The Bus Stop Girl

7 Uma porta se abre


É uma droga estar apaixonado.

É uma droga maior ainda estar apaixonado por Caitlin Hayes.

Falando sério, eu nunca vi uma garota ser tão odiada em apenas três dias de aula, e eu estava amando isso. Infelizmente, progresso nenhum eu havia feito quanto à aposta com Armie, nunca me aparecia uma oportunidade. Eu precisava ficar sozinho para falar com ela, ou seria mais difícil caso alguém notasse que eu, o príncipe da sala, estivesse falando com a bruxa que todos queriam morta. Já Armie, famoso por suas caridades com os novatos, era o único amigo que a garota havia feito, e para o meu azar, eles estavam próximos demais. Até demais.

Agora, claro, a pergunta que não quer calar: Como eu me apaixonei por Caitlin Hayes em apenas 72 horas?

E acham que eu sei? Não faço ideia de como isso aconteceu, mas desde que eu a vi sentada no ponto de ônibus, imersa em pensamentos no silencio da manhã, deixando os longos cabelos cobrirem parte do rosto, meu coração dispara. Desde que eu vi uma timidez explícita em seu olhar ao chegar na sala de aula e conversar com Armie pela primeira vez, meu coração dispara. Ele dispara ao ouvir a voz baixa e suave de Caitlin quando algum professor pede para que ela leia algum parágrafo de alguma matéria. Isso era uma droga. Eu não a tirei da cabeça desde quando olhei para ela pela primeira vez.

Armie me contava pouco sobre ela: ele estava levando a aposta mais sério do que eu esperava que levaria. Nós temos ao todo doze aulas por dia: seis na parte de manhã, e mais seis na parte da tarde. Seis para exporem os temas, e seis para estudarmos mais aprofundadamente sobre isso. Alguns vão para casa almoçar, e outros aproveitam a comida que a escola oferece por uma determinada quantia de dinheiro por mês para ajudar os clubes de atividades extra-curriculares. Ele aproveitava sempre esses momentos para falar com ela, enquanto eu, ia pra casa. Disse que ela quase nunca o olha nos olhos, e sempre está bem avoada. A garota no mundo da lua era alguém inalcançável para mim, porque eu era o sol. Armie também não sabia o motivo de tanto ódio, Caitlin era engraçada, sempre dizia o que tinha em mente, mas era tímida. Talvez essa timidez houvesse sido confundida com ignorância.

E bem, no exato momento em que eu estava perdendo toda a confiança, me deprimindo pelo fato de Hayes ficar sempre animada por conversar com Armie, ouvi a voz de Lucy, a professora de História, gritar meu nome.

— Fergus! Você será a dupla da Caitlin.

Bem, eu não poderia esquecer que algum dia haveria um eclipse.