The Boy And The Wolf

10 Capítulo IX – The Kiss, part 01


Notas iniciais
Oi, gente. Tudo bem? Bem, tô passando aqui, porque hoje teve Anime Jungle Party, aqui em Manaus, e o PC Siqueira foi e eu tirei uma foto DELE (só ele, não eu, mas tudo bem, eu aceito). Em suma, foi legal (porém eu encontrei um colar do My Chemical Romance e eu não tinha direiro suficiente para comprar, mas tudo bem, eu tive que engolir o choro e continuar a vida) =3
Okay, distrações a parte, capítulo de hoje bem fofo e... Hihihihi... E acho que daqui a uns três capítulos tem lemon e, bem, pelo título vocês sabem o que acontece.
Boa leitura,
almirapevas =)

Capítulo IX – The Kiss, part 01

Estava escuro na estrada, Logan contava uma piada para aliviar a tensão dos pais. A criança ria das piadas. Seus pais começaram a rir e então conseguiram prestar mais atenção na estrada, mas de repente dois faróis apareceram e tudo se apagou. Alguém acordou a criança de olhos azuis, seu irmão a protegia de algo ruim. Ela chorou muito...

Joseph ouve gritos e rapidamente vai para o quarto. Nicholas estava gritando e se mexendo muito na cama. Joseph sacode Nicholas e ele abre os olhos, que estavam marejados. Os dois se olham e Nicholas abraça Joseph.

Joseph encosta-se a cabeceira e deita Nicholas em seu peito. Ele deixa Nicholas chorar a vontade, sabia que aquilo era horrível, ainda mais para uma criança. Aquilo ficou como uma cicatriz – literalmente – em seu inconsciente e coração. Que nem a morte de sua mãe, ele ainda era “pequeno” para a imortalidade de um lobo guardião – devia ter uns dez anos, seu lado imortal ainda não despertou, mas isso fazia tempo.

O maior acaricia os cabelos de Nicholas, que se acomoda mais no peito dele. Joseph o aperta e continua a fazer carinho na cabeça do menor. Assim ele dorme... Como minha mãe fazia. Joseph sorri de lado com a lembrança, nenhum dos seus irmãos gostava, mas ele sim.

Nicholas para de chorar e respira fundo, levantando o rosto e olhando para Joseph, envergonhado.

— Não precisa se envergonhar, eu também perdi um parente meu, se você não sabe. – Diz o mais velho rapidamente.

Nicholas sai de perto de Joseph e se senta. Seus olhos estão inchados e seu coração partido. Nunca gostava de lembrar-se daquele dia, mas parecia tão nítido em seu sonho, parecia tão real, ele sentia o vidro cortando seu pulso esquerdo, ele sentia o abraço de seu irmão. Ele sempre vivia aquilo de novo e de novo.

Braços o envolvem pela cintura e ele cora. Joseph suspira e encosta a cabeça na curva do pescoço de Nicholas, que fica sem jeito, mas se sente seguro como nunca se sentiu depois daquele dia. Nicholas se acalma e seus olhos ficam novamente pesados. Joseph para de abraçá-lo e o menor deita na cama. O mais velho o cobre e suspira, olhando para os olhos azuis marejados.

— Eu estou aqui, não se preocupe. – Diz Joseph calmamente.

— Dorme comigo – a voz baixa, rouca e falha de Nicholas enchem o recinto.

Joseph suaviza a expressão e assente, acariciando a cabeça de Nicholas, que rapidamente pega no sono. Joseph suspira e pensa: vai ser difícil tirar isso de seu inconsciente e coração.

***

— Como assim fugiu?! – Grita a Madre, levantando-se abruptamente da cadeira de couro marrom.

— Eu verifiquei, os órfãos deram queixa e é verdade, Nicholas não está em lugar nenhum. – Diz a freira Marie preocupada.

— Fugiu... – a Madre fica sem voz e mais preocupada. – Vocês acham que ele entrou na floresta? Ele fugiu pra floresta? E Brutus?! – Fala desesperada.

— Madre se acalme, por favor – Renata rapidamente fica perto da amiga e libera um pouco de sua energia calma.

— Obrigada Renata – agradece a Madre. – E os caçadores, não viram nada?

— Eles disseram que não. – Sônia logo responde.

— Ah, meu Deus, como esse menino conseguiu fugir?! – Fala desesperada.

Renata então se lembra do lobo que Kurt acertou naquele dia. Ela franze o cenho e algo estala em sua mente. Joseph? Era Joseph? Pensa surpresa. Ela ainda não estava acreditando que Nicholas conhecera Joseph... Então isso explica a segunda vez que ele voltou com vida da floresta. Pensa e balança a cabeça.

— Renata, alguma coisa? – Pergunta Thereza.

— Não sei isso foi estranho. Eu não me lembrava daquele dia. – Fala confusa.

— Que dia? – Pergunta a freira Soraia.

— Quando Kurt acertou um lobo. – Responde Renata.

— Não me lembro de Kurt acertando nenhum lobo. – Mônica rapidamente fala.

— Nem eu me lembro Renata. – A Madre Olívia comenta.

Renata franze o cenho e pisca várias vezes para poder acreditar no que houve.

— O dia em que os caçadores chegaram. Nicholas até gritou quando o lobo foi atingido. – Ela força.

— Nicholas grita por algo? – Desconfia Marie.

— Acho que isso foi ilusão sua, Renata – Mônica concorda.

Renata balança a cabeça e morde o lábio. Sua sanidade de raposa está em jogo nesse momento, mesmo ela não se lembrando detalhadamente... Algo novamente estala em sua mente, então ela franze o cenho e olha para as freiras.

— É deve ter sido uma ilusão minha, quero tanto que aquele garoto fale. – Renata rapidamente diz.

Elas suspiram e se olham preocupadas pelo jovem.

Elisabeth mal toca na comida, ela foi a primeira a notar que Nicholas acordou mais cedo. Foi ela que o procurou pelo orfanato e não o achou. Foi ela que disse que ele fugiu. Julia olha para a amiga e suspira.

— Lizzie-chan, por favor, não fique assim. – Tenta consolá-la.

— Ju-chan, ele fugiu! Como alguém foge de um orfanato que agora é protegido por três homens armados? – Elisabeth explode com os amigos. – Hein? Como ele fez isso?

— Lembra-se da última vez que ele quase fez isso? – Will termina de comer suas panquecas.

— Lembro-me, Will-chan, mas ele voltou. – Elisabeth olha para o amigo, triste.

— Que eu saiba Greg o viu saindo pela porta dos fundos, então é fácil alguém passar por lá, principalmente de noite. – Samantha rapidamente fala.

— Mas e os três seguranças lá fora? Eles são sagazes, sabem para onde estão apontando uma arma. Como eles não viram Nicholas sair?! – Indaga Elisabeth mais uma vez.

Ela está indignada. Nicholas era disso, mas tinha parado depois que fez doze anos. Ele já tinha uma cabeça feita por causa da quantidade de livros que a biblioteca comportava. Desde os doze anos ele aprendeu o que é certo e errado, ele se fortaleceu mentalmente. Pelas contas de Elisabeth, ele deve ter lido umas três vezes cada livro da biblioteca, pelo menos.

Nicholas não é disso, ele nem mais tentava. Pensa inconformada.

— Lizzie-chan, eu odeio quando você fica assim – Jamile rapidamente quebra o silêncio. – Caramba, não se preocupe com Nicholas, ele sabe se virar, ele tem quinze anos, vai fazer dezesseis daqui a duas semanas. Ele não é mais nenhuma criança...

— Mas também não é nenhum adulto. – Joshua rapidamente a interrompe.

Todos olham para o rapaz. Joshua suspira e rapidamente termina seu suco.

— Estamos quase nos Estados Unidos, vai que ele foi para lá, onde um adolescente de 16 anos já pode dirigir e trabalhar, eu acho. Ele não é esperto? Ele não é inteligente? Ele não sabe o que é certo e errado? Deixe-o então seguir a vida dele. Não vai ser para sempre que iremos morar num orfanato. Temos até os dezoito anos para sair daqui e viver nossa vida independente. Nicholas já é emancipado, por lei e por ocasiões, então o deixe. – Joshua diz tudo o que acha e fica com um ar de tapa na cara.

— É verdade, eu me lembro de uma vez o advogado da família dele tentando libertá-lo, mas ele não quis viver com os tios na Escócia, então aos dez ele já era emancipado por lei, só que a Madre disse que quando ele completasse quinze anos ele decidia se saísse ou não do orfanato, bem, estamos aqui. – Will termina.

Elisabeth franze o cenho. Nicholas tinha parentes em outro lugar e ele não foi? Ela achou estranho, mas não sabia o por quê.

— Disseram-me que o tio dele era pedófilo; e a tia tentou se aproveitar da herança da irmã, então nem conta. – Jamile bebe o resto do café.

— E como ele sabia disso? – Pergunta Elisabeth.

— Jornais, televisão. Eles são famosos. São atores escoceses. – Julia rapidamente diz.

— E os pais dele? – Continua a loura.

— Os pais eram... – Jamile tenta se lembrar e olha para Julia.

— A família da mãe dele era rica; e o avô dele deixou uma mega herança para ele. E a família do pai tinha uma grande empresa. Então já sabe. – Julia olha para a amiga.

Como elas sabem disso e eu não sei? Pensa deprimida. Como ela podia gostar de alguém não sabia nada sobre? É só atração então... Ou os hormônios. Ela suspira e se levanta ainda triste, e segue para o quarto. Ela deita em sua cama e começa a chorar.

***

Nicholas abre os olhos, dando de cara com o teto e rapidamente sente calor. Ele franze o cenho e se mexe um pouco, sentindo alguém a seu lado e o abraçando pela cintura. Ele vira seu rosto e vê Joseph dormir serenamente ao seu lado. Ele rapidamente cora e se lembra da madrugada que teve.

Ele suspira e continua a olhar para Joseph, que respirava lentamente. Nicholas pode analisá-lo mais de perto. Ele tem uma boca um pouco carnuda, um nariz bem definido, sobrancelhas bem desenhadas e os fios de cabelo eram lisos e caiam perfeitamente no em seu rosto. Seu rosto é perfeito e tudo ali combinava, sem exageros. Então ele percebe que o rapaz ao seu lado está sem a camisa. Ele pode vê que Joseph não é tão musculoso, mas não muito magro. Ele tem músculos definidos como de qualquer outro adolescente que se cuida, e tinha um tronco perfeito também. Nicholas cora quanto se lembra que o rapaz pode ler seu pensamento.

Droga. Ele engole em seco e tem uma súbita vontade de beber água. Então Joseph se mexe e abre os olhos, mostrando seus lindos olhos castanhos. Seus olhares se encontram e Nicholas cora novamente, Joseph sorri, boceja e se despreguiça. Nicholas boceja de volta e sorri envergonhado.

— Bom dia – o rapaz volta a abraçar o jovem.

— B-bom dia – a voz de Nicholas é muito rouca.

Joseph olha para Nicholas e de repente cora. Ele é tão angelical quando acorda diferente de quando está totalmente acordado. Pensa rapidamente. Joseph sorri e se levanta, sentando-se e se despreguiçando mais ainda.

Nicholas olha a costa do rapaz e vê a mesma marca que está em seu pulso, bem no meio da costa, perto da nuca. Ele franze o cenho e olha para Joseph, que percebe e dá de ombros.

— É uma coisa que eu tenho desde pequeno, então não me pergunte como eu consegui. – Diz mal-humorado.

Que eu saiba, eu sou o mal-humorado e você o bem-humorado. – Pensa Nicholas se despreguiçando e sentando na cama.

— Não de manhã. – Joseph sorri e dá uma olhada em Nicholas, que parece está bem melhor do que de madrugada.

Os dois ficam se olhando. Joseph estica seu braço e toca no rosto aveludado de Nicholas – que cora. Então ele tem uma vontade enorme de beijar aquela boca rosada, fina, perfeita e entreaberta, seu polegar acaricia a face de Nicholas e continua a sentir o aveludado. Ele passa os nós dos dedos até o queixo, onde, com o polegar, acaricia o lábio inferior. Joseph se aproxima de Nicholas.

O menor sente seu coração bater forte em seu peito parecendo que a qualquer momento ele iria pular pela sua boca. Ele está ofegante. A mão de Joseph continua em seu queixo e então ele sente os lábios macios e quentes do rapaz. Nicholas fica surpreso, mas então sede, deixando o rapaz guiá-lo em seu primeiro beijo.

O jovem fecha os olhos e sente a mão de Joseph deslizar para sua nuca, puxando-o mais para o beijo terno. A mão trêmula de Nicholas se enfia no cabelo do mais velho, fazendo um pouco de força para si. A língua de Joseph pede permissão para explorar a boca de Nicholas, o jovem sede, deixando sua língua a mercê da do maior.

Os dois param o beijo pela falta de ar. Eles se separam ofegantes, e olham um para o outro. Nicholas cora e toca em seus lábios. Joseph olha para o menor e sorri docemente.

— O que você quer para o café da manhã? – Pergunta inocentemente.

Panquecas. – Pensa incapaz de falar.

Notas finais
Gostaram? Reviews? Gostaram do primeiro beijo dos dois? Pois é, como alguns leitores meus já sabem, mas vale a pena ressaltar, nas minhas fics tudo acontece rápido entre o casal, então não fiquem surpresos, não gosto de muita enrolação em fics yaoi e tal, eu sou uma autora diferente, KKKKKK Okay, parei.
Até mais,
almirapevas =3