The Better For You
12 Capítulo Onze.
Notas iniciais
Deitei em sua barriga, sentindo o cheiro de grama recém cortada, brilhante e verde, reluzindo diante do sol.
Annabeth hesitou antes de acariciar meus cabelos, carinhosamente.
- Mas, por que você o usa? – argumentei, depois de alguns minutos de silêncio
- Bom, eu acho bonito. Quero dizer, são asas de anjo.
- Então, quer dizer que seu pai te acha um anjo.
Ela deu de ombros.
- Bom, eu te acho um anjo. – sorri para ela
- Só você, Percy. – resmungou
Annabeth deu mais um daqueles sorrisos pequenos e fofos que ela costumava dar quando queria me ignorar.
Eu queria perguntar mais sobre seu pai e perguntar porque ele tinha sido tão... Ausente de sua vida. Além do mais, se sua mãe era tão chata quanto eu costumava me lembrar, seu pai deveria ser bem melhor.
- E onde ele está?
- Quem sabe. – disse – Ele deixou minha mãe quando eu tinha quatro anos e foi com outra mulher... Acho que ele tem dois filhos, mas na verdade, não me importa.
- Acho que sim. Acho que se importa.
Ela, no entanto, me ignorou.
Eu já devia estar meio acostumado com isso. Os cabelos loiros caiam pelos os ombros pequenos, enquanto ela continuava a acariciar os meus cabelos.
- Por que você tinha raiva de mim?
- Certeza que você quer saber?
- Acho que é um dos meus deveres. Até porque, eu não sei de nada.
- Bom, você meio que me humilhava na frente dos filhos dos outros sócios. Então, seu pai brigou com você.
- Ah. – deixei escapar e uma avalanche de memórias preencheu minha mente
A última briga que tive com meu pai sobre não xingá-la nem afetá-la de nenhum modo no Olimpo e de que com eu deveria ser mais respeitável. Era como se eu me sentisse tão deprimente agora.
Não me via fazendo mal a um ser tão pequeno e perfeito quanto Annabeth.
Ficamos em silêncio novamente, apenas olhando o lago com a sua correnteza calma e pequenas ondas alegres.
- Sabe, meu pai?
Ela assentiu, fechei os olhos.
- Lembro-me quando ele morreu. Em um momento, conversava com minha mãe sobre minhas notas e sobre eu parar de andar com Luke, em outro, eu saía de casa para ir surfar; quando cheguei a casa, ele já estava morto.
- Oh, Percy, sinto muito. Imagino como deve ser horrível para você.
Dei de ombros, libertando um sorriso triste. Na verdade, foi até melhor do que das outras vezes.
Sem choro, sem brigas, sem “você é o culpado” e sem envolver o Olimpo. Devia ser a conversa mais “adulta” que eu havia tido mencionando meu pai. Aliás, ela me fazia bem, ela me fazia sentir essa coisa de ficar com ela, sem me importar com os outros.
Eu gostava de vê-la andando de cavalo, ou brincando no lago, ou nadando na piscina e competindo comigo.
O que era isso? Eu só queria entender o que eu sentia quando eu olhava seus olhos e eles mudavam de cor, ou quando ela sentava educadamente como sempre, quando me beijava e mordia meus lábios, quando os cabelos passeavam sobre minha bochecha... Era tão extremamente maravilhoso.
Levantei-me, enfim e dei um beijo em sua bochecha, arrastando-me para as grandes raízes das árvores enquanto ela engatinhava até mim.
- Por que eu não posso te chamar de Annie? – argumentei
Ela deu um riso.
- Sei lá. Não gosto de me chame de Annie.
- Mas, todo mundo te chama de Annie.
- Todo mundo, menos você.
- Wow, isso é muito bom. – respondi, sarcástico
- Minha mãe me chama de Beth. Pode me chamar de Beth.
Olhei-a. Os cabelos bagunçados descendo em um descontrole de cachos pelos os ombros finos e brancos, o colete jeans abatido desenhado os seios por cima da blusa da blusa branca, o short desfiado subindo a qualquer movimento sutil de suas pernas torneadas e as botas marrons sem salto finalizavam-na.
Ela continuava bonita, como sempre e percebi que Beth combinava bem com ela.
- Beth – comecei – é um nome legal.
- Vamos voltar? Estou com fome. – resmungou
- Ah, por isso que está tão gorda.
- Como? Estou gorda? – ela se virou de costas para mim
Gargalhei e corri até ela, segurando-a pela barriga e a jogando por cima do meu ombro.
- A gorduchinha mais linda do meu mundo! – gritei, girando-a
Ela deu uma gargalhada gostosa enquanto eu a rodava e corria em direção ao cavalo preguiçosamente comendo a grama.
- Percy, me larga!
- Só se você me deixar um beijo de tirar o fôlego.
- Deixa de ser idiota e me larga, retardado.
E daí, descobri mais uma vez o quanto Annabeth podia ser lindamente perigosa.
***
- Sabe aquela aposta? – enfiei uma colher da sopa na minha boca prestando atenção nas palavras de Nico – Sobre você pegar Annabeth.
Quase tive vontade de cuspir toda minha sopa na cara dele, mas engoli e olhei para os dois lados. Ele sorriu.
- Ela não está aqui, cara.
- Como sabe?
- Está lá fora com as meninas, enfim... Acho que devemos deixar de lado.
- Ela é surpreendente. – murmurei
- Olha para o egoísta... – ele começou
Revirei os olhos e continuei comendo minha sopa.
- E como vai com a Thalia? – perguntei
Ele suspirou quase culpado.
- Vai de mal a pior. Mas, você sabe que nunca daria certo mesmo. Somos primos.
- Ex-primos.
- Só porque o pai dela morreu não quer dizer que somos ex-primos, Percy.
- Não esqueça que a mãe dela a abandonou para viver como vagabunda. – acrescentei com certo rancor na voz
Ele deu de ombros, como se não ligasse e deu mais uma colherada na sopa.
- Mesmo assim, ela me olha como o primo dela.
- Porque você age como se fosse primo dela.
- E como devo agir, hein? Heys, Thalia, eu quero te comer porque sou seu ex-primo, venha cá.
Revirei os olhos e bebi um pouco de suco.
- Você só tem que fazer com que ela esqueça que você é o primo dela. Faça coisas românticas. Não a trate tipo “hey, Grace, que tal um joguinho?” ou “heys, que tal sacanear na praia?”. Isso sempre será atitude de primo.
- Percy e suas aulas de romantismo, devo acreditar?
- Ouça música com ela. E não. Só estou dando uma idéia. Vai fundo e quebra a cara. – murmurei irritado e peguei meu prato indo para sala
A sala era grande, como todos os outros cômodos da enorme casa velha. O piso era feito de madeira e fazia aquele som velho toda vez que você dava passos fundos ou leves demais, a sala tinha um efeito de grandeza por apenas ter dois sofás posicionados de mau jeito no meio dela e uma televisão na parede, uma pequena mesa no centro e quadros espalhados pelas paredes. Fazia com que, além de grande fosse um pouco espaçosa demais.
Sentei-me no sofá e terminei minha sopa como um daqueles velhos que não tem o que fazer quando estão no asilo, sem ofensa.
Liguei a televisão, mas estava passando Bob Esponja o que poderia tirar minha atenção, mas não tirou.
Bocejei. Acho que essa era a hora em que eu ia obediente mente procurar Silena, Thalia e... Beth.
Peguei o prato e o levei para a cozinha, Nico já não estava mais lá, pensei que ele já poderia ter ido dormir. Dei uma olhada pela janela de lá e só consegui ver a pequena horta e um pequeno jardim mais distante, nenhum sinal delas. Beckendorf e Silena sabiam voltar sozinhos, claro. E Thalia também. Eu estava preocupado com Annabeth, eu já não a via desde que tínhamos voltado de cavalo e ela decidiu cavalgar de novo com Thalia.
Acho que meu único medo agora era ela encontrar Will Solace. O filho de Apolo. Eu, pelo menos, rezava que ele não estivesse ali. O pai dele era um dos sócios do Olimpo, você deve imaginar: uau, quantos sócios. Sim, são doze. Os Doze Principais. Chamados nas revistas, os Doze Olimpianos, o que chegava a ser engraçado.
Enfim, as propriedades de todos os sócios ficavam umas próximas as outras, e por um acaso do destino, a de Will Solace ficava bem próxima da minha.
Senti meus passos pesados ao abrir a porta da frente e começar a andar em busca dela.
Não demorou muito para eu sentir a raiva me invadindo, era pior do que estar no mais alto de nível de drogado.
Eles estavam conversando. Perto demais. Ele sussurrava algo em seu ouvido e ela sorria alegre, ele lhe disse mais alguma coisa e ela deu de ombros como se não ligasse, me escondi em uma árvore próxima deles. E o ouvi dizer mais uma coisa.
Acho que quando os vi montando no cavalo dos Solace’s, eu pensei que quando senti meus ombros afundarem foi o peso da culpa com a tal Pake se esvaindo... Então, agora, estávamos quites.
N/A: Primeiramente, muuuuuuuuuuitas desculpas pelo o capítulo errado. Sou mó lerda e tive que fazer tudo rapidão porque minha irmã tinha nascido e eu estava sem tempo de postar, por isso saiu uma merda. Entããão, eu tive que refazer tudo. Achei que ficou melhor, mas enifm.
Necessito parar de fazer notas pessoais tão grande, vocês nem lêem mesmo u.u
xoxo :3
Fale com o autor