The Better For You

13 Capítulo Doze.


Notas iniciais
boa noite :3

Ela chegou uma hora da manhã, caminhando lentamente. Levantei o olhar e acendi a luz.

- Bom dia, Beth. – disse, quase irônico demais

Mas, minha raiva pareceu não se abater.

- Bom dia, Percy. – ela tirou as botas e começou a subir as escadas

- Você transou com o Will, não foi? – fui direto

Ela parou e virou com a expressão divertida.

- Isso não importa.

- Sim ou não? – disse direto – Você transou com ele? Até meu beijo é melhor do que tudo dele? E quem você preferiria, vai diz. – enfrentei

- Sim. Talvez. E, continua não te interessando. – ela deu de ombros e suspirou – Estou cansada e amanhã já iremos voltar. Você irá acordar todos assim.

- Assim? Imagino que acordou a família de Apolo.

Imaginar Annabeth em outros braços com outros lábios, e com outra pessoa... Fazia-me ficar com uma raiva inacreditável. Era como se eu pudesse socar tudo a minha frente e bater em todos e em qualquer coisa. Uma força inusitada.

- Você está parecendo um egocêntrico ciumento. Ou melhor. Você é um egocêntrico ciumento.

Virei às costas.

- Se eu sou. É melhor refazer este acordo com Will. – murmurei

E caminhei até meu quarto no térreo. Eu precisava de um pouco de cocaína e muito cigarro, por fim, duas a doze latas de cerveja.

Finalmente, às cinco da manhã totalmente bêbado e drogado demais para formular alguma frase coerente quando Bianca e seus cabelos negros vieram me buscar, eu sabia, eu tinha convicção que desde a infância, mesmo não sabendo e a fazendo sofrer de um jeito ou de outro – o que me deixava mal. Eu amava a Annabeth Chase.

E eu só estava tentando esconder isso de mim mesmo à medida que o tempo passava, à medida que eu me sentia mais e mais fundo nesse poço novo que eu não queria dar nome. Eu queria me deixar cair e quanto mais eu fosse caindo, pior eu poderia ficar. E, na minha cabeça, só ela poderia me fazer melhor.

- Percy, Percy, — Bianca disse em um tom brincalhão e triste, ao mesmo tempo evasivo — você só me traz problemas.

Foram as últimas palavras que eu ouvi ao imaginar Annabeth me dizendo novamente... Que eu era um egocêntrico ciumento.

- Eu não sei de mais nada. – suspirei passeando as mãos pelos cabelos

Eu estava na minha varanda, já havia se passado duas semanas desde a fazenda e parecia que as férias de verão estavam percorrendo de um jeito diferente do que eu pretendia.

Bianca estava a minha frente. Os cabelos longos pretos presos em um coque alto usando um sutiã roxo de renda e um short jeans curto, ela começou a brincar com os dedos e começou a pensar em qualquer coisa, percebi.

Minha cabeça estava baixa e eu estava com um instinto de pegar na corrente que eu “peguei emprestado” na casa de Luke. Bom, foi bem estranho.

Um dia depois que havíamos chegado da fazenda, Annabeth iria para a casa da mãe em Los Angeles, duas quadras da minha casa, ela estava fazendo as malas e Thalia iria ajudá-la junto com Silena – Bianca não havia ido porque estava de ressaca, igualmente a mim embora melhor que eu.

Enfim, quando eu cheguei e Silena tocou a campainha, ela veio atender. Com uma cara que estava irritada, ela mal olhou para mim, nem parecia que havíamos conversado sobre coisas que nem conversaríamos com nossos melhores amigos – e aliás, o meu ainda não tinha chegado -, eu entrei na casa dos Castellan’s que estava bem mais bagunçado que meu quarto. Thalia, Silena e Beth subiram enquanto eu dava uma olhada na sala, subi por uma escada estreita presa a parede que dava para uma varanda de quatro a cinco passos curtos meus que ficava depois do portão do fundo já que o quarto de Annabeth era o último, então consegui olhar o que elas estavam fazendo.

- O que é isso? – Silena pegou um colar

Era meio estranho, era uma corrente grossa de ouro e tinha uma chave, parecia pesado vendo de longe. Olhei ao redor, a varanda era estreita demais, escorreguei até sentar no chão e apenas conseguir ouvi-las.

- É uma coisa que comprei, sabe, semana passada.

- Ela é masculina. – ouvi a voz de Thalia surpresa – Pretendia dar isso a quem? Percy?

Um sorriso involuntário nasceu, parecia que eu poderia explodir de felicidade, mas apenas uma palavra dela poderia fazer isso desaparecer.

Dois minutos de silencio até eu poder entender alguma coisa que elas deveriam ter dito.

- Não queria dar para ninguém. Aliás, ela também é feminina.

- Tudo bem, gata. – soube neste momento que Thalia daria um daqueles sorrisos “sei o que você está escondendo”

Tive vontade de gritar de felicidade.

- Então, coloca na mala. – Silena havia dito com sua voz meiga

- Não. – Annabeth disse rápido demais – Quer dizer, não. Não, eu não quero, podem ficar.

Mais silêncio.

Ouvi o som de algo de metal caindo no chão, e a primeira coisa que eu queria fazer era pegar e colocar em mim e nunca mais me desgrudar dela. Eu sabia que não era só isso, ela poderia ter comprado tanto para mim quanto para Luke, mas se a intenção dela foi passar mais tempo com “seu primo preferido” foi o tempo errado, ele mal passara mais do que duas semanas com ela. Eu passei o maior tempo. Eu sempre estava com ela. Então, achei que o certo seria eu ganhar um presente de recordação do que ele. Pelo menos, era isso que eu achava.

Meia hora depois, Thalia teve uma idéia incrível de tomarem um pouco de coquetel ou sei lá o que ela soubesse preparar, Silena riu e Annabeth disse que ela era a adolescente mais errada que conhecera, não me importei se elas ficariam bêbadas, era uma despedida, e nada mais do que certo, aliás, eu faria bem pior.

Bocejei, eu ainda estava com sono, dormir no carro não é tão confortável quanto parece e ainda por cima, uma modelo em cima de você em posições um tanto... pervertidas, não é tão legal. Olhei de esguelha no quarto e não tinha ninguém, me levantei e me escorei na grade que dava para o quarto de Annabeth, pensei um pouco, eu nunca havia entrado lá, mas não liguei. Pulei a pequena cerca branca e bem pintada, abri a porta de vidro que dava para o quarto e me dei cinco minutos para olhar o quarto.

Era grande, como todos os cômodos da casa, tinha uma cama de casal no centro, um notebook desligado na mesa ao canto, a mala desarrumada no chão, algumas roupas em um canto do lado esquerdo, a porta era grande e atrás dela tinha um pequeno espelho, no outro lado direito tinha uma mesa cheia de escovas, maquiagem e alguns papeis que fiquei com vontade de ver, mas me contive e voltei à cabeça para procurar a corrente.

Olhei ao redor, nada demais, porém algo brilhava bem perto da cama, uma chave. Andei e me abaixei, tinha escrito: “true love”. Era lindo, deveria ser a coisa mais linda que eu já havia visto na minha vida – e eu estava certo que isso era porque Annabeth havia escolhido.

E o que eu poderia fazer agora? Absolutamente nada.

Dei mais uma olhada no quarto bagunçado, e no canto direito arrumado. Parecia tão contraditório, e parecia que ali deveria ser meu lugar.

Saí do quarto e encaixei a corrente em volta do meu pescoço, não pesava, era leve. E eu pensei em quanto tempo não ficava com uma garota, transava na verdade, desde a tal de Pake, e hoje. Duas semanas disso tudo.

- E ela não deu falta? Nem veio falar com você?

Neguei. Bianca tinha um tom de voz preocupado.

- Este não é o Percy que eu conheço.

- Eu só acho que... Sei lá, isso é estranho.

- Você já admitiu que ama ela, né? – ela perguntou

Arqueei a sobrancelha e neguei.

- Nem em sua mente?

Dei de ombros e ela entendeu como um sim, como era para entender.

- Acho que só no subconsciente. E olha lá. – tentei sorrir

Ela dobrou as pernas e esticou as mãos para pegar sua Pepsi.

- É um bom começo. – iniciou – Mas, eu acho que você deveria ir mais fundo.

- Eu acho que não. Ela vai embora. Eu volto a ser o drogado e bêbado de antes. Foi só umas férias de verão. São sempre as mesmas, não é isso que dizem os filmes?

- Mas, isso não é um filme. – Bianca discordou – Percy, você está em uma passarela, só não sabe disso. Diga-me qual foi a última vez que você leu um jornal.

Pensei um pouco.

- Não faço idéia.

- Está vendo. – ela apontou para mim – Você, meu irmão e Thalia são os herdeiros do Olimpo, as pessoas esperam muito de você e qualquer deslize, eles voam em cima.

- Não percebo isso. – admiti

- Eu já vi fotos suas chegando è casa, bêbado, e acho que você nem se lembra delas. – ela deu mais um longo gole – Você é o mais... Velho, em meses.

- Eu não quero o Olimpo.

- Ninguém o quer. – ela afirmou – Mas, você não é mais uma criança, embora tivesse atitudes de uma. Quando A. Chase – ela se dirigia assim para Annabeth – for embora, provavelmente você só irá vê-la quando tomar posse do Olimpo e nem ao menos poderá ter um caso com ela.

- Eu não quero ter um caso.

Bianca bateu palmas.

- É isso! – exclamou feliz – E o que você quer ter com ela?

Bianca Di Ângelo graduada em moda e com doutorado em psicologia. Deve ser por isso que eu amava tanto aquela modelo sexy na minha varanda.

- Eu... – gaguejei, suspirei – Eu não sei.

- Isso não é um progresso. – ela murmurou – Eu preciso de um cigarro.

Sorri e revirei os olhos. Ela deu uma olhada por cima do parapeito e suspirou.

- Acho que não posso, devo me contentar com uma Pepsi.

Assenti.

- Enfim, eu só acho que você deve fazer o que acha certo. – ela suspirou e se levantou

- Não tem medo que os paparazzo te peguem assim, sabe, de sutiã.

Ela rolou os olhos.

- Se eu estou na frente do meu primo que é mais pervertido que meus fãs... – ela olhou novamente para a rua e sorriu – Não devo ter medo de paparazzo que não trabalharam para ter uma profissão melhor que correr atrás de mim. Agora, se levanta, me abraça e entra no quarto com uma cara de safado. – ela deu uma longa risada e eu a acompanhei

Levantei-me e fiz o que ela pediu me certificando que o cara de bermudas e blusas brancas floridas com uma máquina tirando fotos freneticamente nos visse e principalmente meu rosto sedutor. Entramos no meu quarto e rimos por dez minutos, no máximo.

N/A: boa noite, pessoas :3 sabe, eu assisti paraísos artificial, estou tentando fazer alguma conexão porque de uma maneira diferente, me inspirou, sabe, mas eu não sei onde colocar esta inspiração... Se você não tem 16 anos — assim, como eu — você não pode assistir, à menos que esteja acompanhada de um maior — que não foi o meu caso, mas enfim.

Espero que tenham gostado muuuuuuuito do capítulo e por Poseidon, minha segunda personalidade emotiva e dramática está necessitando de seus reviews, que tal? Beijos pra vocês :33