o que essa criatura – Thor – faria para ganhar ao menos um olhar atravessado dela, o que era penoso. Mas ela sabia o porquê de Han “odiar” Thor. Porque a pequena não se sentia digna de merecer a admiração dele. Ela não se sentia digna de ao menos “respirar” o mesmo ar que ele respirava.
Imagina se ela soubesse que essa coisa mística, a mesma coisa mística que sondava Stevie e Lya, existia entre ela e o príncipe asgardiano?
Ela se perguntava, o que Hanna faria se ela soubesse que é a alma gêmea daquele pedaço de mau caminho espacial...
James olhou seriamente para ela, com os olhos estreitos.
— Sai da minha cabeça, James! Vai cuidar da sua vida, seu abelhudo! — resmungou, fazendo todo mundo ficar com uma interrogação na cara.
— Quanto tempo falta até chegarmos a esse tal de Helicarrier? — seu moreno perguntou, olhando para as pontas de seus dedos de metal. Ela estava ansiando por uma massagem com aquela coisa sensual. Ele piscou sutilmente para si, fazendo-a se afundar no banco.
— Mais ou menos uns dez minutos seguindo reto. — Steve respondeu, ainda escondido atrás de Nat. Que menino mais frouxo! — Por que a ansiedade?
— Ah, qual é, Rogers! Todo mundo sabe que Barnes está louco para tirar o cabaço dele. — Hanna disparou, acordando Thor, que deu um salto em seu assento. Pobre coitado, ele estava passando noites e noites em claro, às vezes observando Hanna trabalhar em seu laboratório, às vezes remoendo sobre suas perdas... ele sempre ficava ao redor da pequena irritante, porque ele não queria perdê-la também, apesar de ela “não gostar dele”. Ele a protegia à noite, e isso era tão fofo... — E você também, que eu sei.
— Mas também, depois daquilo... — Natasha alfinetou.
— Chegamos! — Lya gritou, batendo palminhas.
*
Lynna foi a primeira a descer da van, ganhando alguns xingamentos de Mary, por ela ter pulado em cima de “suas preciosas coxas”, o que foi um exagero.
Ela caminhou na frente, tremendo um pouco de frio, mas ansiosa para chegar ao seu quarto e entrar numa banheira quentinha.
Eles já estavam no Helicarrier por um bom tempo desde que haviam chegado de Ivenorra, coisa que ela estava gostando, porque era uma atmosfera diferente da do Complexo e ela precisava ver coisas diferentes.
Bucky e Steve passaram por ela carregando Priekov, que estava desacordado, o que era menos mal.
Ela jamais iria esquecer as palavras que aquele ser asqueroso lhe disse: você deve ser punida por me fazer esperar, minha Pétala.
Cara, isso era tão fodido!
Aquele homem fazia coisas com a pobre stripper, porque queria fazer isso com ela! Tudo isso porque Svetlana parecia um pouco consigo.
Lynna não podia se sentir mais horrorizada.
Olhou para cima, pegando o olhar aquecido que seu noivo lhe deu quando virou a esquina, seguindo o fluxo de agentes da SHIELD que trabalhavam incessantemente em alguma coisa. Talvez no projeto do doutor Reed... vai saber...
Seu corpo se aqueceu com isso, fazendo-a ainda mais ansiosa para chegar ao quarto. Ela apertou o casaco de Marnie em seu corpo, lamentando não ter trazido outra calça além da que estava no corpo de Svetlana, que era trazida por Thor para dentro. Ele acenou para ela com a cabeça, fazendo-a arregalar os olhos para o sorrisinho que ele havia lhe dado.
Eu hein, povinho mais pervertido...
— Ludmilla mandou avisar que é hoje. — Mary assustou-a no meio do corredor para o elevador social.
— Bom, e levando em conta a quantidade de peças daquelas que eu te indiquei, eu também posso lhe dizer que hoje tem. — provocou-a de volta, piscando para a amiga, que acenou para as meninas para mascarar os seu rubor. Elas iriam fazer o que sempre faziam quando voltavam de missão, uma vez que o interrogatório seria amanhã à tarde. — Você trouxe a lanterna? Sabe o que tem que fazer? Você se lembra de como retirar cada peça na ordem correta?
— Sim para todas as suas perguntas. — Marnie suspirou. — Agora eu vou indo. Eu tenho que ver Maria primeiro e dar tempo para James tomar um banho. —Lynna ficou com uma cara de interrogação. — Ele foi obrigado a trocar fluidos com uma stripper de Chernobyl, e eu disse para ele que o mesmo só me tocaria outra vez quando tomasse um banho.
A mais velha negou com a cabeça, rindo, então começou a caminhar para o seu apartamento.
Ela tomou um banho, perfumou-se, penteou os cabelos até que eles tivessem parcialmente secos, então jogou-se displicentemente na cama, esperando até que a porta do apartamento clicasse, indicando que o loiro estava de volta.
Ela ouviu alguma comoção no banheiro da casa – uma vez que o quarto deles não possuía uma suíte.
Ele provavelmente estaria tomando banho também, vestindo seu pijama da SHIELD, que provavelmente seria arrancado de seu corpo em questão de segundos...
— Oi, estranho. — ela sussurrou quando viu sua figura atravessar o quarto escuro. Os olhos dele literalmente se acenderam, em seu “modo noturno”.
— A senhora se divertiu hoje? — ele perguntou, arqueando a sobrancelha, enquanto caminhava lentamente até a sua cama, subindo em cima dela, prendendo-a em baixo de seu corpo.
— Sim, eu gosto de me divertir às suas custas. — murmurou, traçando a ponta dos dedos em suas omoplatas, fazendo-o estremecer, enquanto os dois se ajustavam. — Acho que eu não preciso perguntar se você gostou do show. Eu posso sentir isso...
Com um sorrisinho cínico, Lynna ergueu seus quadris, encontrando sua flor nua com a ereção dura como pedra do loiro, que suspirou.
— Levou tudo de mim para não tirá-la daquela maldita mesa e deixar nossos amigos sozinhos para lidarem com o urso polar. — Steve sussurrou em seu ouvido, roncando baixinho ao senti-la estremecer embaixo de si. — De quem foi essa ideia genial, me diga?
Ela riu, puxando-o para baixo com suas pernas.
— Minha. — respondeu insolentemente, salpicando beijos em seus ombros. — E eu não me arrependo.
— Sua menina má. — ele sussurrou, finalmente capturando seus lábios. — Talvez eu devesse puni-la.
Ela abriu um sorriso enorme.
— Você se importaria? — citou a música, fazendo-o rosnar, puxando-a para cima. Ela fora sentada exatamente em cima de seu membro, enquanto os dois se beijavam fervorosamente, com direito a ela arranhando suas costas nuas, enquanto tentava retirar a calça de moletom dele. — Não sei por que você enfiou-se nessa merda! — resmungou, puxando o cós da calça.
Ele riu.
— Tudo é questão de paciência, princesse. — seu corpo fora jogado de volta na cama, aterrissando numa posição vergonhosa, com as pernas abertas e seu núcleo já inchado pela excitação sendo totalmente exposto para o loiro, o que a fez morder o lábio. — Se eu fui paciente, a senhora também deve ser.
Ela gemeu, traçando seu dedão do pé na coxa grossa dele.
— Acontece que eu não sou. — resmungou, rasgando sua calça. Ela puxou-o para si outra vez, agora apertando as bochechas macias da sua bunda, forçando-o a deslizar seu comprimento lubrificado contra seu núcleo pulsante. — Eu passei a viagem inteira imaginando-o entre minhas pernas então, seja um bom menino e enfie-se logo dentro de mim, sim?!
— Mas... ah merda! — ele praticamente gritou quando ela forçou os quadris para cima, encontrando-os. — Isso poderia ter acontecido de maneira mais suave!
— Teremos tempo para isso depois, agora só use esse corpo que o doutor Erskine te deu para me dar o que eu quero, ok? — resmungou, puxando-o.
Sem precisar de mais nada, ele se movimentou, deslizando as mãos para as suas coxas, puxando-a sem dó de encontro com seus quadris, fazendo-os soltarem gemidos altos. Suas estocadas se tornaram violentas, fazendo com que o som de pele batendo na pele logo tomasse conta do quarto.
Sem ter muito o que fazer, a ruiva deslizou suas unhas pintadas de vermelho pela carne sutilmente bronzeada do loiro, que intensificou ainda mais seus movimentos, gemendo em seu ouvido.
O polegar dele deslizou de sua coxa até a virilha, seguindo seu caminho entre os dois, para encontrar seu botão sensível, fazendo-a soltar um grito estridente, tremendo contra seu corpo quando ela se desfez.
— Merda. — ele xingou, ainda acariciando-a, mantendo um ritmo punitivo, que chacoalhou todo o seu sistema. Suas pálpebras tremeram quando ela veio outra vez, acompanhando-o na brisa. — Tu seras ma mort, sorcière.
O loiro saiu de dentro dela, invertendo suas posições para colocá-la deitada em cima de seu peito, acariciando suas costas enquanto eles se emaranhavam.
— Nós conseguimos inverter a ordem das coisas. — ela riu, bagunçando os pelos de seu peito.
— O que o desespero não faz, não é mesmo? — ele murmurou, afastando seus cabelos de cima de seu ombro. — Você fica bem de loira.
Lynna levantou a cabeça para ele, estreitando os olhos.
— Não me teste. — resmungou.
— Eu não fiz nada! — o loiro disse sorridentemente, cutucando seu ombro.
O semblante dela ficou sério, colocando-o em alerta.
— Eu sinto que devo lhe contar... — murmurou. — Aquele homem, Priekov, eu posso não me lembrar dele, mas tem uma coisa que eu sei sobre ele. — suspirou, tentando evitar os seus olhos, mas era algo difícil. — Ele foi um dos agentes que Bucky tentou matar quando ele... — estremeceu. — Quando ele tentou me violentar. Se ele manca de uma perna foi por conta disso. Meu irmão a quebrou em três lugares.
Ela esperava que Steve saltasse da cama, que a deixasse assustada para trás, enquanto ia arrancar explicações daquele homem doente, mas graças aos céus, ele não foi.
— Eu sei disso. — murmurou, apertando-a contra si. — Buck me contou antes que você fosse a essa missão. Ele fez isso para que eu a impedisse de ir, mas eu simplesmente não podia tirar isso de você. É sobre a Pétala, e essa coisa está dentro de você. E também, mesmo que eu tivesse dito não, você iria arranjar um jeito de ir.
— Talvez eu ficaria. — ela teimou, mas se encolheu com um sorrisinho amarelo quando ele encarou-a com um olhar de ‘ia mesmo?’. — Ok, ok! Você me conhece!
— Eu estou nesse calvário há quase seis anos... ai! — ele se encolheu com o beliscão que levou. — Ok, eu mereci isso. Mas você não pode negar os fatos.
Ela riu.
— Não, eu não posso. — murmurou, para depois encará-lo com um brilho no olhar. — Faltam duas semanas!
Ele sorriu amplamente, arrastando sua mão para as suas costelas, apertando-a contra si.
— De fato. — sussurrou, puxando-a para cima, para que seus rostos ficassem nivelados. — O que me lembra que...
— Tony está armando uma despedida de solteiro para você em Las Vegas? — disparou, arqueando a sobrancelha, fazendo-o arregalar os olhos, como se perguntasse “como é que você sabe?”. — Não é muito difícil de deduzir, Steven! — ela deu de ombros.
— Eu não preciso ir se você não quiser. — ele disse rapidamente, fazendo-a rir.
— Eu não posso prendê-lo para sempre. — respondeu-lhe. — Além do mais, nós também estamos indo para lá. Eu sei, não é nada original, mas Hanna e Natasha insistiram que nós deveríamos jogar nos cassinos, bebermos até cair, e depois nos unirmos num Chá de Calcinhas que aquelas malucas estão preparando para mim desde que descobriram que nós iríamos nos casar.
Ele gargalhou sem dó.
— Você sabe quais são as intenções das nossas amigas, não sabe? — perguntou-lhe divertidamente.
— Bem, eu sei as amigas que eu tenho. Por isso eu fiz Mia fazer um contrato, que ordenava àquelas histéricas a não me darem nada relacionado aos Estados Unidos, senão elas teriam que me pagar alguma indenização astronômica. — ela riu também. — Hanna me ameaçou dizendo que iria jogar uma aranha na minha gaveta de calcinhas, mas assinou. As outras apenas resmungaram que não gostavam mais da minha amizade com Mia, mas Sharon estava lá para me ajudar. E de lingerie temática só basta àquela que eu usei quando estávamos indo pegar o rato russo que estava por trás do sumiço de Han.
Ele deu-lhe um sorriso malicioso.
— Você não presta. — murmurou, fazendo-a piscar adoravelmente. — E quanto ao seu vestido?
— Ele é lindo! — respondeu-lhe, suspirando sonhadoramente. — Mas eu não posso falar dele para você. Dá azar.
— Eu não ligo para essas coisas. — ele disse, afundando sua cabeça em seu ombro.
— Mas eu ligo, então o senhor só o verá daqui a duas semanas. — resmungou, apertando seu nariz, fazendo-o franzi-lo.
— Você é malvada. — fez bico.
— E você é impaciente. — ela desfez o seu bico. — Agora... onde estávamos...? — pulou em cima dele, com um sorriso malicioso. Instantaneamente, o olhar do loiro escureceu. — Uh, acho que eu estava reclamando que nós havíamos invertido a ordem das coisas... que tal recomeçarmos do jeito certo?
Duas mãos seguraram-na firmemente pela cintura.
— Você leu a minha mente, princesse.
*
Desde que ele e Stevie haviam deixado o urso nojento do Priekov na cela da SHIELD, devidamente trancado, ele passou a xingar tudo o que via pela frente, contrariado porque Anya o obrigou a tomar banho antes de sequer tocá-la, e tudo o que ele mais queria era tocá-la, ainda mais com aquele vestido que ela estava usando...
Retirou suas roupas e deixou-as num canto do quarto, mesmo sabendo que ele iria ouvir sobre a sua bagunça. Ligou o chuveiro e se desligou do mundo, mal percebendo a movimentação no quarto.
Quando terminou, Bucky tinha uma toalha enrolada em volta de sua cintura, seus cabelos ainda pingavam, escorrendo gotas por seu peito desnudo e por suas costas.
Seus olhos se arregalaram, percebendo a escuridão que tomou conta do local.
— Você confia em mim? — sua respiração se acalmou parcialmente ao ouvir a voz de Anya, mas ele só se acalmaria de verdade quando pudesse vê-la. — Sou apenas eu, James. E eu só preciso que confie em mim.
— O que você está fazendo? — murmurou, mas num tom que ela pudesse ouvir.
Ela riu baixinho.
— É surpresa, querido. — respondeu-lhe carinhosamente. — Agora, você irá se sentar na poltrona que está ao seu lado. — ele esticou a mão, sentindo-a. — E não irá roubar.
— Defina roubar. — ele pediu, sentando-se na poltrona.
— Não use sua visão noturna, eu preciso de escuridão total para fazer o que eu vou fazer... — ela murmurou. Pelo som de sua voz, ele só podia deduzir que Anya estava ao lado da cama.
Ele riu.
— Tudo bem. — se controlou para não expandir sua visão. Ele sabia que estragaria tudo o que o pequeno anjo estava pensando em fazer e ela ficaria desapontada com ele.
— Pronto?
— Não, mas faça-o mesmo assim.
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