The Boy Next Door
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Como eu havia suspeitado, o local estava completamente deserto, o que era estranho. Num dia com um clima tão agradável como aquele era esperado que o local estivesse cheio, não vazio – a única pessoa que estava lá era o cara do aluguel de pedalinho. Mas decidi não me importar. Sem pessoas no lago, sem pessoas para me incomodar durante um dia especial como aquele. Quer dizer, era o nosso primeiro encontro. Tudo bem que seria uma coisa rápida, já que eu ainda tinha que voltar pra casa, mas não deixava de ser oficial.
Resolvi deixar minhas coisas no carro, exceto a máquina fotográfica. Logo quando Finn abriu a porta do carro para eu descer, tirei uma foto de seu adorável rosto. “O que foi isso?”, ele perguntou, rindo, um pouco confuso.
“Não é nada. É só porque eu curto tirar foto.”, falei desconversando. Não iria dizer pra ele que queria tirar fotos nossas pra passar noites a fio olhando-as e relembrando dos nossos momentos, não é mesmo? É claro que não. Eu era sana e minhas ideias estavam todas no lugar. Não ia deixar Finn numa posição desconfortável por saber que eu era uma menina intensa e estranha, apesar de eu já suspeitar que ele já soubesse disso.
Quando nos aproximamos do balcão (com as mãos entrelaçadas, é claro. Já havia virado um hábito da noite pro dia, literalmente), percebi que o atendente, o Sr. Gardyner, estava completamente entediado, brincando com uma mísera moeda de cinco centavos. Fiquei com pena do pobre velhinho. Ele tinha quatro filhos: três na faculdade e um deles rebelde que ninguém tinha notícias sobre há quatro meses, o que significa que ele morava sozinho com a mulher estranha que só sabia cozinhar arroz.
“Qual cor de pedalinho? Por causa da falta de movimento vocês podem escolher qualquer um.”, disse Sr. Gadyner.
Eu me lembro claramente que quando eu e Finn fomos para o local todos aqueles anos antes havíamos pego um pedalinho verde limão, por ser o único que tinha. Fiquei radiante em saber que estavam todos disponíveis para uso.
“Então, Rach, qual você quer?”, ele falou, colocando o braço por meus ombros e acariciando meu braço do outro lado.
“O preto.”, eu falei decidida. Tive (ou ainda estava tendo naquele momento, não sei ao certo) uma fase da minha vida em que eu era um pouco desanimada, o que consequentemente me fez gostar de preto – fase que havia durado até mais ou menos dois meses antes daquele encontro com Finn. A volta dele fez tudo melhorar, mesmo que na maior parte do tempo só havia piorado tudo, mesmo que tenha sido ele próprio a criar essa etapa da minha vida. Eu podia até ter superado aquela fase, mas o preto continuou.
Ele resolveu não discutir o assunto. Pediu para que o Sr. Gardyner soltasse a corda do Cisne Negro, que foi como apelidei-o por ser em formato de um cisne e ser preto, do deque.
Agradecemos e nos acomodamos dentro do Cisne Negro. Quando estávamos os dois bem sentados, começamos a pedalar (bem, Finn pedalou. Eu estava com preguiça). Eu havia me esquecido de como o lugar era bonito. Pequenos vales de grama verde marcavam os limites do lago, assim como muitas árvores. Não havia barulho algum da cidade por ali. Tudo era bastante pacífico.
Quando chegamos até o meio do lago, mais ou menos, Finn parou de pedalar. Ele tirou do bolso uma pequena caixinha que eu nem havia percebido que ele tinha trazido junto com ele. Era uma caixinha de cerejas. “Com fome?”, ele perguntou, sorrindo.
Eu ri com o trocadilho idiota. “Claro.”, respondi.
“Berry’s para Rachel Berry.”, anunciou ele, abrindo a caixa e levando uma delas até a minha boca. “Tá bom?”, ele perguntou, enquanto eu mastigava.
Eu assenti com a cabeça enquanto revirava os olhos. “Simplesmente a melhor coisa que eu já comi.”, falei, sorrindo. “Aliás, aonde você conseguiu elas? Tá fora de época.”
“Tenho meus truques.”, disse ele, enquanto pegava outra cereja para me dar na boca e pegava outra para si mesmo. “Que. Coisa. Ruim.”, ele falou, fazendo expressões de nojo enquanto comia.
Eu o olhei incrédula. “Como assim ‘ruim’? Você não gosta de cereja?”
“Não. Só tô comendo por você.”, e me lançou o seu oh-tão-perfeito sorriso de lado. Eu, é claro, fiquei sem ar.
Lembrei a mim mesma de respirar. “Tá tudo perfeito e tal, mas... A gente tem que voltar porq-”
Fui interrompida por um beijo de Finn. Um beijo com um gosto de cereja. Ele deve ter odiado, mas eu amei.
“M-meus pais vão ficar preocupados e-”, falei, quando consegui respirar.
Fui novamente interrompida por um beijo dele, dessa vez mais longo. Ele ficou mexendo no meu cabelo enquanto eu me concentrava em não desmaiar. Por que diabos ele tinha que ser tão perfeito?
“A gente pode até enrolar um pouquinho mas eu realmente tenho que-”
Mais um beijo. Eu estava começando a achar que Finn não queria me ouvir dizer que tínhamos que ir porque ele simplesmente não queria voltar. Confesso que eu também não, mas ainda estava de castigo, e se meu pai percebesse que eu estava demorando pra chegar em casa não me deixaria mais voltar de carona com Finn.
“Ok, eu acho que eles não vão se importar se-”
“Eles definitivamente não vou se import-”
“Quem se importa.”, consegui dizer, sem Finn me interromper, já que ele estava segurando minha cabeça por trás e sorrindo, orgulhoso de si mesmo por ter me convencido. “Seu idiota.”, falei, unindo meus lábios com os dele. Finn era o maior babaca do mundo me chantageando com beijos. Mas que chantagem boa.
Ficamos alguns minutos perdidos na boca um do outro, desejando sempre mais. Finn era meu. Eu era dele. Eu amava ele. Ele me amava. Eu podia beijá-lo o quanto eu bem entendesse. A vida era maravilhosa.
Tivemos que parar –infelizmente- para respirar. “Eu te amo, Rachel.”, disse ele, sem usar nenhum tipo de apelido e com uma expressão que mostrava seriedade.
“Eu te amo mais, Finn.”, falei, tão séria quanto ele, enquanto acariciava sua nuca delicadamente.
“Eu te amo mais.”, disse ele, com os lábios roçando nos meus.
“Que tal a gente se amar igualmente? Evita muitas discussões.”, falei, sem ar, porque naquele momento Finn estava incrivelmente sensual.
“Fechado.”, disse ele, partido para outro beijo intenso. Finn seria a minha causa de morte. Ele não permitia que eu respirasse. Quem ele pensava que era? Ah, sim. Meu namorado que adorava me beijar. Tudo bem, ele podia não me deixar respirar.
“Você sabe...”, eu falei, interrompendo um beijo em busca de oxigênio. “Você não me pediu em namoro.”
Ele murmurou algo como “É claro que eu pedi.” enquanto mordiscava a minha orelha.
“Não oficialmente. A gente simplesmente começou a querer se beijar descontroladamente. E se beijou descontroladamente. Então assumi que a gente tava namorando. Mas eu quero um pedido de verdade.”. Eu sei que estraguei o clima, mas eu ainda tinha uma menina romântica vivendo dentro de mim.
Ele parou de me morder. “Rachel Barbra Berry.”, sussurrou ele na minha orelha, me fazendo tremer. “Você gostaria de ser minha namorada e me permitir de amá-la incontrolavelmente e me permitir de algum dia levá-la a um altar?”
Ele era lindo demais para ser de verdade. Haviam quantos meninos por aí que prometiam casamento para a namorada? “S-sim.”, falei, com um sorriso de orelha a orelha. Mesmo não conseguindo vê-lo, senti que ele também estava sorrindo. Minhas suspeitas foram confirmadas quando ele voltou ao meu campo de visão. Ele estava radiante.
“Eu já te disse que eu te amo?”, ele perguntou.
“Acho que sim.”, respondi. “Eu já te disse que eu te amo?”
“Já deve ter dito.”
Nós rimos juntos, o que não durou muito tempo. Percebemos que estávamos sem se beijar a segundos demais.
Mais alguns minutos se passaram antes que eu o interrompesse. “Amor, eu realmente gostaria de passar o dia todo aqui, mas eu realmente preciso voltar pra casa.”
Ele ficou um segundo parado, me encarando. “‘Amor’?”, ele perguntou, sorrindo.
“Para.”, eu falei, meu rosto ruborizando.
“Não, eu gostei...”, ele falou, acariciando meu rosto. “Amor.”
Mordi meu lábio, envergonhada. “Eu estava falando sério quando disse que tínhamos que ir embora.”
Ele me deu um último selinho antes de se acomodar no banco, posicionando os pés nos pedais. “A gente devia vir aqui com mais frequência.”
“Também acho. A gente devia vir aqui a noite da próxima vez. Deve ser lindo.”
“Que tal quinta feira?”, ele perguntou. “Não vai ter aula na sexta, então a gente não teria hora pra voltar...”
“Quinta feira a gente vem, então.”, falei, pegando sua mão enquanto nos dirigíamos de volta para o deque.
. . . . .
Depois que Finn me deixou em casa, percebi, para a minha alegria, que meus pais não estavam em casa, o que era bastante normal. Quando eles ficavam sobrecarregados no trabalho, o que era bastante constante, eles não almoçavam em casa.
Resolvi chamar Finn para almoçar comigo. Kurt iria comer uma sopa ruim, porque ainda tinha que tomar cuidado com a alimentação, o que obrigava Finn a comer a mesma coisa que ele. Em uma das minhas festas do pijama com Kurt, ele havia mencionado que Carole e Burt nunca almoçavam em casa, já que o apertado horário de almoço só permitia que eles comessem em algum restaurante perto do trabalho.
Peguei meu telefone e liguei para Finn. Ele atendeu no segundo toque. “Oi, amor.”
“Oi...”, respondi sorrindo. “Ei, tá a fim de vir almoçar aqui?”
“Claro! Chamo o Kurt também? Ele está passando alguma coisa na cara, mas eu acho que ele não vai demorar.”
“Eu acho melhor não. O almoço de hoje é sushi e acho que não vai fazer bem a ele comer coisas diferentes...”, falei, verificando o que tinha na geladeira.
“Tudo bem. Conta até sessenta que eu chego aí.”, ele falou, desligando.
Me apoiei no balcão da cozinha e fiquei olhando para o relógio na parede. Em exatos cinquenta e dois segundos alguém bateu na porta. Quando fui atender, sorri. Finn estava do lado de fora.
“Hey, baby.”, eu falei.
“Oi.”, ele disse, passando a mão pela minha cintura e me empurrando para dentro, e empurrando a porta com o pé para fechá-la. Ele me apoiou contra a parede. “Faz tempo que eu não te vejo.”
“Exatos três minutos.”, eu disse, sorrindo, enquanto ele espalhava beijos pelo meu pescoço. “Mas eu te chamei para almoçar, seu taradinho. Eu tô realmente com fome.”, falei, afastando-o de mim e indo para a cozinha, com ele no meu encalço.
Peguei dois pratos do armário que ficava acima da pia e garfos e facas da gaveta. “Deixa eu te ajudar com isso.”, disse ele, pegando tudo e levando para a mesa. Tirei as bandejas de sushi da geladeira e levei para mesa. Voltei para a cozinha para pegar copos e suco de maçã.
Finn estava sentado mexendo no celular. “O que você tá fazendo?”, perguntei, enquanto me sentava.
“Tuitando.”
“Hm... Tuitando o que, exatamente?”, falei, me servindo.
“De que eu estou com a menina que eu amo.”, ele disse, orgulhoso.
Corei, mas continuei a me servir. “Você não vai comer?”, perguntei, vendo que ele não havia largado o telefone.
“Agora estou dizendo que você é minha.”
Me permiti de sorrir. “Isso é adorável, Finn.”
“Amor.”, ele corrigiu. É, acho que ele tinha gostado do apelido.
“Amor. Depois eu deixo você tuitar o quanto você quiser, se quiser pode até pegar meu notebook, mas agora come alguma coisa.”, falei preocupada.
Ele guardou o telefone e começou a se servir também. “Quero a senha do teu twitter.”, ele falou, possessivo.
“Posso saber por que?”, perguntei, resistente.
“Porque eu vou tuitar por ele. Duh.”, ele disse, tranquilamente, enquanto colocava suco no copo.
Revirei os olhos, mas ri. “Bobo.”
Finn sorriu e começou a comer. “Sabe, eu estava falando sério quando disse que um dia ia te levar a um altar.”, ele falou, de repente.
Eu o observei com cuidado. Ele estava falando sério. “Eu acredito em você.”
Ele me lançou um sorriso de lado e voltou a comer normalmente.
Eu sem dúvida iria para um altar ao seu lado.
Notas finais
Eu sei que o último capítulo ficou pequeno e meio sem graça, mas eu espero que eu tenha recompensado com esse #ThumbsUpForFinchelDate :)
Agora, hora dos anúncios: Minhas aulas acabam terça feira, o que vai consequentemente me fazer atualizar com o triplo da velocidade, incluindo The Outstanding Finchel Show, yay!
Uma pergunta: Vocês tão achando essa fic muito grande? Porque eu tô sentindo que ela tá longe de acabar hahahahah Me digam se vocês querem mais ou se é pra eu tentar deixar ela menor :)
Next chapter: Gravatas.
Dan dan dan dan daaaaaaaaan :3
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