The Better For You

41 Capítulo Quarenta.


Notas iniciais
Não sei se eu demorei muito pra postar, mas aqui vai. Vish, esses últimos dias eu ando muito triste, sabe... Querem me animar com reviews? Muito agradecida pra vocês.

Treinar. Treinar. Treinar. Era tudo que eu estava fazendo nos últimos meses e isso não era legal, definitivamente. Além do mais, isso não mudava nada pelo que eu estava sentindo por Annabeth, continuou a mesma coisa. Porque ela finalmente tinha dito algo que valia a pena por lutar, as três malditas e apavorantes palavras.

Às vezes, quando estava na beira do mar, eu pensava em seu rosto delicado na luz do luar, o nariz levemente arrebitado, as bochechas cheias, muitas vezes, corada, dando um ar de nobreza clássica, do seu queixo pequeno e fino, por fim, dos lábios cheios e rosados, dos seus cabelos balançando a brisa fria, em seguida, dos seus cabelos molhados no mar salgado, esparramados na almofada branca do seu quarto. Como se ela fosse uma princesa do tempo antigo. Eram tantas lembranças que se embaralhavam como um jogo de cartas confuso na minha mente.

No entanto, depois de treinar o que me pareceu séculos, tivemos uma folga. Eu não tinha outro lugar a ir, a não ser a minha casa em Los Angeles. A casa da minha mãe continuava a mesma, elegantemente descuidada, algo que eu costumo frisar, o jardim estava mais acabado do que eu já vira na minha vida, entretanto. Passei pela porta de madeira, e vi a sala arrumada, com cheiro de muffins impregnando o ar. Respirei fundo e chamei por minha mãe.

- Querido! – ela saiu correndo da cozinha, limpando as mãos em seu avental azul – Quanto tempo que não o vejo por aqui.

Mentira, era menos de... O quê três meses depois do acidente? Ela já ficou um ano e meio sem me ver. Adicionei em minha mente, com um sorriso preguiçoso nos lábios.

Sally passou os braços pelos meus ombros, murmurando o quanto sentia minha falta, ri em seu cabelo com cheiro de chocolate, framboesa e groselha. Sorri, esse era o cheiro de lar.

- Eu acabei de ligar para Thalia e Nico, eles virão jantar comigo, mas como você chegou de surpresa... Será uma maravilha! – ela afirmou

- Concordo que sim, mamãe. – sussurrei – Mas, ei, eu posso chamar umas... Duas pessoas? – perguntei

- Ah, claro que sim, querido. Hm... Acho que terei que fazer mais muffins... Aliás, eu fiz uma macarronada e uma sopa, o que acha de eu fazer alguns cookies? – argumentou, indecisa

- Aposto que ficará uma delícia. – previ – Aliás, todos amam suas comidas, mamãe.

Ela soltou um risinho.

- Ótimo, eu acho que vou fazer cookies azuis... Porque os muffins estão verde. – ela saiu murmurando consigo mesma

Soltei minhas malas em cima do sofá, e sabia que minha mãe reclamaria, mas não me importei por agora.

- Mãe? – chamei de novo, ela colocou a cabeça de fora da cozinha

- Sim?

- Posso ajeitar o jardim? – perguntei, envergonhada

Sally quase soltou uma gargalhada, mas se manteve apenas com um riso acolhedor e confortável nos lábios.

- Não sei como fará isso, querido, mas pode. – disse

Sorri em resposta e subi as escadas rapidamente.

Com o passar do tempo, e você não tem lugares fixos para morar, fica difícil comprar roupas e estocar em sua casa natal. Conseqüentemente, as roupas que eu mantinha eram surradas, e provavelmente não cabiam em mim. Eu não sabia, mas mesmo assim, procurei algo surrado o suficiente para cuidar do jardim. Uma calça jeans rasgada e uma blusa cinza seria o suficiente. Na dispensa, alguns equipamentos de jardinagem estavam estocados, talvez, velhos demais, mas eu não deveria me importar com isso agora. Escondido, atrás de uma churrasqueira velha, algumas sementes de girassol e rosas brilhavam, o sorriso em meu rosto cresceu, coloquei tudo em meus braços, peguei meu telefone na sala e saí.

O problema é que eu não sabia por onde começar.

Peguei meu telefone e disquei o número de Oliver.

- Oi, Percy. – cumprimentou

- Hey... Eu queria te chamar pro jantar aqui em casa, pode ser? – convidei

- Pra quê? – ele perguntou, desconfiado

- Ah, qual é, Oliver, eu não vou te matar, minha mãe só está preparando algumas coisas práticas porque ela vai chamar meus primos, então pensei em te chamar. – disse

- Ótimo, chegarei na hora certa.

Em seguida, liguei para Katie. Ela me atendeu alegre, como sempre, e implorei sua ajuda no jardim de minha mãe, ela disse que iria me ajudar, infelizmente, não poderia ficar para o jantar porque tinha marcado algo que não prestei atenção. Sei que em poucos minutos, ela saia do seu carro, com sua roupa simples. Uma calça jeans surrada, coturnos velhos, uma blusa curta e apertada, trazendo por cima jaquetas jeans desgastadas, os cabelos estavam presos em um rabo de cavalo firme e ela trazia um sorriso no rosto.

- Bom, eu sabia que um dia você teria que me chamar para fazer isso. – se glorificou enquanto se abaixava ao meu lado

- A terra está boa. – afirmei, ela me olhou confusa – Eu acho, não sei... Sei lá, parece estar boa. – murmurei

- Você não é muito bom com isso. – confirmou – Enfim, só vai tirando essas ervas daninhas, enquanto eu cuido das plantas. – disse, alegre

Obedeci, na verdade, eu a obedeci a tarde toda. Às cinco horas, ela foi embora e me deixou para plantar os girassóis com as trincheiras pequenas já cavadas. Não foi tão difícil quanto eu esperava, mas demorou muito para ser feita. Eram sete horas quando eu acabei de plantar em toda extensão do jardim.

Neste momento, Nico e Thalia desceram de um carro preto. Thalia estava com os cabelos esvoaçando e os olhos alegres, vestia uma calça jeans comum e um casaco de lã com a gola alta. Nico não estava muito diferente dela, se não fosse pelos olhos, podiam até parecer gêmeos do que um casal recém-casado, ele estava com uma calça surrada preta e um casaco preto folgado.

Levantei-me da terra, batendo minhas mãos nas calças e dei um sorriso esnobe.

- O que? Decidiram se passar por um incesto agora? – brinquei

Nico revirou os olhos, assim como Thalia que segurou sua mão. Ri mais uma vez, antes de entrar em casa.

Os acompanhei e vi minha mãe na sala, arrumada, com um vestido florido e com sapatilhas cor pastel. Ela deu um sorriso para nós e abraçou meus primos.

- Vocês estão tão bonitos hoje! – exclamou

- Obrigada, tia Sally. – Thalia disse e me olhou como: “está vendo?”

- Percy, o que está fazendo todo sujo? Parece uma criança, pelo o amor de Deus, tome um banho antes que eu sirva o jantar.

Nico riu e murmurou algo como “crianças, não é mesmo?”. Eu não o confrontei, apenas subi a passos fundos e fui tomar banho.

Ao descer, Oliver já estava lá, todos em volta da mesa de jantar. Eles estavam conversando animadamente, e me uni a eles.

Como eu disse antes, tudo estava uma delícia. Primeiro, minha mãe serviu a macarronada com vegetais e carne moída, em seguida, uma sopa de legumes – o que me fez quase vomitar, porque eu simplesmente odeio legumes, mas minha mãe me obrigou a engolir tudo -, o mais saboroso foi por último. Duas rodadas de muffins coloridos, minha mãe estava errada, não tinha apenas verde, eram rosas, verdes, azuis, roxos, entre outras cores, eles estavam recheados com chocolate, outros com framboesa e chocolate, outros recheados com tanta groselha que eu tive que repetir mais vezes e esconder embaixo da mesa para que não acabasse. Em seguida, minha mãe trouxe os pratos cheios de cookies com café e chás, nós aproveitamos tudo e colocamos a conversa em dia. Por fim, fomos à sala e sentamos no chão para assistir um filme qualquer que estivesse passando na tevê.

Thalia sentou-se ao meu lado enquanto Nico estava esparramado pelo sofá, talvez roncando.

- Annabeth já te ligou? – ela me surpreendeu com sua pergunta

Balancei a cabeça.

- Como assim não? – argumentou

- Simplesmente, não? – semicerrei os olhos

- Droga, ela me prometeu que iria ligar.

- Para quê ela me ligaria? – me virei para minha prima

Seus olhos elétricos estavam culpados, amedrontados e confiantes. Ela abraçou os braços e encostou-se ao sofá, acariciando a mão caída e molenga de Nico.

- Bom, eu não sei se deveria falar isso, mas... – ela olhou para minha mãe e Oliver conversando animados, perto de nós. Ocupados demais para prestar atenção – Ela... Eu acho que ela está grávida.

Sorri.

- Que brincadeira, Thalia. – dei de ombros e bocejei voltando a prestar atenção ao filme

- Eu estou falando sério! – resmungou – Mas, eu não vou brigar com você. Só vou te falar uma coisa: ela finalmente falou que te ama. É neste momento que você deveria lutar por seu amor.

Novamente, dei de ombros, sem saber o que falar. Eu não tinha o que falar.

- Tudo bem, eu não vou me importar com o que você vai dizer, apenas vou te dar um conselho: neste sábado, vai haver uma festa de gala em Londres no Olimpo, Annabeth estava louca para arranjar alguém que cantasse, eu poderia indicar você, sabe... – Thalia tamborilou os dedos finos na mão de seu marido e ergueu os olhos para mim — Vocês poderiam se reencontrar e colocar esse negócio de gravidez...

- Porque ela não está. – interrompi

- Como você tem tanta certeza disso?

- É óbvio, Thalia, Silena já teria me ligado animada, mesmo que ela prometesse a Annabeth, ela não teria coragem de guardar esse segredo, ela me contaria. – disse o certo – E Silena não me ligou. Ligando os pontos, Si é a única amiga que mora lá.

Dessa vez, Thalia deu de ombros e estalou os dedos.

- Eu sei o que eu falo. Eu vou ligar para ela e dizer que encontrei alguém para cantar. Eu quero que você vá e veja com seus próprios olhos.

Ri.

- Você está fazendo concurso para palhaça, né? – brinquei

- Faz ela provar o contrário, Perseu.

Sorri novamente. E claro, vocês já sabem o que eu fui fazer. Eu fui pra Londres, capital de Inglaterra. Fui provar o contrário.

Notas finais
Tá horrível e bem paradão, mas só o finalzinho que tá legal... E tá bem broxante, mas tudo bem, enfim, espero que tenham gostado. Reviews? Recomendações? Críticas? Xingamentos? De boa, aceito tudo.