The Beauty And The Beast
2 01 - Fionna
Notas iniciais
Tive um dia agitado e não pude fazer o capítulo do tamanho que desejava. Sinto muito, de verdade. Prometo fazer o próximo um pouquinho mais longo ♥
Os primeiros raios de sol entravam pelas frestas da janela e se espalhavam por todo o quarto. Por mais que tentasse se esconder debaixo dos cobertores, a luz começava a incomodar Fionna.
Vestiu a mesma roupa de sempre, pegou sua mochila esverdeada e desceu as escadas apressadamente. Cake estava distraída jogando com Beemo e pareceu não notar sua presença, o que foi a brecha perfeita para dar uma escapada. Não sentia fome. Para falar a verdade, a única coisa que sentia eram saudades de Marshall, por mais que nunca admitisse isso.
Demorou um pouco para descer toda a Casa da Árvore. Precisava buscar uma distração, algo que tirasse aquele vampiro insignificante de sua memória... Pelo menos por um tempo. Ajudar o Príncipe Chiclete com os preparativos para o baile? É, talvez fosse uma saída.
Ajeitou a mochila nas costas e rumou para o Reino Doce. Teve vontade de parar no meio do caminho e conferir se Marshall não estava em casa. Aquilo a estava consumindo, não podia continuar desse jeito.
Ia mergulhando em suas lembranças enquanto andava. Talvez isso tenha ajudado o tempo a passar mais depressa, ou talvez fosse apenas impressão de Fionna. Espere, não era a mesma coisa? Droga, tudo estava muito confuso.
Quase esbarrou em alguns cidadãos doces. Nem notara que já havia chegado ao Reino havia certo tempo, e então voltou a realidade. Olhou em volta, buscando o castelo do Príncipe, e assim que se localizou, voltou a andar para lá.
As vezes ouvia a voz de Marshall chamando-lhe para uma visita. E então, uma voz extremamente parecida, porém mais feminina, mandando-a ir embora. Era estranho. Talvez estivesse ficando esquizofrênica.
Assim que chegou ao castelo, chamou por Chiclete. O mesmo apareceu poucos segundos depois, montado em Lorde Monocromicórnio, seu iriscórnio negro.
– Ei, Fionna! — Ele sorriu assim que viu a loira. — O que te traz aqui?
– Ah, Chiclete... — A garota se virou, esboçando um sorriso para o Príncipe. Não podia demonstrar-se abatida.
Lorde Monocromicórnio bateu os cascos em algo que parecia ser código morse antes que ela pudesse continuar, e Chiclete rapidamente traduziu.
– Ele está perguntando sobre Cake. Onde ela está?
Fionna rapidamente se lembrou que deixara a irmã felina em casa. Provavelmente, ela ainda deveria estar perdida em alguma fase de algum jogo qualquer com Beemo.
– Ela ficou em casa. Deve aparecer a qualquer momento. — Respondeu e voltou ao assunto. — Eu queria ajudar no baile. Estou precisando... Me distrair um pouco.
Chiclete sorriu de uma maneira estranha. Não eram aqueles sorrisos doces — literalmente — que costumavam animar Fionna. Era como se ele esperasse por esse momento a vida toda e estivesse muito curioso para ver se algo daria certo.
– Claro, Fionna. Vamos, entre. — Ele desceu do iriscórnio e acompanhou-a até o interior do castelo.
~*~
Não que visitar o castelo fosse uma surpresa à Fionna. Ela estava lá todos os dias, praticamente. Mas o ambiente parecia extremamente mudado. Mais limpo e cheio de decorações um tanto banais.
– Chiclete... O que aconteceu aqui? Isso tudo é para o meu baile? — A loira espantou-se, admirada com tudo à sua volta.
– Ah, Fionna. Você merece muito mais do que isso. — O príncipe sorriu, colocando-se de frente à mesma.
– Eu... Bem, valeu. — Ela corou, mas tentou esconder dando um leve soco no ombro de Chiclete, que riu. — Em que posso ajudar?
O príncipe doce olhou em volta, como se procurasse algo.
– Ah, sim, que cabeça a minha. — Ele riu e saiu do aposento. — Volto logo, espere aí.
Fionna esperou por um momento, ainda surpresa com toda a ajeitação do castelo. Seria possível que aquele seria o local em que completaria 15 anos de vida... Ao lado de Marshall?
– Prontinho. — Chiclete regressou com uma caixa, aparentemente leve. — Preciso que entregue os convites às pessoas doces. Me esqueci desse detalhe... Que memória!
A loira riu, pegando a caixa. Realmente, não era muito pesada. Olhou em seu interior — não haviam muitos convites — e ficou aliviada.
– Claro, Vossa Majestade. — Fez uma reverência, equilibrando a caixa com os convites, rindo.
– Não precisa se apressar. — O outro disse.
Fionna assentiu e saiu do castelo, marchando. Não gostava muito desses costumes de "venerar" os príncipes, mas regras eram regras. E não sabia se tinha certa intimidade com Chiclete para infringir uma delas.
Passou a tarde toda entregando convites às pessoas doces nas ruas e em suas casas. Felizmente, conseguiu atingir seu principal objetivo e Marshall saiu de sua mente por algumas horas.
Até ela retornar ao castelo.
Cake conversava com Chiclete nervosamente, ambos gesticulando com as mãos — ou, no caso da gata, as patas. Assim que notaram a presença de Fionna, pararam o que estavam fazendo e foram em sua direção.
– Fionna! Minha aventureirinha... Onde se meteste? Eu sequer a vi sair de casa! — Cake pulou em cima dela, com o tom de voz preocupante.
– Eu estou bem, Cake. Só queria ajudar no Reino. — A irmã riu. — Do que... Do que estavam falando?
Chiclete ajeitou a coroa.
– Fionna... Sabemos onde Marshall está.
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