The Better For You
45 Capítulo Quarenta e Quatro.
Notas iniciais
Agora, o bebê estava com cinco meses. A barriga estava um pouco inchada, ela estava absolutamente a mulher mais linda do mundo. Tínhamos nos mudado recentemente para uma fazenda no sul da Inglaterra, o lugar era realmente aconchegante. Annabeth havia pegado férias com tempo indeterminado do Olimpo, assim como eu do surf, e mesmo se eu não quisesse trabalhar, apenas com o dinheiro que havia ganhado com publicidade, eu podia viver toda minha vida – do melhor jeito possível – sem trabalhar.
Enfim, lá estávamos nós. A fazenda era enorme, com dois andares, quatro salas, uma cozinha enorme, e cinco quartos. Apenas usávamos um.
Estávamos deitados no sofá vermelho, eu estava de pernas abertas, apenas com uma bermuda enquanto Annabeth deitava-se sobre meu colo com um vestido mullet, como ela me explicara. Eu acariciava sua barriga por cima do pano fino, respirando em seu ouvido, seus cabelos presos em um rabo de cavalo, e um filme de comédia romântica tomando espaço na tela da TV. Ainda não sabíamos qual era o sexo do nosso filho, o que era estranho porque nós realmente não queríamos saber.
Depositei meu queixo em sua cabeça e Annabeth desceu a mão pela minha canela. Hoje, era um dia especial. Muito especial. Para mim e meu enorme ego, claro. Hoje era primeiro de agosto e pra você que não me conhece, sim, eu faço vinte e oito anos hoje. Eu ainda não acreditava que Annabeth era mais velha que eu, ri internamente e olhei seu cabelo com cheiro de morango.
- Já sabe qual nome dar pro Percyzinho ou Percyzinha que está por vir?
Annabeth bufou.
- Pede pro seu ego ir embora, antes que eu me apaixone por ele também.
- Você já está apaixonada por ele, darling.
- Aham.
Sorri em seu pescoço.
- O que você acha de Phoebe? – sugeri
- Phoebe? – ela fez uma careta
- O quê, não gostou? – argumentei
- Eu gosto de Paris.
Ri.
- Não vai ser um menino. – sussurrei
- Por quê? – ela se levantou, com um pesar e encostou-se no sofá
- Porque eu quero menina.
Ela soltou uma gargalhada.
- Mas, vai ser um menino! – ela apontou
- E por quê? – disse
- Porque eu quero e porque eu sou a mãe! – brigou – Eu que estou carregando esse peso. – reclamou
Annabeth se levantou e andou até a nossa cozinha. Ri de seu jeito de andar, as pernas um pouco abertas, pendendo entre uma e outro, o longo rabo de cavalo, mexendo de um lado para o outro.
Alguns minutos depois, a chuva começou a cair. Para mim, já virou rotina ver a chuva caindo todos os dias pela a grama verde que tomava conta de praticamente, toda a fazenda. Olhei pela janela e vi o céu com suas nuvens acinzentadas e pesadas. Subi as escadas, esperando encontrar uma Annabeth irritada, mas ela estava trocando de roupas. Fui para o lado do meu guarda-roupa e procurei agasalhos.
Se um dia, alguém me falasse que eu iria morar com Annabeth em uma fazenda de Londres, eu iria parcialmente negar. Primeiramente, porque eu odeio frio, mas eu agradeceria por me fazer bem ao dizer que iríamos morar juntos e não, casar. Entretanto, nós não nos casamos, apenas... Moramos juntos, o que já me deixava parcialmente satisfeito.
Vesti um suéter branco de lã e uma calça de malha velha. Mirei ao meu lado, Annabeth estava se arrumando para sair, dei um sorrisinho. Ela usou um casaco grande preto, que ela fez como vestido, usando um legging, percebi, colocou botas de camurça e vestiu um sobretudo bege, jogou os cabelos louros para trás e tirou uma bolsa de couro desgastada do armário. Joguei-me na cama de dossel – que ela fez questão de colocar – e olhei para sua bunda.
- Para onde vai? – cantarolei
- Não é de sua conta. – respondeu
Fiz uma careta.
- Como não? Você está carregando o sangue de uma Jackson. – rebati
- Não vai ser menina! – ela gritou – Que droga, o que você tem na cabeça, idiota?
- Ei, é sério, está chovendo. – corri atrás dela – Você não pode simplesmente sair nesta chuva.
- Em Londres, sempre chove. E eu sei muito bem dirigir na chuva.
- Para onde vai?
- Eu vou te ignorar.
Descemos pela escada de madeira, até chegarmos ao hall curto antes da sala. Annabeth andou até ela e começou a enfiar um monte de coisas na bolsa, desde sobrinha, chaves de carro, um ursinho de pelúcia, batom, e dinheiro. Não entendi o porquê disso, mas mesmo assim, ri e a acompanhei até a porta.
- É sério. – disse quando finalmente chegamos à porta, e ela abria – Aonde você vai?
Definitivamente, ela me ignorou. Corremos em direção a garagem, ao lado, tentei me proteger da chuva, mas as gotas pesadas atravessaram meu casaco grosso e molharam meu cabelo. Chegamos ao carro e entrei no banco de passageiro, no momento em que ela bufou no bando de motorista.
- Então, vai me dizer onde vamos?
- Se eu falar você se cala? – bufou
- Não sei, mas será um grande avanço enquanto você me ignora.
- Vou te deixar na casa de Silena.
- Que pena, acabou o trato. – dei um sorriso
Ela bufou e bateu no volante, virou-se para mim e suspirou. Sua expressão era raivosa, a mesma de sempre, os lábios franzidos, assim como o cenho, as bochechas vermelhas e os lábios parecia fazer um beicinho de tão fortes que ela os pressionava.
- Olha, isso é importante...
- E por que você não me avisou antes? – reclamei – Veja como eu estou. – dei um sorriso presunçoso, apontando para minhas roupas
- Toma isso. – ela puxou uma jaqueta marrom do banco de trás e jogou em meu colo – Só me diz que se comporta, se não... Eu nem sei quem é você.
Annabeth mordiscou o lábio inferior, pensando consigo mesma se deveria deixar o seu não-namorado e pai de sua filha ir para onde quer que ela fosse.
- Tudo bem. Mas, por favor... – ela implorou, piscando os olhos grandes
- Sim, Sra. Jackson. – respondi em um tom de voz entediante – Vai me falar para onde vamos?
- Você verá.
Ficamos em silêncio enquanto seguíamos pela estrada de pedra, rodeadas por árvores e copas delas juntas uma a outra. Eu liguei o aquecedor no máximo para que me secasse mais rápido, comecei a bater repetidamente no vidro do carro, segurei sua mão que estava depositada na marcha, beijando seus dedos finos.
- Vamos para uma exposição de artes?
- Não.
- Comprar um cachorro?
Ela rolou os olhos.
- Não.
- Viajar?
- Não.
- A uma boate? Seria legal, n...
- Nem pensar.
- Quer ir pro motel?
- Não.
- Deixe de me beijar, sua chata.
- Não. – respondeu sem pensar
Gargalhei, espremendo minha barriga. Ela soltou um risinho baixo, mas logo voltou a sua expressão dura.
- Ok, desculpa. – pedi
- Não... Pode rir da mãe de seu filho.
Paralisei. Era a primeira vez que ela falava isso.
- Mãe do meu filho, é? – disse, analisando seu rosto em perfil
Continuava fino. O nariz levemente arrebitado, os lábios cheios, os olhos semicerrados tentando ver algo além da chuva, o carro pulou e eu ri novamente, ela xingou baixinho.
- Saiba que você não dirige muito bem.
- Esse é um comentário machista. – reclamou
- Não, eu só disse que... Poderia ser melhor. – rebati
- Ah, não começa se não eu te jogo daqui e... Corra, porque se não eu passo por cima, meu querido. – ela olhou de esguelha para mim
- Ah, vamos lá, Annie... Você sabe que eu dirijo melhor. – disse, estufando o peito
Ela parou o carro e me olhou, um sorriso zombeteiro no rosto.
- Saia do carro.
- Ah, foi só uma brincadeira.
- Sai da droga do carro! – ela gritou
- Ok. – concordei – Eu não vou sair. Ou você quer que eu te amordace no banco de trás e saia correndo de volta para casa?
Annabeth ligou o carro, novamente e começou a andar com ele, a cada pedra que passávamos, ele dava um solavanco.
- Acho que o pneu está furado. – murmurei
- Oi?
- O pneu. Acho que vou sair para ver.
- Não. – ela disse, rapidamente
Annabeth direcionou o olhar para o horário da pequena tela que se erguia em cima do aquecedor.
- Eu já estou atrasada demais.
- Onde é, exatamente?
- É bem perto. No limite de Londres. E já estamos chegando. Se você sair desse carro, eu te deixo aqui. – ameaçou
Fingi não ligar para suas palavras duras, e liguei o rádio, Part of Me tocava no rádio, ouvi a voz melodiosa de Annabeth cantarolar a música, olhei seus lábios se mexerem de um jeito meigo. E ri, me apoiando na janela, ela me olhou rapidamente, quando o carro pareceu galopar de novo.
- O que está rindo, idiota? – perguntou
- Que delicadeza. – resmunguei
Ela não respondeu. Continuou dirigindo e cantarolando, muitas vezes, se inclinando pelo volante e tentando ver através da chuva, outras vezes, reclamando de como sua barriga estava enorme e estava gorda, ela batia no couro do volante de acordo com a música, ouvi ela resmungar de quanto estava longe e como nunca ia chegar. Eu não me importei, aprendi a ignorar sua voz baixinha, porque se não ia ficar interrompendo-a a cada minuto, ela ia brigar comigo, e provavelmente, me puxar do carro até eu perder a consciência e ela passar por cima do meu corpo. Nada dramático, eu sei. No entanto, é normal sempre pensar o pior quando está com Annabeth Chase.
Por fim, chegamos a algo que eu pensei ser uma galeria. Ou uma casa, tanto fazia. Tinha dois andares, o primeira era largo e tinha um comprimento grande, três carros estavam a frente, o segundo andar ficava na metade do primeiro, com uma varanda discreta cheia de poltronas, a casa era coberta por um bege e detalhes brancos.
- Onde estamos?
Forcei os olhos para ver melhor. Alguns quadros espalhavam-se pela porta semi-aberta. Perguntei-me, novamente, se seria uma galeria.
- Hm... – ela pareceu pensar – Uma galeria?
Procurou sua bolsa no banco dos fundos. Um couro tão velho e desgastado que a fez parecer uma bonequinha velha, com barrigão e extremamente sexy. Ri do meu pensamento, enfrentando a chuva e chegando até a parte coberta da casa, Annie repetiu meu movimento e segurou minha mão com força.
- Eu estou com tanto frio. – sussurrou
Abracei seus ombros e depositei um selinho em seus lábios sem batom, frios.
- Vai passar. – prometi
Fiquei na sua frente, acariciei sua barriga coberta, dando um sorriso que retribuiu. Fechei seu sobretudo bege, forte o suficiente para que prendesse, mas fraco o suficiente para que não a machucasse, ela abaixou a gola da minha jaqueta e abotoou dois botões no meio, acariciou meu rosto e deu um beijo em minha bochecha.
- Eu te amo. – murmurei
- Nós te amamos. – ela levou minha mão até sua barriga e depois balançou sua cabeça, abraçando minha cintura – Vamos lá, bobão, eu não gosto de me atrasar.
Então, tive a surpresa do dia.
Sim. Eu pensei que minha própria mãe tivesse esquecido do meu aniversário. Sim. Eu pensei que Thalia e Nico eram dois primos ingratos que se esqueceram completamente de seu primo lindo e gostosão. Ok. Beckendorf podia muito bem esquecer meu aniversário porque, supostamente, ele só sabia que eu odiava jogar futebol americano, mas Silena? Era algo como, minha irmã menor, eu simplesmente não podia acreditar que ela tinha feito isso comigo. Sim. Eu achei que Oliver, Jess, Katie eram os piores amigos do mundo. E sim, eu pensei que Annabeth esqueceu de que morava comigo, porque simplesmente nem havia me dado uma indireta – uma simples e inútil indireta – de que hoje podia ser meu aniversário. E eu ainda não acreditava que Nereu e Chelsea estavam ali. Mas, aqui estava eu, com as pessoas que eu mais amava apertadas em uma sala branca, com cheiro de mofo. O cheiro de groselha e framboesa se misturavam no ar, e Annabeth me cutucou dizendo que estava com desejo de comer waffles, no segundo seguinte, ela pediu para eu ignorar.
- A gravidez traz bipolaridade? – sussurrei em seu ouvido
A primeira a me abraçar foi Silena. Ela estava com um cheiro suave, como de cacau recém-colhido, ela estava aconchegante, quentinha e agasalhada, vestindo um suéter rosa de gola role folgada em volta de seu pescoço fino, os cabelos dourados soltos de uma forma linda, nos últimos meses, ela fez coisas diferentes, como pintar metade do cabelo de rosa, usava uma calça jeans branca e mesmo com seu salto enorme branco, ela não conseguia ficar na minha altura.
- Parabéns, Percyzinho! – gritou em meu ouvido – Vinte e oito anos! Eu não acredito que você já está morando sozinho.
Logo em seguida, veio minha mãe com seus braços finos e com cheiro de lar. Ela me abraçou com força, murmurando centenas de parabéns, falando como estava com saudade e como estava feliz de ser avó. Ela estava tão agasalhada como nunca vi na minha vida. Deveria ser porque nunca havia saído de Los Angeles e seu calor infernal. Beckendorf me abraçou e deu tapinhas nas minhas costas, desejando uma vida longa, Nico veio em seguida, vestido todo de preto. Oliver resmungou em meu ouvido de como eu estava abandonando uma perfeita carreira a frente e de como eu estava sendo ingrato, mas ele disse um “parabéns”.
- Oh, meu Deus, eu não acredito que vou ter que abraçar você. – Thalia disse, como estivesse enojada
Ri, seus braços atravessaram meus ombros e ela resmungou um “parabéns”, ela tinha a pele quente e me fez lembrar dos velhos tempos em Los Angeles, mesmo assim, o sorriso não saiu do meu rosto. Katie e Chelsea voaram em cima de mim, elas pareciam bastante familiarizadas e amigas, altivas, como sempre, quase gritando no meu ouvido um “parabéns” e dizendo o quanto eu estava velho e precisava ir para mais festas – na visão de Chelsea – e de como eu tinha que fazer um jardim enorme na minha casa, o que era mais cabível, na visão de Katie. Nereu apertou minha mão logo em seguida, trazendo uma lembrança que mexeu comigo. Ele tinha uma barba grande branca, os cabelos ralos da mesma cor, olhos tão verdes quanto os meus, mas ele tinha uma voz repleta de sabedoria.
- Seu pai ficaria orgulhoso de ver você hoje.
O que não fez ficar muito melhor, mas forcei um sorriso olhando em seu rosto. Hoje não era um dia que eu deveria me lembrar do meu pai, definitivamente, não. Mas, o que ele disse, fez com que alguma coisa – uma coisa ingênua e boa que eu não sabia que tinha – surgisse em mim, e me fizesse ficar feliz com aquelas palavras.
Ele ficaria orgulhoso de mim, sussurrei em minha mente, como um mantra.
Por último e finalmente, Annabeth me abraçou trazendo seu cheiro de morango até minhas narinas. Enfiei meu rosto em seus cabelos louros pálidos, ela acariciava meus cabelos, levemente, enquanto eu sussurrava que aquela foi a melhor surpresa do mundo, murmurando enormes obrigadas. Ela dizia “não há de quê”, o que me fazia lembrar que aquela era a mulher da minha vida.
Quando as luzes se apagaram, e vinte e oito velinhas se acenderam, apenas um olhar virou-se para mim. Os olhos azuis grandes.
Apaguei as velas, ouvindo um “faça um pedido”. E eu fiz.
Que isso dure. E que seja... E que seja menina, por favor.
Quando abri os olhos, novamente, ali estava ela, de novo.
Mergulhei em seus olhos tornando cinzas, olhei sua feição alegre e nem pude acreditar que um dia ela ficaria feliz. Por mim. Todos já pareciam ter esquecido da minha existência, ou eu da deles, quando sua boca se mexeu em minha direção, tomando meus lábios.
- Desculpa não te dar um verdadeiro presente. – ela soltou um sorriso malicioso
- Não tem problemas. O melhor estar por vir. – acariciei sua barriga
Ela mordiscou os lábios.
- Agora, eu quero muffins da sua mãe. Dois, por favor. De groselha e framboesa. – ela pediu
Antes que eu pudesse procurar, ela puxou meus ombros, para me dar mais um abraço apertado. Ela se soltou de mim, e olhou nos meus olhos.
- Desculpa te esconder isso, mas... – ela franziu os lábios – Eu achava que teria que dizer isso na hora certa, e era muito legal brigar com você. – ela deu de ombros – Mas, eu... Não, nós estamos esperando gêmeos. – arqueei as sobrancelhas, assustado, encarando Annabeth – Um menino e uma menina. — avisou
Novamente, me perdi na mescla de azul e cinza, pensando que nunca pudesse sair dali, uma alegria assustadora brotando no meu peito, como se nunca fosse ter fim. Eu queria gritar e sair dali falando que seria pai de gêmeos, e que era um casal! Eu não poderia acreditar, eu nem tinha mesmo estômago para isso, mas eu não vomitei, nem desmaiei como todo mundo esperava, eu apenas sorri e tomei seus lábios nos meus, sentindo o gosto de groselha escapando pelo canto de sua boca, o lambi, ouvindo seu risinho sapeca. Lágrimas brotaram em meus olhos, eu não sabia se eu já havia chorado na frente de Annabeth, mas agora eu não me importava, elas eram salgadas quando chegaram aos meus lábios, eu queria chorar tanto e gritar ao mesmo tempo de tanta felicidade e alegria que tomava cada parte pequena do meu corpo.
Eu começava a pensar em uma menina com seus cabelos, um menino com seus olhos, um menino de olhos cinzas sapeca, como eu, e uma menina de olhos verdes, madura, como Annabeth. O que aconteceu depois, não foi nada demais, apenas comemos o bolo de brigadeiro e caímos nossas bocas em cima dos muffins que minha mãe havia preparado, especialmente para Annabeth – porque eu já havia dito a ela que Annabeth era louca por seus muffins e cookies com café forte – e foi o que minha querida mamãe fez. Ver o sorriso de Annabeth enquanto comia toda aquela comida, era gratificante e de um jeito ou de outro, eu só consegui sorrir.
Era difícil de acreditar que eu havia me apaixonada pela garota com uma blusa larga fazendo brigadeiro com uma colher de pau em uma cozinha bagunçada. Mas, eu realmente não queria saber. Eu sabia que eu amava a garota arquiteta, a garota estressada, a garota bipolar, a garota do true love, a garota dos louros pálidos, a garota do cappuccino, a garota dos filmes, a garota mandona. Eu simplesmente amava Annabeth Chase, a garota do brigadeiro.
E eu não poderia estar mais feliz.
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