The Better For You

36 Capítulo Trinta e Cinco.


Notas iniciais
boaaaaaaaa noiteeeeeeeeeeeee

Thalia parecia muito nervosa. Ela enrolava as mãos nas luvas de renda, ou puxava a saia destacando outros fios azuis, pegava alguns soltos e os colocava no lugar, erguia o queixo e tentava olhar para o motorista. Eu até podia ouvir um leve bufar e reclamações vindo de lá, mas não liguei. Ele deveria morrer, certamente. Ela continuava olhando pela janela ou procurando meu celular para mandar mensagem para Annabeth e Silena.

- E como vai a festa? – decidi perguntar quando ela digitava furiosamente em meu celular

- Silena disse que Nico estava falando com alguns caras do Olimpo e está indo pro altar, agora. – ela mordeu os lábios – Será que isso está certo? Quero dizer, nós somos primos e isso pode ser meio errado e...

- Thalia? – chamei, ela ergueu os olhos azuis, confusos – Cale-se, por favor.

Ela assentiu e me devolveu o celular, continuando a olhar os borrões luminosos que deixávamos para trás. Ela tateou a janela fechada e fez um coração, parecia hipnotizada e pensativa. Ninguém deveria atrapalhar o momento dela. Era alguns minutos antes dela... Dela finalmente se casar.

Uma idéia absurda passou pela minha cabeça. Casar? Quem diria. Nunca pensei nesta coisa imbecil. Quem iria se casar? Thalia puxou a saia de tule, novamente e deu um sorriso bobo quando a limousine parou.

As escadas da igreja estavam totalmente enfeitadas com flores azuis e brancas ao longo do caminho, as escadas eram pequenas e Silena esperava Thalia lá, com um vestido rosa bebê até os joelhos, ajustado em seu corpo. Os cabelos presos um coque relativamente alto e elegante. Abri a porta para Thalia, e dei alguns passos ajudando-a a sair.

- Onde está Luke? – Silena perguntou

Dei de ombros.

- Depois, vocês falam sobre isso. Podemos entrar agora, Si? – Thalia perguntou, visivelmente nervosa

- Ah, sim, claro. Só um minuto que eu irei avisar.

Então, ela saiu andando rapidamente. Olhei por cima do ombro e vi Luke saindo, ajeitando a gravata e mandando um sorriso incentivador para Thalia, pude ver que ela corou sobre a maquiagem pesada, olhei-a de volta, e ela ignorou, olhando firmemente para frente, como se estivesse em dúvida do que fosse fazer.

- Você tem escolhas, você tem caminhos diferentes, você sempre pode escolher o que é melhor pra você agora. Mas, não se esqueça de pensar no que será melhor pra você no futuro. – disse perto do ouvido dela, Thalia me olhou do tipo: “ahn?” – Oliver costumava me dizer isso quando eu queria desistir do tratamento.

- Oliver é ótimo.

- Eu sei disso.

Ela respirou fundo quando Silena acenou, passou o braço sobre o meu. Dei um sorriso grande para ela e começamos a subir as escadas. Já podia ouvir a marcha, os violinos em junto com o piano e uma voz bem baixinha no fundo. Quando, finalmente, entramos na igreja, todos mandavam sorrisos para nós, outros tinham lencinhos nas mãos, Thalia acenou duas ou três vezes enquanto caminhava... E eu simplesmente achava que aquele era meu casamento quando a vi, parada ao lado de Nico.

Os cabelos estavam soltos e jogados para um lado só, uma presilha prateada em formato de coruja prendia o outro lado, o vestido era cinza, composto e elegante, ela tinha um sapato branco, e segurava uma pequena bolsa prateada nas mãos. Ela sorria. O sorriso dela era tão grande e parecia que era para mim.

Eu, na verdade, nunca me imaginei entrando em uma igreja com Thalia do meu lado, nunca pensei que a estaria levando para o altar, principalmente. Eu nunca pensei que fosse casar. Agora, olhando para o sorriso incentivador de Annabeth perto de Nico, e olhando a imagem que se erguia atrás do padre, eu pedi obrigada mentalmente por tudo que deveria ter pedido antes. Pensei em retribuir o sorriso de Annabeth, mas na verdade não era o meu momento. Era o momento de felicidade da minha prima, do meu melhor amigo, e eu podia abrir mão de tudo por isso.

Dei-me conta de como eu estava pensativo quando chegamos ao altar e Nico veio ao nosso encontro.

- Hey, cuide bem dela, cara. – avisei, batendo de leve em seu braço

Ele deu um sorrisinho e me dirigi para o lado de Annabeth.

Ela quase acenou para mim. Continuava com um sorriso no rosto.

- Oi. – disse baixinho, pensando que ela não escutaria, mas ela me respondeu.

- Hey.

E foi só. Mas, foi perfeito.

No entanto, a cerimônia se prosseguiu normalmente, como uma cerimônia qualquer, com todos sorrisos, choros e o beijo final.

Na igreja, todos apenas ficaram conversando até os noivos entrarem na limousine e cada um seguir para seu carro.

Então, veio a festa. A melhor festa. Não a melhor, sabe... Mas, o que se prosseguiu dela foi... Hm, perfeito.

A festa estava boa. Todos bebendo e curtindo. Eu estava falando com algum empresário do Olimpo junto com Beckendorf, sobre como iam às economias e se tudo estava dando lucro. Bom, mesmo que eu não entendesse nada daquilo, o cara respeitava e confirmava qualquer merda que eu falasse, como se ele fosse ganhar um aumento de salário. Que pena.

As pessoas andavam para lá e para cá, pegando bebidas, dançando... Mas, todos ridiculamente formais e elegantes, o que já estava me dando nos nervos. Por que ninguém simplesmente se jogava no palco e cantava algo legal? Ninguém tinha coragem para isso? Parecia que não.

Terminamos uma longa conversa – que eu estava ausente, mentalmente – sobre a bolsa de valores e os jovens talentos que nunca apareciam nas horas certas, ou sobre qualquer coisa que não me importava. Dei um gole em um drink sem álcool, ou seja, extremamente sem graça e continuei vagando pela festa, falando ocasionalmente com uma ou duas pessoas.

Encontrei Katie, entretanto. Ela estava bonita, com os cabelos ondulados castanhos claros caindo sobre o ombro, e o vestido verde pálido de um ombro só coberto de renda. Ela deu-me um abraço, com Oliver ao seu lado.

- Hey, cara. – cumprimentei

- Como está indo a sua festa? – ele perguntou, dei de ombros, sorrindo

- Percy! Quanto tempo não nos vemos, hein? Só recebo informações pelo meu avô.

- Bom, você sabe... Tudo está correndo tão rápido.

Ela deu um suspiro, ainda sorrido. Que maldita família.

- É, eu sei.

- Mas, sabe, eu ainda não esqueci quando te falei que iria ajudá-la a fazer um jardim.

- Oh, a sua casa precisa reformar aquilo ali! Eu fui falar com a sua mãe sobre as tulipas que chegaram, acho que vou plantá-las ali, roxas e brilhando, aliás todo aquele seu bairro precisa de flores e algumas árvores também. – resmungou

- Então, Katie, você tem um enorme trabalho pela frente. – brinquei

- Claro que sim!

- Enquanto vocês conversam sobre flores e blábláblá, eu irei falar com o resto do pessoal. Tchau. – Oliver se despediu enquanto se embaralhava pela multidão

- Quer tomar alguma coisa? – argumentei

- Hm... Não, eu acho que vou procurar o Travis por aí...

- Seu namorado? – ergui a cabeça em sua direção, ela deu um sorriso tímido

- Aham... É um dos sócios, mas, ah, você nunca lembra dos nomes deles, mesmo.

Nós rimos, juntos.

- Claro, se formos contar quantos sócios temos... Santo Deus, não saímos daqui hoje. – afirmei

- Nada a ver. Vamos lá, diga-me dos que se lembra.

- Hm... Eu, duh! – ela riu, mas gesticulou indiferente – Beckendorf, Silena, Nico, Thalia, Annabeth... – ela fez uma careta, como se dissesse “você não pode ser tão burro” – Hey, Travis, não posso me esquecer dele!

- Você não pode ser tão... Estúpido. – rolou os olhos

- Ah, eu me lembro de Will Solace, mas não me lembro se ele ainda está por aqui.

- Oh... – ela suspirou – Bom, não, Will morreu em um acidente de carro em São Francisco, quem ocupou o lugar de Apolo foi Lee Fletcher, o mais novo da terceira mulher dele.

- Apolo tem muitos filhos, quando ele morrer, todos vão entrar com um processo para pedir uma parte do Olimpo.

- Certamente. – ela pegou um docinho quando um garçom passava por nós – Vamos, diga-me mais sócios...

- Hm... Eu me lembro de Clarisse De La Rue quando eu era mais nova... Ela era o tipo “a durona”

- Clarisse? Ah, sei, ela se casou com um garoto do Texas, ela deve estar por aqui, mas não deve estar sorrindo e eu realmente não quero me encontrar com ela.

- Seu “certamente” é bem legal. – confirmei

- É, espero que sim. Então, já conversamos demais, eu realmente preciso ir. – Katie se ergueu nas pontas dos pés e depositou um beijo em cada lado da minha face – Nos vemos por aí! Ah, te vejo daqui a dois dias na sua competição.

- Que ótimo! – acenei – Não falte, preciso de sua sorte. – murmurei quando ela já estava a alguns passos de mim

Sentei-me no bando do bar e pedi um copo de vodka. Eu deveria esquecer todas essas pessoas e esse drink ridículo que me fizeram beber. Obvio que eu deveria beber alguma coisa com álcool, fazia tempo que eu não sentia aquele gostinho de que eu poderia fazer tudo que eu quisesse.

Thalia estava dançando com Nico, trocara de vestido e agora vestia um branco tomara-que-caia branco cheio de brilho ou que quer que fosse aquilo grudado no tecido.

No entanto, vi Annabeth conversando animadamente com seu primo. O maldito que quase terminou o casamento de Thalia, será que ela sabia disso? Ela fazia idéia disso, na verdade? Dei uma vasculhada no lugar, minha prima e Nico sorriam para um casal que eu não conhecia e pensei ser algum sócio, também, tive vontade de rir ao lembrar-me de Katie. Vi Jess acompanhada de um homem, observei Oliver conversando com a minha mãe e bebi o liquido transparente de uma só vez.

Por que eu não conseguia ficar feliz? Todos estavam, não é? Por quê? Isso parecia tão injusto.

Tentei não rir da minha solidão. Silena andava na minha direção, mas foi parada por Beckendorf e um selinho.

- Ei, cara, pode me dar uma garrafa de vodka? – pedi

- Você tem certeza, senhor Jackson? – o garçom disse, quase ressentido

- Claro que sim, cara! Você é um máximo, hein.

Ele se abaixou e me entregou a garrafa lacrada de vodka, gesticulei alegre para ele e agradeci. Abri meu paletó preto e enfiei a garrafa, abraçando-a, só teria que andar alguns passos até a porta de saída e estava livre.

Respirei fundo e comecei a missão impossível. Tinha tantas pessoas que eu conhecia ali, todas eram fofoqueiras e queriam uma promoção, era como um cofre cheio de ouro e uma promoção de verdade.

- Onde você vai com a garrafa de vodka, Percy? – Silena me parou

- Pura proteção, duh! – debochei – Vou à praia, sabe, e como é noite, sabe como é né? Se aparecer um ladrão...

- Percy, sabe que hoje é o casamento de Thalia, certo? – assenti, tentando não parecer entediado – Só não a deixe... Você sabe.

- Por isso mesmo que eu estou saindo daqui. – afirmei

- Não desaparece, nem fique bêbado.

- Vou fazer o possível. E... Si, — ela ergueu os olhos para mim, ainda durona – faz ela aproveitar tudo isso aqui.

Silena assentiu, deixando escapar um sorriso caridoso antes de se virar.

Despistei-a e entrei no meu carro. Joguei a garrafa no banco de carona, era essa saída, não?

Eu ficaria feliz com a vodka, quero dizer, era o caminho mais fácil e disponível agora, o que eu me arrependeria, neste momento, não me importava, então ir à praia e ver a lua brilhando para mim seria uma boa saída.

Arrastei o carro até a praia deserta de Los Angeles e peguei a minha amiga desta noite, tirei o paletó e abri a minha camiseta até a metade, sentindo o aroma fresco da praia passear sobre mim, atravessei a calçada tirando os sapatos e deixando em um lugar qualquer, rocei meus dedos pela barba mal feita.

Olhei a lua mais brilhante, refletindo-se no imenso mar que se formava à minha frente. Aos poucos, comecei a abrir o lacre da garrafa, imaginei as pessoas alegres que deveriam estar ali pela manhã.

Dei meu primeiro gole. Desceu rapidamente do que imaginava, com o gosto amargo e forte, fiz uma careta antes de levar a garrafa novamente a minha boca.

Acostumei-me com o sabor conhecido da vodka, eu podia ouvir o som urbano, alguns metros longe de onde eu estava. Suspirei e continuei a beber, onde isso iria me levar, eu realmente não sabia, porém já que não me importava mais... Quase ri ao pensar em me matar em estilo afogamento, mas seria tão irônico que ficar me embebedando seria bem melhor.

Não sei quanto tempo eu fiquei bebendo, mas foi difícil levantar-me e quando isso aconteceu, eu estava cambaleando e rindo porque as espumas do mar vinham até meus pés.

- Percy! – ouvi um grito agudo atrás de mim

- Hey! A vodka acabou. – avisei, com um tom debochado, jogando a garrafa na areia e me virando

Ela segurava o vestido com os punhos cerrados, os cabelos antes em um penteado fofo, agora soltos com os cachos à mostra e voando como um anjo. Os olhos, agora, azuis.

- Você é um anjo? – brinquei, abrindo os braços

- Seu idiota, você está bêbado, não é? – ela tirou os saltos e jogou aleatoriamente

- Eu?! Sério? E, por acaso, vodka deixa alguém bêbado? – ri – Acho que não, hein...

Seus braços, finalmente, alcançaram meu peito e senti um arrepio percorrer-me, apoiei meu corpo contra seu corpo pequeno, pensando que ela poderia cair.

- O que faz aqui? – perguntei, tentando largar-me

- Colabora, Percy... – pediu

- Não te vejo desde Londres. – menti, mas serviu como um argumento

- Aham, só cala a boca, idiota.

Ri, novamente, do nada. E caí contra a areia fofa, sentindo seu corpo pequeno e leve contra o meu, os cabelos fazendo cócegas no meu rosto.

Parei de rir, e encarei seus olhos.

Eu só os via assim quando estávamos em momentos íntimos. A batalha entre o azul e o cinza era tão forte e hipnotizante.

- O que está fazendo aqui? – sussurrei contra o seu rosto

- Vim te procurar.

Respirei fundo, intercalando meus olhos entre os seus e sua boca ainda avermelhada do batom.

- Por quê? Você estava bem com o Luke, como eu percebi.

- É. – confirmei – Matando as saudades.

- Certo. – encerrei.

Tentei apoiar-me nos cotovelos, mas tinham duas Annabeth’s do nada na minha frente.

- Estou bêbado, pode me levar para o hotel? – pedi, de uma vez

- Eu sei. – ela ainda tinha hálito de morango

- Ótimo. Não quero ficar aqui. – tentei levantar-me mais uma vez, porém Annabeth roçou os dedos na minha barba — Você está bonito.

Suspirei, irritado.

- Ok, quem te pagou para fazer isso? – argumentei

Ela riu.

- Ninguém. Só pensei em falar com você.

- Você me dispensa e quer falar comigo.

Tudo bem que eu liguei para ela, pensei.

- Ok, e ah, você ainda está em cima de mim! – apontei

- Quer que eu saia?

- Não me importo.

- Isso é bom... – respondeu de volta – Posso te beijar? – murmurou

- Como? O que disse?

- Se eu posso te beijar? – murmurou

- Não me importo. – tentei dar de ombros

- Sim ou não.

- Sabe de uma coisa? – perguntei, com um misto de sentimentos que não conseguia identificar – Quero ir embora.

- Ok, mas eu ainda quero te beijar.

- Isso é um sonho? – perguntei, assustado, para ninguém em especial, ela riu

- Acho que não.

- Você é tão estranha, Annie. – limitei-me a suspirar

- É, eu sei.

- Pode me beijar. – apoiei minhas mãos atrás do meu pescoço, esperando o toque de seus lábios

Em seguida, senti um toque quente na minha boca, a mistura de algum doce de chocolate e vodka, suas mãos passeando em meu rosto enquanto me esforçava para me manter quieto. Isso não funcionou já que ela roçou sua língua quentinha na minha. Não pude mais respirar fundo ou forçar-me a ficar parado, era mais forte que eu.

Seus lábios beijavam meu pescoço, então apoiei minhas mãos em suas costas enquanto ela abria o resto dos botões da minha camisa, comecei a puxar lentamente o seu vestido, seus beijos eram quentes e deliciosos.

- O que está querendo fazer? – disse entre ofegos

- Tudo que você quiser. – finalmente abriu os olhos e deu um sorriso – E mais um pouco.

- Está bem? Você é Annabeth?

Novamente, ela riu.

- Está bêbada? – disse a afastando de mim

- Acha que estou? – rolei os olhos – Quer ficar aqui ou prefere o mar?

Oh, o que ela disse? Oh, meu Deus, o que eu ouvi? Só acho que estou doido. Não pode ser verdade. Annabeth Chase quer transar comigo no mar? E por que não? Ela não está bêbada, eu não estou a seduzindo... Tudo isso por livre e espontânea vontade.

Apoiei-me nos cotovelos e obriguei-me a me concentrar em uma única Annabeth, os cabelos louros já estavam completamente bagunçados e ela tinha um sorriso travesso no rosto.

Tentei rir e saiu uma gargalhada.

- Está falando sério?

- Vamos ver.

Annabeth piscou o olho e se sentou no meu membro, já me sentia excitado com seu contato, e senti minha respiração falhar mais uma vez ao vê-la puxar, sensualmente, o vestido e deixá-lo cair para o lado mostrando os seios rosados e firmes à minha espera. Lambi os lábios e arranquei minha camisa de uma vez. Seus seios tocaram meu tronco e senti arrepios passarem por mim, logo depois suas mãos caminhavam até a barra da minha calça e a desabotoou.

- Vamos para o mar? – ela sussurrou no meu ouvido e mordeu o lóbulo – Estou me sentindo envergonhada.

Ri em seu ouvido, sabendo que em um momento ou outro, ela ficaria envergonhada.

- Só vai ter que me ajudar para eu não cair, tudo bem?

- Claro, né... – dessa vez, ela continuou a rir

Nos levantamos, segurei sua cintura firmemente e brinquei com a barra de sua calcinha, beijando-a, sorri ao tirá-la de uma vez.

-Estou em desvantagem. – murmurou

- Não mais.

Tirei minha cueca e assegurei-me de tê-la jogado perto da minha calça, rimos por alguns segundos antes de entrarmos na água, eu ainda estava tonto, mas eu teria que ficar forte. Isso era uma aventura! E com Annabeth Chase, oh céus.

Segurei suas coxas e a trouxe contra mim. Ela deu um grito de surpresa e passou os braços pelos meus ombros, as pernas em volta da minha cintura estavam fortes enquanto nos beijávamos.

O mar não estava tão revolto quanto esperava, entretanto já me sentia excitado o suficiente para tê-la, parecia que ela não. As ondas passeavam calmas por nós, como se já fosse preparado para isso.

Seu rosto escondeu-se no meu pescoço, beijando ou mordendo, firmei minhas mãos em sua bunda e a penetrei lentamente, joguei minha cabeça para trás inconscientemente, sentindo suas mãos penetrando meus cabelos e arranhando meu couro cabeludo. Dei um gemido vergonhoso, mas não adiantava mesmo, eu estava bêbado e sem controle. Enterrei meus pés na areia fofa, concentrando-me a não estocar tão forte, Annabeth arranhou meus ombros com força enquanto começava a cavalgar lentamente.

- Annie... – tentei formular alguma frase coerente, mas não pareceu dar muito certo.

Novamente, comecei a ver duas Annabeth’s e uma contração constante e gostosa na boca do estômago. Respirei fundo, ao sentir todo o prazer me preenchendo. Olhei os olhos dela, no misto de azul e cinza hipnotizantes, apoiei uma das minhas mãos na sua cintura e a outra levei ao seu rosto, roçando nossos lábios levemente, mordi seu lábio inferior ouvindo seu ronronar.

- Percy... – murmurou entre ofegos

Tive que sorrir ao ouvir sua voz sussurrante de prazer. Mas, não durou muito tempo porque a sensação na boca do estômago começou mais insistente, senti uma mordida forte no meu ombro, depois no meu pescoço. Senti um suspiro perto do meu ouvido. Chegamos ao ápice.

Por fim, mergulhamos cansados nas ondas borbulhantes e calmas do mar. Busquei o ar e nadei até a superfície, tossindo. Oliver havia me dito, uma vez, logo que eu comecei no surf: “Nunca entre no mar, bêbado. Nunca”. Respirei o ar salgado que preenchia a praia e me apavorei.

Ok, você pensa no Oliver, mas não na garota que ama. Ótimo, Percy.

- Hey, Percy! – ela acenou, um metro mais longe

- Está louca, Annabeth? – gritei com um sorriso, nadando até ela

- Muito louca.

Soltei uma gargalhada e caminhei até ela, enlaçando seus ombros e dando um beijo em sua testa.

- Você está de volta. – murmurei, ela assentiu com a cabeça em meu peito. – Impressionante. – sussurrei em seus cabelos molhados

- É.

- E você transou comigo. E não estava bêbada. – disse maravilhado

- Mas, você está. – resmungou

- Sabe, você é mega estranha. Você estava com raiva de mim.

- Estava preocupada e quando vi você, não sei... Só quis te proteger.

- É que isso é estranho... Nunca pensei que chegasse de Londres e viesse me procurar – dei de ombros e olhei em seus olhos – Promete que não vai me deixar mais?

- Percy, não faz isso...

- Ok, esquece, faz o que quiser. Só... fica comigo hoje.

Ela deu um sorriso pequeno.

- Acho... Acho que estou com frio. Podemos voltar?

Mesmo com essa confusão que se passava a minha mente, o que acontecera há minutos atrás e a resposta estranha dela. Consegui retribuir o pequeno sorriso adorável dela.

Abracei seu corpo junto ao meu e caminhamos envergonhados até a areia. Nos vestimos rapidamente com medo e adrenalina correndo em nossas veias. Ela abraçou os braços enquanto voltávamos para o carro dela, ergui minha blusa para ela e a vestiu. Entramos no carro e nos sentamos, comportados. Ela, no banco de motorista e eu, no de passageiro.

Notas finais
tá enorme ): deu preguiça de ler, eu sei... era pra dividir em dois, mas ele já tá dividido, na quinta, ou sexta eu posto a segunda parte e no domingo ou sábado, eu posto THALICO tá lindo, pelo menos pelo comecinho tá mega fofo awnt :3333 bom, espero que tenham gostado, little babys