The Boy Next Door
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Estou deprimida porque Glee só volta depois das férias, mas tô aqui escrevendo porque eu amo e eu sei que vocês gostam ♥
Enfim, new chapter for you!
É claro que no dia seguinte, todo mundo da escola estava perguntando porque eu e Finn havíamos saído mais cedo. Quando viram que chegamos de mãos dadas na escola, fizeram milhares de suposições. A maioria envolvia eu, ele e um motel. Por favor. Motel? Com Finn? Só se eu fosse Santana Lopez.
No meio da aula de trigonometria, ela veio exigir informações. “Não venha negar, Berry. Eu soube que seus pais te botaram de castigo anteontem e disseram que você não podia sair de casa. Então, para enganá-los e ter um momento íntimo com Finn, vocês fugiram para aquele motel perto de Lima Heighs no meio da aula, com a desculpa de irem visitar Kurt no hospital, mas, como ele não estava tão mal assim, foram pro motel. Aliás, o que ele tinha mesmo? Não devia ser algo sério se passou só um dia no hospital...”
Aquilo me deixou irritada. Tudo bem que era Santana, mas não era legal ela ficar falando algo assim em alto e bom som, com todo mundo ouvindo. Então resolvi enxotá-la. “Você saberia se algo assim acontecesse, não é mesmo? Já que faz isso com certa frequência, às vezes até na área da escola...”
Eu sabia que tinha pegado pesado, e Santana era minha amiga. Mas ela tinha que entender que havia uma coisa chamada limite e que ela havia ultrapassado. Finn e eu estávamos namorando, mas nossa relação amorosa não tinha nada a ver com ela. Logo quando falei, percebi que a postura dela mudou. Os olhos se arregalaram um pouco, a boca ficou entreaberta e ela ficou com a coluna ereta. Sim, eu havia pego Santana de surpresa, já que ela não esperava que eu revidasse.
“Já chega disso, garotas. Classe, olho no quadro!”, disse o professor de trigonometria, apontando para a matéria.
Ela lentamente virou para a frente de novo e ficou em silêncio o resto da aula.
Santana Lopez estava com raiva de mim. Ótimo.
. . . . .
“Eu acho que ela mereceu.”, disse Finn, quando estávamos voltando para a casa. Tínhamos resolvido com os nossos pais que ele me daria carona todo dia. Meus pais só aceitaram porque eu dei a famosa desculpa de que estava fazendo um bem ao meio-ambiente pegando carona com ele. Quer dizer, sim, era uma das razões, mas eu queria ter um tempo com Finn fora da escola, já que eu continuava de castigo — e continuaria até meu pai se acalmar. “Ela não tem o direito de falar nada sobre a gente, mesmo se a gente tivesse realmente ido a um motel. E se tivermos ido? O que ela tinha a ver com isso?”
“Exatamente. Mas... Não sei. Acho que não tinha necessidade. Eu poderia ter simplesmente ignorado o que ela estava dizendo, que nem eu sempre faço. Uma hora ela cansaria e, vendo que eu não estava nem aí, iria parar.”. Eu estava me sentindo mal. Eu não havia gostado de como Santana ficou depois da minha resposta. Ela ficou estranha, calada... Envergonhada, talvez? Tímida? Tudo o que ela não era. Comecei a pensar que eu tinha dito algo que não era mentira ou mencionado um ponto delicado.
“Eu acho que você arrasou revidando da maior vadia da escola.”, ele falou, rindo e me olhando com orgulho.
Definitivamente perfeito, como sempre. “Eu sei mas... Eu fiquei parecendo uma também, quando revidei dela...”
“Não se preocupe. Você sendo uma fica sexy.”, disse ele, me olhando interessado.
Eu o encarei boquiaberta. “De onde veio isso?!”. E lhe dei um tapa com toda a força que eu consegui reunir. “Eu sou uma menina de respeito.”
É claro que toda a minha força não era suficiente para machucá-lo, só consegui fazê-lo começar a gargalhar. “De respeito?? Rachel, ontem mesmo eu te vi de calcinha! E isso porque a gente nem namorando estava ainda!”
Eu o olhei chocada, mais uma vez. “É claro que a gente estava! Não oficialmente, é claro, mas não havíamos se resolvido mais cedo! E se não fosse pelo incidente da calcinha, provavelmente não estaríamos aqui agora.”, falei, estressada.
“Tá com raiva? Baby, não quis te deixar com raiva!”, ele falou, preocupado. “Só quis tentar te fazer se sentir melhor com o que aconteceu...”. Ele estava com olhar de cachorrinho perdido. Aquilo era golpe baixo. Ele deveria saber que aquele olhar me deixava toda mole.
Na mesma hora eu respirei fundo e estiquei meu braço, acariciando seu rosto. “Desculpa. É porque a Santana me estressa. E obrigada.”, falei, sorrindo para ele.
Com isso consegui fazê-lo tirar o olhar de cachorrinho. Amém, senhor. “Aonde você quer ir?”, ele falou, feliz.
Eu e ele havíamos combinado que iríamos todo dia para algum lugar para namorar e só então voltar pra casa, porque não dá para beijar Finn se ele está dirigindo. “Hm... Pro lago? A gente ainda não foi lá desde que você voltou, e você prometeu desde o primeiro dia que me levaria pra lá...”, falei, manhosa.
“Pro lago iremos.”, ele disse. Sorri comigo mesma. É, o dia estava melhorando.
Notas finais
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