The Better For You

8 Capítulo Sete.


Notas iniciais
acabei de ver o show da demetria, ou seja, estou muito emocionada e porque eu nem fui, mas enfim ): Espero que gostem do capitulo.

Depois de duas competições, eu ter deixado Annabeth vencer duas vezes, Thalia, Nico e ela me zombando, nós quatro nos jogando do píer e mais uma rodada de pulos na corda, e um quase agarramento com Annabeth – que, por sinal, não deu certo porque Nico não deixou – nós saímos do rio e fomos nos enxugar.

Eram umas cinco horas, haviam três mães conversando no banco de madeira, três passos de distância do parque de areia e quatro crianças correndo lá, algumas bicicletas passavam pelas ruas, de vez em quando passava um grupo de adolescentes que corriam ou se escondiam em cantos escuros para fazer alguma-coisa-que-eu-não-queria-saber, o meu carro prata estava no mesmo lugar. Agradeci e me perguntei se Luke ainda estaria lá.

- Estou afim de dar uma volta de skate, que tal? – perguntei a Nico envolvendo a toalha em volta do meu pescoço

- Seria legal. – ele deu de ombros

- Ah, não, eu estou cansada. – Thalia murmurou

- Pode ficar vendo somente a gente andar. Não precisa andar também, aliás... Você não sabe. – ri de sua cara indignada

- Eu posso aprender, sabia?

- Aham. – fingi de indiferente

- Claro que eu posso, eu fico melhor que você.

- E eu sou o Príncipe Harry.

- Não, Percy... – Annabeth interrompeu – Ele é perfeito demais.

- Você ainda não viu minha perfeição, querida. – pisquei, ela fez uma careta

Continuamos andando até chegar ao carro, entrei no banco do passageiro e vi Luke ainda dormindo espalhado pelo banco, apontei com a cabeça para Nico e ele rolou os olhos antes de entrar no banco de carona, ele foi para o banco de trás e deu um soco no ombro de Luke.

- Hey, não faz assim. – Annabeth reclamou

- Como quer chamá-lo? – Nico perguntou dando mais um soco

Ele resmungou algo e abriu os olhos.

- O que quer? – ele reclamou acariciando o braço

- Senta direito, cara. – disse

Nico entrou e ligou o rádio, estava passando Katy Perry, Teenage Dream.

- Que música velha. – Thalia inclinou a cabeça sobre meu banco

- Thalia... Ela é legal. – Annabeth retrucou cantarolando

- We can dance, untill we die... – cantarolei junto com ela

- You and I, we’ll be Young forever... – ela afinou a voz fazendo um agudo

- Uau, você tem uma voz bonita, Annie. – Nico disse se virando para trás com um sorriso

- Vamos cantar! – Thalia gritou jogando as mãos para cima

- Estou com dor de cabeça. – Luke falou baixo

- I can't sleep Let's run away and... – cantei alto junto com Nico

- Don't ever look back, don't ever, look back – Thalia e Annabeth cantaram juntas — My heart stops when you look at me, just one touch now baby I believe...

- This is real so take a chance and don't ever look back, don't ever look back. Yeaaaaaah! – eu e Nico praticamente gritamos enquanto o carro andava calmamente pelas ruas de pedra

- We drove to Cali, and got drunk on the beach, got a motel and built a fort out of sheets, I finally found you my missing puzzle piece – cantei sozinho, finalmente parando o carro apenas a um metro da pista de skate vazia – I’m complete.

- Let's go all the way tonight, no regrets, just true love, we can dance until we die, you and I, we'll be young forever – Annabeth terminou

Abri a porta enquanto Nico aumentava mais o som e saiamos todos cantando, Luke reclamou mais um pouco e por fim, saiu.

- É aqui? – Annabeth perguntou

- Aham.

- Vamos, Nico, você vai me ensinar a andar nisso ai e eu vou provar a Sr. Jackson que as mulheres são demais. Yeah! – ela gritou e me mandou língua

- Bastante madura as mulheres.

A pista de skate ficava longe o suficiente do bairro para fazermos uma festa e ninguém reclamar, ao redor dela tinha várias arvores com copas enormes de vários tamanhos e portes, a área era tão grande que em cada pedacinho você poderia inventar pelo menos, umas cinco manobras, a maior pista era a da direita, então pensei em começar pela esquerda, onde tinha algumas escadas, e pistas pequenas e legais com lugares planos, fui em direção a mala do carro e peguei os dois skates, joguei um para Nico que agarrou no ar e foi para o lado direito da pista onde tinha poucos lugares planos, ri internamente e peguei o meu. Era azul com algumas coisas pretas em baixo. Então, se não percebeu, minha cor preferida é azul.

- Isso não deve ser tão difícil. – ela murmurou para si mesma olhando para Thalia

Pus-me ao seu lado.

- Precisa de concentração.

Ela riu alto.

- Tenho certeza que não. – ela terminou com um sorriso

- Então, vai lá, Sabidinha. – disse irônico

- Precisa de coordenação motora.

- E como você é a expert em tudo, você vai conseguir.

Ela estendeu a mão e pegou o skate da minha mão.

- Claro que sim.

Rolei os olhos.

- Cadê os equipamentos de proteção? – ela perguntou com os olhos ingênuos

Ri.

- Eu não preciso disso, e ninguém que tem coordenação motora precisa, Sra. Sei de Tudo.

- Ótimo. – ela começou a caminhar a passos fundos para o lado direito

Ri a acompanhando.

- Você sabe que eu não vou te deixar cair. – avisei atrás dela

Annabeth se manteve impotente, andando elegantemente até achar o local adequado. E ela achou, ela jogou o skate no chão e colocou um pé nele.

- Vamos lá. – murmurou

- Acha que é assim, Annie? – perguntei ficando frente a frente com ela

- Não me chama de Annie. – disse fria

- Todo mundo te chama de Annie. – disse curvando as sobrancelhas

- Todo mundo, menos você.

- Por que? – perguntei

- Vai me ajudar ou não?

- Calminha aí. – ergui as mãos em forma de rendição – Começa assim. – segurei sua cintura, sua expressão continuava fria e impassível, a virei fazendo com que ela ficasse na horizontal – Agora segura as minhas mãos.

Pode dizer que eu estava me aproveitando do momento, mas não é culpa minha se eu fiz uma aposta e terei que cumpri-la, apertei suas mãos firmemente andando de lado junto com ela no skate.

- Eu vou cair. – ela murmurou quando eu começava a soltar sua mão

- Eu não vou deixar você cair, okay?

- Eu nunca confiei em você.

Apertei a mão dela com mais força.

- Se você não confiar em mim, você vai cair. Você precisa confiar em mim.

Ela se calou.

Ficamos em um silêncio desconfortável por um curto tempo, ela começava a ir sozinha, mas se desequilibrava e pulava do skate.

- Se continuar assim, nunca vai conseguir fazer nada.

- É problema meu, não é? – ela disse contra mim – Eu vou tentar de novo.

Pude ouvir a risada de Nico ao passar por mim e ir para o carro, ele voltou com seu boné preto com a aba para trás, ele estava com um azul na mão, Nico deu um sorriso e colocou o boné no meu cabelo sussurrando: “ela é uma psicopata, não é?” e riu antes de sair quase correndo para Thalia.

- O que ele disse? – Annabeth perguntou

- Nada demais. – dei de ombros ainda sorrindo – Olha, confia em mim, sério, eu vou soltar e você vai. – expliquei

Ela suspirou e fez o que eu pedi, segurei suas mãos e a soltei com o impulso, ela foi e conseguiu não cair com os joelhos flexionados e com o equilíbrio correto, ela deu meia volta e pulou do skate.

- Você conseguiu! – apontei para ela e corri enlaçando sua cintura – Você foi demais, Annabeth.

- Eu sei, eu fui demais! – ela sorriu abertamente retirando a expressão dura e fria

- Aham, você foi demais. – murmurei quando a estava descendo dos meus braços

Ela se separou de mim envergonhada e olhou por cima do meu ombro.

- Acho que Thalia não está indo tão bem. – observou

- Já tentamos isso com ela, inúmeras vezes, ela nunca consegue. – dei de ombros voltando a me aproximar dela

- Devemos ir, está tarde. – avisou voltando a expressão dura

- Está com medo? – perguntei

- De você? – enfrentou

- Sim.

- Não.

- Isso é bom.

- É.

- Sabe porquê? – continuei andando para frente enquanto ela ia para trás

- Certamente não. Diga-me você, Percy. – continuou a me enfrentar

- Porque você não tem medo que eu possa te agarrar e você não consiga resistir a esse corpo aqui. – caminhei mais três passos

Mais dois passos e ela estaria encurralada na árvore, ela não percebeu isso, ela não se atreveu a olhar para trás.

- E você não é egocêntrico?

- Só me dou o valor.

- Isso é bom para seu ego.

Encurralada.

Annabeth tateou o que estava atrás de si e pude ver seus olhos surpresos, mas a expressão se mantinha a mesma. Impassível, fria e dura.

- Nem me diz. É muito bom para meu ego.

- Mas, então, o que você quer?

- Você não se cansa de me enfrentar?

- Pode ser seu jogo, mas eu sempre irei vencer. – afirmou

- É?

- Claro.

- No fim do meu jogo, eu iria ficar com você.

Juro que eu esperava um tapa na cara, um chute no meio das calças, um soco no olho, um puxão no meu cabelo, ela corando e saindo correndo, ela ligando para a polícia ou gritando por Luke, mas afinal, ela venceu o jogo que eu deveria vencer. Ela esteve sempre certa.

Annabeth sorriu de uma forma ingênua e meiga, sem corar, mesmo sorrindo, os olhos pareciam frios, mas eu não liguei quando ela colocou a mão no meu pescoço e ficou na ponta dos pés levando os lábios finos contra o meu.

E eu juro, sim, eu juro por tudo que nunca beijei como a beijei. O beijo ela era perfeito, os lábios eram finos e pequenos, a língua era quente e traiçoeira, eu fiquei estático paralisado e a única coisa depois de dez segundos que consegui fazer foi encostá-la na árvore e inclinar o meu pescoço para que ela pudesse ficar com os pés no chão, o seu cabelo fazia carinho em minha bochecha enquanto eu apertava sua cintura com força e a encostava mais e mais contra o tronco cheio de curvas e áspero.

Gemi quando ela mordeu meu lábio inferior, quase nos separando, levei minha mão direita para seu pescoço a puxando contra mim novamente. Ela tinha um gosto de morango misturado com chocolate ou algo do tipo, eu queria beijá-la e beijá-la até enjoar, mas isso parecia impossível.

Como eu não notei essa garota antes? Essa pergunta parecia martelar em minha cabeça agora e eu me achei um enorme imbecil por não ter a encontrado antes e ficado com ela antes. Ela me empurrou de leve no peito e abri os olhos, como se estivesse acabado de acordar de um incrível sonho.

- No final, eu venci. – disse com a pose elegante

Os olhos estavam inconfundivelmente cinzas, mais cinzas do que eu já havia visto, minha mão esquerda ainda pousava na sua cintura fina e bem modelada a mão direita estava acariciando os pelos de sua nuca.

- Pode vencer quantas vezes você quiser. – murmurei contra seu rosto

- Hoje não. – ela me empurrou mais uma vez

- Isso quer dizer que outros dias, sim?

- Talvez. Agora me deixa sair, Percy. – ela tirou minha mão e se afastou

- Sem problemas, garota. – murmurei a vendo sair e pegar o skate – Sem problemas algum, Sabidinha. – murmurei para o nada

N/A: Que tal reviews? Haha. Boa noite/tarde/bom dia. Aproveitem o feriado — que, por acaso, não serve de nada, amanhã. Fiquem bem.