The Assassin Shadow
8 I Hate You Hugo
Notas iniciais
E tem uma parada bem interessante lá no finalzinho do capítulo.
Até as notas finais. Kkk'
2 meses depois.
Depois de 2 meses, 5 dias e 20 horas, o crime do assassinato de Carla ainda não foi desvendado.
Uma perícia na balística comprovou que a arma encontrada realmente é a arma o crime e o pior de tudo, é que a arma era do delegado Marcos. Alguém roubou a arma do delegado Marcos para matar Carla.
Toda a delegacia ficou interditada por um tempo mas não conseguiram achar nada. As investigações continuaram, mas até agora, nada.
Durante esse período nenhum bilhete chegou. Ficamos esperando por algum sinal e... nada. Nenhum telefonema do Léo.
Tive uma longa conversa com Mariana dizendo que devíamos voltar a investigar. Ela concordou. Agora nós vamos sempre na casa um do outro para pesquisar e pensar, tentando lembrar sobre aquela noite.
Fizemos um mini mapa do local e anotamos tudo, para tentar nos organizar. Fomos numerando os locais que aconteceram as coisas e escrevendo em baixo, de acordo com os números do mapa.
-Bem, como você já sabe, houve um grito de mulher no momento do tiro. Ainda não sabemos se foi da minha irmã ou de qualquer outra mulher.
-Provavelmente de outra mulher. Então numera aqui — coloquei meu dedo em cima de uma parte do mapa, dentro do beco, e Mariana colocou o número 1 e anotou em baixo — Nos escondemos aqui, atrás do Celta Prata. Faz um retângulo e escreve Celta Prata.
-Tudo bem.
Continuamos anotando tudo o que foi acontecendo. Até que alguém tocou a campainha. Mariana foi abrir a porta.
-Você aqui?
-Eu aqui.
-Vem cá.
-Como você está?
-Estou bem, e você?
As vozes foram se aproximando.
-Também.
-Olha Hugo, este é o meu namorado. Mikael.
Hugo era alto, forte e bem tipão de metido. Devia ter uns 22 anos.
-Prazer Mikael.
-Prazer.
-Mikael, esse aqui é o ex-namorado da minha irmã. É bem íntimo da minha família.
-Ahn.
-Eu fui namorado da Caca por dois meses. Terminamos em novembro do ano passado. Mas de vez em quando ainda venho aqui falar com Mari
Olhei para a Mariana com cara de Mari, se toca mas ela não percebeu. Enquanto ela conversava com Hugo sobre a Carla, eu notei algo estranho. Ele tinha uma camisa preta e no peito esquerdo tinha uma figura. Eram retas que formavam o contorno de uma águia de asas abertas. Era o símbolo do casaco. Um símbolo vermelho.
-Bem, agora tenho que ir. Tchau Mari, tchau, é... Mikael.
-Tchau, é... Hugo — disse ironicamente, debochando.
Hugo me encarou. Depois foi embora.
-Mika, que grosseria!
-Mari, você não reparou. Ele é muito suspeito, o mais suspeito até hoje, se liga!
Mariana recuou, olhou para mim e, enfim, sua ficha caiu.
-Meu Deus — disse ela, levando a mão à boca.
-É, e olha. O símbolo da camisa dele é o mesmo símbolo que eu vi no casaco do assassino.
-Aquele símbolo é um símbolo que ele criou, ele usa em várias roupas.
-Você sabe o que é?
-É um tipo de Clan. Alguma coisa sobre um grupo de jogos.
-Isso é realmente bem suspeito.
-O Hugo? Eu não consigo acreditar
-Deixa pra lá. Temos que continuar investigando.
-Tudo bem.
Depois de um tempo Mariana soltou um Que Frii-iii-iii-oo e eu fui pegar um casaco pendurado na porta.
Mariana o vestiu e pôs as mãos nos bolsos enquanto conversava comigo. De repente, ela gelou.
-O que foi, Mari?
Mariana puxou o novo bilhete. O que Hugo tinha posto lá.
Então, aqui estamos nós. Vocês foram tão burrinhos de achar que a polícia iria descobrir tudo. E agora vocês estão tentando investigar de novo. Bem, as respostas estão bem perto. Vocês só precisam prestar atenção. É, vocês são tão idiotas que não acho que vão descobrir nada.
P.S: Sim, eu usei aquela arma para matar a Caca.
Ass:3159
-Já chega. Quem esse Hugo pensa que é?
-Eu sei onde a casa dele fica. Podemos investigar lá.
-Boa ideia.
Passamos alguns dias investigando a rotina do Hugo. De segunda a sexta ele tinha aula na faculdade, a noite. Terças e quartas, curso a tarde. E toda quinta de manhã ele ia ao mercado.
Pensamos em ir numa quarta a tarde, pois as aulas já tinham começado em fevereiro. Então estávamos ocupados de manhã.
Chegamos perto da casa dele. As 15:30 ele saiu para o curso. Entramos por uma janela que estava quebrada nos fundos.
A casa era simples. Tinha uma sala com sofá, TV e mesa de centro, um banheiro pequeno ,uma cozinha bem simples e dois quartos.
Na havia nada de suspeito. Pensamos em algum quarto secreto mas não tinha nada. Fui procurar no quarto dele. Tinha uma lixeirinha pequena, a levantei para ver mais de perto. Tinha um papel caído escondido em baixo. Escondido ou perdido acidentalmente? O peguei e li.
Hugo, Hugo... A hora da número 3 está chegando. O número 5 já suspeita da gente. Cuidado trouxa.
Ass:3159
-Mariaana.
-Oi, mô.
-Olha.
-Mariana leu todo o bilhete.
-Esses números, são o quê?
-Psssssiu.
-O que é isso? Foi você Mika?
-Não.
-Psssssiu.
-Quieta! — disse eu, pondo o dedo indicador nos lábios.
-Psssssiu.
Mariana e eu olhamos para a direção do chamado.
Era só uma sombra. Uma sombra na janela. A sombra sumiu para a direita. E apareceu correndo novamente na outra janela.
-Miiikaaaaeeeel, Mariaaaanaaaa. Eu estou vendo vocês. — disse ele com voz de soprano.
Nós corremos para a janela dos fundos. E um vulto passou. Depois voltou. Estava encapuzado e com o rosto tampado com um tecido preto. O vulto negro olhou diretamente pra nós, levantou a mão e balançou os dedos.
-O que você quer? — perguntei.
Apontou para a mesinha do centro. O celular da Carla estava lá.
-Pega pra mim, me dê. E você sai dessa casa sem se machucar.
Me aproximei do celular e o peguei.
-Acho que tenho uma coisa melhor que você vai querer... Número 5.
O vulto ficou em silêncio e correu.
-Nãão. Volta. Volta. Eu preciso de você Léo.
Notas finais
Bemça meu pai.
Areruia senhor. Amém.
Oooooh glória.
Deus seja louvado.
Deus é pai.
O nosso santo Deus é misericordioso.
Queima jeová...
Glória a Deus.
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