The Book

2 First Chapter


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Segunda – feira, hoje definitivamente é dia em que eu saio de Londres. Eu não sei exatamente o porquê de eu ter que sair, aonde eu vou, o desastre vai comigo. Ou seja, de que vai adiantar eu levar meus desastres para um outro lugar? Já pensou eu entrando na School Of Monster... Tipo, minhas características já me denunciam uma ninfa melpômene, todos, assim que me ver, já vão se afastar de mim! Aqui em Londres, ninguém sabe de nada, então eles não se afastam... Ok, talvez se afastem por causa da marca, mas é só quando eles vem... ou seja, quase nunca.

Bom, mas eu realmente preciso ir!

Malas prontas? Confere.

Cabelo cobrindo as orelhas? Confere.

Marca tampada? Confere.

Livros? Confere.

Não, espera... Livros? Não confere, não. Ok, tudo bem que tem sete livros aqui, mas... falta um! E eu não vou sair daqui sem ele.

Vasculhei por todos os lados do meu pequeno quarto na pensão da Dona Jay, mas... nada! Isso aí, nada do livro. Ok, ok... você tem sete livros, tem como você relaxar muito bem McTrap, não reclama, sai logo desse quarto apertado e vai pro teu trem, guria.

Peguei minhas bolsas e levei dois de meus sete livros nas mãos, tranquei a porta e fui até o quarto da Dona Jay, aonde eu bati e logo ela veio me atender.

-Ôh, já vai, minha querida? –Sorriu triste, ri.

- Sim, já vou! Vim lhe entregar as chaves e me despedir. Muito obrigada por me manter aqui. –Sorri.

- Não tem de quê, meu anjo. Vá com Deus, e volte para me visitar, viu? –Ela me olhou, triste. Sorri e abracei-a.

- Voltarei. –Menti, a verdade era que eu não poderia mais sair de Greenson. Sai andando do pequeno corredor e dei uma ultima olhada para trás, Jay acenou para mim, sorri.

Peguei o primeiro táxi que encontrei e pedi-lhe para que me leva-se para a estação mais próxima de trem aqui de Londres. Em quanto não chegávamos, dei uma ultima olhada para a padaria de Jorge, aonde eu sempre comprava meu café da manhã, sentirei falta. Passamos também em frente á loja de roupas da Ruty, aonde eu sempre fazia compras. Passamos em frente de vários lugares aonde eu costumava frequentar, aonde não poderei mais nem se quer visitar. Primeira regra do manual da SOM: Não saia de Greenson por nada, ou perderá seus dedos. Embora perder os dedos seja meio desnecessário, essa era a regra. E eu não ousaria desobedecer... Sentiria falta dos meus dedos.

Me dei conta de que aviamos chegado, paguei o motorista e agradeci, peguei minhas bolsas e meus dois livros que carreguei nas mãos, procurei o trem que iria me levar para Liverpool e então segui até ele. Várias pessoas corriam apressadas até ele, em quanto algumas esperavam algo sentadas no banco de espera, outras tiravam fotos com o membro da família que iria partir, e eu respirava pela ultima vez o ar da cidade aonde eu cresci, aonde eu nasci, aonde eu vivi a minha vida toda.

Três minutos. Isso, faltam exatamente três minutos pra mim embarcar no meu trem, seguir para a floresta escondida do povo, atravessar o muro mágico, e pronto, cheguei em Greenson! Cidade dos Monstros... Bom, dizem que lá é muito pequena, só tem uma vila com, no máximo, cinco á dez casas, e depois se enxerga o grande muro da School Of Monster, e o grande castelo com suas torres vigiadas pelos morcegos... vampiros, no caso.

Me contaram uma vez, uma história em que um mortal já entrou lá, ele se passou por um dos filhos do Dr. Hyde, mas dizem que uma das professoras, que é uma, digamos, vidente descobriu tudo! Ela até previu que esse mortal teria um caso com a diretora da escola, e que eles teriam um filho, carnal também. Mas... Bom, ninguém sabe a verdade, só criaram essa história, porque a diretora guarda um grande segredo, mas ninguém sabe qual é. Existem várias e várias histórias sobre isso, essa foi uma das que me contaram.

Eu estava parada no meio do nada, simplesmente a estação estava vazia e o trem a minha frente a minha espera, em quanto alguns passageiros pediam para que eu entrasse logo. Corei, sim, eu corei de vergonha. Peguei minhas bolsas e meu livro e adentrei o trem, me sentei aonde deveria e peguei meu livro, continuando a lê-lo... Melhor companhia que um livro? Não tem!

Espero chegar logo na tal escola de monstros... E também espero que não seja a única ninfa melpômene... Espero mesmo.