The Assassin Shadow
15 The Final-ly Back To Kariakaa.
Notas iniciais
Aproveitem o antipenultimo capítulo de The Assassin Shadow.
No momento em que Talita disse aquilo todos nós entramos em desespero. Não tínhamos certeza se Lucas sabia que onde estávamos era a casa do Hugo. E no porão.
-Mas se ele foi namorado do Hugo por todo esse tempo, ele sabe daquele lugar. Além disso, o Lucas sabia que Hugo estava tentando nos proteger. Assim ele provavelmente tinha certeza de que estávamos lá. A nossa única saída era fugir.
Subimos correndo para a casa, entramos no carro do Léo e fugimos.
-Pra onde vamos? — perguntei.
-Não sei.
-Pro seu apartamento?
-Não, ele sabe daquele apartamento. Talvez no Kariakaa. Acho que ele não sabe de lá.
-Sabe sim. Eu fui lá uma vez. Ele tem um apartamento na cobertura.
-Qual é o quarto?
-3159.
-Não, aquele é o meu apartamento.
-Como assim. Ele invadiu o seu apartamento?
-Provavelmente, mas esse é mais um motivo para não irmos para aquele hotel.
-Pra onde vamos então?
-Qual seria o último lugar que ele procuraria? — Léo desviou de um caminhão.
-Não sei.
-Bem... Se o Kariakaa é tão obvio, acho que ele nunca procuraria lá.
-Tem razão. Vamos pro Kariakaa.
Chegamos à portaria, Léo pegou a chave do quarto dele com a recepcionista de sempre e subimos para o apartamento da cobertura.
Todos estavam com sono. Sem pensar em mais nada, fomos dormir. Já passavam das 2:00 horas da manhã. Meu irmão anunciou que iria dormir no quarto dele. Mariana dormiu num sofá, Talita e eu dormimos num colchão.
No dia seguinte, eu fui o primeiro a acordar.
Fui ao banheiro, e no caminho de lá, vi a porta preta onde o assassino estava dias atrás, não havia mais placa. A ignorei e entrei no banheiro.
Quando saí de lá, a porta estava aberta. Com o coração a mil por hora, fui me aproximando. Alguns barulhos saiam da salinha. De repente a porta fechou. Ignorei tudo e corri daquele lugar. Era um bicho, pensei comigo mesmo, querendo me tranquilizar.
Quando cheguei na sala, Talita havia acordado e estava arrumando as roupas de cama.
-Oi Mika.
-Oi Tatá.
Eu estava aterrorizado e sem reações.
-Que foi?
-Vem cá.
Levei Talita até a porta. E ela estava aberta novamente.
-Quando acordei ela estava fechada — falei no ouvido de Talita, apontando para a porta — Daí, quando eu saí do banheiro ela estava aberta e quando eu fui chegar perto, ela fechou.
-Deve ser o vento.
-Que vento? Essa área do apartamento é fechada. Não tem corrente de ar.
Talita se aproximou da porta e a abriu por completo. Não tinha ninguém. Nem lençol pendurado e nem luz. Estava totalmente vazio.
-Deve ter evaporado.
-Para, não é brincadeira.
-Eu não estou brincando
Antes que pudesse responder. A porta do banheiro bateu em alta velocidade. Talita deu um pulo e gritou. Ficamos sem reação por alguns segundos.
-Pá!! — gritou Mariana, atrás da gente, o que nos fez pular de novo e fez nosso coração bater muito mais rápido do que antes.
-Sua louca — acusei.
-Hahaha, deviam ter visto a cara de vocês.
-Você armou isso?
-Isso o quê? Assustar vocês?
-Espera! Quando eu vi a porta aberta você estava dormindo na sala. Não foi você.
-Eu não fiz nada. Do que você está falando Mikael?
-Mari, chama o Léo.
-Por que...?
-Agora!
Talita e eu nos afastamos do banheiro. Peguei uma faca na cozinha.
-Será que é o Lucas? — perguntou Talita.
-Acho que não. Ele não pode ter nos achado aqui.
-O que foi? — perguntou Léo, surgindo na porta da cozinha acompanhado de Mariana.
-Explicamos tudo a ele.
Léo pareceu assustado. Tomou a faca da minha mão, saiu da cozinha, passou pelo corredor e foi se aproximando do banheiro.
Pôs a mão na maçaneta e empurrou a porta. Entrou no banheiro.
-Não tem ninguém aqui disse ele vocês estão doidos? Ah, sabia. Estão brincando comigo.
-Não eu jur...
-Não tenho tempo pra isso me entregou a faca tenho que sair.
-Não Léo, não deixa...
-Tô indo.
-Léo vestiu uma jaqueta e abriu a porta do apartamento.
-Vou no merca... — Léo foi interrompido pelo estalo de um tiro silencioso.
O tiro pegou seu ombro, o que o jogou no chão. Mariana e Talita gritaram. Como uma sombra maldita, ele apareceu. As marcas em sua máscara negra mostravam que ele estava sorrindo. Ele puxou Léo para dentro do apartamento, com a arma apontada pra nós.
-Pois é — disse ele, sem a sua voz de costume. Agora com uma voz normal, uma voz grave de homem — Agora estamos aqui Mikael, Mariana e Tatázinha.
Lucas retirou sua máscara e sorriu.
-Lucas? É você mesmo. Seu cretino. Você era ele o tempo todo disse Talita.
-Priminha, você ainda duvida?
-Cara, você ia mesmo me matar? Você é meu primo.
-Eu não tinha certeza se ia matar você como a 9. Mas depois que me lembrava o que você fez comigo e com o Hugo aquela vez, eu sabia que a sua morte era inevitável.
-Você diz isso como se tudo fosse um jogo.
-É um jogo.
-Como assim? — perguntei.
-Cala a boca você, intrometido. Se você não tivesse investigado a morte da escrota da Carla...
-Não fala assim da minha irmã — gritou Mariana.
Lucas avançou Mariana e a tapeou no rosto com força.
-Cala a boca oxigenada. A sua vez já chegou há muito tempo disse ele, a jogando no chão perto do canto de uma parede.
-Então por quê matou o Léo primeiro? — perguntou ela, com o rosto virado para a esquerda, a bochecha vermelha e seus cabelos loiros jogados no rosto.
-Não matei ele ainda. São balas de borracha. Só machucam.
Léo gemeu caído no chão e com as roupas manchadas de sangue.
-Então agora é minha vez?
-É, é sua vez Lucas sacou uma outra arma a apontou para Mariana.
Eu peguei a faca que estava caída perto do Léo e avancei Lucas.
-Com a ponta da faca furei seu antebraço e com a outra mão puxei o braço que estava com a arma e o virei para o lado. Lucas gritou e atirou para a parede.
Segurei seu pescoço e tentei pedir ajuda à Talita mas ela não estava mais atrás de mim. Apertei o pescoço do Lucas com mais força e ele deixou a arma cair. Ele tentava me atacar com os cotovelos que não conseguiam me alcançar.
Mariana pegou a arma do chão e apontou para Lucas. Talita apareceu por trás de mim e bateu com alguma coisa na cabeça do primo.
Soltei o pescoço do Lucas e ele desabou no chão.
Mariana soltou a arma e veio me abraçar, junto com Talita. As duas choravam de desespero, ódio e arrependimento por tê-lo agredido.
Léo levantou do chão com as mãos sangrentas no ombro.
-Melhor sairmos daqui.
Notas finais
Glória a Deus.
Amém (ainda nem sei por que ainda faço isso)
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