The Assassin Tears
1 Where's The Truth?
Notas iniciais
Então, fãs de The Assassin (inexistentes) espero que gostem deste flash back que será muito revelador.
-Não acredito que você quer que eu faça isso.
-Acredite, e eu quero que seja essa noite. Você já a assustou o bastante com suas sombras e cartas. Agora está na hora, ela precisa morrer.
-Não posso matar aquela garota. Vocês não podem me obrigar a isso — lamentei, enquanto minhas lágrimas escorriam meu rosto.
-O pai dela nos conheçe e irá nos denunciar. Saiba que isso inclui você.
-Eu prefiro ir preso a matar alguém.
-Está decidido Leonardo, se você não matá-la essa noite, nós mataremos não só a ela.
-Mas o quê...
Era tarde demais. Maurício desligara a ligação e eu não tinha opção. Carla teria de morrer.
Decepcionado comigo mesmo, e com minha vida medíocre, me destranquei daquele banheiro. Ar gelado, alegria, vozes felizes... Era o que vinha em minha direção ao abrir a porta. A noite de Natal sempre era muito boa pra mim. Mas aquela não.
Caminhando em direção a varanda passei pelo meu irmão. Estava louco por aquele PSP, não parava de jogar um segundo. Era engraçado a maneira como seus olhos brilhavam ao olharem para a tela daquele video game.
Meus primos estavam jogando verdade ou consequencia na varanda. Nunca achei uma brincadeira divertida mas foi engraçado ver os micos dos que se recusavam a ter que dizer a verdade sobre alguma coisa.
Verdade.
Uma coisa que simplesmente fugira da minha vida de repente, sem eu ter ideia da falta que sentiria.
Busquei um pouco do suco de lichia de minha tia na cozinha e voltei a varanda. Meus primos já tinham parado de jogar e estavam contando piadas, rindo como loucos. De algumas piadas eu ria também. Mas me lembrava que não podia.
Olhei para o jardim, a noite estava linda. Bem ao fundo, onde começava a mata. Eu ouvia o som de corujas, cigarras e grilos. Além das lindas luzes dos vaga-lumes que rondeavem as altas árvores.
Como uma assombração Mikael aparece do meu lado.
-Caçando vaga-lumes? — perguntou.
-Alguns, quem sabe — respondi, num tom de ironia — Quer suco?
-Não, obrigado.
Então, voltei a observar a mata pensando em como seria a minha noite, o que eu faria dali em diante e perguntando a mim mesmo: Onde está a verdade?
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