The Better For You

9 Capítulo Oito.


Notas iniciais
BOAAAAAA TAAAAAAARDE

No final de tudo, não foi tão constrangedor quanto pensei. Luke havia acordado e estava melhor, não havia fumado, graças aos Céus, e fomos para trás da pista de skate onde tinha algo, que podíamos dizer um bosque – ou era mais parecido a isso. Tinha árvores juntas e altas com copas grandes e algumas já podíamos ver as flores surgindo ao redor de suas raízes, Nico como sempre havia trazido o violão e havíamos achado uma abertura entre as árvores, algo bem parecido com uma clareira, a grama estava um pouco grande, mas estava confortável, o céu parecia baixo demais vendo por cima das árvores, mas isso fazia com que tudo ficasse ainda mais maravilhoso.

Eu cocei meu nariz e coloquei a mão na boca em uma tentativa inútil de esquecer o que meu corpo já estava implorando, quando me sentei em um dos troncos senti minha camisa pinicar, mas foi tão longe que não havia importância, então tentei esquecer e esperar que todos já estivessem acomodados.

Nico sentou ao meu lado que se sentou ao lado de Thalia e Annabeth se sentou junto com Luke, de frente para mim.

O que piorou a situação, porque a cada minuto que eu a olhava eu pensava no jeito que ela beijava, ou no seu hálito, ou no jeito gracioso que ela andava na minha frente e seu quadril se mexia de um jeito discreto, mas sedutor, ou no modo que seus cabelos começavam a voar quando a brisa fria passava por nós. Ela deu um pequeno sorriso na caminhada ainda conversando com Thalia e nem uma vez olhando para mim, porém eu supus que ela estava feliz por ter ganhado de mim.

Fechei os olhos em uma das tentativas frustrantes de esquecê-la ali na minha frente, e quase tive vontade de voltar e trocar o boné pela minha touca cor de vinho, seria mais fácil abaixá-la na altura do meu nariz e ser carregado por Luke ou Nico.

Mas, eu não fiz e teria que suportá-la rebolando, sorrindo e seu cabelo sedoso voando. Suspirei mais uma vez, mas não foi de prazer como as outras, era algo tão torturante vê-la andar e sorrir e não poder beijá-la, porque cara... Foi o melhor beijo da minha vida, literalmente.

Comecei a dedilhar o violão sem realmente tocar nada que prestasse, ou em uma mais uma tentativa de não encará-la. Eu estava com medo dela? Eu estava com medo de agarrá-la na frente de Luke?

Nunca tive medo.

Eu não estava com medo. Ela havia ganhado uma briga... Mas, não a guerra, e eu não pretendia deixá-la ganhar. Não mesmo.

Eram cem pratas em jogo.

- O que quer cantar? – era voz de Thalia

- Não sei. – respondi ainda de cabeça baixa, a aba azul do boné estava para frente e me impedia de ver seu rosto, mas seu corpo estava bem à mostra, por acaso – Na verdade, não quero cantar. – disse

- Hm. – foi sua resposta inútil e sem vida

- Não quero fazer nada. – completei

- Annie, você canta, não é?

Nico.

- Como você sabe? – perguntei surpreso me virando para ele

- Sou Nico Di Ângelo, cara. Não sou tão esquecido quanto você.

- Sim, canto. – ela respondeu

Virei-me surpreso para ela, e com uma agonia em relação a Nico. Por que ele sabia e eu não? Não era justo. Eu me sentia agoniado, e alguma coisa remexia na boca do meu estômago, mais que um desconforto comum.

- A Annie cantou no coral por dois anos, não é? Até cantou no primeiro casamento de Afrodite. – Thalia falou

- Sério? – perguntei boquiaberto

Ela também foi ao casamento de Afrodite? Por que droga eu não conseguia me lembrar perfeitamente dela? Por quê? Era uma macumba, só pode.

- Aham. – ela confirmou

- Vem, canta. – Nico a encorajou

- Como?

- Você tá muito chato, cara, pára de fazer perguntas. – Luke revirou os olhos

- Ahn?

Thalia abafou o riso, percebi, mas Nico e Annabeth riram alto.

- Ok, pode fazer o sol, ré, si menor e lá, é o básico, você saberá a hora certa de trocar. Se for um bom músico.

Abaixei a cabeça.

- Claro que eu sou. – resmunguei

E foi assim que eu comecei: cabeça baixa, lábios curvados e olhos estreitos tentando saber qual era seu segredo que me fazia não saber de nada.

The Day I first met you

You told me you never fall in love

Now back I get you

I know fear is what really was

Now here we are so close, yet so far

Haven’t I passed the test

When will you realize

Baby I’m not like the rest

Ela tinha uma voz, tive que admitir. Boa presença, e afinação de começo. Mas eu sabia essa música, eu sabia quais eram os agudos, em quais partes ela teria que diminuir de voz, em quais partes ela teria que elevar a voz. Eu sabia a parte que ela teria que gritar ou até menos sussurrar, na hora que precisaria de ajuda para cantar, ou cerrar os lábios.

Eu tinha ouvido a música de começo a fim pela manhã, eu saberia a hora de rir dela e dizer que ela estava errada. Uma coisa é você cantar com o rádio em uma viagem de amigos, outra – totalmente diferente, por acaso – era você cantar sozinha, apenas com o som do violão. E eu sabia o que isso significava, por toda minha vida havia cantado assim.

E eu sempre era o melhor. Sou. E seria.

Don’t wanna break your heart

Wanna give your heart a break

I know you’re scared is wrong

Like you might make a mistake

There’s Just one life to live

And there’s no time to waste (to waste)

So let me give your heart a break, give your heart a break

Let me give your heart a break, your a break

Oh, yeah yeah

Thalia havia a ajudado junto com Nico e Luke no refrão. Com ajuda? Até mesmo Beckendorf consegue.

Estava apenas no começo, aí não precisa de esforço de voz, muito menos de agudo, só precisa mostrar que você consegue cantar sem nenhuma falha e acompanhar o ritmo do violão, e isso ela estava conseguindo.

Ela acompanhava bem, não tinha falhado e a voz se mantinha estável sempre seguindo o ritmo que eu, supostamente, ordenava.

On Sunday, you went home alone,
There were tears in your eyes,
I called your cellphone, my true love,
But you did not reply
The world is ours if we want it,
We can take it, if you just take my hand,
Theres no turn back now
Baby try to understand

Annabeth precisou da ajuda deles, afinal. E ela conseguiu fazer o que eu achava que ela não conseguiria.

A voz ficou aguda no penúltimo verso dando ênfase na última palavra, baixou o tom de voz e voltou a aumentá-lo no último verso, sorriu ainda de olhos fechados me limitando apenas a ver os lábios tremendo em poucas vezes.

E de surpresa, abriu. Estavam mais azuis do que eu esperava ver.

When your lips are on my lips
Then our hearts beat as one,
But you slip out of my finger tips
Everytime you run

Eu devo ficar calado.

Tudo bem que a voz dela não era tão perfeita quanto à de Demi Lovato, mas me impressionou. Não era tão grossa, muito menos tão fina, conseguia fazer um balanço, na medida correta, ela abriu a boca de um jeito que a deixava bem mais bonita, e era a hora de Annabeth gritar, mas ela não gritou. Ela aumentou o tom de voz e deixou a última palavra fluir de um jeito tão extraordinário e diferente.

Chegava a me causar arrepios. Não que tivesse causado, não. E não que você precisasse saber, claro.

Don't wanna break your heart,
Wanna give your heart a break,
I know you're scared is wrong,
Like you might make a mistake
Theres just one night to live,
And theres no time to waste (to waste)
So let me give your heart a break,
'cause you've been hurt before,
I can see it in your eyes
You try to smile it away,
Some things you can't disguise
Don't wanna break your heart, Baby I can ease the ache (the ache)
So let me give your heart a break, give your heart a break,
Let me give your heart a break, your heart a break,
Theres just so much you can take, give your heart a break,
Let me give your heart a break, your heart a break

Chegava a ter ser chato, mas era mais forte que eu. Meu subconsciente parecia querer julgá-la e achar um erro, mas não conseguia.

Todos começavam a bater palmas felizes com sorrisos grandes, faziam segunda voz e cantavam mesmo não sabendo cantar, no caso de Luke e em certas partes Nico.

Eles faziam algo do tipo: bláblá, nana e levavam, mas Thalia fazia tudo certo o que não me surpreendeu, mas... Annabeth balançava os cabelos e sorria e cantava, fazia agudos perfeitos parando de cantar na hora certa, começava a respirar com dificuldade, mas logo estava respirando normalmente ainda sorrindo, como se gostasse de fazer isso. Eu estava maravilhado.

Era o tipo de garota que eu teria ciúmes por estar chamando a atenção dos meus melhores amigos.

Mas eu parecia estar com ciúmes de ver os três a vendo cantar de um jeito de anjo.

The day I first met you
You told me you'd never fall in love

- Eu disse que você era perfeita. – Thalia exclamou alto

Dei de ombros e me encostei mais e mais no tronco.

- Você foi demais, Annie, não sabia que cantava tanto. – Nico elogiou

- Ela é perfeita. – Luke deu um sorriso grande

“Foi ele que tentou te matar no primeiro dia, esqueceu?”, tive vontade de dizer. Pareceu-me tão certo, mas minutos depois indo analisar, parecia maldoso demais.

- ... não é, Percy?

- Hm?

Todos riram novamente.

- Pára de fazer perguntas. – Thalia mandou

- Hm. – respondi sem nenhuma expressão

- Que foi? Ficou com inveja da voz de Annabeth? – Nico perguntou quase gargalhando

- Não. – respondi simplesmente

- E o que achou?

Ela estava me olhando, não com expectativa, mas com um olhar superior do tipo: “você canta bem, mas eu sou melhor, admita.”

- Ela é boa. – admiti

- Tão boa quanto você? – Thalia argumentou

E quatro pares de olhos me olhavam cheios de expectativa.

Eu poderia dizer que sim e ser humilde, falando que ela tinha uma boa voz e poderia tentar a sorte no American Idol e me levar para conhecer a J-Lo¹, poderia dizer que ela podia ter cantado ontem na praia e talvez, eu a tivesse elogiado mais cedo e ela a mim e estaríamos quites.

Mas, não foi o que eu disse.

- Não. – respondi

Os olhos azuis com manchas cinza – eu poderia jurar que ela tinha poder sobre eles – estavam tão raivosos que pareciam querer me matar, mas ela tinha um sorriso sarcástico no rosto como se estivesse guardando uma carta na manga, o que eu não duvidava, e muito menos, acreditava.

- Por que não? – ela me desafiou

- Porque simplesmente não. Vai querer brigar comigo? – enfrentei

- Como se sua opinião valesse de uma coisa. – rebateu

- E como o pequeno diploma, provavelmente pendurado na parede da sala com Orgulho da Mamãe, como Melhor Cantora do Coral valesse mais que cinco dólares.

Ela riu com escárnio e se levantou.

- E o que sua opinião vale? A aceitação das pessoas?

- Claro que sim.

Levantei-me. Ela era tão baixinha que mesmo que ela ficasse em cima dos meus pés de salto não chegaria ao meu tamanho.

Ela me encarou.

- Pois sim, não vale de nada, egoísta.

- Mandona. – respondi

- Eu não vou bater boca com alguém tão inútil.

- Ah, vai ligar para a mamãe?

- Não fale de minha mãe, seu imprestável. – ela voltou tão rápido quanto tinha virado as costas levantando a mão pronta para bater em mim.

O lugar estava tão silencioso, que se eu não estivesse concentrado em brigar com ela, poderia dar medo.

- Antes de falar dela, vai ligar para seu pai, não acha? – respondeu

E saiu a passos fundos.

- Você não sabe de nada! – gritei para os cabelos louros que se perdiam na escuridão da floresta

E ela não sabia, ou era isso que eu pensava.

J-Lo¹: para quem não sabe, Jennifer López.

N/A: ok, vou tentar não falar muito, sério... MAS, OHMYGOSH, já viram as fotos de Mar de Monstros? Viram quem é Hermes, oh, ele é tão lindo. E Logan estava tão fofo com os olhos tão verdes e azuis, ao mesmo tempo... E a transformação: ALEXANDRA PINTOU O CABELO, ela, finalmente, encontrou a sua loira interior e uau, ela está linda. Tipo, pj recebeu muitas criticas por causa disso mesmo, mas agora nem tem como porque ela tá linda e perfeita loiríssima! Espero que estejam tão felizes quanto eu com essa nova novidade. E espero que gostem do capítulo, muito obrigada, seus lindos *-*

PS: Desculpa por falar demais, mas tive que expressar isso, haha.

E outra: quero muito postar esse final de semana e fazer um MegaFimDeSemana, mas eu tenho provas e tenho que estudar, mas vou tentar postar mais um ou dois. Se tiver alguns reviews, claro u_u