The Brightness Change
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Faccini preferiu manter o objeto dentro do cubo isolador mesmo após começar a brilhar. Ele podia medir o grau de radiação que aquilo emitia e era um nível significativo, além de que era uma mistura de radiações que poderiam colocar em risco sua integridade física. Por conta disso, ele prosseguiu com a pesquisa com o máximo de segurança possível. O cubo – que era uma criação sua – mantinha as reações isoladas, mas ainda assim permitia que Faccini estudasse as composições, composições estas que o deixavam cada vez mais intrigado e curioso. Ele não conseguia explicar, mas o objeto era de fato algum fragmento de estrela, o que deixava tudo mais estranho, afinal as estrelas são corpos gasosos. Mas Faccini não tinha dúvidas, a composição daquilo era idêntico a de uma estrela.
Assim como uma estrela, o material era composto por cerca de 71% de hidrogênio e 27% de hélio, sendo o restante de material composto, como por exemplo o ferro. E agora, emitindo maiores níveis de radiação, calor e energia, não se encontrava mais em um estado sólido como uma rocha e sim no quarto estado da matéria, o plasma. Mas como aquilo poderia ter chegado a um estado sólido a ponto de parecer uma rocha com esta composição? Dúvidas e mais dúvidas que pareciam não ter respostas para Faccini. A única coisa que ele conseguia concluir até o momento é que provavelmente o material tinha uma reação própria que criava energia, quando o material foi isolado, continuou a reação, aumentando assim a temperatura dentro do cubo, o que teria feito assumir a forma de plasma e brilhar. Mas ainda assim, com essa teoria, Faccini não conseguia explicar, como aquilo havia brilhado na montanha onde parecia não estar isolado por nada e isso só fez com que ele decidisse que teria que abrir o cubo isolador.
Faccini iria abrir o recipiente, mas teria que tomar cuidado, não sabia que risco corria ao ter aquela energia liberada. Decidiu que ia abrir dentro de uma camara de observação – era uma sala grande, que com a ajuda de maquinários ele manipulava os objetos do lado de fora da sala — de forma que ele não ficasse exposto. Mas apesar disso, ele queria saber qual o resultado de ser exposto aquilo, o que o levou a usar cobaias.
Ele então iniciou com o teste, do lado de fora da camara com uma roupa de proteção e com a ajuda de controles, abria o cubo isolador – havia um suporte que mantinha o cubo fixo, enquanto garras de metal abriam o cubo pela parte superior. A cobaia – um roedor em uma gaiola – estava localizado ao lado de onde o cubo estava sendo aberto.
Quando o cubo foi aberto, uma luz tomou de conta de toda a sala por cerca de 2 segundos — Faccini observava tudo – e então não havia mais nada, nem corpo de plasma e nem sólido, o brilho havia sumido com tudo. A cobaia estava caída, a principio Faccini achou que estivesse morta, mas depois percebeu que estava apenas dormindo. Faccini entrou na sala sem entender nada.
– O que ocorreu aqui? Parace que explodiu sem deixar rastros.
A cobaia estava ilesa, apenas dormia, fisicamente não havia lhe ocorrido nada.
– O calor que aquilo emitia, tinha certeza que a cobaia seria no mínimo incinerada. Mas nada aconteceu.
Imediatamente, Faccini levou a cobaia para estudo, verificar se não havia ocorrido realmente nada com a cobaia, se não havia desenvolvido doenças ou coisas do tipo. Prontamente já conduziu uma série de exames na cobaia. Horas depois, com a cobaia já acordada e o resultados dos exames que não apontavam nada, Faccini concluiu que nada havia ocorrido. Então , ele decidiu voltar para a camara de observação e ficou mais desorientado ainda quando encontrou na sala a forma sólida que havia coletado no ínicio da pesquisa. Faccini havia visto a sala toda antes de recolher a cobaia e ele tinha certeza de que aquela forma não estava lá. Faccini então decidiu que isolaria o objeto no cubo novamente para que ele voltasse a sua forma de plasma e que repetiria o teste.
Meses se passaram enquanto as pesquisas e os estudos de Faccini acerca daquele objeto em nada avançavam, exceto pelo fato de a cobaia exposta, estranhamente ter desenvolvido habilidades que não tinha antes, percebido através das inúmeras vezes que a cobaia tentou fugir da gaiola. Faccini havia descoberto, através de pesquisas, que o os rarios eletromagneticos emitidos na exposição havia estimulado parte do cerebro e do sistema nervoso do animal. Ele iria verificar isso melhor ao expor outra cobaia ao brilho quando o novo teste ocorresse.
Assim que o objeto voltou a forma de plasma e emanar o brilho, o doutor conduziu um novo teste, mas desta vez manteve a observação por horas e percebeu que uma reação se iniciava horas após a dispersão. Um núcleo – foi assim que Faccini chamou o centro da reação – começava a reunir e puxar todo o material e gases disperssados de volta para ele, de forma que chegava ao modo sólido outra vez. A explicação que Faccini tinha para isso é que uma vez isolado, a forma sólida liberava energia e aumentava a temperatura dentro do cubo, formando uma mini estrela, em sua forma de plasma e ao ser liberado, toda a energia explodia e o hidrogenio, o hélio e os compostos se dispersavam em contato com o oxigenio e a temperatura do ambiente.Após isso, horas depois iniciava uma reação que unia o hélio, o hidrogenio e os compostos, de forma que condessados pela temperatura ambiente, assumiam uma forma sólida devido ao ferro que continha nos seus compostos. Era a explicação mais lógica — mesmo com algumas coisas não se encaixando — que Faccini havia conseguido, mas não era algo que ele podia afirmar e comprovar com suas pesquisas que não avançavam, ainda mais pelo fato de a cobaia anterior tem morrido sem precedentes, mesmo após ter constatado sua íntegra saúde. A nova cobaia também havia desenvolvido habilidades que antes não tinha, como a anterior.
Faccini repetiu os testes durante meses e meses sem avanços a conclusão era a mesma e estranhamente uma vez que a “mini-explosão” ocorria, a cobaia exposta antes morria. Além da própria cobaia morrer, suas crias, pais e fêmeas tambem morriam. E todos sem precendentes e por motivos aleatórios que não tinham nenhuma ligação. A pesquisa já durava 2 anos e isto era o máximo onde Faccini havia chegado. Mas ele não desistia e iria conduzir um novo teste. O telefone tocou um pouco antes de iniciar. Era da portaria do seu Centro de Pesquisas.
– Senhor Faccini, sua mãe e seu filho estão aqui. – avisava o funcionário da segurança.
– Mande-os entra, por favor.
Faccini decidiu esperar para iniciar o novo teste, mesmo com tudo estando pronto. Ele recebeu sua família – eles sempre iam ao centro visitar Faccini durante a semana e nos fins de semana, Faccini ia para casa – e brincou com seu filho – agora com nove anos – por um tempo para depois conversar um pouco com sua mãe.
– Papai, posso ir ver o bichinhos? – O filho se referia as cobaias que ficavam em uma sala separada.
– Pode sim, filho. Só não toque neles.
O filho do doutor, no caminho para a sala das cobais, passou pela sala de observação que estava aberta e chamava a atenção por conta do cubo que brilhava. A criança curiosa caminhou até lá para ver. Enquanto isso, Faccini que conversava com sua mãe e tomava café, percebeu um imenso brilho vindo da sala de observação. Correu para lá, desesperadamente.
Ao chegar lá, não havia nada, apenas seu filho no chão desacordado.
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