The Aurors

24 Procurados.


Rudolph nos conduz em meio a floresta, desviando de árvores a todo minuto e tomando um caminho difícil. Fomos atrás, e nenhum de nós se atreveu a dizer uma única palavra.

Até que atravessemos um tipo de arco de plantas e saímos em uma rua. Algumas pessoas caminhavam silenciosamente, enquanto outras entravam em alguns comércios conversando.

– Rápido. — Disse Rudolph, atravessando a rua. — Não demorem, podemos chegar antes do almoço.

– O que ele quer dizer com isso? — Sussurrei para Eleanor.

Ela não respondeu.

Atravessamos algumas pequenas ruas, com poucas pessoas andando, até chegarmos a uma viela, onde entramos e nos dirigimos a porta aos fundos.

– Sintam-se a vontade. — Disse ele, abrindo a porta e nos convidando a entrar.

Estávamos na cozinha, pequena demais para todos nós. Uma mulher estava parada em frente ao fogão, com um carrinho de bebê ao seu lado, e uma criancinha loura de olhos verdes olhando atentamente.

– Margareth, esses são.. — Ele olhou para Augustus, que estava na frente.

– Ah-ha. — Pigarreou ele. — Eu sou Augustus. Ele é Jason, aquelas são Beatrice e Eleanor. E essa é a Zoey.

A mulher nos olhou da cabeça aos pés e logo em seguida lançou um olhar de reprovação.

– Eles estavam na floresta, foram atacados por terríveis assassinos. — Dizia Rudolph a esposa enquanto nos sentávamos em frente a mesa. . — Mas os dois jovens chegaram a tempo para salvá-las. E encontrei eles perdidos por lá.

Margareth não respondeu, continuou a mexer a colher dentro da panela que estava sobre fogo quente enquanto o marido continuava com suas histórias.

Em um momento de silêncio, o bebê do casal começou a chorar escandalosamente, obrigando Rudolph a pegá-lo do carrinho.

– Ei. — Disse ele, fazendo uma voz fininha como se fosse o bebê. — Eu sou Gregory. — E o bebê ria.

– Ele é lindo. — Comentei.

– É mesmo. — Concordou Eleanor, sorrindo.

– Obrigado. — Disse Rudolph.

Margareth pegou a panela ainda quente segurando-a com dois panos e a pôs sobre a mesa a nossa frente. Então, sem dizer uma palavra, retirou os pratos e talheres colocando-os a nossa disposição.

– O almoço está servido. — Disse o homem, colocando o bebê de volta no carrinho, e pegando o prato a sua frente sem hesitar.

Enquanto o homem já comia sua sopa e todos nós nos servíamos, a mulher foi até uma porta de madeira no fim da cozinha e desapareceu lá.

Isso me deixou mal, pois somos convidados desconhecidos e estragamos a refeição daquela família.

Logo, ouvimos a mulher na outra sala ao lado, chamando pelo marido.

– Rudolph, venha cá um instante. — O homem se levantou. — E traga o bebê. — Acrescentou imediatamente.

Rudolph, levando o carrinho, se encaminhou para o outro cômodo.

Todos nós comemos em silêncio, enquanto ouvíamos a conversa dos dois.

– Como você trás jovens desconhecidos para dentro de nossa casa? — Perguntou ela, furiosa.

– Mas querida, eles..

– Não me venha com ''mas querida''. — Rebateu ela. — Quero esses jovens fora dessa casa. E olhe só isso. — Um minuto de silêncio.

– V-você acha que são eles? — Murmurou ele.

E então houve um longo momento de silêncio.

De repente, Rudolph voltou sozinho para a cozinha, com a cabeça abaixada.

– Desculpem-me. — Disse ele. — Vocês precisam ir embora.

– Tudo bem. — Retrucou Augustus, franzindo a testa. — Vamos logo.

– Eu sinto muito. — Falou o homem.

– Tanto faz. — Disse Augustus, me puxando pelo braço.

Zoey, Eleanor e Jason vieram atrás de nós.

Enquanto saímos, olhei para trás e vi um pequeno anúncio que me chamou a atenção:


Eleanor Hendricks, Jason Ashdeen, Augustus Leifert e Zoey Bennington.

PROCURADOS.


E logo abaixo a foto dos quatro.