The Book
3 Second Chapter
-Moça? –Alguém estava me chamando, por conta de ter meus olhos fechados, eu não sabia quem era. – Moça? Moça você está me ouvindo? –Abri os olhos lentamente me deparando com um senhor de idade, cocei os olhos e sorri. –Ah, você acordou! Bom, é que nós já chegamos.
- Ah, claro... Obrigada, senhor. –Sorri.
- Não há de quê, senhorita.
Peguei minhas bolsas *e meus livros* e sai do trem, seguindo para a casa da Sra. Stein, na carta em que recebi, falaram para que eu fosse até ela, pois ela me diria aonde é School Of Monsters.
Segui ao endereço que pediram, e então, cheguei em um bela casa que era bem escondida da sociedade pelo visto, com as janelas limpinhas, limpinhas, feitas a madeira, porta bem esculpida... MUITO bem esculpida. A tintura da casa era branca, um branco tão leve que nem parecia que era branco tinta, com a cerca em volta da casa, cobrindo o belo jardim florido com grandes duas árvores ao redor da porta de entrada. Segui a pequena trilha de barro com pedrinhas por todos os lado me levando até a porta, aonde toquei sua campainha e esperei. O olho mágico, que antes estava claro, agora foi coberto. Deduzi que tinha alguém vendo quem tocara sua campainha. A trave da porta foi se abrindo e então me deparei com uma mulher muito bonita, por sinal... Ela era muito bonita *e jovem* para ser a mulher de Frankenstein... Mas tudo bem né.
-Ah, oi, você deve ser a Jéssy McTrap, não é? Minha mãe está lhe esperando, entre. –Ah, agora entendi, ela era a filha de Frankenstein, e não a mulher dele. Ufa!
Entrei na casa e percebi que, além de por fora ser muito bonita, por dentro ela era mais ainda.
-Sou Francine, pode me chamar de Fran ou de Frany, como a maioria me chama. –Ela era meio elétrica, não? – Você vai estudar na SOM, não é? Eu estudo lá, posso fazer uma tour com você, sabe, só para você conhecer mais a escola. Ah, você também tem que conhecer a Mariana, ela é uma bruxa! Demais não? Vai ser mega trollau, tipo, super TROLLAU. Uma ninfa melpômene, uma bruxa e uma filha de Frank. Olha que demais o nosso trio, vamos ser melhores amigas e... –A interrompi. Menina que não fica quieta, viu? Eu hein. Mas o que mais me surpreendeu mesmo foi ela ter me chamando de ‘ninfa melpômene’ sem nem se importar que eu sou a tragédia em pessoa.
- É... Fran. Você não se... não se importa de que eu seja uma melpômene? –Perguntei, meia sem jeito.
- Não! –Ela me olhou, e sorriu. – Na verdade, eu sempre quis ser amiga de uma ninfa melpômene, lá na escola só se encontram aquelas têmides, tálias, terpsícores, euterpes, sabe, só essas ninfas mesquinhas. E outra, eu nunca acreditei também que melpômene poderia ser uma ninfa da tragédia, alias, quem foi que inventou isso? Só porque melpômene significa tragédia? Ah, qual é?! É só uma espécie de ninfa, nada mais. –Sorri, ela parecia ser tão legal, é como se ser uma melpômene não tivesse importância, como se eu não trouxesse nenhum tipo de desastre... Embora ela falasse demais, ela era... hm... legal. – E outra, você é uma fada.
Oi?
-Ér... fada? –Eu, confusa.
- Minha mãe disse que ninfas são como fadas sem asas, sabe... Delicadas, frágeis como uma fada.
- Ah sim, sei... Mas digamos que eu não tenho nada de delicada. –Frany riu.
- Você pode não se achar delicada, mas é! Só não abusa disso como as têmides ou as euterpes abusam. Elas agem como se fossem feitas de vidro, é tipo ‘não toca em mim, eu vou quebrar’. Vai ter que conviver com essa frescura toda, viu? –Ela fez uma voz afetada.
- Nossa. –Ri sem humor. Andamos mais um pouco pela grande casa até chegar em um quarto aonde se encontrava uma mulher anotando algumas coisas em uma folha de papel.
- Mamãe, a nova aluna da escola está aqui. –Fran chamou sua mãe, que me olhou sorrindo.
- Olá querida! Seja bem- vinda, espero que Francine não tenha te deixado tediosa, essa minha filha fala demais! –Frany ficou sem graça, rimos.
- Ela é legal. –Disse, Fran sorriu.
- Bom, você está com suas coisas? Vou avisar Frank que nós já vamos e... –A interrompi.
- Nós já vamos?
- Sim, só estava esperando você chegar. Nos dias livres você ficara na minha casa, tudo bem?
- Ah, claro.
- EBA! –Frany gritou, sua mãe repreendeu-lhe com um olhar ameaçador. –Desculpe. –Fran sussurrou, ri.
- Me esperem na sala meninas, já chego lá.
- Tudo bem. –Respondemos juntas.
Em quanto descíamos as escadas, me correu pela cabeça o que é ‘trollau’, devo perguntar.
- É... Frany, o que significa ‘trollau?’ –Perguntei, ela me olhou sorrindo.
- É uma gíria que os trolls criaram, sabe... é como ‘lega’.
- Ah, obrigada. –Ri.
Chegamos a sala e quando ia me sentar em uma poltrona que parecia confortável, Fran me surpreendeu com um grito.
- NÃO SENTA AÍ, NÃO! –Mas com o grito, eu cai na poltrona, que fez um barulho enorme pela casa, deixando eco. Fran me olhou assustada. –Ferrou.
Depois um rugido... quer dizer, foi um rugido?... Bom, ouvimos um rugido alto e Frany me olhou com pena, eu estava assustada pelo rugido, mas também confusa por não poder sentar na poltrona. Passos pesados pelos tetos começaram a tremer a casa, me levantei rapidamente da poltrona e me postei ao lado de Francine. Das escadas vi dois pés grandes, quase ultrapassando os degraus, meu coração gelou. Era Frankenstein, o monstro criado por um cientista na qual eu desconheço e que criou vida após uma noite chuvosa, como eu sei disso? Não me pergunte, não vou saber te responder.
-QUEM SENTOU NA MINHA POLTRONAAAAA??!! –Ele gritou e alongou o ‘AA’ de “Poltrona”. Eu e Fran nos entreolhamos.
- Paaaai! –Frany sorriu amarelo. – Já te apresentei Jéssy? É a nova aluna da SOM! Ela é uma ninfa, você sabe que meu sonho era ser amiga de uma ninfa como Jés não sabe? Então... Ela me disse um monte de coisas trollais que eu quero compartilhar com você, eu sei que você vai gostar muito, porque você sempre gosta das coisas que eu lhe digo sobre minhas amigas. Lembra aquela vez em que eu conheci Renery e eu disse lhe que ela tinha os cabelos raspados e você disse que.... –Frankenstein a interrompeu.
- FRANCINE STEIN DARVEN MADDLEY, QUEM SENTOU NA MINHA POLTRONA? –Senti falta de ar, minha vontade era sair voando dali... Mas eu não voou. Ops... Bom, pelo menos diminuir, ficar do tamanho de um ratinho, porém não aperfeiçoei essa técnica ainda.
Frany me olhou, e depois o encarou.
-Foi... Foi eu, papai. Me desculpe, eu só... eu só escorreguei em cima dela, me desculpe pai, prometo não encostar mais nela, eu prometo. –Fran abaixou a cabeça. Ela estava tomando uma culpa que era minha. MINHA.
- Bom, se é assim... Espera, quem é? –Frank me olhou.
- S-Sou J-Jéssy McTrap, é um p-prazer conhecer você, senhor Frankenstein.
- Ninfa d’água? Efidrade, né? –Que língua ele fala mesmo?
- N-Não senhor, sou... sou uma melpômene, uma musa e... ninfas d’água são Efidríades e não Efidrades, senhor Frankenstein. –Eu fiquei com medo assim que corrigi-o, vai lá saber o que ele pode fazer comigo.
- Ôh, me desculpe! Não sei diferenciar ninfas. –Ri. – Mas é um prazer conhecê-la, me desculpe se assustei você.
- N-Não, tudo bem. –Sorri, um pouco mais aliviada. Logo a Sra. Stein desceu as escadas.
- O que aconteceu?
- Nada, mãe! Vamos logo. –Frany puxou a mão da mãe.
- Até mais querido. –Sra. Stein lançou um beijo no ar para Frank, que sorriu.
Assim que saímos da casa dos Stein, seguimos para uma parte escura de Liverpool... a floresta.
Saímos do carro da Sra. Stein e entramos na floresta. Eu não sabia o que fazer, apenas seguia Frany, que seguia sua mãe. A floresta realmente era assustadora, escura, bem escura. Qualquer mortal que estivesse ali, imploraria para sair de tão medonha que és a floresta.
-Três, Stein’s, Trap. –Sra. Stein disse de frente para uma árvore, que se mexeu e os galhos dos lados que, antes estavam esticados, agora pareciam braços. A árvore criou olhos e a raiz da mesma saiu do solo, dando a visão de dois galhos grossos... as pernas. A árvore com cara de má, abriu espaço para a gente passar, assim fizemos. Tinha uma trilha muito longa dando para o nada, mas na metade da trilha, entramos em uma pequena vila com no máximo quatro casas, e logo de cara, já pude avistar o muro da School Of Monsters. Eu estou em Greenson!
Antes mesmo da ponte da SOM abaixar, eu pude ver no canto da pequena vila, um lago lindo, aonde tinha das águas mais claras que se pode imaginar. O sol ao fundo batia radiante nelas. As águas mais azuis do mundo. Eram claras. Não como qualquer praia pelo mundo, era como... Como se tivessem jogado tinta e pintado aquele lago, era o azul mais lindo que eu já vira em toda a minha vida.
-Vai lá ver! –Frany apontou para o lago, sorri e fui até lá. Me agachei e passei a mão pela água, aonde espumou. Bolinhas borbulhantes começaram a aparecer, então elas sumiram, ri. Passei a mão de novo pela água e aconteceu novamente a mesma coisa, bolinhas borbulhantes, que depois sumiram, ri novamente.
- É usada para fazer remédios, cura qualquer coisa. As águas do lago Neaon são as mais raras de todo o universo. De todas as vilas de monstros, essa é a única água que cura até a alma. – A Sra. Stein tocou meu ombro, olhei-a sorrindo e me laventei.
- Vamos para School Of Monster? –Perguntei.
- Vamos! –Sorriu.
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