The Boy And The Wolf
12 Capítulo XI – The Problems Of A Family
Notas iniciais
Boa leitura,
almirapevas =)
Capítulo XI – The Problems Of A Family
— Eu pensava que eles nem vinham. – Joseph ajuda Nicholas pelo caminho até o arco de pedra.
Vocês não se falam muito, né? – Pergunta o jovem.
— Você adivinha as coisas – o rapaz sorri e suspira. – E, por favor, como eu leio sua mente, eu acho que eles lêem a sua também, então não pense em nada... Fale, assim fica melhor. – Aconselha.
Você quer muito que eu fale, não é? – O jovem levanta a sobrancelha e olha para o rapaz, que sorri e assente.
— Eu só quero seu melhor e falar é bom. Olha, é bom. – Brinca fazendo o menor rir mais uma vez.
Joseph para e olha para o arco, vendo sua família do outro lado da ponte. Nicholas olha para Joseph e enxerga sete pessoas de cabelos brancos, roupas brancas, peles muito brancas e olhos de cores diferentes. O maior suspira pesado e atravessa o arco, seguido do menor.
O homem de olhos negros olha para Nicholas e depois para Joseph, com um olhar pesado. Joseph está sério, muito sério. O jovem olha para cada um. Só tem duas mulheres. Pensa. Uma das mulheres tinha olhos violetas lindos e a outra olhos azuis bem elétricos, as duas usavam calça e blusa de linho branca.
— Joseph, quem é esse? – Pergunta um rapaz de olhos verdes muito claros.
Joseph olha para o rapaz e suspira.
— O que vieram fazer aqui? – Fala grosseiramente.
Joseph... – Nicholas o repreende. Nunca havia visto Joseph desse jeito... Bem, os dois viviam numa cabana, isolados há duas semanas, é óbvio que ele vai ser diferente em algum momento.
— Não nos trate assim. – O homem de olhos negros o censura.
— Tanto faz – Joseph dá de ombros. – O que vieram fazer aqui? – Repete.
— Só queríamos dar um “oi”. – Um rapaz de olhos laranja diz, olhando para Joseph sarcasticamente.
Joseph levanta a sobrancelha, duvidando se isso é verdade.
— Pelo jeito, ele não vai desfazer o acordo. – Outro homem de olhos azuis claros diz olhando para o homem de olhos negros.
— E nem vou, essa área é minha por lei da natureza, acho que minha mãe foi bem clara nisso. – Diz rudemente.
— Precisamos de um local – um homem de olhos verde-água se pronuncia.
— Procure outro que não seja o meu local. – Joseph dá ênfase.
— Filho, por favor. – O homem de olhos negros pede.
— Pai, não, caramba! – Diz o rapaz irritado.
Nicholas observava a grande discussão. Ele se encolhe atrás de Joseph e olha para o lado. Sentia falta das discussões que Logan tinha com seu pai, mas tudo terminava em risos e todos ficavam bem. Mas a família de Joseph é diferente, ele percebeu uma energia estranha entre eles além deles serem diferentes de Joseph. Ele sabia que ninguém ia parar de se olhar estranho e discutir para depois rir disso minutos depois. O jovem suspira e olha para Joseph, que está encarando o homem de olhos negros.
— Filho...
— Violet, por favor, avise ao seu pai que essa é minha propriedade. – Diz olhando para a garota de olhos violeta e de cabelo curto repicado.
Violet olha para o pai e suspira, balançando a cabeça.
— Eu avisei. – Fala com uma voz delicada e gentil, depois ela olha para Nicholas e sorri gentilmente.
Nicholas cora e se esconde um pouco atrás de Joseph, que rapidamente olha para o menor e suspira.
— Acho que já podem ir. Micaela não vai gostar de vê-los aqui, lembrem-se disso – Joseph diz rudemente.
A jovem de olhos azuis elétricos rosna e olha para o pai.
— Não gosto daquele chacal e vocês sabem disso. – Diz ela com a voz grossa e rude.
Joseph deve ter pegado dela essa grosseria, ou é de família. – Pensa Nicholas inocentemente.
Joseph rapidamente o olha friamente, o menor se encolhe e se esconde.
Violet continua a olhar para o humano que está com seu irmão, ela franze o cenho e sorri, olhando para o pai. Acho que é ele. Pensa. O pai a olha e tenta ler a mente do jovem, mas algo chicoteia em sua mente.
Nicholas toca em suas têmporas e as massageia, sentindo uma dor de cabeça. Joseph sentiu a energia do pai e rapidamente o olha friamente.
— Não consigo ler a mente dele – comenta o homem.
Os seis filhos o olham e eles fazem a mesma coisa, dando uma grande dor de cabeça em Nicholas.
— Parem! Ele é totalmente humano por aqui, ele sofre com os efeitos. – Joseph grita e os olha friamente.
Nicholas se encolhe e toca no ombro de Joseph, que engole em seco e relaxa um pouco. O menor aperta os lábios e fica olhando para a família de Joseph.
Vocês deveriam ser gentis uns com os outros. – Nicholas olha para Joseph, inocentemente.
Joseph suspira e balança a cabeça, desviando seu olhar para o menor.
— Nem toda família é perfeita. – O maior pisca para o menor, que cora e desvia o olhar.
Violet continua a sorrir e balança a cabeça. Ah, dona Ayla, olha, olha. Adverte a alma da mãe. Ela olha para a irmã que rola os olhos e balança a cabeça. Violet rir e dá meia volta.
— Vamos, temos que ir para as montanhas, vai ser melhor, conheço uma pensão por ali. – Diz a mais nova.
— Ah, qual é! – Reclama o rapaz de olhos verdes.
— Ethan, é melhor fazer o que Violet manda. – Diz o de olhos laranja.
— Forbes está certo, nem sempre cabe ao mais velho ser o responsável. – Diz a rapariga de olhos azuis elétricos.
— Ah, Elena! – Reclama o de olhos azuis claros.
— Estou certa, Aro, e não reclame. – Elena cruza os braços e olha com desdém para o irmão.
— Elena, você não me respeita!
— É meu dever. – Ri ironicamente.
— Gente, por favor. – Diz o de olhos verde-água.
— Angus, fique na sua. – Elena o corta.
— Você não respeita nem a mim e nem a Aro, não tem direito a voto. – Angus diz rudemente.
— Parem vocês! – Grita o pai, estressado.
Joseph e Nicholas olhavam a cena com espanto. A teoria de Nicholas estava certa sobre eles não pararem de discutir, mas que isso era cômico era. Ele tenta segurar o riso, mas não consegue. Ele gargalha e tenta parar, mas não consegue.
Joseph arregala os olhos e fica olhando espantado para Nicholas. O maior desvia o olhar e olha para a família, que encarava Nicholas.
— Nicholas...
Joseph toca no ombro dele e o menor vai para seu peito rindo. Nicholas lembra um pouco das discussões cômicas entre seus pais e irmão... Ele para de rir, abruptamente, e esconde o rosto no peito de Joseph, amassando um pouco a blusa do maior com as mãos. O rapaz abraça Nicholas e suspira, acariciando o cabelo dele.
— Acho que temos que ir. – Ethan diz sentindo a energia do jovem de olhos azuis um pouco brilhantes.
Todos assentem. Violet suspira e desejaria poder passar por aquele arco para poder acalmar aquele garoto. Ela suspira e olha para Joseph, que está a olhando. Ela sorri e pisca pro irmão caçula, que devolve com um sorriso torto.
— Vamos, seu Jonathan – adverte Violet.
— Vamos deixá-los. – Jonathan responde e dá meia volta, seguindo para dentro da floresta.
Aos poucos, todos vão embora menos Violet, que sorri para Joseph e manda um pouco da sua calmaria para Nicholas através da brecha que Joseph abriu. O menor se acalma e olha, com os olhos pouco inchados, para a garota de olhos violeta, ele sorri para ela e agradece pela brecha mental que surgiu entre eles. Ela assente e olha para Joseph.
Dona Ayla lhe deu um dever e ele tem uma missão. Pensa para o irmão e vai embora.
Joseph suspira e aperta mais o menor.
— Vamos voltar? – Murmura, fechando um pouco da barreira.
Nicholas assente e os dois voltam para a cabana.
***
Elisabeth olha para a entrada da floresta, vendo se Nicholas voltava. Já fazia duas semanas e nada. A Madre estava desesperada e Renata preocupada. Ela suspira e pega um livro que estava no criado-mudo dele. Ela o aperta em seu peito e sente seus olhos ficarem marejados. Ela se joga na cama do jovem e sente o cheiro gostoso dele no travesseiro.
— Lizzie-chan? – Chama Julia. – Você está bem? – Pergunta para a amiga.
— Pareço bem? – Rebate numa voz rouca.
— Vamos comer. Você está muito magra, Lizzie-chan. – Julia tenta.
Elisabeth aperta mais o livro e se encolhe. Julia suspira e se retira do quarto. Do lado de fora, Jamile observa Julia sair do quarto, cabisbaixa.
— Pelo jeito, ela não vem. – Samantha fala numa voz baixa.
Todos assentem. Julia respira fundo e olha para os amigos.
— Nunca a vi assim. – Comenta.
— Parece que ela gosta mesmo do Nick-chan – Will murmura.
— Sim – concorda Jamile.
— Vamos indo, qualquer coisa ela vem – diz Julia, auspiciosa.
O grupo de amigos segue para o refeitório.
Madre Olívia está sentada em sua cadeira de couro, dentro do escritório das feiras. Ela olhava uma foto dela junto com Nicholas, Elisabeth, Jamile e Renata. Ela sorri ao se lembrar da linda criança de olhos azuis vazios quando chegou ao orfanato. Ela pensava que aquela criança iria superar a morte dos mais, mas estava errada.
Ele só quer paz... Mas como? Pensa e coloca a foto dentro da gaveta. Alguém bate a porta e ela manda entrar. Renata aparece e suspira, adentrando ao recinto.
— Nada – a raposa negra rapidamente fala.
— Ah, meu Deus! Onde esse menino pode está?! – Reza a Madre.
— Carl acha que ele foi para a cidade, eles estão lá tentando achá-lo. – A voz de Renata é grossa e triste.
— Já procurou Jonathan? – Pergunta.
Renata balança a cabeça, negativamente, e respira fundo, indo para perto da Madre.
— Seria apelação de mais, você sabe como é meu instinto. – Responde olhando para a floresta.
— Eu sei, mas... É só para achar uma criança – a Madre segura o choro.
— Olívia, Nicholas não é mais uma criança, ele vai fazer dezesseis anos amanhã. Ele sabe se cuidar, ele é inteligente, perspicaz, ele sabe o que faz. – Renata não devia seu olhar da floresta.
— Mas, para mim, ele é uma criança e nunca deixa de ser. – Teima.
Renata olha de soslaio para a Madre e suspira, dando de ombros e se encaminhando para a porta.
— Qualquer coisa, eu te aviso. – Diz saindo do escritório.
A Madre se encolhe e gira a cadeira, sendo surpreendida pelo verde da floresta. Ela franze o cenho e se levanta, andando lentamente até a janela. A floresta está verde demais para um solstício de verão perigoso. A Madre engole em seco.
— Tenho que falar com Ava – murmura para si, preocupada.
***
Violet seguia na frente, enquanto escutava a discussão de Aro e Elena. Ela rola os olhos e para quando ouve um galho sendo quebrado. Todos se esbarram, menos Jonathan, que vai para perto da filha.
— São eles. – Sussurra Jonathan.
Violet assente e olha para Ethan, que assente e movimenta os dedos lentamente. Violet escuta os passos deles, então olha para Elena, que sorri e abre as palmas da mão para si. Aro olha para Angus e dão de ombros. O mais velho movimenta as mãos em rotação e o segundo puxa algo do chão úmido com a mão. Forbes estala os dedos.
Mais uma voz um galho e quebrado. Ethan age rapidamente e puxa a terra para si, Aro cria uma ventania e Angus puxa a água do chão, fazendo com que chova um pouco na floresta. Raios começam a se criar no céu e Elena os puxa para si. Forbes estala mais os dedos e cria fogo.
O urso negro aparece pendurado na floresta e quase sem respirar. Violet salta e se pendura, olhando nos olhos assustados do urso.
— Quem te mandou? – Pergunta gentilmente, apesar de estar irritada.
O urso tosse e ela olha para Aro, que dissipa a ventania.
— Os Aliados Negros – responde assustado.
Ela sorri e olha para Angus, que assente e hidrata o urso. Elena chega perto e olha para o pai, que balança a cabeça.
— O que eles querem? – Pergunta Jonathan.
— Vigiar seus planos de ataque para esse solstício de verão. – Murmura.
Violet olha para o pai e se joga, pousando lenta e elegantemente no chão. Ela olha para Elena e assente, Elena concentra os raios e eletrocuta o urso, que chora de dor. Forbes queima o corpo e Ethan o joga no chão. Angus apaga o fogo e Aro retira o cheiro de fumaça dali.
A mais nova suspira e olha para o pai.
— Espero que Renata não seja pega por eles como esse foi – comenta numa voz baixa.
— Ela sabe se cuidar – murmura o mais velho e os dois voltam a seguir para a base das montanhas.
Notas finais
Até mais,
almirapevas =3
Fale com o autor