The Boy And The Wolf

11 Capítulo X – The Kiss, part 02


Notas iniciais
Oi, galerinha, tudo bem? Bom, aqui está a continuação e eu espero que vocês gostem.
Boa leitura,
almirapevas ;)

Capítulo X – The Kiss, part 02

Nicholas novamente toca em seus lábios. Nunca havia beijado alguém. Ele estava esperando alguém que o envolvesse de uma forma arrebatadora para isso. Ele cora e aperta os lábios. Nunca pensaria que seu primeiro beijo fosse com um homem... Bem, um lobisomem... Bem... Com Joseph!

Não, ele sabia que Joseph é especial para ele de alguma forma, mas... Ele iria se apaixonar por ele? Não, foi só um beijo de bom-dia. Pensa o jovem inocentemente. Ele balança a cabeça e se mete debaixo do chuveiro. Aliás, ele ama panquecas. Desde o acidente, as cozinheiras tentavam fazer uma panqueca melhor para ele.

Elas nunca chegaram ao nível de sua mãe... Nicholas novamente se sente culpado por ter acordado Joseph no meio da noite, além de ter fugido do orfanato e deixado a Madre preocupada...

Eu não me vou sentir culpado! Intervém rapidamente. Lá no fundo ele sabia que a Madre está preocupada com ele (e muito), mas não queria deixar a culpa o tomar e voltar para o orfanato – como da última vez. Ele desliga o chuveiro e pega a toalha, secando-se e enrolando-a em sua cintura. Ele sai do banheiro e vai até o armário – já que tinha colocado suas roupas ali – ele escolhe uma blusa de manga curta azul e uma calça jeans.

Ele rapidamente veste a cueca – lembrando-se do vexame de ontem – e veste o resto. Ele calça uma sandália que Joseph deixou e sai do quarto, dando de cara com Joseph.

— O café tá na mesa – avisa o maior.

Nicholas assente e cora. Eles dois estão bem próximos. Joseph é o primeiro a se distanciar.

— Vou tomar meu banho se não se importa – diz entrando no quarto.

Tudo bem. – Pensa o jovem.

Joseph suspira e rola os olhos, balançando a cabeça.

— Só vai comer panquecas se falar. – Força um pouco irritado.

Nicholas arregala os olhos e franze o cenho. Droga... Pensa rapidamente. Ele suspira e pigarreia, vendo se vai adiantar.

— B-bom banho. – Sua voz sai rouca e baixa.

Joseph sorri de lado e suspira.

— Pode comer sua panqueca – o rapaz rapidamente pega a toalha e enlaça o pescoço de Nicholas –, mas antes, vamos secar essa cabeleira. – Ri.

Nicholas franze o cenho e Joseph começa a secar seu cabelo. Nicholas está se sentindo um pouco a vontade com o carinho de Joseph. Nunca mais sentira isso há dez anos. Ele sorri timidamente e olha para Joseph, que para de secar e fixa seu olhar nele. O jovem cora e desvia o olhar do rapaz, que ri e balança a cabeça.

É dona Ayla, você está aprontando comigo. Pensa e suspira pesado, terminando de secar o cabelo do jovem.

— O-obrigado – agradece Nicholas com a voz baixa.

Joseph olha para o menor e penteia um pouco o cabelo dele, dando de ombros. Nicholas continua a olhar para o rapaz, o olhar dos dois se encontra. Joseph segura o queixo do jovem e levanta um pouco a cabeça dele, inclinando-a para trás. Ele se curva para frente e encosta seus lábios com os de Nicholas, que fecha rapidamente os olhos e acompanha o rapaz. O beijo é lento e terno, os dois estão apenas conhecendo território. Nicholas põe as mãos no peito de Joseph e aperta a blusa do maior.

Joseph acaricia o queixo e desliza sua mão para a nuca do menor. Nicholas tenta se separar dele, mas não consegue Joseph já o dominara. O ar lhes falta e os dois se separam ofegantes, e olham um para o outro.

— B-banho – murmura o jovem.

Joseph sorri e assente, andando até o banheiro e fechando a porta. Nicholas toca em seus lábios e balança a cabeça. O que está acontecendo comigo? Pergunta-se, corando. Ele dá de ombros e segue rapidamente para a cozinha.

Ele sente o cheiro das panquecas quentinhas e rapidamente se sente em casa, como se sua mãe tivesse feito. Ele se senta a mesa e pega um prato, colocando três panquecas. Ele pega o mel e despeja encima delas. O jovem morde o lábio e suspira, pegando o garfo e faca. Ele corta um pedaço da panqueca e abocanha.

— Hmm... – murmura quando sente o gosto daquela deliciosa panqueca.

Você é bom no que faz. – Nicholas rapidamente envia isso para o rapaz.

— Obrigado – o rapaz fala, tentando secar seu cabelo.

Nicholas o olha e tem uma ideia. Joseph ri e se senta no sofá, Nicholas caminha até o maior, fica entre as pernas dele e pega a toalha para secar o cabelo castanho do rapaz. O jovem sorri e o rapaz o observa, sempre com um sorriso na cara. Joseph estava na altura daquilo, ele podia observar o abdômen de Nicholas sem o menor perceber.

O jovem termina de secar e tira a toalha de perto, olhando para Joseph.

— Nada mal – diz sorrindo.

O menor cora e segura com mais força a toalha. Joseph continua a sorri para o jovem, que tenta escapar, mas tropeça e cai em cima de Joseph. Suas respirações estão descompassadas, seus rostos bem perto um do outro, milímetros os separavam. Joseph segura os cabelos do menor e o beija ternamente.

Nicholas fecha os olhos e aproveita mais uma vez o delicioso beijo do rapaz. Nicholas desliza suas mãos, agarrando os cabelos do maior. Joseph o puxa mais para si, tomando conta daqueles finos e perfeitos lábios do menor.

Dona Ayla, dona Ayla, olha, olha. Pensa o maior enquanto se deleita pelos lábios do menor. O ar lhes falta mais uma vez e se separam ofegantes. Os dois se olham, Nicholas cora e Joseph sorri carinhosamente, dando um selinho no menor.

— Vamos terminar de tomar café? – Pergunta o maior sorrindo para o menor corado.

***

— Alguma coisa Bart? – Pergunta Renata, preocupada.

— Nada do garoto – responde o mais velho.

— Eu avisei – Kurt intervém.

— Kurt, calado – Carl diz gentilmente, com um sorriso psicopata.

Kurt treme e olha para outro local. Renata bate o pé e olha para os lados, tentando fazer algo para achar o jovem de olhos azuis vazios (agora nem tão vazios).

— Já procurou Jonathan? – Pergunta Carl.

— Seria muito apelo – Renata fala rudemente.

— Seria melhor, vai que ele sabe de algo. – Carl força.

— Estou pedindo demais para eles. Vocês sabem como eu sou! Meu instinto não deixa. – Fala a raposa negra.

— Nós sabemos. – Os três respondem.

Renata respira fundo e balança a cabeça, ainda preocupada com o que pode ter acontecido ao jovem.

***

Duas semanas depois...

Nicholas varria as folhas da escada de madeira enquanto Joseph fazia o almoço – ele fez uma condição com Nicholas. O menor termina e suspira, cansado. Joseph olha pela porta e sorri quando vê o jovem subindo as escadas. Nicholas fecha a porta e caminha lentamente pela cozinha.

— Varreu tudo? – Pergunta com deboche na voz.

Claro que sim. – Responde o jovem friamente.

— O quê? Não consegui entender. – Continua a debochar.

Nicholas rola os olhos e guarda a vassoura na pequena dispensa.

Nick, é só falar – diz o maior calmamente.

Não quero e não me chame de Nick! – Pensa ele estressado. Mesmo depois de duas semanas, Nicholas não deixava Joseph o chamar assim. E, mesmo os dois se conhecendo tão bem, Nicholas ainda não fala com Joseph... Às vezes.

— Marrento – murmura.

— Do quê me chamou? – Fala o jovem com a voz rouca e grossa.

— Ah, então ele fala quando alguém atira em mim, quando está estressado e quando quer ser gentil. Interessante... – diz baixinho e olhando para o menor, que cora.

— Culpa sua – murmura ainda estressado.

— E para me culpar, estamos progredindo Nicholas – e gargalha.

Nicholas fica mais vermelho e vai para a perto de Joseph.

— Lave essa louça – ordena o maior.

Não sou seu empregado. – Rebate.

— Mas é meu hóspede – complementa.

Não o que eu pude ver nessas duas semanas. – O menor cora mais ainda quando pega a espoja para lavar a louça.

Joseph ri e olha para o menor, que está vermelho. É dona Ayla, você não errou na escolha para ambas as coisas. Pensa o rapaz rindo da cara de Nicholas.

Para de rir! – O menor se irrita e joga água em Joseph, que abre a boca, chocado, e levanta as sobrancelhas. Nicholas arregala os olhos e começa a rir da cara de Joseph. O maior desfaz sua cara de espanto para uma de admiração pela risada melódica, rouca e suave do menor.

Nicholas continua a rir e olha para Joseph, que começa a ri com ele. Os dois param e ficam se olhando. Joseph percebe que um pouquinho de brilho se formava nos olhos azuis do jovem, ele sorri e toca no rosto dele e acaricia a bochecha vermelha com o polegar. Nicholas continua a olhar para o maior, os dois se aproximam e se beijam ternamente, deixando suas línguas dançando.

O menor segura a blusa do maior, que rapidamente segura os cabelos do menor puxando-o para si, transformando um pouco do rumo do beijo. Joseph encosta Nicholas na pia e aprofunda mais o beijo, deixando as línguas se confrontarem. Nicholas agarra o cabelo de Joseph, sentindo desejo por aquele homem.

Uma brisa passa por eles e Joseph para, olhando para os lados. Nicholas cora e se afasta um pouco do maior.

O que foi? – Pensa o menor incapaz de falar.

— Temos companhia no outro lado da ponte – responde Joseph um pouco assustado.

É inimigo? – Nicholas pergunta, preocupado.

— Não.

Quem é?

— Minha família.

Notas finais
Gostaram? Reviews? Depois eu posto o outro, tá?
Até mais,
almirapevas =3