The Assassin Shadow
9 Finding Léo
Notas iniciais
Oooh jeová.
Deus é o todo poderoso.
Sim, estou até agora comemorando o reaparecimento do Léo.
Graças ao pai.
Amém.
Léo se virou. E andou em nossa direção.
-Eu não podia aparecer. Hugo não queria. Me desculpa maninho. Me desculpa Léo puxou a máscara e começou a chorar.
Eu e Mariana saímos pela janela e o abraçamos.
-Vamos para casa.
-Não, eu não posso, se o Hugo souber ele me mata.
-Ele quem? Hugo?
-Não, 3159. Bem, é como ele se denomina.
-Vamos para outro lugar. Hugo já deve estar chegando.
Encontramos um velho depósito abandonado e entramos. Nos sentamos no chão.
-Léo. Temos somente uma pergunta pra você. Você matou a Carla?
-Não. Eu nunca faria isso.
-Quem matou a Carla?
-Bem, era pra ser 3159.
-Quem é ele? Você o conhece?
-Não sei e não o conheço. Só sei que ele é um assassino. Ele mata as pessoas por prazer. Eu já suspeitava dos atos dele há muito tempo. E sabia que Hugo estava envolvido.
-Por que o Hugo estava envolvido?
-3159 é um tipo de assassino de aluguel. Hugo deve ter pedido para matar a Carla. E eu sabia que eles me chamavam de número 5. Só não sabia o por quê.
-Achamos isso na casa do Hugo — Léo pegou o bilhete e o leu Assim que li, percebi que 5 só podia ser você.
-É, eu estava investigando isso e eu também recebi cartas.
-De que tipo?
-Tipo: Sua hora está chegando; 5 é o terceiro. Coisas do tipo.
-Eu acho que a Carla é a 3.
Léo ficou em silêncio por alguns segundos.
-Espera. Carla era a número três. Então isso é uma ordem. Olhem, faz todo o sentido. Carla era 3, Alguém é 1, eu sou 5 e mais alguém é 9. Por isso 3159. Ele está matando na ordem. O próximo é o 1. Temos que saber quem é 1.
-Será que sou eu? — perguntou Mariana Mika e eu estamos recebendo cartas. Talvez seja um sinal.
-Tem razão Mariana. Mas eu me escondi pensando que Hugo queria que me matassem. Mesmo assim, não acho que seja você. Que motivos Hugo teria para matar você.
-É mesmo Mari concordei Mas Léo, por que você fez toda aquela cena aquela hora? E por que tá vestido assim?
-Esse assassino se comunica assim com as pessoas. Pensei que vocês sabiam.
-Não sabíamos.
-Bem, ele dá susto nas pessoas usando sombras. Ele fala com uma voz fina como eu fiz aquela hora. E sempre usa essa roupa. Só que é uma máscara. Uma máscara negra.
-E por que tentou assustar agente?
-Eu queria pegar o celular da Carla, e se não fosse desse jeito, pensei que iam perceber que não era 3159 que havia roubado.
-Espera falei 3159 tentou me assustar uma vez. Mas foi a única vez. Um delegado estava entrando na minha casa e apareceu uma sombra na minha janela.
-Ele não fez nada?
-Não.
-Provavelmente ele estava fugindo. Fugiu quando percebeu que o delegado estava lá
-É, provavelmente.
-Olhei para Mariana ela estava meio assustada.
-Que foi mô.
-Nada.
-Fala!
-Não.
-Fala, droga.
-Tá booom. Eu também vejo sombras.
-Sombras?
-É. Eu via, quer dizer.
-Como assim via?
-Mariana dormia comigo no quarto. Quando ela estava viva toda noite um sombra aparecia na janela. Acho que ela via, mas não falava nada. Fingia que não percebia.
-A sombra ficava parada?
-Não. Passava várias vezes, mas não ficava parada. Ele só ficou parado uma vez.
-Quando?
-Na madrugada do dia 24 de dezembro. Ela ficou parada por uns 5 minutos quando Mariana estava dormindo. Eu vi ela lá parada. Estava morrendo de medo mas ficava totalmente imóvel e não falava nada com medo de que a sombra me matasse.
-Podia ter falado, ele não iria matar você. Ele não mata ninguém sem motivo disse meu irmão.
-Bem, depois minha irmã acordou, olhou pra janela e levou um susto, deu um grito abafado e sentou na cama. Nessa hora a sombra fez como você, levantou a mão e balançou os dedos. E fiquei com os olhos apertados, fingindo que estava dormindo.
-É isso que ele faz uma noite antes de matar alguém. A morte da sua irmã estava muito próxima.
-Falando nisso. Por que você queria o celular da Carla?
-Porque eu não queria que vocês soubessem o que estava acontecendo.
-O que estava acontecendo?
-Eu... eu tava com a Carla.
-Tava?
-Agente tava junto. Agente tava, tipo... Namorando.
-Ai meu Deus! — abafou Mariana.
-Namorando? Mas como agente ia saber disso pelo celular? -perguntei.
-Fotos. Haviam várias fotos. E algumas chamadas.
-Bem, o cartão de memória que estava com as fotos sumiu. E o celular foi roubado. Mas eu não entendo, se o Hugo roubou o celular, por que eu recebi uma carta de 3159 dizendo que ele tinha matado a Carla e roubado o celular.
-É. Hugo provavelmente roubou o celular e deixou aquela carta para te assustar. 3159 roubou o cartão. Ele sempre faz isso. Ele não deixa nada claro. Ele deixa dúvidas no ar. Por isso ele roubou só o cartão.
-Mas por que?
-Não sei. Talvez só pra saber o porquê do Hugo querer que ele matasse a Carla.
-Então era por isso? Porque ela largou ele pra ficar com você.
-Bom... É a razão mais provável.
Ficamos uns dez segundos em silêncio.
-Está anoitecendo Léo. Temos que ir pra casa.
-Eu não posso. Tenho que ficar aqui.
-Tudo bem, eu vou em casa, pego roupas e comida pra você e você dorme aqui.
-Tá bem.
-É... Onde você estava morando esse tempo todo?
-Eu estava no centro da cidade em um hotel. Hotel Kariakaa.
-Kariakaa?
-É, é um hotel japonês.
-Tudo bem. Estamos indo então mano.
-Tchau.
Nos levantamos do chão e limpamos nossas calças. Fomos embora.
Cheguei em casa e mamãe estava chorando, pra variar. Ela tentou disfarçar de novo mas eu percebi mesmo assim. Cheguei perto dela e a abracei tentando mostrar pra ela que não precisa se preocupar. Não podia contar que Léo estava bem e que estava lá no depósito.
Fui ao quarto do Léo e peguei roupas. Num baú havia um travesseiro e um cobertor que ele tinha deixado guardado desde que desapareceu. Peguei o travesseiro e puxei o cobertor. Escondido embaixo dele tinha um objeto. Uma arma.
Naquele momento minha cabeça explodiu. Era muita coisa pra armazenar. E agora aquilo. Será que tudo o que eu sabia sobre 3159 era mentira? Será que meu irmão era o assassino e estava inventando aquilo tudo? Será que Hugo era inocente?
Só tinha um jeito de saber. Peguei alguns biscoitos no armário da cozinha, guardei o cobertor o travesseiro e as roupas numa sacola grande.
Saí escondido pela porta dos fundos e fui entregar as coisas ao Léo e ter um papo sério com ele.
Cheguei ao depósito abandonado. Meu irmão estava em pé , encapuzado, só que com uma máscara, no fundo escuro.
-Aqui Léo, suas coisas.
Léo riu sarcasticamente. Puxou do bolso um papelzinho ,o jogou no chão e correu.
-Aonde você está indo? — perguntei gritando.
Léo riu ainda mais. Correu a toda velocidade para fora do depósito.
Depois de correr até a saída do depósito, quando perdi Léo de vista, voltei para dentro e peguei o papel.
Shadows in Kariakaa.
Ass:3159
Notas finais
Abençoa meu pai.
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