The Aurors

23 O arqueiro Rudolph.


Quando acordei, a não ser Zoey, todos estavam acordados.

Eleanor estava sentada nas folhas olhando para o céu. Augustus permanecia em pé olhando fixamente para sua varinha e Jason comia maçãs.

- Bea. — Chamou Eleanor, sorridente. — Belo dia, não?

- Até poderia ser. — Respondi. — Se Klaus estivesse aqui.

Eu não queria ser fria, mas sabia que naquele momento eu tinha acabado de ser.

Eleanor não disse mais nada, voltou a observar o céu. Vez ou outra pássaros passavam voando sobre nós.

Fiquei sentada sem dizer nada, sem pensar em nada. Imóvel. Como uma pedra. Sem movimentos nem sentimentos. É assim que posso me definir quando sinto falta de alguém.

Como uma pedra, repeti para mim mesma.

Alguns instantes depois percebi que Zoey já estava acordada e olhava fixamente para um ponto em meio as árvores.

- O que foi? — As palavras escaparam da minha boca.

- Shhhh. — Sussurrou ela. — Não façam movimentos bruscos.

Augustus se dirigiu calmamente até nós.

- O que foi?

- Calado! — Disse ela. — Acho que estamos sendo observados.

- Você está doida? — Perguntou Jason.

E foi aí que uma flecha riscou o ar passando por alguns centímetros de Augustus.

Levantei-me assustada. Zoey fez o mesmo.

Augustus permaneceu imóvel, boquiaberto.

- Não! — Berrou Zoey. — Não faremos nada! Somos inofensivos!

Jason já retirava a varinha quando Zoey sussurrou para ele:

- Guarde a merda da varinha, seu tolo. Não percebe que são trouxas?

E então, uma voz rouca disse em meio as árvores:

- O que jovens como vocês estão fazendo no meio da floresta?

Eleanor e Zoey se entreolharam, até que a loura disse:

- Ora, fomos vítimas de um grupo de assassinos. — Eleanor de repente estava com os olhos lacrimejando. — Eles queriam nos matar na clareira próxima daqui. Foi horrível! Mas então, esses jovens cavalheiros nos salvaram das mãos daqueles homens cruéis.

Jason e Augustus sorriram sem graça.

Foi aí que o dono da voz rouca saiu de entre as árvores segurando um arco e uma aljava nas costas. Usava roupas velhas e rasgadas. Seu cabelo era longo e mal cuidado.

- Se isso foi o que realmente aconteceu eu posso aceitar o caso de vocês. — Ele arqueou as sobrancelhas. — Não tem para onde ir?

- Não, senhor. — Respondeu Zoey.

Eleanor fingia estar trêmula, e limpava as falsas lágrimas.

Subitamente, deu-me uma vontade de rir, porém, me controlei ao máximo para que isso não ocorresse.

- Meu nome é Rudolph. Agora venham. — Disse o homem, arrumando seu velho chapéu na cabeça. — Levarei vocês até nosso humilde vilarejo.